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agosto 17, 2018



Impossibilitando indiferença no leitor desde 1851, Moby Dick é o tipo de livro que, após lido, nos faz entender a influência que gerou e indiretamente chegou aos dias de hoje. Além disso, a excelência alcançada por Herman Melville justifica o poder leviatânico de sua masterpiece, exercido sobre gerações e gerações de artistas. 

Ao pesquisar acerca da obra, é casual achar o conceito de que se trata de dois livros em um. Observação válida, pois, além do conhecido enredo (Ahab, um vingativo capitão baleeiro vai junto com sua tripulação atrás de Moby Dick, uma baleia branca de proporções acima do comum, famosa por seu comportamento agressivo e tida como impossível de ser capturada), há também dezenas de capítulos que não se limitam ao enredo central. Ishmael, o poético narrador disserta em diversos pontos de maneira descritiva sobre tudo relacionado à pesca baleeira e cetologia da época. Ainda que esses momentos enciclopédicos possam incomodar o leitor que está ávido pelo desfecho da trama da caça a baleia branca, há uma clara riqueza nos capítulos secundários, pois revela a interessante perspectiva de uma prática quase inexistente hoje em dia. Ishmael empenha-se em tornar sua profissão honrosa, elevar seus adversários (as baleias) e enobrecer sua atividade. Ele aproxima-nos dos perigos e glórias que envolviam sua caçada.  

O início da viagem do "Pequod", navio que terá como desfecho a caça de Moby Dick, será em Nantucket, nos Estados Unidos. Apesar dos riscos e dos anos em alto mar, Ishmael procura por seu primeiro trabalho na área. Ao chegar na cidade, torna-se verdadeiramente amigo de um índio, Queequeg. Eles então conseguem vagas no Pequod, acreditando se tratar de apenas mais uma viagem com objetivo de capturar o maior número possível de baleias. 


As for me, I am tormented with an everlasting itch for things remote. I love to sail forbidden seas, and land on barbarous coasts. (Ishmael) 



Já em alto mar, outros membros da tripulação assumirão o protagonismo junto a Capitão Ahab. Dois dos três imediatos da embarcação serão de suma importância no decorrer da história: Stubb e Starbuck. O primeiro, sempre bem humorado, soa muitas vezes inconsequente e encara os perigos do ofício e a excentricidade do capitão com seu cachimbo e gargalhadas. O último, sempre racional e reservado, tenta encarar a viagem de maneira profissional, ansioso pela volta ao lar, onde aguardam seu filho e esposa. É nítido que Starbuck exerce um papel completamente antagônico a Ahab. Toda contagiosa loucura exercida pelo capitão é contrabalanceada por seu raro bom senso.  

O enredo principal não se limita ao que é contado por Ishmael , há uma variação de gênero narrativo ao longo do texto, das quais valem destacar os capítulos de estrutura teatral, impecáveis momentos shakespearianos e valorosos solilóquios, diversificação que não torna o livro essencialmente confuso, ao contrário, oxigena-o com diferentes maneiras de acompanhar a história.  

A fixação de Ahab pela baleia que em outra viagem arrancara sua perna é o aspecto mais fascinante da história. De maneira igualmente assustadora e encantadora Ahab tem em suas aparições os melhores momentos do livro. Ainda que flertando com a insanidade, demonstra incrível poder de persuasão sob sua tripulação. Compartilhando com eles sua obsessão, o velho capitão intriga o leitor entre promessas, injúrias e blasfêmias. O papel é tão impactante que até os dias de hoje, no idioma inglês a expressão "Chasing the white whale" é utilizada para descrever uma busca incessante, mesmo sem sentido e perigosa. 


I leave a white and turbid wake; pale waters, paler cheeks, where'er I sail. The envious billows sidelong swell to whelm my track; let them; but first I pass.” 


“Por onde navego deixo um rastro inquieto e branco, águas pálidas, rostos mais pálidos. Os escarcéus invejosos crescem pelos flancos para submergir meu caminho. Deixe-os, mas primeiro eu passo.” 


E a chance da vingança existirá, após tanto entender os personagens, após tanto entender o que é caçar baleias em alto mar seremos apresentados ao embate entre capitão e baleia que, de maneira intensa, foi alimentado pelo escritor. Se para Starbuck o velho capitão já perdeu para si mesmo após alucinada compulsão, Ahab ignora os sóbrios avisos e mantém que por papel de Deus ou do destino tudo que importa é sua vitória sobre Moby Dick. 

  
Sink all coffins and all hearses to one common pool! and since neither can be mine, let me then tow to pieces, while still chasing thee, though tied to thee, thou damned whale! Thus, I give up the spear!" (Ahab) 


Tido por muitos uma das prosas mais difíceis da literatura dos últimos 200 anos, Moby Dick é sem dúvidas um desafio agradável ao leitor contemporâneo, que não encontra facilmente leituras com esse peso no mercado atual. O título de "Shakespeare americano da prosa" se encaixa perfeitamente com o que fornece Melville em seu estilo poético. A já citada influência é imensurável. Desde o fortalecimento do arquétipo de capitão com uma perna de pau, há inúmeras adaptações no cinema, passando pelo nome de uma popular rede de cafeteria a discos de metal e card games. Para aquele que entende o que é ser obcecado por algo ou alguém: O que aguardas para ser influenciado? 



Sinopse: Obra máxima do Romantismo norte-americano, “MOBY DICK” foi escrito pelo escritor norte-americano Herman Melville e publicado originalmente em três fascículos com o título “A Baleia”, em Londres, em 1851, e ainda no mesmo ano em Nova York em edição integral. Somente a partir de sua segunda edição que ganha seu título definitivo, “MOBY DICK”.

O livro foi revolucionário para a época, com descrições intricadas e imaginativas das aventuras do narrador Ismael, suas reflexões pessoais, e grandes trechos de não-ficção, sobre variados assuntos, como baleias, métodos de caça, tradições navais, a cor branca (de Moby Dick), detalhes sobre as embarcações, funcionamentos e armazenamento de produtos extraídos das baleias. Apesar dessas características, a obra foi inicialmente mal-recebida pela crítica literária, assim como pelo público, mas com o passar do tempo tornou-se uma das mais respeitadas obras da literatura em língua inglesa. A fama de MOBY DICK e a revisão de sua importância e sua inclusão como parte do Cânone Ocidental da Literatura se inicia a partir da década de 1910, com a revisão literária realizada por Carl Von Doren e a publicação da obra “Studies in Classic American Literature”, elaborado pelo escritor, ensaísta e poeta britânico D.H. Lawrance em 1923.

