[Unboxing] Recebidos de Junho - INOAR

quarta-feira, 21 de junho de 2017
Ois :) Já tem um tempinho que não postamos assuntos off-livros, não é mesmo? Também concordo, tá na hora de voltarmos a falar sobre-todas-as-coisas (como fizemos por uns bons domingos no projeto Uma semana e(m) um dia...), e não apenas sobre as leituras que batem à nossa porta. A verdade é que nem sempre a palavra rememora ou traduz o momento que mais nos encantou em uma semana (e é até bom que seja assim, já que nem sempre estamos tão abertos a traduzir a nós mesmos em algumas linhas...), ou ainda, como admitir que a semana apenas passou, meio assim repetida, um dia após outro, hoje é quarta ou quinta, será que o boleto já venceu, quando é mesmo o aniversário da amiga?

De qualquer forma, contar as pequenas coisas - tanto as bonitas quanto as que poderiam passar despercebidas em um texto, é também uma espécie de prosa a respeito de nós mesmos, e, neste momento do blog, a partir de agora e até quando não sei, tentaremos falar deste um pouco de tudo, ainda que à primeira vista este tanto seja apenas um vento desgovernado que ataca a rinite e bagunça o cabelo.

Aliás, ontem e hoje dois pacotes lindos chegaram por aqui, e eu queria muito que já estivéssemos no domingo pra que o unboxing de tudo isso fosse regado a um bom pijama, café e experimentos com os recebidos. De qualquer forma, entendendo que tanto o texto como a vida estarão sempre a muitas léguas da perfeição, vamos estender um pouco mais essa conversa sobre o cotidiano e suas coisas e comentar uma das caixinhas :)

Sei que quando a gente começa a falar de recebidos já bate aquela consciência - e eventualmente alguma treta - quanto ao tanto de espaço que destinamos a divulgação de marcas em nossos blogs. É realmente um assunto complicado e nem sempre compreendido, e que não caberia uma prosa específica sobre isso agora, mas...... como nosso Blog é ainda "novo" neste formato de parcerias não-literárias, acho importante deixar registrado que pra gente é MUITO importante compartilhar conteúdos com os quais nos identificamos (seja um livro, um produto de beleza, um disco, uma gordice...) e que realmente fazem parte de nosso cotidiano. Afinal, assim como há inúmeras editoras e autores sobre os quais até hoje não falamos (e não apenas por motivos de "não passamos nas seleções de parceria" rs, mas por divergências de gosto mesmo, e também filosóficas, principalmente), certamente há um tanto de marcas e produtos com os quais não pretendemos nos alinhar, já que afinidade é uma das palavras que mais cultivamos, e também porque não seria justo (com o autor, a editora ou a empresa, e nem com a gente e com vocês mesmo, claro) esse compartilhar de opiniões apenas por conveniência.

(e cabe o parêntese: que mundo estranho esse onde tudo precisa de uma introdução ou justificativa, hein?...)

Bom, vamos ao inesperado unboxing então? <3


Quem escreveu pra gente foi a INOAR, uma empresa paulistana do setor de beleza, há décadas conhecida por seus produtos destinados ao cuidado e tratamento de nossas madeixas, e que eu já virei fã desde a primeira vez que descobri que produtos de Argan são excelentes para nutrir e "dar corpo" aos fios, especialmente quando bate aquele excesso de umidade típico do Rio de Janeiro, cuja função é deixar os fios ainda mais finos, cheios de frizz e não-imunes nem àquela escova caríssima que a gente investe pra passar o dia com um pouquinho mais de dignidade rs. Pois bem, dentro da caixinha da Inoar vieram dois produtos que eu acredito que irão me ajudar bastante nesta saga capilar: o creme Multifuncional Amor de Verão (adorei o nome, super poderia ser um romance da A.C.Meyer <3 rs) e uma amostrinha do Kálice, um combinado de óleos vegetais que já virou queridinho de muita gente por aí!

