sábado, 27 de fevereiro de 2016

[Novos autores] O primeiro namorado, uma crônica de Regiane Medeiros

 
  
Primeiro Namorado

Dia desses, em uma conversa informal com uma amiga, estávamos relembrando alguns sucessos musicais do início dos anos 90, e foi impossível não retornar ao ano de 1994, quando eu tinha apenas 10 aninhos e morava em Ariquemes, Rondônia.

Uma época muito conturbada na vida familiar, mas, eu como criança, apenas seguia meus pais para onde iam, e não me preocupava muito com coisas de adultos. 

Nesse período, na região, o que se ouvia muito eram os sucessos sertanejos de Leandro e Leonardo e de Zezé Di Camargo e Luciano, inclusive sendo a trilha sonora dos bailinhos na escola.

Também foi a trilha sonora da minha precoce vida amorosa. Eu estava na época de começar a reparar em meninos, mas ainda apegada a meus hábitos de menina que só quer brincar, e como para brincar acabamos fazendo amizades, nosso vizinho da frente começou a brincar comigo e com meus irmãos. 

“Como um anjo
Você apareceu na minha vida”


Jefferson era lindo. Loiro de olhos muito azuis, mais alto que eu e meus irmãos, pois era uns 3 anos mais velho, com a voz naquela fase de transição entre o agudo e o grave, e com um sorriso iluminado. Apesar de sua família ter uma situação financeira melhor que a minha (eles moravam em uma casa de alvenaria, enquanto a maioria das casas da rua eram feitas de madeira), ele nunca se portou como se isso fosse relevante e sempre nos convidava para lanchar na sua casa.

“Como um anjo
Repleto de ternura e de paixão”


Um belo dia, quando fomos a uma cachoeira para brincar, meus irmãos e outras crianças que estavam conosco, logo estavam escorregando no limo das pedras, num tobogã natural, enquanto Jefferson me pediu para lhe fazer companhia, pois não queria entrar na água ainda.

Ficamos ali, sentados lado a lado, observando as outras crianças brincarem, quando ele de repente se virou e me disse que gostava de mim, e que queria namorar comigo. Minha surpresa foi imensa!!! Isso nunca tinha passado pela minha cabeça infantil, que só queria saber quando poderíamos sair à rua para pular corda, ou ir para a cachoeira.

“Como um anjo
Encanto e sedução doce aventura”


Mas, aquele lado que já se interessava por garotos se envaideceu, afinal, ele era muito bonito mesmo e mais velho. E, bom, pra ser honesta, eu não era nem um pouco bonita, com meu cabelo revolto e repicado e meus dentes da frente tortos. E movida pela vaidade, aceitei e ele pegou na minha mão, o que fez todo o meu sangue fluir para minhas bochechas.

Nosso namoro não passou disso, ficarmos sentados lado a lado de mãos dadas, olhando os menores brincarem, como se nós fôssemos muito maduros e responsáveis.

“Humm que loucura
Você desabrochando no meu coração”


Não contei a ninguém da minha família sobre meu primeiro namorado, e dois dias depois tive de dizer a ele que não poderíamos mais namorar. Meus pais haviam decidido voltar para São Paulo o quanto antes, e achei que o certo era não prolongar a situação. Ele pareceu entender e ficou triste por irmos embora.

“Anjo,
A luz do sol tá me acordando
Não vá embora
Estou te amando
Por favor, não me deixe só”


Nunca mais vi ou tive notícias do Jefferson depois de voltar a São Paulo. Naquela época, não havia celulares ou internet disponíveis a crianças, e namorar por cartas estava longe de ser uma boa ideia.

Depois que amadureci, nunca fui do tipo namoradeira, tive poucos relacionamentos em minha vida de adolescente e jovem adulta, e por algum motivo desconhecido isso não me incomoda. Ao contrário, incomoda mais aos outros, que por consequência me incomodam. Mas, eu relevo.

Só que eu nunca deixei de pensar no que teria acontecido se eu continuasse morando lá, e continuasse namorando o Jefferson, nem em como ele estaria hoje. Não estou presa ao passado, nada disso. Mas, sempre tive uma certa invejinha das pessoas que passam a vida toda com o primeiro namorado. Não foi o meu caso, mas tudo bem. Esse romance inocente e infantil me proporciona boas lembranças e fé, de que algum dia voltarei a me sentir assim de novo, lisonjeada e feliz por alguém gostar de mim do jeito que eu sou.

“Anjo,
Não quero abrir meus olhos
Quero seguir vivendo um sonho
De sermos só você e eu”

Como um Anjo – Zezé di Camargo e Luciano, Salva meu coração, 1994


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Youtubers Literários

 
Confesso que não tenho muito o hábito de acompanhar canais de Youtubers pois em meu tempo livre online costumo colocar as séries em dia, além de nutrir minha sempre-preferência por shows e apresentações acústicas de minhas bandas preferidas.

Mas como o pessoal que acompanho no Instagram é sagaz e realiza diversos projetos ao mesmo tempo, pensei em compartilhar com vocês alguns canais desses blogueiros literários que também desenvolvem um trabalho de "resenha ao vivo" lá no Youtube. Vamos conferir? :)


Mania de Leitura | Instagram



O que tem na nossa estante | Instagram



Ponto e Pula Linha | Instagram



Segredos Entre Amigas | Instagram



Equalize da Leitura | Instagram



Caçadora de Livros | Instagram


E vocês, acompanham outros canais literários? Compartilha com a gente nos comentários :)


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Indicações de Lojas - parte 1: Papelaria

Nesta segunda, em uma postagem no Instagram, participei de uma breve conversa sobre hábitos de compra e consumo consciente, especialmente no segmento de material escolar e papelaria. Pensei em compartilhar com vocês esta reflexão e também apresentar o contato de alguns produtores criativos e suas lojinhas :)

Vocês costumam adquirir produtos handmade/feitos à mão pela internet? E na cidade de vocês, há algum evento ou feirinha de artesanato criativo? Aqui no Rio há com alguma frequência eventos e feiras para reunir estes empreendedores, mas digamos que o mercado daqui é um pouco mais voltado para a Moda e para as comidinhas de rua. Não lembro de ter visto uma feira específica de produtos de papelaria por aqui... Bom, se alguém souber de um evento assim, seja no Rio ou em outros estados, compartilha com a gente! Será que conseguiríamos faz um post agregando diversos contatos de lojinhas bacanas? Aguardo as sugestões de vocês <3




Ateliê Donna Rita 

Conheci este ateliê de encadernação artesanal através do Blog da Hida, que começou a divulgar o trabalho da paulistana Rita nas redes sociais. Além da lojinha, a Rita tem um Blog muito bacana, onde compartilha não apenas freebies de papelaria, mas também tutoriais de artesanato e dicas culturais. Muito bacana quando o profissional criativo ainda dispõe de tempo para esta interação com o público! Ah, só pra continuar o assunto do início deste post, a Rita é umas das empreendedoras entusiastas do compro de quem faz, e que me motivaram a compartilhar estes links aqui com vocês :)

Loja Donna Rita

Sobre o Ateliê: O ateliê Donna Rita surgiu da vontade de encantar as pessoas. E dessa vontade surgiram o Blog Donna Rita, onde eu e meu marido, o Sr. Marido, dividimos o nosso dia-a-dia, e também a loja virtual Donna Rita, onde estão disponíveis nossos trabalhos em encadernação, cartonagem e costurices. Tudo aqui é feito com muito amor e dedicação. Tudo que você encontrar por aqui, tem um pedacinho de nós que seguirá com você e nós somos muito gratos por isso.