Inspirado pelas experiências pessoais do autor e por outros acontecimentos que marcaram o período, Moby Dick representa, além de uma complexa narrativa de ação, uma profunda reflexão sobre o confronto entre o homem e a natureza, ou segundo alguns especialistas, entre o homem e o Criador, reforçada pela ‘universalidade’ dos tripulantes do navio “Pequod”, o que sugere uma representação da Humanidade. Obra de profundo simbolismo, MOBY DICK inclui referências a temas diversos como religião, biologia, idealismo, pragmatismo e vingança. Herman Melville tomou como base inspiradora a história do capitão George Pollard e de seu navio baleeiro “Essex” que, em 1823, foi atingido por uma baleia antes de naufragar. Depois que o “Essex” afundou, Pollard e sua tripulação boiaram no mar sem comida ou água por três meses, e recorreram ao canibalismo antes de serem resgatados.
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agosto 14, 2018



Oi oi galera! Tudo bem com vocês? A resenha de hoje é do livro A duquesa, da autora Danielle Steel, editora Record, 335 páginas. 

👒 Angélique é a filha mais nova de um duque, fruto de seu segundo casamento. Angélique era muito próxima de seu pai, o duque Phillip. Eles tinham um relacionamento muito bonito e isso fez com que seus irmãos mais velhos, Tristan e Edward, que já não aprovavam esse segundo casamento, sentissem muito ciúmes da caçula. Angélique perdeu a mãe, que faleceu em decorrência do parto. 

👒  O duque Phillip morre deixando (como afirmava as leis da Inglaterra) a sua herança para seu filho mais velho Tristan e uma pequena parte para Edward. Angélique, por ser mulher não ficou com nada e, como esperava o duque, acabou também abandonada pelos irmãos mais velhos. Foi como uma vingança por todo o ciúmes que sentiam. 

👒 Tristan arrumou para Angélique um emprego de babá bem longe do Castelo onde moravam. Se apoderou de tudo e deixou a irmã para se virar como pudesse, sem saber que o duque antes de partir havia deixado para ela uma quantia em dinheiro. 

👒 Angélique se acostumou ao emprego de babá na casa da família Ferguson, fez amizades, amadureceu, e permaneceu lá por mais de um ano até que acontece uma reviravolta e ela se vê sem emprego e sem ter para onde ir.

👒 Angélique tem um encontro forte com uma pessoa que vai ser sua grande amiga, mas principalmente, vai fazer com que Angélique tenha uma ideia bem diferente de como investir o dinheiro que seu pai lhe deixou para conseguir se manter e também poder ajudar outras pessoas. 

👒 A partir daí acontece MUITA coisa na vida de Angélique, tudo num curto espaço de tempo. Será que Angélique vai conseguir se dar bem nesse novo negócio? Será que um dia ela vai encontrar alguém com quem queira se casar? Será que Angélique ainda vai ter a chance de se vingar de quem a abandonou? 

👑 Considerações finais: Gente tive alguns problemas com essa história... até mais da metade do livro a leitura estava literalmente se arrastando. Eu sentia muita informação sendo repetida exageradamente o que por vezes pode atrapalhar o desenvolvimento da leitura. Outro ponto que me incomodou foi que fica claro que a história se desenvolve a modo de mostrar a exaltação da Angélique e toda sua luta e dificuldade, mas eu não gostei muito da forma com que Angélique era descrita em comparação a outras mulheres, principalmente depois que ela resolve trabalhar nesse novo ramo (não posso entrar em detalhes pois seria spoiler)... Não gosto muito desses "comparativos"... afinal todas possuem suas lutas, dificuldades e méritos não é mesmo? É sim!

De forma geral, a parte final do livro se desenvolveu de forma mais fluida, a leitura foi bem mais rápida, com bastante emoção, momentos tensos e felizes. Informo que cada livro possui uma leitura diferente aos olhos de quem lê e que opiniões são totalmente singulares e sua experiência pode ser parecida ou totalmente diferente da minha. De qualquer forma, acho uma leitura legal a ser feita e analisada. A história, por fim, possui muitas reviravoltas, emoções e também bons romances!

Abraços e até a próxima!
agosto 09, 2018



Olá, pessoal! Tudo bem?

Chegando com mais um resenha de um livro que gostei muito. Uma história daquelas que mexe com  o nosso emocional, dando uma cutucada de leve e nos lembrando que nem sempre conhecemos de verdade aqueles que estão próximos da gente. E, até mesmo, o quanto nos anulamos para que os outros não nos conheçam realmente. Confuso? Então, confere a resenha e vamos conversar mais sobre.

O Colecionador de Memórias -  Cecelia Ahern | Novo Conceito

Sinopse: Quando Sabrina Boggs tropeça em uma misteriosa coleção de bolinhas de gude que pertencia ao seu pai, percebe que não sabe nada sobre o homem com quem cresceu. É uma coleção valiosa e incomum – incomum se ela pensar no homem que sempre conheceu. No entanto, há algo real lá dentro, muito verdadeiro sobre seu pai, ou sobre a criança que ele fora.

Sabrina só tem vinte e quatro horas para descobrir os segredos do homem que ela pensava conhecer. Um dia para exumar memórias, histórias e pessoas que não sabia existirem. Um dia que a mudará para sempre.

Fazendo uma busca pelas memórias de seu pai, Sabrina persegue uma busca de identidade; os segredos que ela trará à tona irão mudar tudo o que dava por certo em sua vida. Mas se seu pai não é o homem que ela achou que fosse, quem é a própria Sabrina?


Com a escrita impecável de Cecelia Ahern, acompanhamos as narrativas de dois personagens. Fergus e Sabrina Boggs, pai e filha. Ele vive em uma casa de repouso desde que sofreu um AVC e, consequentemente, perdeu parte da memória. Através dos relatos dele, conhecemos seu passado, aquele que poucos conhecem. Dos detalhes de sua infância até chegar à fase adulta que escondeu por receio de não ser aceito. Com Sabrina Boggs, descobrimos junto com ela o que o pai tanto amava e fez questão de esconder. Através de uma linda e preciosa coleção de bolinhas de gude, Sabrina busca conhecer e saber mais sobre esse hobby do pai e do porquê de tanto mistério. 

