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agosto 14, 2018



Oi oi galera! Tudo bem com vocês? A resenha de hoje é do livro A duquesa, da autora Danielle Steel, editora Record, 335 páginas. 

👒 Angélique é a filha mais nova de um duque, fruto de seu segundo casamento. Angélique era muito próxima de seu pai, o duque Phillip. Eles tinham um relacionamento muito bonito e isso fez com que seus irmãos mais velhos, Tristan e Edward, que já não aprovavam esse segundo casamento, sentissem muito ciúmes da caçula. Angélique perdeu a mãe, que faleceu em decorrência do parto. 

👒  O duque Phillip morre deixando (como afirmava as leis da Inglaterra) a sua herança para seu filho mais velho Tristan e uma pequena parte para Edward. Angélique, por ser mulher não ficou com nada e, como esperava o duque, acabou também abandonada pelos irmãos mais velhos. Foi como uma vingança por todo o ciúmes que sentiam. 

👒 Tristan arrumou para Angélique um emprego de babá bem longe do Castelo onde moravam. Se apoderou de tudo e deixou a irmã para se virar como pudesse, sem saber que o duque antes de partir havia deixado para ela uma quantia em dinheiro. 

👒 Angélique se acostumou ao emprego de babá na casa da família Ferguson, fez amizades, amadureceu, e permaneceu lá por mais de um ano até que acontece uma reviravolta e ela se vê sem emprego e sem ter para onde ir.

👒 Angélique tem um encontro forte com uma pessoa que vai ser sua grande amiga, mas principalmente, vai fazer com que Angélique tenha uma ideia bem diferente de como investir o dinheiro que seu pai lhe deixou para conseguir se manter e também poder ajudar outras pessoas. 

👒 A partir daí acontece MUITA coisa na vida de Angélique, tudo num curto espaço de tempo. Será que Angélique vai conseguir se dar bem nesse novo negócio? Será que um dia ela vai encontrar alguém com quem queira se casar? Será que Angélique ainda vai ter a chance de se vingar de quem a abandonou? 

👑 Considerações finais: Gente tive alguns problemas com essa história... até mais da metade do livro a leitura estava literalmente se arrastando. Eu sentia muita informação sendo repetida exageradamente o que por vezes pode atrapalhar o desenvolvimento da leitura. Outro ponto que me incomodou foi que fica claro que a história se desenvolve a modo de mostrar a exaltação da Angélique e toda sua luta e dificuldade, mas eu não gostei muito da forma com que Angélique era descrita em comparação a outras mulheres, principalmente depois que ela resolve trabalhar nesse novo ramo (não posso entrar em detalhes pois seria spoiler)... Não gosto muito desses "comparativos"... afinal todas possuem suas lutas, dificuldades e méritos não é mesmo? É sim!

De forma geral, a parte final do livro se desenvolveu de forma mais fluida, a leitura foi bem mais rápida, com bastante emoção, momentos tensos e felizes. Informo que cada livro possui uma leitura diferente aos olhos de quem lê e que opiniões são totalmente singulares e sua experiência pode ser parecida ou totalmente diferente da minha. De qualquer forma, acho uma leitura legal a ser feita e analisada. A história, por fim, possui muitas reviravoltas, emoções e também bons romances!

Abraços e até a próxima!
agosto 13, 2018

Em parceria com as livrarias Travessa e Leonardo Da Vinci, a Editora Bazar do Tempo realiza nos dias 14 e 16 de agosto dois encontros sobre leituras, livros, livreiros e a paixão por livrarias, inspirados pelo lançamento Livrarias: Uma História da Leitura e de Leitores, do escritor catalão Jorge Carrión, recém-publicado pela Bazar do Tempo. 

O encontro do dia 16, terça-feira, será realizado na Travessa Botafogo e contará com a participação da jornalista Cora Rónai, o fundador da Livraria da Travessa Rui Campos, a equipe da livraria e a mediação de Mateus Baldi, do Resenha de Bolso. 


Já na quinta-feira 16 de agosto, na Livraria Leonardo da Vinci, o bate-papo contará com a presença de Raquel Menezes [presidente da Liga Brasileira de Editoras, Libre], Daniel Louzada [da Leonardo da Vinci], Solange Jacob Whehaibe [da Associação Estadual de Livrarias do Rio de Janeiro, AEL] e Daniel Chomski [Livraria Berinjela].


