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março 28, 2017




Imagine que você um dia acorda, se levanta, veste uma roupa qualquer em modo automático e, de repente, não faz ideia de como faz para amarrar seus sapatos. Olha para suas roupas e não tem a mínima noção de como elas são feitas, que material é utilizado em sua fabricação, nem como conseguir mais delas. Sente fome, mas não tem o mais remoto conhecimento de como pode preparar uma refeição. Imagine que você passa o dia fazendo alguma atividade simples, como copiar em uma folha o que está escrito em um jornal, tentando fazer as conexões necessárias para entender os fatos narrados, até que finalmente uma cena se forma em sua mente, baseado no que acabou de copiar, e você, exultante, revive essa imagem na sua cabeça, repetidas vezes, acrescentando detalhes aqui e ali aos poucos, montando todo um cenário em sua imaginação... que se desfaz quando você dorme. Ao acordar, no dia seguinte, aquele lampejo de pensamento espontâneo se foi, tudo o que você supostamente aprendeu no dia anterior pela primeira vez se foi da sua mente, e você fica com a sensação de que algo está faltando dentro de si, mas não sabe dar nome a essa sensação, nem sabe se de fato ela é real... Assustador não?

Essa é a realidade do povo de Dartana, um planeta castigado por “uma maldição” que impede seus habitantes de absorver qualquer aprendizado que os faça evoluir em sua jornada difícil e miserável, cheia de restrições e desencanto. Para tentar acabar com essa maldição, de tempos em tempos surge um deus guerreiro que deve marchar até o Combatheon, um mundo que serve como plataforma de batalha para que os deuses que chegam de outros planetas, cujos habitantes também sofrem da mesma maldição, entrem em guerra. Mais do que a glória ou mostrar-se superior, tais deuses precisam da vitória para libertar seus planetas dessa “maldição do pensamento”.

“O deus viria para que o povo, sem saber, fizesse a única coisa que poderia fazer para encerrar a maldição do pensamento. O povo de Dartana marcharia atrás de seu deus de guerra para lutar, para combater junto ao portento divino, para fazer com que seu deus de guerra fosse o campeão contra outros tantos deuses” – pg. 10.

O exército que acompanha cada deus nessa empreitada é formado por soldados, homens que na maioria das vezes nunca pegaram em nenhum tipo de arma de combate, construtores, escolhidos entre aqueles que possuem algum tipo de habilidade natural para “montar” coisas ou “transformar” matéria prima bruta em algo útil, e as feiticeiras guerreiras, mulheres com poderes místicos que deveriam servir de interlocutoras entre o deus e os construtores e soldados durante a batalha, além de usarem seus poderes para curar os feridos.

“No chão mágico do Combatheon, os construtores estariam livres da maldição do pensamento e naquele novo lugar, ao mesmo tempo místico e sombrio, sua mente estaria livre para aprender, para entender o que as feiticeiras falavam e conseguiriam juntar os ingredientes e as peças, como se um toque do deus entrasse em sua cabeça e as fizesse entender e imitar e imitar as armas enxergadas em outras estrelas. Durante esse tempo, seria crucial que os soldados protegessem as feiticeiras, já que eram as únicas que falavam com os deuses e também as que tinham poder para curar os soldados feridos nos campos de batalha. Por isso, caso perdesse suas feiticeiras, o exército estaria condenado, pois nenhum construtor entenderia as ordens de seu deus. Se ficasse sem construtores, igualmente estaria perdido, pois nenhum soldado construiria tão rápido quanto um construtor; e se ficasse sem soldados, todo o exército desmoronaria quando fosse necessário defender o deus de guerra no momento em que ele congelasse os movimentos para se conectar com os jarros através do imenso manto de estrelas. As feiticeiras ensinavam que todos deveriam lutar por todos para manterem o deus de guerra em marcha. Um por todos e todos por um” – pg. 32.

