Novidades das Editoras: Boris Kossoy - Fotografia e História | Ateliê Editorial

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Sem Título. Barcelona, Espanha, 1998

A Noiva (1). Franco da Rocha, São Paulo, 1970


Nascido em 1941, o paulistano Boris Kossoy tornou-se um dos principais teóricos e historiadores da fotografia no Brasil. Sua pesquisa, ao mesmo tempo documental e fantástica, ou, nas palavras do autor, uma ficção da realidade, apresenta a fotografia como uma expressão cultural, ainda que não isenta do olhar de seu autor. Aos apaixonados por artes, arquitetura e, claro, fotografia, fica a indicação de sua obra, assim como a de sua produção teórica, publicada pelo Ateliê Editorial. Confira:



Primeira obra da trilogia de Kossoy, Realidades e Ficções na Trama Fotográfica apresenta um conjunto de textos que representam as diferentes linhas de pesquisa desenvolvidas pelo pesquisador. Traz reflexões sobre os mecanismos mentais que regem a representação (produção) e a interpretação (recepção) da fotografia. De maneira didática, o autor explica o processo de construção de realidades – e, portanto, ficções – que a imagem possibilita.



A fotografia é um resíduo do passado, fonte histórica aberta a interpretações. Esse é o mote da análise interdisciplinar que Kossoy faz do processo de representação nos documentos visuais. Fotografia & História traz princípios de investigação e uma metodologia de análise crítica das fontes fotográficas, a partir de uma abordagem sociocultural. A obra, em edição revista e ampliada, é pioneira no país. Tornou-se referência importante para historiadores, cientistas sociais e estudiosos da comunicação.

Os Tempos da Fotografia – O Efêmero e o Perpétuo

Em Os Tempos da Fotografia, o autor dá sequência às questões abordadas nos outros dois volumes de sua trilogia. A obra reúne textos sobre história, imprensa e memória, em que a fotografia é tanto fonte de pesquisa quanto objeto de estudo. O efêmero e o perpétuo fundamentam suas reflexões sobre a imagem. Nessa perspectiva, a fotografia ocupa o centro do debate sobre as ambíguas relações entre representação e fato, entre o aparente e o oculto.



Confira também um trecho de uma entrevista com Boris Kossoy:

Chegamos a algum lugar através das imagens fotográficas?
Em se tratando de fotografia em algum lugar chegamos, mesmo não saindo do lugar. Porque o lugar da fotografia é em todos os lugares. Inclusive em nossa imaginação, em nossos sonhos. Uma constatação é recorrente: fotografia e memória se confundem num único conceito e sentimento. As fotografias de anônimos que pesquisamos, ou que nos chegaram de nossos antepassados ou mesmo as nossas próprias imagens que guardamos de outras épocas, são vínculos de pertencimentos e ausências que povoam nosso imaginário; recordações e emoções nos voltam numa fração de segundo por meio das viagens da mente. As imagens nos afetam a todos, sejamos fotógrafos ou não.

Por que precisamos da fotografia? Ou melhor, precisamos da fotografia nas nossas vidas?
Precisamos da fotografia pelo que ela representa na construção de uma identidade e também da memória coletiva e individual. Além disso, como meios de conhecimento, referências insubstituíveis das ciências e do cotidiano e, naturalmente, estímulos contínuos da nossa imaginação.

 Hotel Riviera. Havana, Cuba, 2002

Criaturas 2 - Madrid Espanha 2012

Post Comment
Postar um comentário

Auto Post Signature