Mais informações sobre estes e outros eventos você encontra nas redes da Bazar do Tempo :) 


agosto 09, 2018



Olá, pessoal! Tudo bem?

Chegando com mais um resenha de um livro que gostei muito. Uma história daquelas que mexe com  o nosso emocional, dando uma cutucada de leve e nos lembrando que nem sempre conhecemos de verdade aqueles que estão próximos da gente. E, até mesmo, o quanto nos anulamos para que os outros não nos conheçam realmente. Confuso? Então, confere a resenha e vamos conversar mais sobre.

O Colecionador de Memórias -  Cecelia Ahern | Novo Conceito

Sinopse: Quando Sabrina Boggs tropeça em uma misteriosa coleção de bolinhas de gude que pertencia ao seu pai, percebe que não sabe nada sobre o homem com quem cresceu. É uma coleção valiosa e incomum – incomum se ela pensar no homem que sempre conheceu. No entanto, há algo real lá dentro, muito verdadeiro sobre seu pai, ou sobre a criança que ele fora.

Sabrina só tem vinte e quatro horas para descobrir os segredos do homem que ela pensava conhecer. Um dia para exumar memórias, histórias e pessoas que não sabia existirem. Um dia que a mudará para sempre.

Fazendo uma busca pelas memórias de seu pai, Sabrina persegue uma busca de identidade; os segredos que ela trará à tona irão mudar tudo o que dava por certo em sua vida. Mas se seu pai não é o homem que ela achou que fosse, quem é a própria Sabrina?


Com a escrita impecável de Cecelia Ahern, acompanhamos as narrativas de dois personagens. Fergus e Sabrina Boggs, pai e filha. Ele vive em uma casa de repouso desde que sofreu um AVC e, consequentemente, perdeu parte da memória. Através dos relatos dele, conhecemos seu passado, aquele que poucos conhecem. Dos detalhes de sua infância até chegar à fase adulta que escondeu por receio de não ser aceito. Com Sabrina Boggs, descobrimos junto com ela o que o pai tanto amava e fez questão de esconder. Através de uma linda e preciosa coleção de bolinhas de gude, Sabrina busca conhecer e saber mais sobre esse hobby do pai e do porquê de tanto mistério. 

Talvez passe pela cabeça que algumas bolinhas de gude não sejam um motivo grande para tanto mistério. Pode-se pensar que uma brincadeira de criança seja algo tão leve que não há a necessidade para se criar um enredo baseado nisso e, mais ainda, que possa se tirar algo para refletir. Mas o que Ahern fez muito bem nessa história foi nos mostrar como uma paixão pode dar mais motivação para nossa vida. Também que, se reprimimos essa paixão, acabamos vivendo pela metade, não sendo nós mesmos. Além de um drama familiar vivido desde sua infância, Fergus nos mostra como foi crescendo seu amor pelas bolinhas e como foi se tornando um dos melhores jogadores, participando de torneios mundiais, inclusive. Mas, acreditem. Parecia que ele tinha duas vidas. Uma era do homem que levava essa habilidade com as bolinhas de gude a sério. Mantinha sua coleção como um tesouro e ainda podia se deliciar em torneios, onde encontrava outros apaixonados. A outra vida era do homem tranquilo, trabalhador, pai de família que suava para sustentar a casa. Era essa pessoa que Sabrina conhecia. Um pai dedicado, amoroso, mas que se escondeu e nunca revelou o seu outro lado.

"Contar a Sabrina sobre isso, seria lhe dizer que eu a excluí, assim como a sua mãe, de uma parte de minha vida, por tanto tempo, que eu menti para as duas pessoas mais próximas de mim e em quem eu deveria confiar e permitir que confiassem em mim."


Sabrina, casada, com filhos e tem um emprego que é sempre mais do mesmo. Como salva-vidas na piscina de uma casa de repouso, sua ocupação não tem muita emoção. Nada acontece de novo e em casa seu casamento está morno. Junto com o marido, frequenta terapia de casal, mas está difícil perceber o que anda acontecendo para que o casamento não esteja lhe dando tantas alegrias. Quando a caixa com os pertences do seu pai, Fergus, chega em sua casa e encontra várias e várias bolinhas de gude, de diferentes materiais e tamanhos e desenhos, e com inventário com valores de cada uma, tipos, nomes e a forma como foram conquistadas, foi difícil acreditar quer pertenciam ao pai, já que em toda a sua existência, nunca tinha ouvido falar nada sobre a coleção, sobre esse hobby. Nunca. Foi com essa surpresa que Sabrina decide ir atrás de mais informações e, a cada nova descoberta sobre o seu pai, Sabrina vai percebendo que há muitas coisas que esconde de si mesma.