Loja Donna Rita

A Rita trabalha com uma linha de produtos bem diversificada: agendas, álbuns de fotografias, blocos, cadernos escolares, capas para Ipad, pranchetas decoradas e muito mais! <3




Violeta Flor Cartonagem

Em uma postagem anterior, comentei de minha alegria ao encontrar fornecedores deste segmento de papelaria fora do eixo rio-sudeste. No Instagram, já há algum tempo sigo o perfil da Violeta Flor Cartonagem, especialmente por ser um ateliê que fica numa cidade próxima a Belém, no estado do Pará <3 Pelo que acompanho no Instagram, o Ateliê participa de diversas feiras e eventos de artesãos lá no Pará, e assim como o Donna Rita igualmente compartilha muito amor e atenção em suas redes sociais.

Violeta Flor Cartonagem
 
O ateliê Violeta Flor Cartonagem, como o proprio nome já diz, dedica-se a diversos projetos de encadernação e confecção de produtos para a organização de nosso home-office <3 Há pastas, porta-lápis, pranchetas, envelopes, muitos caderninhos... Quero todos! :))




Paper For Fun

A Paper for Fun é um projeto da paulistana Milena, recém chegada no Instagram e no Face, mas já com alguns anos de experiência na arte do Origami, apresentando seu trabalho principalmente em feirinhas de artesanato das colônias orientais de SP, que também são parte da história e cultura da própria Milena :) Dos mimos que eu já recebi, destaco os marcadores de livro em formato de coração, gueixa, Hello Kitty e diversos outros personagens fofinhos da Sanrio <3

 



Na próxima postagem, compartilharei links de profissionais criativos de outros segmentos, como fornecedores de brindes para festas e eventos, além de prestadores de serviço, e claro, pessoas que alegram nossa vida com comidinhas :D Quem quiser compartilhar indicações nos comentários, fica à vontade <3

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Novidades das Editoras - Fevereiro 2016

O post de hoje será dedicado aos lançamentos e publicações recentes das Editoras parceiras. E como nem só de leitura-em-casa vivemos, recomendo para os leitores de Belo Horizonte e Rio de Janeiro a participação em dois bate-papos literários, que irão acontecer no próximo dia 27 de fevereiro. Confira as novidades :)

LANÇAMENTOS


11 Editora
Depois da Rua Tutoia, de Eduardo Reina (pré-venda)

Sinopse: Em seu romance de estreia, o jornalista Eduardo Reina conta a triste e violenta história do sequestro de um bebê por agentes da repressão na ditadura em São Paulo – e como essa mulher viveu depois desse conturbado período. Ficção baseada em histórias reais de pessoas que viveram, lutaram contra, sofreram ou apoiaram a repressão nas décadas de 1960/70.

"Depois da Rua Tutoia" mostra idealismo, corrupção, tortura, amor, traição, ódio e a convivência entre o bem e o mal escondidos na alma dos homens e na história do Brasil durante aquele período. Com consequências inimagináveis que persistem até hoje, mais de 30 anos após o fim da ditadura.

Conheça o Booktrailer de Depois da Rua Tutoia no Facebook da Editora.



Chiado Editora
O Poeta da Madrugada, de Alceu Valença

“Acredito que mesmo quem nunca ouviu Alceu cantar, quem não o conheça enquanto cantor, rapidamente se aperceberá de que estes são versos nascidos para a música. Ou melhor: são versos que já trazem consigo a música, uma melodia interna, que permanece em nós, que continua reverberando em nós, mesmo depois que nos afastamos deles.” (Prefácio por José Eduardo Agualusa)

O Poeta da Madrugada é uma coletânea de poesias, escritas desde 1969, pelo cantor e compositor Alceu Valença, que também permanece em uma turnê de comemoração de seus mais de 40 anos de carreira. Conheça um dos poemas:

"Eu mato o tempo fingindo fazer versos filosóficos / Cheio de dúvidas que povoam minha alma / Mas sigo o caminho tortuoso dos que vestem calma / Ou se fantasiam de atormentados fantasmas / E escrevem versos que não dizem nada / A não ser o que já foi dito ou reeditado / Um passatempo jogo bobo de dados / Ou um velho baralho de cartas marcadas." 


Global Editora

Sinopse: Ricamente ilustrado, o livro apresenta dezenas de cartas que Tarsila escreveu para Luís Martins - e que permaneciam inéditas e desconhecidas, até mesmo por especialistas na obra da pintora. Tarsila escreve com muita paixão (por Luis) e empolgação (pela atenção que sua obra despertava) para o marido, que estava no Rio ou na Europa e que já iniciava o processo de separação. Quando a união acaba, Tarsila tem 64 anos, e ele, 43. Luís, então, se casa com a escritora Anna Maria, de 27 anos. O livro inclui também as cartas de Anna Maria para Luís Martins, trechos da autobiografia do crítico e crônicas publicadas por ele, que tratam, com poucos rodeios, das dificuldades da separação e do novo casamento - que enfrentava oposição aberta dos tradicionais Amarais.


Editora Jaguatirica

Sinopse: O ar necessário é o quinto livro de poesia do mineiro André di Bernardi. Neste livro, André segue buscando aquela engrenagem feita de mistério e desacerto que sentimos presente em cada relâmpago, em cada incêndio. Como o poeta reconhece Tanta persistência e delicadeza só pode vir Dele, por mais que, tolos e ingênuos, os homens acreditem enxergar, embora cegos, acreditem em probabilidades e números, embora caminhem no breu, no desamparo.

É esta a beleza da poesia de André di Bernardi: seus poemas nadam no imponderável, dançam com o inusitado, atiçam o incontrolável e o insuspeito dentro de nós. Vislumbram uma presença sobre-humana, observam que é alguém que nos observa, antes e no lugar de tudo. Basta ler os versos di Bernardi e logo se balançam nossas certezas, feito jabuticaba madura, até que caiam do pé.



 EVENTOS


E no próximo sábado 27 de fevereiro vai rolar em Belo Horizonte o lançamento do livro Dia de sol em tempo de chuva, de Clara Arreguy, publicado pela Chiado Editora. Na ocasião, também será apresentada uma exposição fotográfica do artista Paulo de Araújo.

Sinopse: O jovem João foi um português que emigrou para o Brasil em meados do século XIX. O velho João, seu neto, faz o percurso inverso, em busca da história do avô, dos motivos que o levaram a construir nova vida do outro lado do oceano. Entre delírios e recordações, o velho português sonha com aromas da terrinha e sente saudades de antigos amores. No fim da vida, o velho brasileiro encontra no passado as respostas para seu futuro interrompido.

Duas narrativas paralelas que se cruzam e complementam entre os vinhedos do Dão e a calorenta zona da mata de Minas Gerais.