Claro que a escolha de quem vai e de quem fica não é fácil. Sempre tem aqueles que desejam desafiar o perigo, sair de uma vida de privações e mesmice, ou aqueles que sentem em seu íntimo uma fé tão grande na vitória de seu deus que acabam se destacando dos demais e chamando a atenção das feiticeiras, que fazem a escolha dos candidatos mais prósperos entre a população. Mas há também quem não acredite em nada disso, e que na verdade crê em algo muito mais sinistro e perigoso, sussurrado por vozes estranhas em um raro lampejo de ideias: “Os deuses não deviam partir. Se eram donos de tanto conhecimento, por que não ficavam em Dartana e ensinavam sua magia e seus conhecimentos para os mortais? Os deuses, já que eram divinos, deveriam compartilhar, ter compaixão agora, antes de sumirem na luz do Portão de Batalha” – pg. 125.


Mas, uma vez ultrapassado o Portão de Batalha, não há mais volta, e os simplórios dartanas acabam sendo vítimas do tempo pois, ao chegarem ao Combatheon, a guerra já está instalada, e eles estão completamente despreparados para o que vão enfrentar, amargando derrotas, tentando lidar com a profusão de conhecimento que de repente acomete seus intelectos, e com a possibilidade de ficarem presos ali para sempre após seu exército ser dizimado junto com o deus que lhes prometeu a vitória.

Os poucos sobreviventes, perdidos em si mesmos e com parcas orientações deixadas pelo deus, precisam atravessar essa terra repleta de perigos e morte se quiserem encontrar uma maneira de voltar para casa, a agora distante Dartana. Mander, um general obcecado por vingança é quem vai lidera-los, junto a Jeliath, um jovem construtor ansioso por conhecimento; Parten e Thaidena, um jovem casal apaixonado de soldados, que temem mais do que tudo perderem um ao outro; Tazziat, uma feiticeira guerreira que não tem mais objetivos em lutar sem seu deus a guia-la, e Dabynne, uma feiticeira novata, que foi escolhida a preferida do deus de guerra, e que carrega sem saber, dentro de si, um segredo que pode ser a grande salvação de seu povo: “Sua condição única criou um elo entre a vida e a morte. Seu coração transbordará de amor e fará toda a história do seu povo mudar” – palavras do deus de Dartana, dirigidas à Dabynne – pg. 209.

Mas, para saber o desfecho dessa história eletrizante, só lendo esse que é o primeiro volume de uma trilogia que vai nos levar não apenas a nos distrair com uma fantasia digna dos maiores bardos da literatura fantástica, mas também a nos questionar sobre o poder do conhecimento e do aprendizado... Uma questão tão fundamental e tão pouco percebida pela maioria das pessoas atualmente.

Mesclando conceitos de universos múltiplos (ou multidimensionais) com a primitividade em que vivem as sociedades que não conseguem evoluir por não absorverem o aprendizado, nem conseguirem desenvolver os potenciais de suas inteligências, André Vianco mais uma vez surpreende, nesse que provavelmente é o texto mais complexo e mais detalhado de sua carreira, além de ter um enredo muito bem elaborado e cinematográfico, publicado pelo selo Fábrica 231 da Editora Rocco.

Cada detalhe desses mundos, da forma como as pessoas vivem, seus sentimentos, as batalhas físicas e mentais nas quais se envolvem, são perfeitamente visualizadas pelo leitor, que é levado para dentro dessa existência triste de um povo que mal consegue sobreviver sem o auxílio de seres místicos, como as feiticeiras, e que de repente é lançado no meio de um drama familiar, na cidade de Osasco (essa nunca fica de fora né André?), onde algumas pessoas mais sensíveis à existência desses outros mundos, servem de canal para os deuses buscarem conhecimento sobre armas e estratégias de guerra (afinal nós aqui da Terra, não sofremos da “maldição do pensamento”), mas que enquanto cedem às vozes dos deuses em suas cabeças, acabam espalhando medo e confusão pelo caminho, nesse thriller intenso e arrebatador, escrito por um autor que a cada obra, consegue ser totalmente original dentro do seu modo de escrita.