Cecelia Ahern conseguiu me envolver do início ao fim. É certo que se trata de uma narrativa lenta mas que, de nenhuma forma, tornou-se cansativa. É leve ao mesmo tempo que se percebe uma carga dramática, mas que ficou bem desenvolvida no enredo. A forma como a autora consegue interligar a história dos dois personagens, complementando-as e, assim, amarrando todos os elementos e mistérios antes levantados, é surpreendente. Foi difícil não me sentir totalmente envolvida por essa história. Uma história de descobertas, redescobertas, autoaceitação e mudança. 

Uma experiência de leitura incrível e que não poderia deixar de compartilhar com vocês. Espero que tenham gostado e que não esqueçam de comentar aqui as suas impressões. Quero muito saber!

Até a próxima!

Bjo, Thaís
agosto 05, 2018



Fala queridos leitores. A dica de hoje é um dos livros mais tensos que já li na vida. É da aclamada Colleen Hoover e trata-se do seu último lançamento, “Tarde Demais”, publicado pela Record. 


Sinopse: Para proteger o irmão, Sloan foi ao inferno e fez dele seu lar. Ela está presa em um relacionamento com Asa Jackson, um perigoso traficante, e quanto mais os dias passam, mais parece impossível enxergar uma saída. Imersa em uma casa incontrolável que mais parece um quartel general, rodeada por homens que ela teme e sem um minuto de silêncio, também parece impossível encontrar qualquer motivo para se sentir bem. Até Carter surgir em sua vida.

Sloan é a melhor coisa que já aconteceu a Asa. E se você perguntasse ao rapaz, ele diria que também é a melhor coisa que já aconteceu a Sloan. Apesar de a garota não aprovar seu arriscado estilo de vida, Asa faz o que é preciso para permanecer sempre um passo a frente em seu negócio e proteger sua garota. Até Carter surgir em sua vida.

A chegada de Carter pode afetar o frágil equilíbrio que Sloan lutou tanto para conquistar, mas também pode significar sua única saída de uma situação que está ficando insustentável.

Colleen Hoover não tem medo de escrever sobre assuntos delicados e Tarde demais prova isso. Perpassando as formas mais cotidianas de machismo até as formas mais intensas e cruéis de abuso, a autora mergulha na espiral atordoante que é um relacionamento abusivo.



Resenha: É o quarto livro que leio da Colleen e a autora sempre trata de temas fortes e diálogos emocionantes. Mas, com esse, eu descobri algo fundamental para fazer a leitura: oxigênio suficiente para respirar. Aliás, precisei por diversas vezes fazer pausas para prosseguir com a leitura, pois o livro, que é maravilhoso, é também tenso, forte e pesado. Entretanto, em contrapartida, é uma história envolvente, que desperta a vontade de acompanhar e saber o que vem ao virar da página. 

A vida de Sloan é um inferno diário, vivendo uma relação totalmente abusiva que inclui agressão física e sexo sem consentimento. Além de toda violência psicológica. Asa é possessivo e demonstra seu amor, que até é verdadeiro, digamos assim, da maneira mais errada que existe e, ainda, está metido com coisas erradas, com tráfico de drogas. Por isso, um policial disfarçado Carter (Luke) se infiltra na gangue dele para pegá-lo. E isso deixa a vida da pobre protagonista mais em perigo ainda - entretanto, ele também pode ser a esperança da vida dela. 