Como ainda não deu tempo de testar os produtos, vou compartilhar então a descrição técnica deles:


Multifuncional Amor de Verão All Poo Inoar
Indicado para No POO
Com vitamina E e óleos de semente de girassol e de macadâmia
Livre de silicones, petrolatos e óleos minerais
Vegano
500mL

O All Poo é um produto "Tudo em Um" da Inoar. Pode ser utilizado como creme leave-in, condicionador e cowash. Contém Vitamina E, Óleo de semente de girassol e Óleo de macadâmia. A marca desenvolveu sua linha com quatro versões. A diferença entre elas é a fragrância, para atender a todos os gostos.
Multifuncional, vegano e liberado para quem não usa sulfatos silicones, petrolatos e parafinas.

Princípios ativos:
Óleo de semente de girassol: promove hidratação e brilho
Óleo de macadâmia: disciplinante
Vitamina E: antioxidante, protege o cabelo de agressões externas e evita o desbotamento

COMO USAR:
1. Creme leave-in: aplique no comprimento do cabelo, mecha a mecha e finalize como de costume. Pode usar o secador, pois o produto também é termoativado, segundo a marca.
2. Cowash: aplique sobre o couro cabeludo e comprimento dos fios, massageie bem e enxágue.
3. Condicionador: aplique sobre o comprimento dos fios, enluvando bem por cerca de 3 minutos. Enxágue.

COMPOSIÇÃO:
Aqua, Cetearyl Alcohol, Cetrimonium Chloride, Cocamidopropyl Betaine, Guar Hydroxypropyltrimonium Chloride, Polyquaternium-7, Panthrnol, Tocopheryl Acetate, Glycerin, Quaternium-17 (and) Trideceth-7 (and) Trideceth-5. Parfum, Hellianthus Annus 9Sunflower) Seed Oil, Macadamia Ternifolia Seed Oil, Phenoxyethanol, Ethylhexylmethoxycinnamate, Citric Acid.


Kálice
7 óleos vegetais preciosos para cabelo, corpo e rosto

Kálice é um produto premium e multifuncional com vitamina E e 7 óleos vegetais preciosos para cabelo, corpo e rosto: argan, mirra, macadâmia, ojon, amêndoas doces, jasmim e alecrim. Esta combinação especial é hidratante, nutritiva, reparadora, antioxidante, suavizante, protetora e emoliente, com toque leve. Em um só passo, Kálice penetra profundamente, hidratando cabelo e pele sem pesar com um aroma suave e exclusivo.

Indicação: Todos os tipos de cabelos
Esta linha contém: Óleo 100 mL; 8 mL
Principais ativos: Óleos vegetais de argan, mirra, macadâmia, ojon, amêndoas doces, jasmim e alecrim.

Conselhos de uso:

PASSO 1 - Cabelo:  Coloque o óleo nas mãos e espalhe por todo o cabelo ou nas pontas. Pode ser usado para fazer umectação, antes de lavar, ou adicionado ao seu shampoo, condicionador e máscara de tratamento.
PASSO 2 - Corpo: Aplique em todo o corpo massageando, especialmente as áreas mais ressecadas.
PASSO 3 - Rosto: Coloque uma gota nas mãos e aplique sozinho, com seu hidratante ou base diária.



Minha primeira impressão dos produtos: o cheiro de ambos é MUITO BOM, e nada enjoativos! A textura do Multifuncional é bem de condicionador mesmo, e não escorre; já a do óleo não é tão viscosa quanto um óleo de Argan, e confesso que o Kálice já me interessou mais justamente por isso <3 Aliás, super obrigada Inoar por este combo incrível!! <3

Enfim, sempre é bacana receber novidades assim, tão inesperadas, e que a gente já imagina que alegrará a vida da gente por um bom tempo! <3 E como eu falei lá no início do post, super acho que vale compartilhar este tipo de lançamento por aqui, ainda mais por já conhecer e gostar da marca, e também por acreditar que o cuidado-de-si envolve não apenas a letra, mas também o nosso corpo, que é nossa principal morada, e de vez em sempre é importante a gente dar uma atenção pra ele sim :)

Pra quem quiser conhecer melhor o trabalho da Inoar, vale acompanhar as redes: Youtube | Facebook | Instagram