Tive o prazer e a honra de conhecer o André pessoalmente, em 2011, durante o lançamento de O Caso Laura, seu primeiro título pela Rocco. Já havia lido alguns livros dele por indicação do meu namorado na época e, depois disso, não parei mais de acompanhar as novidades que esse mago das palavras nos traz. O que posso dizer sobre a sua escrita é que ela é de uma versatilidade ímpar: cada livro seu parece ter sido escrito por uma pessoa diferente, mas ao mesmo tempo, quando se conhece o modo do André de contar histórias, você consegue reconhecer a sua marca, que é tão sutilmente estabelecida e bem desenvolvida que só os desatentos deixam passar. Mas, de uma coisa eu tenho convicção, é impossível ser desatento durante a leitura de qualquer uma das obras do André!!!



André Vianco

No insólito mundo de Dartana, os habitantes são incapazes de guardar conhecimento. Qualquer aprendizado é sumariamente esquecido quando dormem. A única esperança para acabar com este sofrimento é o nascimento de um deus guerreiro, capaz de vencer outros deuses e liberar o conhecimento para seus seguidores. Primeiro livro da nova trilogia de André Vianco, Dartana surpreende por apostar numa fantasia com ares de ficção científica, que bebe na fonte de clássicos do gênero como Star Wars. E André Vianco faz isso com enorme talento, mostrando por que é um dos grandes representantes do gênero fantasia no país.

O nascimento do deus Belenus é o sinal que todos aguardavam, a esperança de que o sofrimento pode estar chegando ao fim. E os jovens Jeliath e Dabbynne marcham junto das feiticeiras e dos soldados para o Combatheon, uma outra dimensão e uma arena onde um combate épico define a sorte de vários mundos.

A chegada em Combatheon não é como o imaginado, e agora Jeliath e seus amigos têm que lutar para sobreviver antes de pensar em salvar o seu mundo. Estranhas descobertas e inesperados reencontros fazem parte da nova realidade do grupo. Enquanto buscam novas armas através de uma estranha conexão com a Terra e a família de Gláucia e Doralice, os jovens ficam sabendo um pouco mais sobre o Combatheon, os misteriosos e poderosos deuses guerreiros e outros planetas e povos.

Em Dartana, André Vianco leva aos seus leitores uma história épica, sobre uma jornada onde a esperança não termina. Um livro recheado de ação intensa e grandes surpresas que mostra um universo incrível onde o inesperado é corriqueiro. Dartana é mais um sucesso com a marca de Vianco, agora pelo selo de entretenimento Fábrica231.
janeiro 09, 2017



Uma das vantagens dos Correios perderem uma cartinha sua é que, de forma repentina, pra não dizer mágica, chega o dia em que batem à sua porta com envelopes que você mal consegue carregar. Haja emoção, haja bíceps, infartamos sim ou com certeza? <3

O primeiro dos livros que escolhi para este janeiro é Os Veranistas, que tem como cenário a ilha de Palma de Maiorca, um cenário dos mais belos dentre os mais belos localizado nos arredores da Espanha. Já iniciei a leitura e o livro tem uma certa diversão e ironia que, a princípio, te deixa meio intrigada, tipo, "que história é essa?", mas, logo nas páginas, já dá pra sentir que é uma história envolvente, e que vai deixar todo mundo com vontade de chegar nos capítulos finais.

Dartana e O Livro Delas são dois lançamentos disputadíssimos e que já fazem parte da wishlist da Gih Medeiros, então, vou só dar uma espiadinha neles e em seguida enviar pra nossa amiga <3 Logo logo rola esse montão de resenhas por aqui! Mas se você já teve a chance de ler e postar um textinho de algum desses lançamentos, não deixe de compartilhar o link com a gente também! :)

Vamos aos recebidos então:



Os Veranistas
Emma Straub

Uma quinzena de férias com hospedagem numa casa confortável, com piscina, em local ensolarado, repleto de praias belíssimas, na companhia da família e de amigos íntimos nem sempre corresponde a momentos agradáveis e de lazer. Em Os veranistas, a escritora Emma Straub analisa as contraditórias relações de afeto na contemporaneidade, deslocando para Palma de Maiorca, na Espanha, um grupo de sofisticados nova-iorquinos que estão vivendo uma fase de transição de suas vidas, enquanto superam traições amorosas. O resultado é um romance encantador sobre a vida em família, a amizade e o amor.