Sloan tem problemas familiares, uma mãe que é viciada, e um irmão que é especial e precisa de cuidados. Asa tem o machismo impregnado em sua alma e dá nojo acompanhar seus pensamentos e atitudes. Já Carter (Luke) passa por aquela grande dúvida: entre a razão e o coração. E as passagens são narradas pelos três personagens centrais. O que nos faz conhecer as visões de cada um. Ou seja, presenciamos assim cenas pesadas, obscuras, assustadoras e fortes, onde chorei bastante, pensando em todos que vivem isso diariamente. Vale dizer que o livro é indicado para maiores de dezoito anos, pois contém cenas bizarras, explicitas e visuais de sexo, estupro, violência, tortura e outros temas que precisam de maturidade para processar. Não é um livro fácil, porém necessário. Colleen nos faz sofrer, ter empatia, de uma forma bem simples, no modo da escrita, mas totalmente verdadeira. É um livro que você ler e fica pensando na história, digerindo na alma e na mente. Então, prepare seu coração, suas lágrimas e, mais que tudo isso, prepare-se para se preocupar com o outro, pois de repente alguém do seu lado está passando por algum tão forte e denso e precisa de socorro. 

Espero que todos leiam, reflitam e aproveitem esse livro. E até a próxima! 
Xoxo,

agosto 01, 2018


A química que há entre nós - Krystal Sutherland 

Sinopse: Grace Town é esquisita. E não é apenas por suas roupas masculinas, seu desleixo e a bengala que usa para andar. Ela também age de modo estranho: não quer se enturmar com ninguém e faz perguntas nada comuns.

Mas, por algum motivo inexplicável, Henry Page gosta muito dela. E cada vez mais ele quer estar por perto e viver esse sentimento que não sabe definir. Só que quanto mais próximos eles ficam, mais os segredos de Grace parecem obscuros. Mesmo que pareça um romance fadado ao fracasso, Henry insiste em mergulhar nesse universo misterioso, do qual nunca poderia sair o mesmo.



A história é contada pela perspectiva de Henry Page, um garoto magricela de dezessete anos, bem comum, que não tinha se metido em grandes encrencas ou polêmicas escolares, e que até então não tinha nenhum interesse por garotas, por achar que não precisava desse tipo de drama adolescente em sua vida.

Obviamente essa história se inicia quando Henry conhece Grace (entrando em sua escola como aluna nova), com suas roupas esquisitas e sua bengala, e claro, se apaixona pela menina.  Logo somos bombardeados pelas seguintes coisas:

1.Henry e suas confusões sentimentais, nas quais ele nunca tinha se metido.

2. Ele os amigos tentando descobrir mais sobre Grace, essa garota misteriosa e aparentemente estranha. O que nos leva a perceber que Grace Town na verdade não é esquisita, e sim, apenas uma garota que passou por algo muito ruim e traumatizante, e que vem lidando com isso desde então.

3. O desenrolar desse romance bem problemático.

Então, se você ainda não entendeu, pra deixar bem claro: Sim, esse é um romance de jovenzinhos muito problemáticos.


Pontos positivos: O começo do livro é muito bom. Fiquei intrigada como leitora pra descobrir o desenrolar da história, e curiosa pra saber o que é que aconteceria com Grace, essa personagem toda destruída e problemática. Os amigos de Henry são uma outra parte boa desse enredo, eles são divertidos e agregam  muito ao livro.

Dito isso (e acho que infelizmente), o livro teve muitas coisas me deixaram incomodadas nessa história toda. Primeiro porque Grace é uma personagem muito mais interessante do que Henry (isso é uma opinião pessoal, não me levem a mal). Mas veja bem, o Henry é só um mocinho nerd, sem grandes nuances e problemáticas, tive muita dificuldade de comprar a história que ele me contava depois da página 100. E o romance, ah o romance. É muito difícil de comprar o romance dos dois. Eu não posso dar detalhes - nada de spoiler por aqui -, mas, Grace mostra a Henry um motivo atrás do outro pra ele cair fora, e o moço continua ali (POXA, um pouco de amor próprio cai bem). E por fim, minha última infelicidade com  a leitura (e também a maior delas), é essa fala lá pela página 151, onde Henry leva Grace para jantar na sua casa e conhecer seus pais:


Não sei se foi um erro de tradução, ou um desejo da autora de tentar fazer humor com isso mas, NÃO. O jeito como está escrito faz parecer que namorar ou ser uma pessoa com deficiência é algo ruim, negativo, indesejável. EU NÃO PRECISAVA LER ISSO.

É difícil ter uma opinião que feche sobre a trama. Mas no geral não é ruim. Cumpre seu papel e entretê o leitor, logo, se você conseguir ignorar tudo o que eu falei sobre os pontos ruins, vá em frente e leia - eu avisei - haha.

Beijos,
Paloma