E você, já usou algum dos produtos da INOAR? O que achou da marca? Compartilha com a gente! :)


[Eventos] Clube Leituras no Subsolo # 4 | Michel Laub: O Tribunal da quinta-feira | Livraria Leonardo Da Vinci (RJ)

domingo, 18 de junho de 2017
E em junho também teremos nosso clube Leituras no Subsolo! O título deste mês é "O tribunal da quinta-feira", de Michel Laub, publicado pela Companhia das Letras. Uma história atualíssima onde o desejo afronta a tolerância e a reputação (e seu assassinato) encarcera qualquer sociabilidade. Imperdível! Dia 27 de junho (terça-feira) na Livraria Leonardo da Vinci. 

Para conhecer um pouco mais da obra, leia um trecho da entrevista do jornalista Alexandre Lucchese com o autor publicada no Jornal Zero Hora

As redes sociais são pródigas em escândalos como o que está exposto em O tribunal da quinta-feira. Você se inspirou em algum caso específico?
É claro que, ao escrever, você junta coisas que viu aqui e ali. Mas seria empobrecer o livro ficar somente em uma reprodução da realidade, porque a ficção traz muito mais possibilidades. A trama fala mais do espírito de uma época do que de casos específicos.

É um espírito de que cada um pode ser juiz do próximo?
Juiz dos outros todo mundo é, isso é da natureza humana. O que mudou é que hoje todo mundo tem plateia. E, por causa dos algoritmos que aproximam pessoas com os mesmos interesses e opiniões nas redes, essa plateia está ali para concordar com o juiz, ou para estimular que ele se radicalize ainda mais. O contraditório que atenuaria ou alteraria esse processo está cada vez mais raro.



Sinopse: Um publicitário faz confissões por e-mail ao melhor amigo. Os textos falam de sexo e amor, casamento e traição, usando termos e piadas ofensivas que contam a história de uma longa crise pessoal. Quando a ex-mulher do protagonista faz cópias das mensagens e as distribui, tem início o escândalo que é o centro deste romance explosivo.

O fio condutor da história, que une o destino dos personagens diante de um tribunal inusitado, são os reflexos tardios e ainda hoje incômodos da epidemia da aids, e o que está em jogo são os limites do que entendemos por tolerância - mas para chegarmos a eles é preciso ir além do que seria uma literatura “correta” ao tratar de homofobia, assédio, violência, empatia, liberdade e solidariedade.

Um menino em um milhão - Monica Wood | Editora Arqueiro

quinta-feira, 15 de junho de 2017


O Menino

"Tinha um jeito bonito de falar, apesar de sua dicção incluir pausas quase imperceptíveis nos lugares errados, como se fosse um estrangeiro ou tivesse perdido o fôlego. (...)
- Por acaso sua mãe é professora?
- Minha mãe é bibliotecária.
- Você fala como um bibliotecário.
- Não tenho nenhum amigo.
- A bem da verdade, eu também não. De vez em quando tomo chá com as senhoras da igreja, mas elas reclamam tanto da saúde que eu saio de lá exausta. Você é um bom menino. Por que não tem amigos?
- As pessoas só gostam de você se você faz algum esporte. Os truques de mágica não adiantaram muito.
- Eu avisei, disse Ona.
- Um, detesto esportes. Dois, detesto grupinhos. Três, detesto almoços."

Esta é a história de um Menino que trocou as primeiras palavras pelo silêncio. Para ouvir o canto dos pássaros; para ouvir a si mesmo.

Em sua voz diminuta, o Menino construía um novo mundo: datas, recordes, listas e as páginas (todas as páginas!) do Guinness Book eram a inspiração de seus dias, e uma espécie de consolo para as impossibilidades de sua própria vida.

Aos onze anos, tudo o que o Menino conhecia rimava com Solidão: a linguagem, o Pai e os amigos, assim como o canto de uma dezena de pássaros (em sua vida de escoteiro, já conseguira reconhecer a primeira dezena, mas, para chegar a um recorde - e ter seu próprio nome em uma lista de recordistas!, era preciso aguçar os ouvidos e chegar a vinte) eram importantes itens a acrescentar em suas listas. Enquanto o bom-futuro não chegava, os anos passavam e O Incompleto permanecia, como um incansável amigo. Seu único amigo.