Talvez passe pela cabeça que algumas bolinhas de gude não sejam um motivo grande para tanto mistério. Pode-se pensar que uma brincadeira de criança seja algo tão leve que não há a necessidade para se criar um enredo baseado nisso e, mais ainda, que possa se tirar algo para refletir. Mas o que Ahern fez muito bem nessa história foi nos mostrar como uma paixão pode dar mais motivação para nossa vida. Também que, se reprimimos essa paixão, acabamos vivendo pela metade, não sendo nós mesmos. Além de um drama familiar vivido desde sua infância, Fergus nos mostra como foi crescendo seu amor pelas bolinhas e como foi se tornando um dos melhores jogadores, participando de torneios mundiais, inclusive. Mas, acreditem. Parecia que ele tinha duas vidas. Uma era do homem que levava essa habilidade com as bolinhas de gude a sério. Mantinha sua coleção como um tesouro e ainda podia se deliciar em torneios, onde encontrava outros apaixonados. A outra vida era do homem tranquilo, trabalhador, pai de família que suava para sustentar a casa. Era essa pessoa que Sabrina conhecia. Um pai dedicado, amoroso, mas que se escondeu e nunca revelou o seu outro lado.

"Contar a Sabrina sobre isso, seria lhe dizer que eu a excluí, assim como a sua mãe, de uma parte de minha vida, por tanto tempo, que eu menti para as duas pessoas mais próximas de mim e em quem eu deveria confiar e permitir que confiassem em mim."


Sabrina, casada, com filhos e tem um emprego que é sempre mais do mesmo. Como salva-vidas na piscina de uma casa de repouso, sua ocupação não tem muita emoção. Nada acontece de novo e em casa seu casamento está morno. Junto com o marido, frequenta terapia de casal, mas está difícil perceber o que anda acontecendo para que o casamento não esteja lhe dando tantas alegrias. Quando a caixa com os pertences do seu pai, Fergus, chega em sua casa e encontra várias e várias bolinhas de gude, de diferentes materiais e tamanhos e desenhos, e com inventário com valores de cada uma, tipos, nomes e a forma como foram conquistadas, foi difícil acreditar quer pertenciam ao pai, já que em toda a sua existência, nunca tinha ouvido falar nada sobre a coleção, sobre esse hobby. Nunca. Foi com essa surpresa que Sabrina decide ir atrás de mais informações e, a cada nova descoberta sobre o seu pai, Sabrina vai percebendo que há muitas coisas que esconde de si mesma.

Cecelia Ahern conseguiu me envolver do início ao fim. É certo que se trata de uma narrativa lenta mas que, de nenhuma forma, tornou-se cansativa. É leve ao mesmo tempo que se percebe uma carga dramática, mas que ficou bem desenvolvida no enredo. A forma como a autora consegue interligar a história dos dois personagens, complementando-as e, assim, amarrando todos os elementos e mistérios antes levantados, é surpreendente. Foi difícil não me sentir totalmente envolvida por essa história. Uma história de descobertas, redescobertas, autoaceitação e mudança. 

Uma experiência de leitura incrível e que não poderia deixar de compartilhar com vocês. Espero que tenham gostado e que não esqueçam de comentar aqui as suas impressões. Quero muito saber!

Até a próxima!

Bjo, Thaís
agosto 05, 2018



Fala queridos leitores. A dica de hoje é um dos livros mais tensos que já li na vida. É da aclamada Colleen Hoover e trata-se do seu último lançamento, “Tarde Demais”, publicado pela Record. 


Sinopse: Para proteger o irmão, Sloan foi ao inferno e fez dele seu lar. Ela está presa em um relacionamento com Asa Jackson, um perigoso traficante, e quanto mais os dias passam, mais parece impossível enxergar uma saída. Imersa em uma casa incontrolável que mais parece um quartel general, rodeada por homens que ela teme e sem um minuto de silêncio, também parece impossível encontrar qualquer motivo para se sentir bem. Até Carter surgir em sua vida.

Sloan é a melhor coisa que já aconteceu a Asa. E se você perguntasse ao rapaz, ele diria que também é a melhor coisa que já aconteceu a Sloan. Apesar de a garota não aprovar seu arriscado estilo de vida, Asa faz o que é preciso para permanecer sempre um passo a frente em seu negócio e proteger sua garota. Até Carter surgir em sua vida.

A chegada de Carter pode afetar o frágil equilíbrio que Sloan lutou tanto para conquistar, mas também pode significar sua única saída de uma situação que está ficando insustentável.

Colleen Hoover não tem medo de escrever sobre assuntos delicados e Tarde demais prova isso. Perpassando as formas mais cotidianas de machismo até as formas mais intensas e cruéis de abuso, a autora mergulha na espiral atordoante que é um relacionamento abusivo.



Resenha: É o quarto livro que leio da Colleen e a autora sempre trata de temas fortes e diálogos emocionantes. Mas, com esse, eu descobri algo fundamental para fazer a leitura: oxigênio suficiente para respirar. Aliás, precisei por diversas vezes fazer pausas para prosseguir com a leitura, pois o livro, que é maravilhoso, é também tenso, forte e pesado. Entretanto, em contrapartida, é uma história envolvente, que desperta a vontade de acompanhar e saber o que vem ao virar da página. 

A vida de Sloan é um inferno diário, vivendo uma relação totalmente abusiva que inclui agressão física e sexo sem consentimento. Além de toda violência psicológica. Asa é possessivo e demonstra seu amor, que até é verdadeiro, digamos assim, da maneira mais errada que existe e, ainda, está metido com coisas erradas, com tráfico de drogas. Por isso, um policial disfarçado Carter (Luke) se infiltra na gangue dele para pegá-lo. E isso deixa a vida da pobre protagonista mais em perigo ainda - entretanto, ele também pode ser a esperança da vida dela. 

Sloan tem problemas familiares, uma mãe que é viciada, e um irmão que é especial e precisa de cuidados. Asa tem o machismo impregnado em sua alma e dá nojo acompanhar seus pensamentos e atitudes. Já Carter (Luke) passa por aquela grande dúvida: entre a razão e o coração. E as passagens são narradas pelos três personagens centrais. O que nos faz conhecer as visões de cada um. Ou seja, presenciamos assim cenas pesadas, obscuras, assustadoras e fortes, onde chorei bastante, pensando em todos que vivem isso diariamente. Vale dizer que o livro é indicado para maiores de dezoito anos, pois contém cenas bizarras, explicitas e visuais de sexo, estupro, violência, tortura e outros temas que precisam de maturidade para processar. Não é um livro fácil, porém necessário. Colleen nos faz sofrer, ter empatia, de uma forma bem simples, no modo da escrita, mas totalmente verdadeira. É um livro que você ler e fica pensando na história, digerindo na alma e na mente. Então, prepare seu coração, suas lágrimas e, mais que tudo isso, prepare-se para se preocupar com o outro, pois de repente alguém do seu lado está passando por algum tão forte e denso e precisa de socorro. 