Também no sábado 27, na Livraria Saraiva do Shopping Rio Sul, aqui no Rio de Janeiro, o Clube do Livro Saraiva convida a autora Bianca Briones para um bate papo e o lançamento de seu quarto livro, O desapego rebelde do coração, publicado pela Verus. Imperdível! 

Sinopse: Branca sempre foi uma mulher independente, que não pensava em se casar tão cedo — até conhecer Lex. Entre idas e vindas, eles se casaram e se divorciaram menos de um ano depois. Ela levou um tempo para superar a perda e, sem esperar muito, começou com Rodrigo um perigoso jogo de gato e rato.

Rodrigo tinha uma queda por Branca quando mais novo, mas hoje a enxerga apenas como a razão de uma paixonite adolescente. O que ele esconde de todos — até de si mesmo — é quanto todas as perdas que sofreu o afetaram, e o único modo de lidar com isso é fingir não sentir nada.

Lex ficou muito tempo afastado de todos que amava, trabalhando em outra cidade e tentando seguir em frente, como sempre fez. Sua intenção era voltar apenas para o casamento de amigos, mas a vida tinha outros planos para ele. Agora os três precisam lidar com o que está acontecendo — e mais, com o bebê que surge com Lex.

Quanto a mágoa pode afastar duas pessoas que se amam? Como encarar uma situação em que pelo menos um deles certamente sairá ferido? A série Batidas Perdidas está de volta, com um dos volumes mais aguardados e a pergunta que não quer calar: De quem será o coração de Branca?


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

[Novos Autores] Jonatas e a leitura de O Mágico de Oz


"Pois foi muito mais difícil encontrar o caminho de volta através dos imensos campos de botões-de-ouro e margaridas amarelas do que sendo carregados pelos ares por cima deles. Sabiam, claro, que precisavam seguir para o leste, rumo ao sol nascente; e partiram na direção certa. Mas ao meio-dia, quando o sol estava a pino bem acima das suas cabeças, não sabiam mais de que lado ficava o leste e de que lado era o oeste, e acabaram se perdendo na vastidão daqueles campos."
(Capitulo 14) 


O Mágico de Oz - edição bolso de luxo. Clássicos Zahar, 2015


O belo hábito de se perder em sonho


Confesso que a leitura de “O mágico de Oz” foi incidental, assim como a viagem de Dorothy ao tão tão distante lugar que o tornado a levou. Ao pegar o livro aleatoriamente da estante do meu amigo e folhear as primeiras páginas, a impressão que tive foi de acolhimento naquela casa simples de tia Emily e tio Henry, mesmo sendo cinzenta a paisagem do Kansas. Eu me senti confortável como no meu próprio lar. Mas em seguida senhor Baum (o autor) tratou de soprar um terrível vento que me fisgou como um peixe e me deixou tão perdido quanto a órfã e seu cão. É claro que não poderia deixa-la só naquele lugar estranho. Decidi acompanha-la na extensa e muitas vezes perigosa Estrada dos Tijolos Amarelos.

Foi assim se deu início à longa jornada de volta ao lar. Tivemos de percorrer distâncias mais além a fim de encontrar o Grande, o Terrível Mágico que reinava a Cidade das Esmeraldas.

De tudo na aventura, particularmente, os amigos que fizemos pelo caminho foi a parte mais interessante. Poucas pessoas eu vi - e imagino que Dorothy concordaria comigo – darem tanto valor ao amor, à inteligência e à coragem, como se preocuparam o Leão, Homem de Lata e Espantalho. Eu ouvi com atenção as histórias de cada um deles e de como se tornaram o que eram. A princípio suspeitei de todos eles, mas logo a sinceridade dos três me comoveu a confiança.

Cheguei ao final sem me importar se o consideraria feliz ou não, ou se poderia ter acontecido de outra maneira, porque a coisa mais simples em “O Mágico de Oz” é a solução para o problema de Dorothy. E acredito que quando você o ler, também me entenderá quando afirmo que estar perdido nas terras das bruxas foi tão importante quanto estar seguro em casa com pessoas que amamos.

Eu vi muitas pessoas se perguntando se de fato tudo era ou não um sonho de Dorothy. Ora, há muitas histórias em que isso importa, mas acredito não ser o caso de “O Mágico de Oz”. Assim como quando dormimos, não importa se não aconteceu, e quando acordados menos nos interessamos se também a vida é um sonho, principalmente por sabermos que ela é uma grande e única aventura. Depois de voar pelo deserto em uma casa dentro de um ciclone e nos perdermos, tanto eu quanto Dortothy podemos afirmar com absoluta certeza: Sempre valerá a pena.

Jonatas T.B.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

[Tag] The Liebster Award (ou uma rede de Perguntas e Respostas entre blogueiros)

Olá! Fui marcada pela Thais do blog Imagine Labirintos para responder a tag The Liebster Award (algo como "O prêmio da amizade"), que consiste em uma corrente literária, com o objetivo de conhecer novos blogs a partir de indicações, assim como também um pouco mais da personalidade de seus autores.

Pelo que pesquisei, esta tag se apresenta nos blogs de diversas maneiras, e faz parte do projeto esta atualização (bem, assim espero rs).


I) Responda: 11 Fatos sobre você

1. Moro no Rio de Janeiro mas não tenho o sotaque típico do carioca. Por opção. E sempre morro de enxaqueca nos 45 graus de nosso veraneio. Por falta de opção.

2. Nestas horas, nada como um café forte e um rock antigo. Em algum momento da vida, já toquei bateria. Hoje, sobra-me apenas a tendinite, e a vontade de ser como o guri do filme Whiplash.

3. Passo dias ouvindo o mesmo disco. E na maior parte do dia, a mesma música. Como esta.

4. O mesmo vale para alguns filmes, como When Harry met Sally, Mensagem pra você, Tudo acontece em Elizabethtown, Alta Fidelidade e Lost in Translation, que já assisti umas dez vezes pelo menos.

5. Nem só de comédias românticas vivemos: adoro personagens rabugentos! Seja o dos seriados, como o Ron Swanson, de Parks and Recreation, ou mesmo a Grumpy Cat.

6. Séries favoritas: The Good Wife, Law and Order SVU, American Idol (sim, amo programas de calouros!) e Revenge. Das antigas, Mad About You e Dawson's Creek são minhas nostalgias :)

7. Terror e zumbis: acho bizarro, não rola. Não sei como vocês conseguem não ter pesadelos rs :D

8. Não tenho paciência para 'textões' e tretas internéticas. A última briga do Facebook e do Twitter? Não faço ideia.

9. Também tenho horror a frases que tornam-se virais e por pouco não são incorporadas ao código civil. Um pouco mais de prudência e respeito ao indivíduo, por favor. Afinal, "não sou obrigada a ser obrigada ao seu textão do Face" <3

10. Quer me fazer feliz? Mande-me uma carta ou um email. Só não escreva em código "sdv pfv vlw" pois sou idosa e não entendo siglas. Risos.

11. Amando esta vida de Blog e Instagram, viu <3 Vocês são lindos!




II) Responda as perguntas do Blog que te indicou para o Liebster (Blog Imagine Labirintos)

1. Se você pudesse fazer qualquer coisa hoje, independente do dinheiro, tempo ou etc, o que você faria?
Café, livros e um fim de inverno em algum chalé no meio do nada em um país como a Islândia. Ou então um dia de compras e Karaokê nos arredores de Tokyo.