Ona Vitkus, a Senhora mais velha do mundo (do Menino)

"Não precisa se desculpar. Pra falar a verdade, até gostei que você tenha perguntado. E que não tenha ficado surpreso com a resposta.
...
Porque muita gente acha que sou uma espécie de estátua sem passado nenhum, por isso. Mas você senta aqui na minha cozinha e me obriga a tirar essas coisas todas do baú, me fazendo lembrar que eu sou eu."

Cento e quatro anos, um casamento, duas guerras, inúmeras despedidas (a de sua mãe e pai e esposo e filhos, e seu trabalho junto a máquina de escrever, e também a Lady Di, a tevê preto e branco e o presidente Kennedy). E a chegada do Menino.

Pois foi em um sábado de seus cento e quatro anos que Ona Vitkus então preencheria o espaço que restara em seu coração. Foi em um sábado de chuva que conheceu o atencioso e franzino escoteiro, cuja boa ação dos próximos dias seria a de ajudar esta velha senhora a cuidar de seu quintal e, ao término de suas tarefas, comer um biscoito em forma de dinossauro, dizer obrigado e adeus, até a próxima semana, só isso.

Ona Vitkus não imaginou que a solidão que a afastava de toda a vizinhança era a mesma sentida pelo Menino, e por isso os dois se aproximariam. Afinal, toda amizade é uma segunda infância, assim como um amadurecimento de nossa própria vida.

No segundo e terceiro sábados então, Ona e o Menino compartilhariam histórias, truques de mágica (em sua infância, Ona trabalhara em um circo) e improváveis recordes (recordes que, quando crescer, o Menino sonha em também realizar). E foi assim que um novo encontro de almas estava estabelecido. Bastava o olhar dizer sim. Bastava a dor chegar ao fim.

(Para Ona, não chegaria. Tampouco para o Menino.)


Quinn, também chamado Pai

"Não era um sonhador. (...) Era um guerreiro. Um guerreiro que amava música. (...) Tinha por tudo isso um afeto irracional e inabalável, como se as composições, tanto as boas quanto as ruins, fossem crianças deixadas sob seu cuidado.

(...) Inúmeras vezes na sua vida de guitarrista (...) ele havia tocado algo importante o suficiente para tirar as pessoas da sua imobilidade natural, (...) algo que fazia com que se lembrassem de algum lugar onde já tinham morado, alguém que já tinham amado, uma versão esquecida de si mesmo. (...) Amava o vazio que conseguia preencher."

Ganhava o suficiente para cuidar de uma e duas vidas. E trabalhava o suficiente para perder estas próprias vidas. Belle e o Menino eram sua fonte de inspiração, embora a Música fosse sua verdadeira razão de existir. De não desistir de si mesmo.

Era homem de palavra, ainda que o amor tivesse se tornado apenas uma palavra amarga em seu dicionário: "incompetente"; "egoísta"; "não tens a nós em teu sangue?". Ora, as canções eram todo o seu sangue. Desde a infância. Desde o dia em que, a duros golpes, aprendeu que não adiantaria explicar: o apaixonado por canções seria sempre um qualquer, um incompreendido. Um alguém cuja partitura era aos olhos dos outros incompreensível.

Quinn poderia ter diminuído os solos e ouvido a saudade de sua esposa, ou o canto dos pássaros junto ao Menino; mas não importa: aos onze anos, aos quarenta ou aos cem, a solidão é por vezes nossa primeira escolha, justamente por nos fazer escolher a nós mesmos.   


A Mãe, também chamada Belle

"- Eu adorava sua música - disse ela (...). - Pensava que...
- Pensava o quê?
- Eu acreditava em você. Acreditava na coisa toda.

Acreditava. O tempo pretérito entristeceu Quinn. Ele se lembrou do dormitório em que ela morava na universidade, depois de um show dos Benders em que ele tocara. Belle tinha 19 anos. (...)

- Eu achava que queria algo diferente - acrescentou, quase sussurrando. (...) A verdade era que eu queria exatamente a mesma coisa que todo mundo.