Espero que todos leiam, reflitam e aproveitem esse livro. E até a próxima! 
Xoxo,

agosto 01, 2018


A química que há entre nós - Krystal Sutherland 

Sinopse: Grace Town é esquisita. E não é apenas por suas roupas masculinas, seu desleixo e a bengala que usa para andar. Ela também age de modo estranho: não quer se enturmar com ninguém e faz perguntas nada comuns.

Mas, por algum motivo inexplicável, Henry Page gosta muito dela. E cada vez mais ele quer estar por perto e viver esse sentimento que não sabe definir. Só que quanto mais próximos eles ficam, mais os segredos de Grace parecem obscuros. Mesmo que pareça um romance fadado ao fracasso, Henry insiste em mergulhar nesse universo misterioso, do qual nunca poderia sair o mesmo.



A história é contada pela perspectiva de Henry Page, um garoto magricela de dezessete anos, bem comum, que não tinha se metido em grandes encrencas ou polêmicas escolares, e que até então não tinha nenhum interesse por garotas, por achar que não precisava desse tipo de drama adolescente em sua vida.

Obviamente essa história se inicia quando Henry conhece Grace (entrando em sua escola como aluna nova), com suas roupas esquisitas e sua bengala, e claro, se apaixona pela menina.  Logo somos bombardeados pelas seguintes coisas:

1.Henry e suas confusões sentimentais, nas quais ele nunca tinha se metido.

2. Ele os amigos tentando descobrir mais sobre Grace, essa garota misteriosa e aparentemente estranha. O que nos leva a perceber que Grace Town na verdade não é esquisita, e sim, apenas uma garota que passou por algo muito ruim e traumatizante, e que vem lidando com isso desde então.

3. O desenrolar desse romance bem problemático.

Então, se você ainda não entendeu, pra deixar bem claro: Sim, esse é um romance de jovenzinhos muito problemáticos.


Pontos positivos: O começo do livro é muito bom. Fiquei intrigada como leitora pra descobrir o desenrolar da história, e curiosa pra saber o que é que aconteceria com Grace, essa personagem toda destruída e problemática. Os amigos de Henry são uma outra parte boa desse enredo, eles são divertidos e agregam  muito ao livro.

Dito isso (e acho que infelizmente), o livro teve muitas coisas me deixaram incomodadas nessa história toda. Primeiro porque Grace é uma personagem muito mais interessante do que Henry (isso é uma opinião pessoal, não me levem a mal). Mas veja bem, o Henry é só um mocinho nerd, sem grandes nuances e problemáticas, tive muita dificuldade de comprar a história que ele me contava depois da página 100. E o romance, ah o romance. É muito difícil de comprar o romance dos dois. Eu não posso dar detalhes - nada de spoiler por aqui -, mas, Grace mostra a Henry um motivo atrás do outro pra ele cair fora, e o moço continua ali (POXA, um pouco de amor próprio cai bem). E por fim, minha última infelicidade com  a leitura (e também a maior delas), é essa fala lá pela página 151, onde Henry leva Grace para jantar na sua casa e conhecer seus pais:


Não sei se foi um erro de tradução, ou um desejo da autora de tentar fazer humor com isso mas, NÃO. O jeito como está escrito faz parecer que namorar ou ser uma pessoa com deficiência é algo ruim, negativo, indesejável. EU NÃO PRECISAVA LER ISSO.

É difícil ter uma opinião que feche sobre a trama. Mas no geral não é ruim. Cumpre seu papel e entretê o leitor, logo, se você conseguir ignorar tudo o que eu falei sobre os pontos ruins, vá em frente e leia - eu avisei - haha.

Beijos,
Paloma
julho 31, 2018


"- Quando você fala assim, parece que eu tenho 14 anos e não 19. Sou uma mulher, Rafa, e não uma mocinha. - ela retrucou ainda com uma careta, mas logo riu, colando seu corpo ao meu.

(...) - Feliz aniversário, mulher - impliquei com ela, que gargalhou, dando um beijo no meu rosto."

Tudo parecia incerto. Como um rascunho dos dias que poderiam vir, no coração de Malu havia apenas uma certeza: era preciso ser livre, e crer na liberdade como a saída para o que uma vez entristeceu o seu caminho (relações complicadas; desamores e abandono; nenhuma paz).

Era preciso arriscar, e igualmente colocar-se a perder. Em sua primeira liberdade, Malu sentiu-se então mulher, em toda sua ingênua rebeldia: entre um trago e um gole, uma festa e um flerte, o desencontro com o passado era um largo sorriso, e Malu sentia-se bem assim.

Muitas eram as possibilidades de sua nova vida; pouco, porém, o espaço para o amor em sua tão jovem independência.

No entanto, o destino é maior que o nosso desejo, e a história de Malu recomeçará assim: nos corredores de uma universidade, em seu primeiro dia de aulas, Malu tropeçará em um inesperado sentimento, de modo a perder o ar e o fôlego, tamanho o encanto de um cinza que não era neblina, mas a cor dos olhos de um fenônemo chamado Rafa.

Sim, esta é uma história de amor, onde a cumplicidade é a força para superar todo medo (spoiler: a autora nos surpreende com uma trágica reviravolta neste livro!) e o romance um grande alento para as incertezas de nossa vida.



"Ninguém jamais teria a importância que ele tinha para mim, ninguém jamais despertaria os sentimentos que ele despertava em mim. O tal do amor me envolveu tão inesperada e tão profundamente que era irreversível. Só me restava torcer para não me arrepender."

Tudo o que começa assim desencontrado tende a permanecer em movimento - ou, pelo menos, indefinível. Dia após dia, no campus, na praia ou no intervalo de um telefonema, Malu e Rafa tornaram-se inseparáveis, porém, não insubstituíveis. Nesta insegura juventude, a proximidade bem que poderia sossegar em amor - afinal, Malu e Rafa viviam em um mundo a parte, em uma cumplicidade que parecia não ter fim; ainda assim, ao longo de inúmeros capítulos, este convívio terá a indecisão de todo desejo, e será colocado à prova a cada ideia de pertencimento (nas palavras de Malu, sua relação com Rafa era intensa, porém, "sem compromisso", e só daria certo enquanto permanecesse assim).

