quinta-feira, 13 de outubro de 2016

The Martian / Perdido em Marte | Editora Arqueiro | Por: Bruno Fraga

Parceria: uma das palavras-chave de todo Blog. Aqui no Papel Papel, neste primeiro ano de atividades, a contribuição de diversos amigos blogueiros tem sido essencial para a construção e crescimento de nossa página! Meu agradecimento mais que especial a todos vocês que acompanham e acreditam neste projeto, seja aqui no Blog, no Face e principalmente no Instagram, onde tudo começou <3 Em particular, quero dizer um muito obrigada aos amigos Diego França e Marcelo Marchiori pela gentil postagem em nosso especial do mês de junho, e claro, aos nossos amigos-colaboradores-companheiros-de-sempre Jonatas e Regiane, que passam mais tempo aqui no Papel Papel do que em suas próprias páginas rs :D 

E como as ideias são muitas e a mente irrequieta, é bem possível que nosso time de escritores cresça... :) E pra dar um pequeno "spoiler" deste 2017-por-vir, compartilhamos no post de hoje um texto bem diferente de tudo o que já postamos aqui: conheçam o trabalho de nosso novo colaborador, Bruno Fraga, que também carioca e voraz-entusiasta de clássicos da literatura e ficção em língua inglesa. Para esta primeira postagem, Bruno escolheu apresentar o livro The Martian, do escritor Andy Weir, traduzido como Perdido em Marte e publicado em 2014 pela Editora Arqueiro. Esperamos que gostem! E deixem suas opiniões e também um alô de boas-vindas lá nos comentários :)



The Martian

Marte: tema de fascínio para a humanidade, ponto de partida de relevantes teorias sobre o nosso universo como os estudos de Copérnico e as observações de Tycho Brahe. Nas artes inspirou clássicos de H.G Wells e Philip K. Dick entre inúmeros exemplos que são só uma parte do poder do planeta vermelho sobre nós.

Após a sonda espacial Mariner 4 fotografar pela primeira vez a superfície de Marte em 1964, passamos a ter uma ideia mais próxima da realidade sobre o planeta e uma perspectiva científica torna-se quase exclusiva nas histórias atuais sobre o assunto. Andy Weir desenvolve sua obra The Martian seguindo essa ambientação realista.

2035, Marte, uma forte tempestade de areia acontece durante a estadia da tripulação da ARES III no planeta. Apesar dos esforços, a tripulação sofre contratempos e é obrigada a retornar à Terra deixando o astronauta Mark Watney para trás.

O drama de Watney em Marte é bem retratado pelo próprio personagem com detalhes, mas não espere o foco na dor, solidão e questões existenciais assolando sua mente, Watney sempre tem um plano e uma piada para a situação, por mais estranho que isso possa parecer. Porém, a lei que dita as regras em Marte é a de Murphy e novos desafios aparecem a cada página nas aventuras do astronauta piadista.

A maior parte do livro é escrita em forma de diário e de linguagem acessível, mesmo adicionando informações científicas complexas sobre as ações de Watney. O desenvolvimento do livro, por mais que seja previsível, é dinâmico e de modo nenhum deixa o leitor entediado. Cada novo risco de explosão gera o suspense necessário, e uma nova solução quebra o ritmo de forma muito agradável.

Busca por comida e contato com a terra, a exigência de reparos em equipamento vitais para a sobrevivência, a solidão causada por ser a única criatura vivo em todo um planeta e a necessidade de estar preparado para a execução de um plano que tem tudo para dar errado. É quase impossível pensar em um livro divertido lendo a sinopse de The Martian, mas definitivamente essa é a palavra que todos usarão após o término da leitura.

É difícil considerar The Martian uma obra do mesmo nível que o de outros grandes clássicos da ficção cientifica. Pode se criticar a limitação poética e é facilmente notável certa falta de profundidade. Não espere as reflexões internas que tanto admiramos nas obras de Philip K Dick ou as sociais nas obras de H.G Wells, porém Andy Weir foi muito competente e fez um bom livro com muita criatividade e inteligência, um personagem carismático e bom desenvolvimento, uma história para se divertir antes de refletir, pronta para Hollywood... ponto para Hollywood.

Bruno Fraga



Editora Arqueiro, 2014

Sinopse: Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho.

Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente.

Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate.

Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico – e um senso de humor inabalável –, ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência.

Para isso, será o primeiro homem a plantar batatas em Marte e, usando uma genial mistura de cálculos e fita adesiva, vai elaborar um plano para entrar em contato com a Nasa e, quem sabe, sair vivo de lá.

Com um forte embasamento científico real e moderno, Perdido em Marte é um suspense memorável e divertido, impulsionado por uma trama que não para de surpreender o leitor.


2 comentários on "The Martian / Perdido em Marte | Editora Arqueiro | Por: Bruno Fraga"
  1. Bruno, seja bem vindo ao time Papel Papel ;)
    Sobre o livro escolhido para seu primeiro texto, a escolha foi bem interessante e diversa do que temos visto por aqui (ponto pra ti), e creio que todos nós já imaginamos, por um momento que seja, como seria estar nessa mesma situação. O universo ficcional de Hollywood alimenta questionamentos como esse em nosso imaginário, o que pode além de entreter, trazer algum grau de conhecimento aos leigos, mas ainda assim, admiradores da vida no espaço ou apenas curiosos sobre o trabalho da NASA rs. Enfim, sou adepta/admiradora de textos objetivos e claros como o seu, parabéns!!!

    PS:Reb, eu é que agradeço a oportunidade/incentivo, acima de tudo, a amizade!
    <3

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  2. Obrigado Regiane, quando escrevendo sobre um livro eu tento pincelar objetivamente o que mais chama atenção no texto independente de ser positivo ou não, vocês fazem um trabalho mais bonito e caprichado, eu mais rabugento hahaha.

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