(...) Ele tinha se casado com ela quando o outro caminho teria sido mais fácil. (...) Mas no final das contas, a lista de Belle se resumia em um item impossível: ele precisaria se transformar em outra pessoa."

Imaginou que a rebeldia era condição para se chegar ao chamado Novo Mundo. A rebeldia ou o casamento, assim diziam os muros da escola e suas amigas. Restava a Belle aguardar os dias predestinados ou rabiscar o futuro. Preferiu deixar a cidade pequena e dedicar-se ao amor e ao ventre. À paixão e à independência. A Quinn Porter e a chegada do Menino.

Pensava que... Poderia ter ouvido a ladainha de seus pais, ou ainda canção do vento, mas preferiu deixar de lado a tradição e os livros e arriscar-se neste quarto-e-sala chamado Vida, cujos apertos eram comuns a toda gente de todo mundo, e não apenas a uma fatalidade de seu destino.

Um belo nome, um lar, uma família, um sonho de menino. Tudo ficou pra trás, quando percebeu que o marido e a criança eram incapazes de ouvir o que teria a dizer. Por vezes, Belle, é preciso estar junto para entender que a vida também nos convida a ser sozinhos, por mais que esta seja uma escolha - ou, como queira crer, um destino - apenas triste.

Era chamada Belle, e Segunda Chance o seu sobrenome. Em um canto de lágrima, o amor finalmente a reencontraria. Embora o passado permaneça como um zumbido, o novo presente parecia promissor, e um pouco mais compreensivo. E nada musical; e ainda sombrio.


O encontro

O tempo interior, as bonitas desculpas dos que habitam neste mundo. Errei porque, não finja, vou embora, casa comigo, você poderia ter ouvido. O livro todo, assim como a vida, conta a imprecisão de nossa história, onde seus heróis (Belle, Ona, Quinn e o Menino) interpretam a realidade através de sua própria palavra, de sua imprópria maneira de ver o mundo.

No interior desse mundo fechado, homens e fatos e coisas parecem igualmente vítimas da solidão de suas escolhas; da incerteza de seus pertencimentos. E não poderia ser diferente: a vida é este algum encantamento que surge dos encontros, e desta alguma coisa inominada, ainda sem expressão, que nasce no intervalo entre o amor e a liberdade, ou no início de uma despedida.

Em relação ao livro, o que fica é a pergunta: o que se passa quando dois personagens, um em presença do outro, trocam palavras, trocam confidências, e desarmam sorrisos?

Contar o mundo é uma espécie de fuga de nossa própria monotonia, da vida que ninguém mais está disposto a conhecer. Por vezes, nossas palavras chegam ao teto e recolhem-se no espelho; por vezes também, a letra é como o cinza da chuva, que desmancha ao sabor dos pingos e renasce quando escrita em forma poesia. Como um encontro de palavras tortas e corações alinhados. Como um segundo nome para Belle, Ona, Quinn e o Menino. E também para nossa própria vida.




Quinn Porter é um guitarrista de meia-idade que nunca conseguiu deslanchar na carreira. Enquanto aguardava sua grande chance na música, foi um marido e pai ausente, e jamais conseguiu estabelecer um vínculo afetivo com o filho, uma criança obcecada pelo Livro dos Recordes e algumas peculiares coleções.

Quando o menino morre inesperadamente, alguém precisa substituí-lo em sua tarefa de escoteiro: as visitas semanais à astuta Ona Vitkus, uma centenária imigrante lituana.

Quinn assume então o compromisso do filho durante os sete sábados seguintes e tenta ajudar Ona a obter o recorde de Motorista Habilitada Mais Velha. Através do convívio com a idosa, ele descobre aos poucos o filho que nunca conheceu, um menino generoso, sempre disposto a escutar e transformar a vida da sua inusitada amiga. Juntos, os dois encontrarão na amizade uma nova razão para viver.

Um menino em um milhão é um livro sensível, poético e bem-humorado, formado por corações partidos e aparentemente sem cura, mas unidos por um elo de impressionante devoção pessoal.


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