2. Qual o último livro 5 estrelas que você leu?
Dos recentíssimos, mais de um: Dias melhores pra sempre, de Maurício Gomyde, e Eu sou o Mensageiro, de Markus Zusak.

3. Se pudesse levar só um livro para uma ilha deserta, qual seria?
Uma coleção de poemas do e.e.cummings.

4.  Cite um livro que você sente que você teria escrito ou terminado de uma forma melhor. E por quê?
Olha, taí algo que eu não teria coragem de fazer. Por mais que eu desgoste de muitas histórias, não reescreveria o universo de nenhum autor...

5. Se pudesse ter um poder mágico, qual seria?
Confesso que nunca tive este sonho de poderes, voo ou invisibilidade... Mas, caso possível, gostaria de escrever à velocidade do pensamento. Ou melhor, do The Flash. E com uma caligrafia linda, claro.

6. O que faz o seu coração bater mais forte?
A frase certa no momento certo.

7. Qual o último filme realmente fantástico que você assistiu?
Star Wars episódio VII. Fantástico em diversos sentidos.

8. Relacione uma música que você acha que combina perfeitamente com um personagem ou história.
Recentemente, Damien Rice e Chet Faker tem sido minhas trilhas sonoras de leitura; não saberia responder os porquês.

9. Realismo ou Fantasia?
Hm... Romance e Poesia rs

10. Qual seu autor/autora preferido?
Meus favoritos da vida escrevem poesia: e.e. cummings e T. S. Eliot. Dos favoritos contemporâneos, escolho Matthew Quick e Maurício Gomyde.

11. Cite um livro que parece que todo mundo ama menos você e outro que parece que só você ama.
Essa é fácil: O Lado feio do Amor - Colleen Hoover / Nós - David Nicholls




Convido os seguintes blogs, caso queiram, para compartilhar esta Tag e responder aos "11 Fatos" e também as perguntinhas acima <3

Entre Páginas
Equalize da Leitura
Estante Recheada
Mundo Sublinhado
Sure we have a blog
Trocando o Disco 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

[Resenha] A Condessa sem Cheta, uma publicação da Chiado Editora + Sorteio do Livro aqui no Blog

Nesta resenha, apresentaremos o livro A Condessa sem Cheta, da autora portuguesa Joaquina Vieira, lançado pela Chiado Editora em 2015. Pela capa, também imaginei que a história seria uma espécie de "chick-lit encantada", ainda mais havendo este condessa do título; ao invés, encontramos um texto de ficção a partir de uma biografia, cuja protagonista, já em seus muitos anos, decide contar à melhor amiga algumas de suas histórias, para que sejam sempre lembradas, e eternizadas. Nesta cumplicidade, Joaquina Vieira apresenta-nos uma escrita bela e simples, mesmo durante a narração dos eventos mais difíceis que já ouvira. Creio que esta seja uma percepção própria à literatura portuguesa, onde o narrador equilibra algum bom humor e esperança por entre as páginas de realidade e melancolia. E esta publicação da Chiado Editora não poderia ser diferente! Vale conhecer :)

A Condessa sem Cheta

Sinopse: Mulher sem preconceitos, mas marcada pela vida, entregou-se com simplicidade. Confiando em mim foi, aos poucos, se abrindo, entre passeios, chás, cinemas. Deixando rolar seus sentimentos e mágoas, como quem deixa escorrer a água num riacho, assim, colocou em minhas mãos esta história verídica para que o tempo não a apagasse. Foi num delírio que ouvi, repetidas vezes, este testemunho vindo de uma senhora, em toda a acepção da palavra. Aos poucos, fui-me prendendo na história de vida desta condessa que nasceu mendiga, entre gargalhadas, amizade e entrega, tudo pontuado por uma grande solidão. Uma história real e absorvente de alguém que contrariou o destino.


A Biografia como gênero literário tem nos últimos anos passado por grandes transformações, e talvez por isso tornado-se algo como um sucesso de vendas, especialmente em nosso país. Controversas ou não, as recentes publicações de jovens autores e suas histórias de vida (ainda que o período compreendido nesta vida seja de poucos anos ou mera adolescência) fazem-nos pensar sobre até que ponto histórias pessoais podem ou não ser relevantes, assim como os porquês de serem compartilhadas publicamente.

Em contraponto ao mero texto de entretenimento, a narrativa pessoal pode ser encontrada em obras de qualidade literária e estética inquestionáveis, como Orlando, de Virginia Woolf, ou significativas, como por exemplo o relato sóciobiográfico de Eu sou Malala ou as crônicas on the road de músicos e celebridades, como a de Neil Peart, baterista da banda Rush. E já que nosso mercado editorial felizmente comporta esta diversidade de autores e estilos, neste momento não iniciaremos um debate sobre qual ou quais obras seriam relevantes; importa que estes comentários sobre a vida sejam de algum modo lembrados, e quem sabe incorporados em nossos projetos de leitura e blog.

Publicado pela editora portuguesa Chiado, A Condessa sem cheta, de Joaquina Vieira, é um texto biográfico, de narrativa ficcional, onde sob o olhar de sua autora o relato de Rita Bernadete, nossa protagonista, confunde-se com a própria história e cultura da Portugal do início do século XX. Neste memorial, a autora eterniza a narrativa de Rita, que fora mulher determinada e muito à frente de seu tempo, enaltecendo até suas pequenas lembranças, que às mãos de uma boa ouvinte tornam-se grandes lições de vida.

O livro tem início com a voz de Rita, já senhora, em situações e diálogos bem cotidianos, como uma nova amizade com uma vizinha e uma viagem de taxi até a estação de trem. Em meio a solidão própria à idade, a personagem conserva um bom humor em sua prosa, e tal otimismo torna atrativa a leitura para todos os que quiserem conhecer esta instigante biografia.

Em um segundo momento, a narrativa volta-se à primeira infância, e segue até os dias universitários, onde Rita iniciará a segunda melhor época de sua vida (a primeira, ainda criança, quando em um novo ambiente e perspectiva familiar), como se após uma década de obstáculos o destino lhe concedesse uma nova esperança e um futuro.

E como o riso é eterno apenas enquanto poesia, Rita novamente encontra-se em indesejáveis vivências, em seus vinte e poucos anos, apegando-se ao trabalho voluntário e à caridade como forma de manter seu coração e espírito sadios. Joaquina Vieira conduz o corpo da história com muita sensibilidade e clareza, tornando os altos e baixos de Rita em uma narrativa de superação e lições de vida. E eis o melhor de uma Biografia: a certeza de que em suas páginas encontraremos relatos que em muito se assemelham com nossas próprias histórias.


