#TBT - Vale a pena ler de novo: Mark Twain + Aniversário de 1 ano do Jonatas aqui no Blog

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Hoje não é quinta, mas é uma data que vale um #TBT: em vinte e sete de janeiro do ano passado, nosso amigo Jonatas T.B. compartilhou sua primeira resenha aqui no blog! Taí uma data pra se comemorar, não é mesmo? :)

Na ocasião, Jonatas apresentou suas obras preferidas de Mark Twain. Relembre a resenha:



Ele seria um pirata! Isso! E só agora descobria sua vocação! Seu nome conquistaria fama mundial e faria todos os povos estremecerem! Que glória singrar os mares no veleiro negro, o Espírito dos Mares, com sua bandeira tremulando ao vento! E, no ápice da fama, ele reapareceria no velho povoado, irromperia na igreja com a pele curtida pelo sol e pelas intempéries, trajando sua roupa de veludo preto, botas compridas, faixa vermelha, cinto munido de pistolas, faca enferrujada de crimes, chapéu de plumas e a bandeira negra com caveira e tíbias cruzadas. Daí, escutaria o murmúrio de êxtase da criançada sussurrando: 'É Tom Sawyer, o pirata! O vingador do mar das Antilhas!'.

As crianças nascem sem nada saber a respeito do mundo, mas creio não estar errado em afirmar que também são as criaturas mais íntimas da imaginação, como se ainda carregassem consigo um pedacinho das infinitas possibilidades do misterioso lugar que estavam antes de nascer. Foi depois de mais ou menos quatro parágrafos que Tom me segurou pelo braço e me levou para lá. Quando percebi, já estava embarcado com Joe Harper e Hunckleberry Finn, seus amigos piratas, retornando àquela ilha que achava ter desaparecido no horizonte da memória.

Durante a travessia do Mississipi, eu não recordei se brincava de pirata quando criança, mas, assim como Tom, sabia que as brincadeiras nunca chegavam ao fim, porque, ainda que as coisas se tornassem sérias como um tesouro enterrado de verdade ou o testemunho da morte de uma pessoa real, as nossas mentes infantis coloriam tais eventos com tonalidades de uma tarde brincando de piratas. Foi aí que chegamos, eu junto a Tom boiando numa jangada, às fronteiras invisíveis entre a imaginação e a sensibilidade.


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