domingo, 30 de outubro de 2016

Uma semana e(m) um dia #2


Saudações, pessoal! Hoje é domingo, quase fim de outubro, e chegamos ao segundo post de nossa série Uma semana e(m) um dia (pra quem não acompanhou nossa primeira postagem, só clicar aqui). Confiram as anotações da semana de 22/10 a 29/10:


Bruno

Lembrei muito de minha adolescência essa semana ao escutar por horas o Neon Balroom, terceiro álbum de estúdio da banda australiana Silverchair.

Confesso que a nostalgia desempenhou um papel importante, mas independente disso, Neon Balroom é um bom trabalho que tenta mesclar o novo (grunge) e o antigo, por mais que na minha opinião tecnicamente não esteja no nível dos dois ultimos da banda (Diorama e Young Modern), Neon Balroom teve mais sucesso comercial por hits como Ana's song e Miss you love (alguém que não leu a tradução colocou como música de um casal apaixonado em alguma novela global, lamentável) que todo mundo conhece.

Quanto a publicações, encontramos a biografia A New Tomorrow (2014), organizada por Jeff Apter e não traduzida no Brasil.


Jonatas

"Seus cabelos eram escuros, os olhos eram escuros, e ele usava luvas pretas da mais fina pele de cordeiro. O quarto do bebê ficava na parte mais alta da casa. O homem chamado Jack subiu a escada, os pés abafados pelo carpete. Depois empurrou a porta do sótão e entrou. Seus sapatos eram de couro preto e engraxados com tal brilho que pareciam espelhos escuros: dava para ver a lua refletida neles, uma meia-lua fina."

Há algumas semanas estava cavando um buraco no meu quintal para enterrar alguns ossos a fim de adubar a terra. De repente, tive de interromper o trabalho. Vi que pá tinha travado em alguma coisa presa no chão. Parecia um pacote. Usei as mãos para não despedaçá-lo. Ao abrir a embalagem com meu endereço escrito, descobri ser um livro. O livro do cemitério, de Neil Gaiman. Ele conta uma história sobre o menino chamado Ninguém Owens, cujos pais e a irmã foram assassinados friamente e, por sorte, fora encontrado e adotado por um simpático casal de fantasmas. A história mistura o universo mágico habitado por fantasmas, bruxas e ghols em uma trama inspirada no Livro da selva, de Rudyard Kiplig (mais conhecido no Brasil pelo animação Mogli, o menino lobo, da Disney). Para quem quiser saber mais sobre minha estranha experiência durante a leitura, escreverei uma resenha para o Blog Papel Papel e, em breve, publicarei outra no Nerdgeek Feelings.


Rebeca

Domingo, 30 de outubro. Dia de segundo turno das eleições em muitos Estados. Enquanto Regiane curte umas férias praianas, Jonatas, Bruno e eu passamos o dia em filas de votação em nossos municípios. E até teríamos muita coisa pra comentar sobre este período (de espetáculo) eleitoral, mas, por ser esta uma postagem curtinha (e sem muitas intenções de treta), prefiro compartilhar uma citação que, de alguma forma, representa nossos pontos de vista aqui do Blog sobre tudo isso. Conheçam A civilização do espetáculo (publicado pela Editora Objetiva), de Mario Vargas Llosa, autor nascido no Peru e Prêmio Nobel de Literatura em 2010. O trecho escolhido fala muito bem sobre os nossos dias, e, na minha opinião, especialmente sobre o atual Rio de Janeiro:

"A sociedade democrática e liberal, apesar de ter criado os mais altos níveis de vida da história (...), em vez de despertar adesões entusiastas, costuma provocar tédio e desdém em seus beneficiários (...). Por exemplo, entre os artistas e intelectuais. (...) Não é ruim que os maiores privilegiados pela liberdade critiquem as sociedades abertas, nas quais há muitas coisas criticáveis; é ruim que o façam tomando o partido de quem quer destruí-las e substituí-las por regimes autoritários como a Venezuela ou Cuba. A traição de muitos artistas e intelectuais aos ideais democráticos não é a princípios abstratos, mas a bilhões de pessoas de carne e osso que, nas ditaduras, resistem e lutam para alcançar a liberdade. (...) Muitos artistas e intelectuais de nosso tempo tornaram-se muito baratos". (p. 130/131)

Leia o primeiro capítulo no site da Objetiva :)


Regiane 

Por vezes, a rotina de trabalho é tão intensa que parece nos engolir e turvar nossa visão, deixando os dias, sons e sabores, com tonalidades acinzentadas e esmaecidas, e o brilho do nosso sorriso vai se perdendo pouco a pouco. Para que isso não se torne permanente, é necessário um esforço de dentro para fora, em busca de um mísero impulso que torne tudo colorido novamente. Pode ser qualquer coisa, como a descoberta de uma nova banda de folk-rock com potencial para se tornar um dos grandes nomes da década, a degustação de um novo sabor de sorvete que lhe remete à infância e seus momentos gloriosos de prazer simples ou ainda um momento off conhecendo um novo lugar e recuperando as energias para o próximo mês. Como na foto, onde estou ao lado de uma das esculturas marinhas presentes na orla das praias de Bertioga, litoral norte de São Paulo. Uma ótima semana a todos, namaste!
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