Põe quanto és no mínimo que fazes :)


Gostou deste livro? Você também pode receber esta história participando do SORTEIO que realizaremos aqui no Blog!! <3 Para participar, basta deixar um comentário nesta postagem :) O sorteio será realizado no dia 26 de fevereiro (sexta-feira). Ah, não esqueça de informar seu email de contato e/ou perfil do Instagram <3


Conheça o perfil da Chiado nas redes:  Facebook  |  Twitter




ATUALIZAÇÃO - Resultado do Sorteio :)


Foram contabilizados 6 comentários e o sorteado foi o de nº3, da Paloma! Parabéns!
Entraremos em contato para informar sobre a postagem do livro :)
Agradeço a todos os participantes! <3

sábado, 13 de fevereiro de 2016

[Parceria] Editora Planeta de Livros - Lançamentos

E fevereiro também inicia com mais uma parceria literária, desta vez com a Editora Planeta de Livros <3 Fundada em 1949 por  José Manuel Lara Hernández em Barcelona, a Editorial Planeta tornou-se uma empresa multinacional, com uma presença particularmente forte na Espanha, França , Portugal e América Latina.

Consultar o site e o catálogo de uma Editora é uma experiência muito interessante pois você acaba descobrindo diversos livros que sempre quis ler mas que não se recordava de ter sido lançado por qual autor ou editora (eu pelo menos tenho esse 'problema' de guardar na memória a imagem de uma capa e não lembrar justamente do principal, autor/editora/título. É a idade rs). Eu que amo livros relacionados a música já descobri que a Planeta publicou uma Autobiografia do Eric Clapton e também um livro de crônicas do Bob Dylan. Vamos ler sim ou com certeza? <3



Neste início de ano, a Planeta está com diversos lançamentos nos segmentos chick-lit e espiritualidade:



O nome de Deus é misericordia - Andrea Tornielli

Sinopse: Considerado o primeiro livro do papa Francisco, O Nome de Deus é misericórdia traz uma entrevista exclusiva concedida ao vaticanista Andrea Tornielli, na qual o pontífice explica o porquê do Ano da Misericórdia que teve inicio em 8 de dezembro de 2015.

“A Igreja não está no mundo para condenar, mas para promover o encontro com aquele amor visceral que é a misericórdia de Deus. Para que isso aconteça, é necessário sair. Sair das igrejas e das paróquias, sair e ir à procura das pessoas onde elas se encontram, onde sofrem, onde esperam”.

O livro cujas capas em italiano, inglês, francês, alemão, espanhol e português foram escritas à mão pelo próprio papa Francisco será lançado simultaneamente no mundo todo.


O livro da vida (365 meditações diárias) - Krishnamurti, Jiddu

Sinopse: Uma das obras mais originais de Krishnamurti, este livro contém trechos de conferências publicadas e inéditas, assim como de diálogos e ensaios que sintetizam a essência do pensamento do filósofo.

Krishnamurti acreditava que a experiência era mais importante do que a teoria e por isso a meditação seria tão fundamental. Também afirmava que o autoconhecimento era a chave para solucionar os problemas humanos e a urgente mudança social só seria possível a partir de uma transformação individual.

Divididas pelos meses do ano, pílulas diárias de reflexão permitirão uma leitura fragmentada para o entendimento prático desses e outros conceitos. Por meio das meditações, pode-se compreender o pensamento de Krishnamurti, suas visões sobre o mundo e como influenciou o pensamento filosófico.


O príncipe do prazer - Nicole Jordan

Sinopse: O marquês de Wolverton, Dare para os íntimos, é conhecido em todo o Reino Unido pela sugestiva alcunha de Príncipe do Prazer. Alto, forte, loiro e com penetrantes olhos verdes, dono de um charme arrasador e uma habilidade ímpar de lidar com cada curva do corpo das mulheres, ele tem o figurino perfeito para esse papel.

Porém, essa sua afamada expertise nada mais é do que uma fuga da dor de ter sido traído pelo grande amor de sua vida: a bela Julienne.

Sua vida tem uma reviravolta quando o caprichoso destino volta a colocá-lo frente a frente com a francesa, agora transformada em atriz famosa. Ao ser convocado para investigar um perigoso traidor da coroa, que trama em favor de Napoleão Bonaparte, ele precisará do talento para a dissimulação de Julienne para desmascarar o criminoso.


Pode beijar a noiva (2º edição) - Patricia Cabot

Sinopse: Quando tudo parece estar perdido para Emma Van Court, que acaba de se tornar viúva, a promessa de uma grande fortuna lhe cai dos céus. Mas há uma condição para abocanhar a herança: ela terá de se casar novamente. Como não se especificou o noivo, todos os homens da pequena Faires, na Escócia, resolvem participar dessa corrida do ouro e passam a disputar as atenções da jovem viúva.

Os competitivos pretendentes só não contavam com a presença de James Marbury, primo do falecido marido, Stuart, que chega ao vilarejo para ajudar Emma com os trâmites do inventário. No passado, os dois tiveram uma aproximação, e James ainda nutre fortes sentimentos pela, agora, viúva.

Conseguirá ele afastar a horda de interesseiros pretendentes e finalmente se juntar à sua amada?


Aprendendo a seduzir (2º edição) - Patricia Cabot

Sinopse: O que qualquer mulher faria se flagrasse o noivo aos beijos com outra mulher? Cancelaria o casamento e nunca mais colocaria os olhos no desalmado traidor. Certo? Não lady Caroline Linford.

Apaixonada pelo belo e galante marquês de Winchilsea, ela não se dá por vencida e resolve ir em frente com o casamento. Afinal, lady Linford ama seu prometido.

Com o intuito de se tornar o único objeto do desejo de seu noivo, ela convoca o renomado Braden Granville, mestre na arte da sedução, para, com ele, aprender a ser a melhor amante que Winchilsea pode vir a ter.

Porém, a aluna se torna tão aplicada que arrancará mais que elogios de seu professor...



E você, conhece algum livro da Editora Planeta? Eu ainda não decidi qual será minha primeira resenha... Aceito sugestões!

Enquanto isso, conheça a Editora Planeta nas Redes Sociais:  FacebookInstagram  |  Twitter  | Youtube 
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

[Novos Autores] Regiane Medeiros e o Dogma do Amor Moderno

Continuando a série de novos autores convidados, hoje conheceremos o trabalho da paulistana Regiane Medeiros, que além de escrever no Blog A menina que não para de ler também está finalizando a escrita de seu primeiro Romance <3 Às sextas-feiras, Regiane compartilhará crônicas de amor e melodia aqui no Blog. Esperamos que curtam estes Embalos de um blog em uma sexta à noite! :)



Dogma do amor moderno

Por algum motivo, ainda incompreensível para mim, existe um dogma nos relacionamentos entre homens e mulheres, pautando a maneira como definimos nossos sentimentos e atitudes dentro da relação, como se por definição, nós mulheres, fôssemos as sentimentais, as que se importam mais, as que se doam mais... Mas, será que é assim que funciona de verdade? Será que os relacionamentos são uma via de mão única?