Escolher um rumo ou um alguém é o mesmo que eliminar todas as oportunidades que nunca imaginaríamos. Uma escolha, no entanto, é também sinônimo de liberdade, pois nos livra da angústia de toda indeterminação. Afinal, ao definirmos um caminho, perceberemos a felicidade pode até ser transitória, porém, sempre sujeita à intensidade das relações que podem torná-la infinita. Enquanto durarem.

O tipo certo de garota errada já se tornou um dos meus romances preferidos de A. C. Meyer! Espero que vocês também se envolvam com esta história <3 Aliás, quem mais já leu? Compartilhe também suas impressões com a gente nos comentários!

Até a próxima!
Rebeca C.



Sinopse: "Divertida e cheia de referências musicais, a nova história de amor de A.C. Meyer é a companhia perfeita para quem está vivenciando os primeiros desafios da vida adulta.

Escolher uma profissão, ajustar a relação com a família, sair da casa dos pais, faculdade, descobrir talentos pessoais, aprender a se relacionar. Ufa! O início da vida adulta não é nada fácil. Principalmente se você não é exatamente aquele tipo certo de garota. Aquele que frequenta todas as aulas da faculdade que o pai escolheu e sabe o que quer. O orgulho do papai e da mamãe. Aquele tipo de garota com o cabelo perfeito e hábitos saudáveis.

Malu não é nada disso.

Por outro lado, ela vive plenamente, como se cada dia fosse o último, e nada parece abalar sua coragem e determinação. Em meio a um problemático relacionamento com os pais, ela começa a faculdade de Direito a contragosto e lá conhece Rafael.

Rafa está terminando o curso e os dois se tornam inseparáveis. Mas é só amizade. Até outro sentimento começar a falar mais alto.

Com a atração se tornando incontrolável Malu e Rafa se permitem viver uma relação sem compromissos: livre, mas ao mesmo tempo intensa e apaixonada.

Até que o destino os coloca diante de uma armadilha cruel. Pode o amor ser mais forte que o medo de amar?"
julho 24, 2018

Olá, pessoal! Tudo bem com vocês?

Hoje vamos falar de uma história linda, encantadora e com um homem lindo. Vocês viram na capa, né? Mas não é só na capa, não. O Maestro Daniel Hunt, de Senhorita Aurora, foi aquele personagem que de início não me conquistou. Mas depois... aaaa depois não tem como não se apaixonar por ele! Confere para saber por quê.


Senhorita Aurora - Babi A. Sette | Verus Editora

Uma história romântica e encantadora, com toque de humor e carregada de emoção, da mesma autora de Não me esqueças

Nicole é uma jovem bailarina e está prestes a realizar seu sonho: estrear no papel principal em uma peça na Companhia de Ballet de Londres. Tudo estaria perfeito se não fosse pela presença de um dos seus diretores, o temido Daniel Hunter, um maestro prodígio de temperamento difícil, com um humor sombrio e que desperta em Nicole sentimentos contraditórios.

Quando uma tempestade de neve isola os dois em uma mansão centenária, Nicole e Daniel serão obrigados a encarar não apenas os segredos que atormentam o maestro, mas também uma paixão proibida — e avassaladora — que nasce entre eles.

Entre a tão sonhada carreira na dança, um amor intenso como ela nunca sentiu e a própria segurança, Nicole se verá diante de escolhas que parecem impossíveis. E caberá a ela resgatar Daniel de seu próprio passado...

Senhorita Aurora é um romance poderoso, tocante e perturbador, que mostra que todos merecem uma segunda chance, até mesmo alguém com fama de monstro.


Em Senhorita Aurora conhecemos Nicole Alves, uma bailarina brasileira que, com muito esforço e dedicação, conquista um dos seus maiores desejos: ser uma grande estrela da Companhia de Ballet de Londres. Em pouco tempo ela ganha grande destaque na Companhia tornando-se uma das primeiras solistas, conseguindo, inclusive, o papel principal de Aurora no balé A Bela Adormecida. Mas, parece que, para realizar esse sonho, haverá uma grande barreira pela frente: Sr. Daniel Hunt, o maestro, que tem um humor terrível, e será uma pessoa difícil de se conviver, mas que ao mesmo tempo vai fazer com que Nicole tenha sentimentos confusos. Muito grosseiro, irritante, autoritário e exigente ao extremo, Daniel inicialmente vai ser um carrasco, o que deixará nossa bailarina intrigada. E então, não demora muito para Nicole perceber que todo comportamento grosseiro do temido Sr. Daniel não passa de uma defesa. Um jeito estranho de afastar as pessoas para esconder um passado que tanto o atormenta. Aos poucos ela vai perceber que por toda essa rigidez e mau humor há uma pessoa que tem sentimentos e que tem um bom coração.


Aaa gente! Se tem uma história que me fez suspirar foi Senhorita Aurora.

Com uma escrita linda e muito, muito gostosa, Babi A. Sette nos leva por uma história intensa mas, principalmente, encantadora. Nicole é uma personagem linda. De início, nos dá a impressão de que é uma menina frágil, que não vai aguentar os "perrengues" que Sr. Hunt a faz passar. Porém, ela nos mostra o quanto há força dentro dela e que seu sonho é muito maior do que qualquer barreira ou arrogância de qualquer pessoa. Além disso, o tempo a fará enxergar que Daniel é um homem com um passado que muito o aflige e que ele precisa de ajuda para espantar os fantasmas que tanto o atormentam.

Daniel, mesmo com seu jeito difícil e grosseiro, logo deixa o leitor encantado. Não é difícil se apaixonar por ele e entender que o que precisava era de alguém que o entendesse. Quando os dois percebem isso, tudo que vem depois é puro amor.


Difícil não se encantar por uma história que nos mostra do que o amor é capaz, né? Além disso, Babi A. Sette soube explorar não só o que há por trás de uma carreira bonita, mas que exige grande dedicação, estudo e entrega. A beleza do balé é retratada não só pelo que nos é apresentado no palco, mas acompanhamos um pouco do quanto é árduo o trabalho do bailarino e de toda Companhia para que cheguem a uma apresentação impecável.

Junto a tudo isso, nos deleitamos com um enredo gracioso e que retrata tão bem o amor entre duas pessoas que se encontraram e que, mesmo com dificuldades, se entregaram.

