[Resenha] Nora Roberts e a certeza dos recomeços

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Capítulo três, Outono de 2013. Para o jovem Connor, o amanhecer é doce. Quase diabético, Nora diria. E diz, em uma trilogia de afagos e magia.

Feitiço da Sombra foi minha primeira leitura do gênero. E o gênero Nora é excessivamente mágico, com um parágrafo de adjetivos a cada suspiro e personagens que “flutuam para um silêncio confortador”. Tai uma escrita com a qual não me identificava, confesso.

Mas a leitura de gênero que nos desperta pouco ou algum interesse pode ser uma boa experiência de recomeço. No sentido de sair do lugar comum (e pacífico) da leitura-que-nos-agrada para encontrar no ‘idioma’ da literatura-que-não-lemos alguma proximidade com nossa existência.

De fato, Nora Roberts cria mundos envolventes. Feitos de lar e lavanda, despertam em nós e em seus personagens uma força para atravessar os dias, e a cada momento recomeçar: Desde aquela manhã ele não era mais um garoto. (p.8), e talvez eu também não o seja.

E como é a boa sensação de encontrar uma boa palavra em qualquer literatura! Seja em um sucesso de bilheteria ou nos manuscritos de um jovem autor, toda página é pedaço de mundo, e sempre pronto a nos abrigar. No meu caso, foi nas palavras-açúcar da senhora Roberts que encontrei um 'recomeço literário'. E quem sabe não é hora de você também se abrigar em histórias que à primeira vista parecem um bocejo? Afinal, “Éramos parte de um (mundo). Isso eu soube quando nos demos as mãos.” (p.41).


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