Eu acredito que não, com base na forma como os homens se manifestam artisticamente, pois acho que seria muito problemático um compositor escrever uma letra tão forte quanto essa, sem sentir nada sobre o que está falando:

An' the deeper the love
(E quanto mais profundo o amor)
The stronger the emotion
(Mais forte a emoção)
An' the stronger the love
(E quanto mais forte o amor)
The deeper the devotion
(Mais profunda é a devoção)

The Deeper The Love, Whitesnake
Slip Of The Tongue, 1989

Da mesma forma, escritores de todos os tempos têm mostrado o seu conhecimento sobre relacionamentos e a dinâmica de encontros e desencontros. Podemos conferir isso na obra de vários deles, mas acho que o escritor/jornalista Caio Fernando Abreu conseguiu captar e transcrever de maneira tão fácil de entendermos em seus textos, que mesmo sua veia irônica não escapou de um olhar mais atento e sensível sobre relações, como podemos ver em um de seus escritos:

“Ele pode estar olhando as suas fotos. Neste exato momento. Porque não? Passou-se muito tempo. Detalhes se perderam. E daí? Pode ser que ele faça todas as coisas que você faz. Escondida. Sem deixar rastro nem pistas. Talvez ele faça aquela cara de dengoso e sinta saudade do quanto você gostava disso. Ou percorra trajetos que eram seus, na tentativa de não deixar que você se disperse das lembranças. As boas. Por escolha ou fatalidade, pouco importa, ele pode pensar em você. Todos os dias. E ainda assim preferir o silêncio. Ele pode reler seus bilhetes, procurar o seu cheiro em outros cheiros. Ele pode ouvir as suas músicas, procurar a sua voz em outras vozes. Quem nos faz falta acerta o coração como um vento súbito que entra pela janela aberta. Não há escape. Talvez ele perceba que você faz falta. E diferença”.

Diante de argumentos assim, como podemos pensar que somente nós, nos preocupamos com o que o outro pensa ou sente? Como podemos questionar-nos se nos dedicamos em vão? Talvez, ele não sinta o mesmo, é verdade. Talvez, ele não valorize o relacionamento que tem. Mas, talvez ele valorize mais do que você acha possível. Talvez, ele sinta até mais do que você espera ser capaz de despertar.

Enquanto você se pergunta se deve começar uma nova dieta, pode ser que ele vasculhe o perfil no Facebook em busca de fotos ou posts que pudessem dar-lhe a impressão errada sobre ele. Enquanto você se preocupa se deve ou não convidá-lo para um encontro, pode ser que ele se pergunte se você realmente está interessada ou se somente quer realmente manter as coisas entre vocês, no campo profissional, onde se conheceram.

Nós só iremos descobrir como tirar essas e outras dúvidas, quando aprendermos a sermos sinceros conosco e com o outro. Sem máscaras, sem jogos. Sem falsas expectativas, sem promover falsas esperanças. Apenas nosso eu, incerto, incompleto, em evolução.


Regiane Medeiros 


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Quarta-feira de cinzas

Agora que o Carnaval passou <3 e nossa semana aqui no Blog permaneceu em ritmo de poesia, gostaria de compartilhar com vocês mais um poema, desta vez sobre a quarta-feira de cinzas, escrito por um de meus autores-favoritos-da-vida, T. S. Eliot. E assim como em nossa postagem anterior, o tom deste poema é também de uma certa introspecção, mas nada como sair um pouco de nossas leituras-conforto e conhecer novas inspirações, não é? :) Abaixo, uma pequena biografia do autor. Espero que gostem!


Verbete Wikipedia: Thomas Stearns Eliot (St. Louis, 26 de setembro de 1888 — Londres, 4 de janeiro de 1965) foi um poeta modernista, dramaturgo e crítico literário inglês nascido nos Estados Unidos. 

Eliot nasceu em St. Louis, Missouri, nos Estados Unidos, e mudou-se para a Inglaterra em 1914 (então com 25 anos), tornando-se cidadão britânico em 1927, com 39 anos de idade. Sobre sua nacionalidade e sua influência na sua obra, T.S. Eliot disse:

“Minha poesia não seria o que é se eu tivesse nascido na Inglaterra, e não seria o que é se eu tivesse permanecido nos Estados Unidos. É uma combinação de coisas. Mas, nas suas fontes, na sua força emocional, ela vem dos Estados Unidos.”

Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura de 1948. Faleceu em 4 de janeiro de 1965. 


Quarta-feira de Cinzas

I

Porque não mais espero retornar
Porque não espero
Porque não espero retornar
A este invejando-lhe o dom e àquele o seu projeto
Não mais me empenho no empenho de tais coisas
(Por que abriria a velha águia suas asas?)
Por que lamentaria eu, afinal,
O esvaído poder do reino trivial?

Porque não mais espero conhecer
A vacilante glória da hora positiva
Porque não penso mais
Porque sei que nada saberei
Do único poder fugaz e verdadeiro
Porque não posso beber
Lá, onde as árvores florescem e as fontes rumorejam,
Pois lá nada retorna à sua forma

Porque sei que o tempo é sempre o tempo
E que o espaço é sempre o espaço apenas
E que o real somente o é dentro de um tempo
E apenas para o espaço que o contém
Alegro-me de serem as coisas o que são
E renuncio à face abençoada
E renuncio à voz
Porque esperar não posso mais
E assim me alegro, por ter de alguma coisa edificar
De que me possa depois rejubilar

E rogo a Deus que de nós se compadeça
E rogo a Deus porque esquecer desejo
Estas coisas que comigo por demais discuto
Por demais explico
Porque não mais espero retornar
Que estas palavras afinal respondam
Por tudo o que foi feito e que refeito não será
E que a sentença por demais não pese sobre nós

Porque estas asas de voar já se esqueceram
E no ar apenas são andrajos que se arqueiam
No ar agora cabalmente exíguo e seco
Mais exíguo e mais seco que o desejo
Ensinai-nos o desvelo e o menosprezo
Ensinai-nos a estar postos em sossego.

Rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte
Rogai por nós agora e na hora de nossa morte.



ELIOT, T.S. "Quarta-feira de Cinzas". In:_____. Poesia. Tradução, introdução e notas de Ivan Junqueira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981.

Você também pode encontrar este e outros poemas no Blog do autor Antonio Cicero.


terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

[Resenha] Sobre a coletânea de poemas Desconhecer, de Ricardo Lima



Em parceria com o Ateliê Editorial, recebemos para resenha Desconhecer, livro de poemas do jornalista paulistano Ricardo Lima, Coordenador Editorial da Unicamp e autor de cinco outras obras. A publicação conta ilustrações da professora Lygia Eluf e um acabamento gráfico primoroso, próprio a diversos títulos do Ateliê.


Ao receber o livro, perguntaram-me como a poesia poderia ser comentada em um texto cotidiano, como o de um blog ou resenha. Acredito que no interior desta pergunta esteja a dúvida quanto a possibilidade de encerrarmos a obra em um comentário desafinado ou invasivo, em contradição ao pensamento e lógica do próprio autor. E sendo o texto poético envolto em exposição e bruma, por vezes silenciamos nosso olhar, como se à espera de um modo-de-ler ou crítica, para apenas em seguida iniciarmos uma qualquer leitura.

Para um encontro com a poesia, é preciso apreciar a palavra, desejá-la, e expor-se à sua presença; para encontrar-se em um poema, é necessário atravessar suas neblinas, e ouvir a multidão que o texto nos faz conhecer. Nesta leitura não-acadêmica de um livro, basta apenas visitar o mundo de cada estrofe, e habitar em cada um de seus caminhos.

Neste universo de Ricardo Lima, encontramos uma geografia de lar e memória, onde por entre sombras de árvores e céu traçamos as cores de um alguém que, assim como a vida, distancia:


nasci para cultivar
mundo
que não verei

neto do meu filho
cidadezinha asiática
sombra de algumas sementes

nasci para cultivar uma encosta
com floresta.