ㅤAcho que não preciso reforçar o quanto é uma história linda e que mexe com nosso coração. Difícil não suspirar e se apaixonar.

Gostaria muito de saber o que acharam. Sintam-se à vontade nos comentários.

Até a próxima!
Bjo, Thaís
julho 20, 2018


Fala queridos leitores. A minha dica de hoje é o primeiro livro solo de Bel Rodrigues, “13 segundos”, que acaba de ser publicado pela Galera Record

Sinopse: O primeiro livro solo de Bel Rodrigues mostra como o machismo pode, em apenas 13 segundos, mudar completamente a vida de uma garota. Lola está no último ano do ensino médio e acabou de terminar um relacionamento. Ela sabe que foi a melhor decisão, mas ainda assim não é fácil encarar o vestibular e um coração partido ao mesmo tempo. Tudo que Lola quer agora é colocar a vida em ordem, descobrir a si mesma e reavaliar suas prioridades. Sua maior paixão é o canto, e por isso, incentivada pelos amigos, ela cria um canal no Youtube onde posta covers de suas músicas favoritas. Ela também quer se divertir, sair para beber com os amigos e conhecer pessoas. Em uma dessas noites que ela se envolve com John. O que era para ser só uma noite acaba ficando mais complicado quando ela descobre que ele faz intercâmbio no colégio dela... e do ex. Lola não quer se envolver, mas é difícil ignorar John, com todo aquele charme canadense. E quando tudo parece ter se alinhado, treze segundos são suficientes para mudar drasticamente a vida da garota. “13 segundos” é um livro potente, que dialoga com os julgamentos que mulheres jovens enfrentam cotidianamente simplesmente por buscarem serem livres, por quererem ser elas mesmas.


O mais incrível que Bel Rodrigues faz é nos fazer entender que nem sempre é bom mostrar a quem amamos o lado bom de um momento ruim. Só precisa ser amigo de verdade e estar ao lado. O que acontece é que a protagonista Lola acaba de terminar um namoro, namoro esse que era uma relação totalmente abusiva. E agora que ela se vê livre, Lola começa a buscar seus sonhos, se dedicar ao que ama e aos amigos que, por conta da relação destruidora, tinham ficado de lado, e ela até começa a se entregar a um novo alguém, mesmo com a certeza de que não quer se prender. Porém, em treze segundos, sua vida sofre uma reviravolta e a gente então entende o antes e depois que a autora preparou para a personagem: um vídeo de sexo de Lola é postado na internet (pelo idiota do seu ex) e esses treze segundos acabam com sua vida, com seus sonhos, com sua dignidade, afinal, todos se acham no direito de apontar e criticar a menina por ela ter feito algo simplesmente natural de todo ser humano, fazer sexo. Inclusive essa é uma proposta do livro, os personagens de Bel (lê-se: mulheres) falam e discutem sobre a vida sexual, pois isso é saudável e comum. Não podemos julgar uma mulher por fazer e expor-se ao sexo. Esse é um grande ponto desse livro maravilhoso, que é bem escrito, envolvente e necessário. Ou seja, todo mundo precisa ler “13 segundos”. Lola, por exemplo, tem um grupo de amigos fieis, e neles nós temos homossexuais, bissexuais, que sofrem preconceito racial... Fiquei imensamente feliz com toda representatividade que a escritora traz! Eu li as páginas chorando, porque a gente sente o que os personagens passam, pensam e toda representatividade que ele traz nos faz entender ainda melhor essa fase jovem. Queria muito ter tido um livro desse para ler nos meus dezessete ou dezoito anos. Gostaria apenas de ter visto um outro final para história, mas só porque sou chato e curto finais fechados, terminei querendo mais umas duzentas páginas para ler! O livro é muito brilhante e Bel Rodrigues estreia com maestria. 

Espero que todos leiam, reflitam e aproveitem esse livro. E até a próxima! 
Xoxo,
julho 11, 2018




Oi galera linda, tudo bom? Eu sou a Ramira, do ig @leiologoviajo, e hoje eu quero trazer para vocês a resenha desse livrão Procura-se um marido da Carina Rissi!

Alicia é neta de Narciso, um homem muito rico, íntegro e ótimo avó! Narciso cuida de Alicia como um verdadeiro pai (eu amei essa relação, simples, linda, cheia de cuidado, carinho e amor!). Alicia é uma jovem que curte muito a vida! Muitas viagens, baladas e vive aprontando!

Vô Narciso se vai (</3) e deixa um testamento bastante estranho e diferente: para que Alicia tomasse posse de toda sua herança, teria de se casar e permanecer no mínimo um ano casada (logo ela que queria era fugir de casamento!)

O testamento é mostrado a Alicia através de Clóvis, o advogado fiel de Narciso e que se torna também tutor de toda a fortuna de Alicia e passa a ter alguns comportamentos estranhos... 

Alicia resolve arrumar um marido de aluguel (olha isso! SOCORRO!) para poder assumir sua herança e sair da vida bem complicada que estava levando - principalmente porque Clóvis complicava bastante as coisas e não estava ajudando muito Alicia. 




Nessa de marido de aluguel, Alicia conhece Max que aceita se casar com ela. Max é um funcionário da empresa L&L cosméticos (uma das empresas do vô Narciso), que Alicia estava trabalhando (como ordenava o testamento de seu avô). Alicia não se dava muito bem com Max, e a relação entre eles dois é bem complicada até que certos sentimentos começam a surgir no coração de Alicia... será que Max sente a mesma coisa?

O final da história tem acontecimentos bombásticos e que me surpreenderam muito! Muita emoção, aflição, desespero!! Será que alguém estava planejando alguma coisa contra Alicia ou sua fortuna?
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Minha opinião sobre o livro: gente, não tinha como ter terminado melhor. O final não foi previsível para mim (NÃO MESMO!), o que eu achei ótimo porque me surpreendeu demais! Eu adorei o livro. A história flui muito bem, a narrativa é ótima, o crescimento dos personagens é maravilhoso (coisa super importante em uma história), o modo como a autora consegue desenvolver e dar seu lugar de destaque a cada um dos  personagens sem deixar a desejar! A gente torce por cada um deles! Sofre e fica feliz junto! Eu amei de verdade! Super recomendo!!!




Sinopse: Protagonista de Procura-se um marido, Alicia sabe curtir a vida. Já viajou o mundo, é inconsequente, adora uma balada e é louca pelo avô, um rico empresário, dono de um patrimônio incalculável e sua única família. A morte do querido familiar muda completamente o rumo da história criada pela autora Carina Rissi.  