Apesar de não conviverem diariamente, todos os integrantes do grupo mantêm o equilíbrio pessoal contando com o apoio da estrutura que os demais montam. Bobby se acomoda na segurança pessoal e profissional de Carmem, e na garantia de ajuda financeira dos pais. Franny comanda a família com pulso firme, e precisa do melhor amigo, Charles, para entender se o ressentimento que experimenta por Jim é causado pela relação adúltera do marido ou pelo desgaste do casamento. Já Charles, artista de meia-idade, está satisfeito com o cargo de tio afetivo dos filhos de Jim e Franny, acumulando Sylvia e Bobby de presentes e carinhos ao longo da infância, e reluta em atender ao sonho de paternidade de Lawrence.

Enquanto lutam com seus temores de deixar rotinas há muito estabelecidas, os veranistas, com exceção da jovem Sylvia, pressentem que a temporada de descanso será mais estressante e traumática, apesar das atrações que a região oferece. Os hábitos de cada um, que irritam ou encantam os demais, compõem essa extensa e intensa reunião de figuras notáveis, mas que são tão familiares quanto as que encontramos no dia a dia. Uma narrativa que hipnotiza o leitor por sua aparente simplicidade e, principalmente, pela profundidade do que discute: a dificuldade das escolhas numa sociedade em que todas as ligações podem ser facilmente desfeitas.


Uma mensagem de esperança
Tom Michell

Com 23 anos, Tom Michell decidiu deixar a Inglaterra para realizar o sonho de conhecer a América do Sul. Ao conseguir uma vaga como professor assistente em um renomado colégio na Argentina, ele jamais poderia imaginar que sua temporada no país seria marcada por um relacionamento inusitado: a amizade com Juan Salvador, um pinguim resgatado de um vazamento de óleo em uma praia de Punta del Este, no Uruguai. Uma mensagem de esperança é um livro de memórias encantador, que mostra como um animal de estimação pode trazer alegria e otimismo, mesmo nos tempos mais sombrios.

Durante uma temporada de férias em Punta del Este, no Uruguai, Tom resolve caminhar pela praia. Chocado ao ver um imenso vazamento de óleo e diversos pinguins mortos pela poluição, ele fica surpreso ao encontrar uma das aves ainda viva. Cedendo a um impulso, decide transportar o pinguim até o apartamento onde estava hospedado e limpá-lo. Irritado e assustado no início, o animal chega a machucar seu salvador com uma forte bicada. Mas, ao perceber que não queriam lhe fazer mal, transforma-se em uma criatura tranquila, que espera pacientemente até acabar o banho improvisado e se recusa a deixar a companhia do ser humano que a resgatou. Era o início de uma bela amizade, que ficaria na memória e no coração de Tom para o resto da vida.

De mascote do time de rúgbi a coanfitrião de festas, passando por treinador de natação para um tímido e talentoso jovem, Juan Salvador se torna símbolo de companheirismo e força de vontade. Junto com Michell, ambos aprendem a viver em um ambiente completamente diferente do que estavam acostumados, tendo a amizade como ponto de apoio. Uma mensagem de esperança é uma história comovente e encantadora, com potencial para se tornar um clássico como Fernão Capelo Gaivota.


Nutrindo seus sentidos
Laura Pires

Depois de apresentar os princípios básicos da Ayurveda no bestseller O sabor da harmonia, Laura Pires volta a dividir com os leitores sua experiência com esse sistema de saúde e bem-estar milenar e os convida a descobrir novos hábitos e a levar mais cor, sabor, saúde e vida às refeições. Com cerca de 200 receitas, Nutrindo seus sentidos é um verdadeiro guia para alcançar um novo patamar de saúde e consciência, bem-estar e vitalidade, tomando por base essa ciência da vida.