Neste febril semblante, encontraremos no texto a voz que o poeta guardou? Em sua epígrafe, Clarice em assertiva: Quando a gente se revela, os outros começam a nos desconhecer. E nas páginas seguintes o leitor e o poema confrontam-se em incertezas e vestígios:


o silêncio bem guardado
do que já se perdeu

as respostas mal ouvidas
 do que ainda suspeita

os solavancos da língua  
os pudores, a espreita

novas perguntas   
a cada taxi

e a resposta   
que não encontra o caminho 


Em pouca pontuação e sem títulos, Desconhecer é para o autor uma possibilidade de "leitura mais ininterrupta do livro, como se fosse um grande poema". No espaço de 40 poemas, o leitor poderá em Desconhecer construir um temporário lugar, eventualmente arenoso, onde de mãos dadas a liberdade e a noite poderão equilibrar-se; no intervalo desta fiança, um passo em falso pode esvaziar toda lembrança, e aproximar-nos do alfabeto que o poeta encontrou. E esta talvez seja uma das grandes experiências de um poema.



Sobre a Ateliê Editorial

A Ateliê Editorial está no mercado desde 1995, atuando principalmente nos segmentos de literatura – ensaios, crítica literária e outras matérias de natureza acadêmica; comunicação e artes; arquitetura; edição de clássicos da literatura; e estudos sobre o livro e seu universo. O objetivo desta casa é levar ao público leitor livros de alta qualidade editorial, em edições cuidadosas que primam pela atenção ao conteúdo, à forma e à expressão. Isso transparece tanto nas capas quanto no rigor e fidelidade textual, o que pode ser comprovado pelos diversos prêmios nacionais e internacionais já recebidos pela editora – como Jabuti, APCA e IDA International Design Awards (EUA).

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

[Resenha] Rádio Beatles, de Clara Arreguy



Eu, Caio, aceito me casar com esta mulher. Eu, Caio, levanto, caio novamente. Eu, Caio, em mim, um dia, será? Eu, Caio, caso e tombo. Eu, Caio em tentação, mas nunca caí. Eu, Caio, eu levanto. Eu, Caio, não quero fazer aniversário.

(Rádio Londres, p.81)


[Intro]

No canto do armário, próxima à coleção de jogos de tabuleiro e fotografias, em uma antiga caixa de tênis estava a rima de sua juventude: nas páginas de um caderno rasurado, pequenas partituras, ideias para canções, solos e um amor hoje arrancado de seu refrão preferido. Tinha dezessete anos quando decidiu que a música ocuparia um lugar maior que o futebol e as aulas de inglês. Quando garoto, só pensava em ser atleta. Talvez pela eterna influência da Copa de 70, dos jogos do Botafogo com o avô ou ainda pela vontade de fazer parte de uma história inesquecível.

Em seu último ano na escola, percebeu que os hematomas do esporte não o levariam muito longe: por ter passado tempo demais nas quadras, chegou até a esquecer que o amor deveria fazer parte da juventude, e não só a adrenalina. Certo dia, chuteiras e suor nas mãos, chegou em casa e encontrou o pai hipnotizado, atento à voz que na segunda faixa do album Rumours dizia:

But listen carefully to the sound
Of your loneliness
Like a heartbeat ... drives you mad
In the stillness of remembering what you had
And what you lost ...
And what you had ...
And what you lost...


E foi neste momento que Bruno descobriu a guitarra e lembrou-se de uma garota chamada Maria Luiza.


[Repeat]

Às vésperas de seu aniversário de cinquenta anos, Caio, que poderia chamar-se Bruno ou pertencer à nossa família, inicia um relato nostálgico de sua juventude, onde a passagem do violão com os amigos à responsabilidade do casamento e da engenharia foi o segundo dos fatos mais importantes de sua narrativa. O primeiro, ainda que impossível de precisar, teve início com o rádio e os discos de família, que entoavam canções desta que viria a ser a trilha sonora de sua vida.

A cada recordação, um acorde dos Beatles, e foi por uma jovem de nome Rosa que Caio dedicou suas melhores estrofes. Há anos trinta anos casados, juntos na pequena cidade de Muriaé, a criação dos filhos (João, Paulo e Jorge) também foi orientada pelos passos da beatlemania.

Dentre as confissões de Caio, o dia em que foi anunciada a separação dos Beatles tornou-se um grande desalento. Em meio aos parabéns por mais um ano vida hoje, esta tristeza é novamente rememorada, em uma retrospectiva que soa como a reprise de dois ou três acontecimentos: She loves you, yeah yeah yeah. Oh, love me do. Yeah, love me do. She loves you... E nesta melodia de versos seguem, Caio e Rita, em cantos por ora melancólicos, porventura inesquecíveis.


[Bridge]

And what you had... Em uma época de cabelos compridos, Malu, de olhos ainda mais castanhos que os de Bruno, ao invés de amor dedica-se a ambiciosas estrofes, destas que não esperamos ouvir de uma menina de dezoito ou quinze. Bruno, que sempre sonhara com canções e permanências, não compreende as estradas de Malu, e neste embate entre a fuga e a proximidade o que resta é um projeto de amor a cada dia reescrito.

Enquanto isso, em uma época de cabelos grisalhos, Caio retira do bolso uma segunda memória, que na verdade anterior a tudo o que nos últimos anos construíra. Talvez uma memória falha, mas hoje muito viva, preenchida pelo aroma e o som de um baile, onde com uma juvenil paixão compartilhou uma dança...


[Refrão]

Haveria disfarce para o coração? It's been a hard day's night...


[Solo]

As histórias de Bruno e Caio talvez não sejam assim tão diferentes. Em Rádio Beatles, a autora Clara Arreguy apresenta para o leitor uma espécie de ficção-biográfica onde aquela memória de menino, repleta de juventude e descobertas, nem sempre bate à porta, mas simplesmente invade nossos pensamentos, não importando se às vésperas de um aniversário ou à leitura de um simples caderninho. Por entre as batidas de um solo ou de uma solitude, o coração deixa-se mesmo embarcar e, nestes desvios, é importante saber que nem sempre reencontraremos o caminho...

Em uma escrita minuciosa porém leve, não há como não imediatamente nos identificarmos com a história de Caio, que de tão familiar compartilhamos aqui também a de Bruno, por nós reinventada, pois que de algum lugar também revivida.


[Fade Out]

Finda a lembrança e as canções, em meio à independência do amor e dos filhos, Caio, assim como Bruno, resgatam de suas gavetas histórias que o tempo fez questão de empoeirar. Sobre nosso personagem de Rádio Beatles, foi às vésperas de seu aniversário que descobriu a melancolia, e foi através de uma canção movediça, Hello, Goodbye, que recebeu o seu primeiro Parabéns, e quiçá um escape para um precipício.

Na manhã seguinte, junto aos restos de bolo em cima da pia, basta abrirmos os olhos para ouvir dos lábios de Caio uma nova melodia:  Retirem-me os anos e a infância, só não retirem de mim a memória de minhas canções...