Vô Narciso a excluiu da herança, alegando que a neta não tem maturidade suficiente para assumir seu império – a não ser, é claro, que esteja devidamente casada. Era algo inimaginável para Alicia que, então, decide burlar o testamento com um plano maluco e audacioso: colocar um anúncio no jornal para encontrar um marido de aluguel. 

Diversos candidatos respondem ao anúncio, mas apenas um deles será capaz de fazer o coração de Alicia bater mais rápido, transformando sua vida de maneiras que ela jamais imaginou.
julho 06, 2018

Olá, Leitores! Como vocês estão? :) A dica de leitura de hoje é do nosso novo colunista Delduque Avelino (@delavelino). Del, como é chamado, é viciado em ler e vive compartilhando suas leituras e fotos com autores em seu instagram. Confiram a resenha de O tipo certo de garota errada, este emocionante lançamento da querida A. C. Meyer :)





Sinopse: Divertida e cheia de referências musicais, a nova história de amor de A.C. Meyer é a companhia perfeita para quem está vivenciando os primeiros desafios da vida adulta. Escolher uma profissão, ajustar a relação com a família, sair da casa dos pais, faculdade, descobrir talentos pessoais, aprender a se relacionar. Ufa! O início da vida adulta não é nada fácil. Principalmente se você não é exatamente aquele tipo certo de garota. Aquele que frequenta todas as aulas da faculdade que o pai escolheu e sabe o que quer. O orgulho do papai e da mamãe. Aquele tipo de garota com o cabelo perfeito e hábitos saudáveis. Malu não é nada disso. Por outro lado, ela vive plenamente, como se cada dia fosse o último, e nada parece abalar sua coragem e determinação. Em meio a um problemático relacionamento com os pais, ela começa a faculdade de Direito a contragosto e lá conhece Rafael. Rafa está terminando o curso e os dois se tornam inseparáveis. Mas é só amizade. Até outro sentimento começar a falar mais alto. Com a atração se tornando incontrolável Malu e Rafa se permitem viver uma relação sem compromissos: livre, mas ao mesmo tempo intensa e apaixonada. Até que o destino os coloca diante de uma armadilha cruel. Pode o amor ser mais forte que o medo de amar?




Resenha: A excelente A. C. Meyer conquistou meu coração de leitor com o incrível "Cadu e Mari", leitura aliás, que também recomendo. Primeiro que gosto muito de narrações alternadas - o que ela repete agora, neste novo livro - e ela escreve com a alma, os sentimentos em suas histórias chegam a ser palpáveis e nos fazem suspirar como se fosse com a gente mesmo, é o que acontece aqui em "O tipo certo de garota errada". 

A trama conta a história de Malu e Rafa, que de início são de mundos diferentes e até parece haver um abismo enorme, mas isso não impede que uma amizade sincera nasça entre eles. Com o tempo uma atração e envolvimento inevitavelmente vai acontecendo, entretanto ambos têm problemas de relacionamento e não acreditam nas coisas do coração. Aliás, eles parecem nem lembrar que dentro do peito, existe um coração. Malu é forte, cheia de vida e colorida, é uma mulher real. Inteligente, corajosa e linda a sua maneira, entretanto ela tem dificuldade de confiar, pois nunca teve pessoas se importando com ela. E um grande ponto sobre ela: Malu é diferente de qualquer protagonista feminina que você já leu em um romance. Já Rafa é focado, esforçado e sabe o que quer, o que nos faz sentir raiva dele em diversos momentos. Porém sabe também o que não quer, que é viver de aparências, fingindo uma felicidade que não existe, como acontece a sua volta. A relação entre eles é encantadora e cheia de situações tão reais. Desde as dúvidas sobre profissão, amadurecimento – e quanto a isso, preparem as lágrimas – e valor a vida. O ponto é que um é a melhor companhia e porto seguro que o outro pode ter. Eles sabem disso, mas digamos que não sabem como agir quanto a isso.

 


E autora ainda preenche as páginas com citações de Lulu Santos, Ana Carolina, Clarice Lispector, Drummond e John Green, não tem como não amar. Os personagens secundários também são ótimos - fiquei encantado demais pelo Gabriel. Clara é a prova viva do quanto amizade é necessário e faz bem. Longe de mim dar um spoiler do final, porém, o que é fundamental para Rafa e Malu se encontrarem é entender que toda relação precisa de confiança e que, cedo ou tarde, precisamos de alguém para encontrar um lar. Amar, de certa maneira, é preciso sempre. Mas que também tudo tem a hora certa de acontecer. E o mais importante é que Maria Luiza e Rafael sou eu, é você, somos todos nós. Em muitos capítulos vamos nos imaginar nas situações dos personagens e vamos nutrir diversos sentimentos. Enfim, é um livro que conquista pela capa, chama atenção pelo título, que dá felicidade de ler, de tão bem escrito que é, profundo e encantador pela linda história, história essa que ganha o coração e deixa a alma leve. 

Espero que todos leiam esse livro incrível e até a próxima! 

Xoxo,
Del
julho 04, 2018

Olá, Leitores! A dica de leitura de hoje foi especialmente selecionada pela Thaís Oliveira, uma de nossas novas colunistas aqui do Blog. A Thaís é fã de romances e YA e compartilha muitas leituras em sua página no Instagram. Confiram a resenha deste emocionante livro de Colleen Hoover :)



Olá, pessoal! Tudo bem?
Eu estou indo muito bem, principalmente por estar aqui com vocês no primeiro post para o Blog. Uma alegria imensa compartilhar minha leituras com vocês e já trago as impressões sobre um livro maravilhoso que, com certeza, já entrou para uma das melhores experiências de 2018. Foi um livro que me arrebatou. Uma leitura que me despedaçou, que me deixou doida. Um livro que virou favorito por tudo que me fez sentir; pelo muito que me emocionou.

É Assim Que Acaba - Colleen Hoover
Galera Record

Sinopse: Um romance sobre a força necessária para fazer as escolhas corretas nas situações mais difíceis. Da autora das séries Slammed e Hopeless.

Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade. Ryle é confiante, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora. Além de estar sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, Lily não consegue tirar Atlas Corrigan da cabeça — seu primeiro amor e a ligação com o passado que ela deixou para trás. Ele era seu protetor, alguém com quem tinha grande afinidade. Quando Atlas reaparece de repente, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco. Com um livro ousado e extremamente pessoal, Colleen Hoover conta uma história arrasadora, mas também inovadora, que não tem medo de discutir temas como abuso e violência doméstica. Uma narrativa inesquecível sobre um amor que custa caro demais.