Sabedoria milenar da vida longa e saudável, a medicina Ayurveda reconhece a importância de cada alimento, preparação, respiração, movimento, escolha e momento da vida. O termo vem do sânscrito: ayu, significa “vida”; veda, “conhecimento” ou “ciência”. Sistema de medicina tradicional e milenar da Índia, a Ayurveda é mais do que ciência, é também uma filosofia de vida, capaz de auxiliar o indivíduo a manter a saúde e tratar as doenças cuidando do corpo, espírito e mente.

De acordo com este sistema, cada pessoa é influenciada por três doshas: Vata, Pitta e Kapha. A maior intensidade de um ou outro acaba interferindo na maneira de agir, nos desequilíbrios que se manifestam, assim como regulam todas as funções do nosso organismo e auxiliam na respiração, circulação, batimentos cardíacos, entre outros.
Na Ayurveda, substâncias artificiais são substituídas por ervas, folhas, frutas, legumes, raízes, cereais, que ocupam lugar de destaque na culinária e vida diária. Para a autora, todos nós somos constituídos de corpo-mente-espírito. Neste livro, Laura Pires consegue apresentar essa ciência milenar de forma acessível para todos, mostrando que é possível seguir uma vida mais saudável.


O Livro Delas
Renata Frade (Org)

Nove talentos da literatura nacional, que conquistaram os corações e mentes de leitores, em um livro de contos inesquecível. Deliciosas vivências cotidianas sobre amor, amizade, experiências familiares felizes e dramáticas, viagens estão presentes nas histórias de O livro delas, assinado por Bianca Carvalho, Carolina Estrella, Chris Melo, Fernanda Belém, Fernanda França, Graciela Mayrink, Leila Rego, Lu Piras e Tammy Luciano. A obra, que sai pelo selo Fábrica231, será lançada no dia 28 de agosto, das 10h às 12h, na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, com a presença das autoras, além da organizadora Renata Frade, mestre em Literatura Brasileira e sócia-fundadora da Punch!. O livro compõe o primeiro projeto multiplataforma de literatura nacional para jovens no país, LitGirlsBr, criado pela empresa.

Cada conto de O livro delas apresenta o que há de mais representativo no estilo de cada escritora. Do sobrenatural ao chick-lit, romance, aventura, drama, denúncia social, agrada desde os leitores jovens adultos aos mais velhos.

“Nove mulheres. Nove escritoras: Bianca, Chris, Carolina, Graciela, duas Fernandas, Leila, Lu e Tammy. Nove personalidades da nova e pujante literatura nacional. Nove contos independentes, mas entrelaçados pelo absoluto domínio, das nove, da arte de contar belas histórias. Modernas, profundas, leves, intensas. Um pêndulo entre a doçura e a aspereza, entre o romance e o suspense, entre o leitor e as nove. Cada trama daria um bom livro, se assim desejassem. Mas que, condensadas em contos irresistíveis, cumprem à risca o ditado menos é sempre muito mais. Histórias para serem saboreadas num domingo à tarde, num sábado à noite ou no meio de uma semana qualquer. Sobre mim, sobre você, sobre elas próprias, talvez. Sem nove horas, direto ao ponto”, afirma o bestseller Maurício Gomyde, em O livro delas.

A versão em e-book conterá ainda entrevista e artigos exclusivos que abordam a importância da literatura nacional destas autoras na formação de leitores e no crescimento e amadurecimento do mercado editorial nacional, assinados pelas jornalistas e blogueiras Frini Georgakopoulos e Melissa Marques e pela doutora em Educação pela USP e professora adjunta da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) Gabriela Rodella. 