[Repeat]


Clara Arreguy. Rádio Beatles. Outubro Edições, 2015

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

[Parceria] Editora Jaguatirica



É com muita alegria que apresento para vocês o trabalho da Editora Jaguatirica, uma casa publicadora do Rio de Janeiro que desde 2010 aposta em novos autores e hoje inicia uma parceria com o nosso blog!


Release:  A Editora Jaguatirica surgiu para suprir uma demanda contida de publicações que não tinham espaço na mídia em virtude dos altos custos da produção gráfica. Atualmente, com novos sistemas de impressão e o livro digital, publicar nunca foi tão fácil.

Exemplo disso é que diversos autores iniciantes, com pouco investimento, conseguem espaço na mídia, até mesmo com vendas expressivas em lojas como a gigante Amazon, em igualdade de condições com as editoras multi-nacionais.

Ser um best-seller só depende de você.


Editora Jaguatirica

  A Editora Jaguatirica desenvolve as seguintes linhas de trabalho:

- Textos resultantes de seleções exclusivas organizadas pela equipe editorial, com ampla divulgação de mídia e contrapartida aos selecionados. 

 - Textos já editados, como trabalhos de conclusão de curso, monografias, textos técnicos e outros textos que receberam edição contratada individualmente pelo autor. 

- Textos científicos, tecnológicos e profissionais (CTP), ou que resultem de trabalho acadêmico ou profissional, derivados ou não de programas de incentivo ou premiações.

- Textos não aceitos pelas editoras tradicionais por fechamento de programação ou incompatibilidade de catálogo, mas que possuam capacidade de serem trabalhados individualmente pelo autor e possam eventualmente receber uma boa atenção do mercado. 

- Textos que, segundo as regras mercadológicas, não apresentem interesse financeiro imediato para as editoras tradicionais, como revistas de literatura, coletâneas, livros de poesia ou contos, biografias familiares, catálogos e publicações por capricho (vanity books).  

- E outros textos que dependam da interação tecnológica, ou cujo projeto editorial inclua a sua vinculação imprescindível com hiperlinks, blogs, recursos digitais, áudios, vídeos, jogos e quaisquer outras formas de mídia.

Se você tem interesse em concretizar o seu projeto literário, a Jaguatirica recebe originais para avaliação e publicação!  Visite o site da Editora para informações :)


Publique!

Conheça também as redes sociais da Jaguatirica: Instagram Facebook


Ah! No mês de março realizaremos um sorteio de um dos lançamentos da Editora aqui no Blog!
Aguardem <3
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

[Tag] Maratona Literária de Carnaval


Dois de fevereiro, calor e Carnaval assolam o Rio de Janeiro. Zero festeira que sou, como quem não quer nada fui visitar um de meus lugares preferidos nesta cidade:


No caso, a biblioteca do bairro, e não a Saraiva nossa de cada dia. Para minha surpresa, por entre os corredores de Stephen King, Harlan Coben e Sophie Kinsella estavam alguns integrantes de minha wishlist-da-pendência! E como se pulassem da brilhante prateleira, meu coração certamente estará menos entediado nestes pouco-muitos dias de hibernação carnavalesca.

Eis a colheita:


Poisé, caro leitor, tenho que admitir: ainda não li (folhear na Saraiva não conta rs) Eu te darei o Sol, Extraordinário, Anna e o Beijo Francês e A última carta de amor...

Mas... nada que um feriado prolongado não resolva, certo? <3

E como ainda demorarei uns dias para compartilhar minhas impressões com vocês, após a sinopse vou deixar o link de alguns blogs amigos que já resenharam este livros incríveis, ok? :) E se você já tiver também resenhado alguma dessas obras, compartilha o link com a gente nos comentários!


Jandy Nelson - Eu te darei o sol (Novo Conceito)


Sinopse: Noah e Jude competem pela afeição dos pais, pela atenção do garoto que acabou de se mudar para o bairro e por uma vaga na melhor escola de arte da Califórnia.

Mal-entendidos, ciúmes e uma perda trágica os separaram definitivamente. Trilhando caminhos distintos e vivendo no mesmo espaço, ambos lutam contra dilemas que não têm coragem de revelar a ninguém.

Contado em perspectivas e tempos diferentes, EU TE DAREI O SOL é o livro mais desconcertante de Jandy Nelson. As pessoas mais próximas de nós são as que mais têm o poder de nos machucar.

Para uma resenha linda sobre este livro, visite o Blog Vida e Letras <3


R. J. Palacio - Extraordinário (Intrínseca)


Sinopse: August (Auggie) Pullman nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso, ele nunca havia frequentado uma escola... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

R. J. Palacio criou uma história edificante, repleta de amor e esperança, em que um grupo de pessoas luta para espalhar compaixão, aceitação e gentileza. Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade – um impacto forte, comovente e, sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo o tipo de leitor.

O pessoal do De tudo um pouco também comentou sobre este livro <3


Stephanie Perkins - Anna e o Beijo Francês (Novo Conceito)


PS: Esse livro deve ser um dos sucessos de bilheteria da Biblioteca porque olha o estado da capa! rs

Sinopse: Anna Oliphant não está nada entusiasmada com a ideia de se mudar para Paris. Porém, seu pai, um famoso escritor norte-americano, decidiu enviá-la para um colégio interno na Cidade Luz. Anna prefere ficar em Atlanta, onde tem um bom emprego, sua fiel melhor amiga e um namoro prestes a acontecer. Mas, ao chegar a Paris, ela conhece Étienne St. Clair, um rapaz inteligente, charmoso e bonito, que além de muitas qualidades, tem uma namorada...

Anna e Étienne se aproximam e as coisas ficam mais complicadas. Será que um ano inteiro de desencontros em Paris terminará com o esperado beijo francês? Ou certas coisas simplesmente não estão destinadas a acontecer?

Conheça a resenha feita pela Anna do Blog Entre Páginas :)


Jojo Moyes - A Última Carta de Amor (Intrínseca)


Sinopse: Londres, 1960. Ao acordar em um hospital após um acidente de carro, Jennifer Stirling não consegue se lembrar de nada. Novamente em casa, com o marido, ela tenta sem sucesso recuperar a memória de sua antiga vida. Por mais que todos à sua volta pareçam atenciosos e amáveis, Jennifer sente que alguma coisa está faltando. É então que ela descobre uma série de cartas de amor escondidas, endereçadas a ela e assinadas apenas por “B”, e percebe que não só estava vivendo um romance fora do casamento como também parecia disposta a arriscar tudo para ficar com seu amante.

Quatro décadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma dessas cartas endereçadas a Jennifer durante uma pesquisa nos arquivos do jornal em que trabalha. Obcecada pela ideia de reunir os protagonistas desse amor proibido — em parte por estar ela mesma envolvida com um homem casado —, Ellie começa a procurar por “B”, e nem desconfia que, ao fazer isso, talvez encontre uma solução para os problemas de seu próprio relacionamento.

Com personagens realísticos complexos e uma trama bem-elaborada, A última carta de amor entrelaça as histórias de paixão, adultério e perda de Ellie e Jennifer. Um livro comovente e irremediavelmente romântico.

O blog Um dia me livro fez uma resenha bem detalhada sobre este clássico da Jojo :)


 E fica a pergunta: conseguirei ler tudo isso no Carnaval (ou pelo menos em fevereiro)? :D