Lily teve uma adolescência bem conturbada em família. Após alguns anos, vai para Boston querendo dar uma guinada na vida e, tentar, deixar os traumas para trás. Movida por sua paixão por flores, abre uma floricultura e conhece Ryle, o neurocirurgião gato, atraente e bem confiante. O convívio entre os dois só aumenta pois, sua funcionária, Allysa, é irmã de Ryle. Ironia do destino? Talvez... o que o destino aprontou com Lily está além do que podíamos imaginar. Tudo que tanto a machucou no passado, volta, talvez ainda mais dolorido que antes. O que parecia tão perfeito, aos poucos, vai caindo ladeira a baixo e fazendo com que Lily passe a viver momentos conflitantes e que nunca pensou que viveria. Aliás, jurou a si mesma que não deixaria que acontecesse com ela. Mas, aconteceu.



De uma forma nua e crua, CoHo desenvolve um enredo totalmente emocionante. Com a escrita perfeita como sempre, a autora nos leva por uma história linda ao mesmo tempo que sofrida. Personagens totalmente reais, com dilemas e problemas reais que nos provocam sentimentos contraditórios e enlouquecedores. CoHo nos deixa sem chão. Impossível não terminar a leitura totalmente emocionada e, como no meu caso, com muitas e muitas lágrimas derramadas.

Posso dizer, com toda certeza, que nunca chorei tanto lendo um livro. Chorei até a última linha dos Agradecimentos pois, até ali, CoHo consegue nos emocionar e não foi pouco, não. Sei que a história é linda, mas dói. Triste sim, mas encorajadora. Há traumas e superação. Uma leitura que emociona e que transforma. Que machuca, mas engrandece. Fica a mensagem que é possível recomeçar, mesmo que isso nos destrua por dentro. O importante é continuar a nadar, o que não significa aceitar o que não nos faz bem.


Um livro que TODOS deveriam ler.

Um tapa na cara de quem lê, uma identificação pra quem vive ou já viveu esse drama.

CoHo é uma das minhas autoras preferidas. Quando ela lança algo, eu fico muito ansiosa pra ler. Essa paixão não é somente pela escrita perfeita, fluida e envolvente, mas também por cada sentimento que ela consegue mexer. A cada história lida da Hoover é impossível ficar imune a todas as mensagens que ela passa e nisso, encantar-se por cada obra sua é inevitável. Amo de paixão e recomendo qualquer livro dessa autora incrível.

É isso, pessoal. Agora, é com vocês! Gostaria muito de saber se já tiveram oportunidade de ler É Assim Que Acaba e o que acharam. Já leram algum livro da (diva) Colleen Hoover? Contem aí! Vou adorar saber.

Até a próxima!
Bjo, Thaís



julho 01, 2018

Olá, Leitores! Domingo, primeiro de julho, e o dia começa com a resenha da Paloma, uma de nossas amigas-colunistas que nos acompanha desde o início do Blog :) Atualmente, além de compartilhar leituras e resenhas no Instagram, a Paloma se dedica às artes digitais, e nos próximos meses publicará suas impressões criativas acompanhadas por livros igualmente inspiradores <3 Para conhecer mais o trabalho da Paloma, siga o perfil PARTES, tanto no Insta como no Tumblr.

A ilustração abaixo foi inspirada no livro Queria que você me visse, de Emery Lord, publicado pela Companhia das Letras. Espero que gostem da inspiração e da resenha! 

Até a próxima! 
Rebeca




Sinopse: Jonah Daniels vive em uma cidadezinha na Califórnia desde que nasceu. Há seis meses, com a morte de seu pai, toda a sua família teve que se adaptar: Jonah e seus cinco irmãos se tornaram responsáveis por manter a casa em ordem e cuidar do restaurante que o pai deixou. No começo do verão, porém, a vida do garoto parece prestes a seguir um novo rumo com a chegada de Vivi Alexander.

Vivi é apaixonada pela vida. Encantadora e sem papas na língua, ela se recusa a tomar um de seus remédios porque sente que ele reprime seu ímpeto de viver novas aventuras. E, ao encontrar Jonah, ela tem certeza de que está prestes a viver mais uma. Mas será que Jonah está disposto a correr os mesmos riscos que ela?



Impressões: Logo no início somos apresentados a dois mundos, que inicialmente parecem ser completamente diferentes, mas que ao longo da leitura vamos perceber que carregam dores parecidas. Em capítulos alternados, conhecemos as narrativas de Jonah e Vivi.

Jonah apresenta ao leitor seu mundo que está em completa desordem. Perder o pai alterou toda a rotina de sua enorme família. Percebemos logo de cara que ele é um rapaz fofo, destruído, que teve que crescer às pressas pra dar conta das novas responsabilidades que teve que assumir. Ou seja: não tem como odiar Jonah. 

Vivi entra nessa história de forma vibrante e cativante. Ela acabou de chegar nessa cidade (por motivos que vamos conhecer melhor ao longo da leitura), e é cheia de vida e cores, e estilo, e alegria. Vivi é apaixonante logo nas primeiras páginas. 


Apesar de serem completamente diferentes um do outro, parece que os dois se encontram num momento propicio. Jonah precisa da alegria de Vivi, e ela está muito disposta a embarcar nisso.

Nessa jornada, conhecemos os personagens secundários, mas extremamente importantes, que são os familiares de ambos. A família enorme de Jonah, e seus irmão que são incríveis, trazem ao livro algumas singularidades.

Mas apesar de ser uma história de amorzinho, ela também trás algumas dores no caminho e somos pegos de surpresa ao ter que lidar com outras perspectivas dos mesmos personagens.


Nessas perspectivas mais sombrias, a autora nos pega pela mão e aborda temas como depressão, luto e bipolaridade, abrindo diálogo para entendermos mais sobre as doenças mentais e todas essas pautas.

A autora conseguiu falar sobre isso de maneira muito informativa, deixando muitas portas abertas pra que a gente consiga entender e falar sobre o assunto.

Por fim, Queria que você me visse é uma leitura ótima pra quem procura um YA de jovenzinhos problemáticos, complicados e cativantes.

E você, já conhecia essa história? Compartilha nos com a gente suas impressões aqui nos comentários!

Um abraço,
Paloma