Melhor e Mais Rápido
Jeremy Gutsche

A velocidade das transformações no mundo dos negócios parece crescer de forma exponencial. Gigantes como Kodak e Lehman Brothers foram atropelados pela inovação, ou pela falta dela. Novas corporações como Netflix e Uber alteram o consumo de mercados tradicionais a partir de suas plataformas online. No meio de um redemoinho de incertezas, Jeremy Gutsche encontrou sua bússola caçando tendências e as utilizando como um caminho para as oportunidades de bons negócios. Criador do site TrendHunter, a maior comunidade do mundo sobre inovação, Gutshe agora compartilha sua experiência no livro Melhor e mais rápido – O caminho inovador para ideias imbatíveis, registro que é fruto do seu trabalho com mais de 300 marcas e das discussões no site que contabiliza 60 milhões de visitas por mês.

Abordando tanto casos de sucesso, como os da Zara e da autora de Harry Potter, J.K. Rowlling, quanto os de estagnação, como os das empresas Blockbuster e Blackberry, Gutsche indica ao leitor a análise dos padrões que estão na estrutura das ideias que conquistam mercados e renovam marcas. Histórias deliciosas como a Microsoft engolindo as enciclopédias da Britannica com seus CD-ROMs para depois ser devorada pela Wikipedia são parábolas de orientação sobre a inovação como forma de sobrevivência de carreiras e produtos. Os casos são apresentados com rigor nos detalhes que diferenciam trajetórias bem-sucedidas, tornando o livro um guia instigante, não só para quem busca inovação, mas também para os que procuram aperfeiçoamento constante em suas carreiras ou empreendimentos.

Os seis padrões de oportunidade burilados por Jeremy Gutsche e a comunidade do TrendHunter mostram como avaliar as chances de uma iniciativa florescer, apontam segredos para buscar oportunidades na esteira de outros projetos de sucesso (um caso simbólico nesse sentido são grandes ideias como Twitter, Instagram e Snapchat, que nasceram a partir do êxito do Facebook) e indicam de forma didática como aperfeiçoar o faro para bons negócios, tomando sempre como referência a inovação constante. Conhecer um pouco mais sobre o trabalho e a visão de Gutsche é uma boa chance de entender melhor o atual momento dos negócios em rede e de refletir sobre o padrão que existe nas oportunidades que surgem diariamente.  


Dartana
André Vianco

No insólito mundo de Dartana, os habitantes são incapazes de guardar conhecimento. Qualquer aprendizado é sumariamente esquecido quando dormem. A única esperança para acabar com este sofrimento é o nascimento de um deus guerreiro, capaz de vencer outros deuses e liberar o conhecimento para seus seguidores. Primeiro livro da nova trilogia de André Vianco, Dartana surpreende por apostar numa fantasia com ares de ficção científica, que bebe na fonte de clássicos do gênero como Star Wars. E André Vianco faz isso com enorme talento, mostrando por que é um dos grandes representantes do gênero fantasia no país.

O nascimento do deus Belenus é o sinal que todos aguardavam, a esperança de que o sofrimento pode estar chegando ao fim. E os jovens Jeliath e Dabbynne marcham junto das feiticeiras e dos soldados para o Combatheon, uma outra dimensão e uma arena onde um combate épico define a sorte de vários mundos.

A chegada em Combatheon não é como o imaginado, e agora Jeliath e seus amigos têm que lutar para sobreviver antes de pensar em salvar o seu mundo. Estranhas descobertas e inesperados reencontros fazem parte da nova realidade do grupo. Enquanto buscam novas armas através de uma estranha conexão com a Terra e a família de Gláucia e Doralice, os jovens ficam sabendo um pouco mais sobre o Combatheon, os misteriosos e poderosos deuses guerreiros e outros planetas e povos.

Em Dartana, André Vianco leva aos seus leitores uma história épica, sobre uma jornada onde a esperança não termina. Um livro recheado de ação intensa e grandes surpresas que mostra um universo incrível onde o inesperado é corriqueiro. Dartana é mais um sucesso com a marca de Vianco, agora pelo selo de entretenimento Fábrica231.