O Casal que mora ao lado - Shari Lapena | Editora Record

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"Cynthia não tem nem nunca quis ter filhos. Ela e Graham não têm filhos por opção. 

Convencer Marco a ir embora é difícil. Ele está decidido a ficar. Está se divertindo muito, mas Anne está ficando nervosa.

— Só mais uma — diz Marco para Cynthia, erguendo a taça, evitando o olhar da esposa.

Ele está estranhamente feliz hoje, quase parece forçado. Anne fica imaginando o porquê. Marco tem andado calado em casa. Distraído, até taciturno. Mas hoje, com Cynthia, está transbordando animação. Há algum tempo Anne sente que tem alguma coisa errada, mas ele não diz o que é." 

As pessoas são capazes de qualquer coisa. Coisas que sequer imaginaríamos. Diariamente, desconfiamos de muitas pessoas: do amigo, do amante e do parente, e das muitas coisas que poderiam fazer. Nestas pequenas paranoias do cotidiano, o "Eu sabia!" e o "Não acredito!" tornam-se parte de nosso vocabulário, como imprevistos que batem à nossa porta. Ou como se fossem nossos vizinhos.

O Casal que mora ao lado tem início com um jantar entre amigos. Graham e Cynthia são os anfitriões, Anne e Marco os convidados, e Cora, a recém-nascida, que permanece em casa, no berço, enquanto os adultos na casa ao lado desfrutam da companhia do álcool e de suas intrigas. Era pra ser uma noite comum, mas a intuição de Anna era toda suspeitas: "deixei minha filha em casa, sozinha, mas, se eu voltar agora, meu marido não voltará comigo, e tampouco ficará sozinho". É verdade, Anna, é bem difícil não desconfiar do outro, especialmente quando este outro demonstra poucos sinais de respeito por você. E sim, eu também teria me arrependido deste jantar, afinal, a embriaguez não é uma boa aliada, e o dia seguinte menos ainda. Especialmente quando se é vizinha de Cynthia. Especialmente quando todos enfrentam uma crise em seus casamentos.

Era pra ser uma noite comum, mas acabou sendo um cenário para um crime. E assim o livro começa.


Não é spoiler: já na sinopse nos deparamos com o sequestro da pequena Cora, neste intervalo entre a meia noite de um frustrado jantar e a volta pra casa. Como em todo bom thriller policial, Shari Lapena investe em uma escrita rica em detalhes, onde a cada página novos indícios são acrescentados, e novos suspeitos incriminados. Realmente é uma história que prende o leitor, e em muitos momentos o angustia, já que os dias passam e o depoimento de seus suspeitos não faz com que a criança reapareça. Capítulos seguem, sob a investigação e astúcia do Detetive Rasbach, cuja apuração dos fatos, indícios e testemunhos irá desvendar parte deste crime, e reposicionar o modo com que todos presenciaram a noite do crime (Anne e Marco e Grahan e Cynthia) serão vistos.

Thrillers policiais são histórias que se utilizam de um acontecimento trágico para nos trazer "de volta à realidade" onde o desejo sabota relacionamentos, a ganância põe em risco a estabilidade dos dias, e aquele nosso "sexto sentido" mostra-se, muita das vezes, preciso. Em um enredo aparentemente simples e com um final surpreendente, O Casal que mora ao lado é um livro que nos deixa com aquela sensação de que teríamos cometido o mesmo... favor? O mesmo perdão? Ou o mesmo delito? Descubra por si mesmo ;)

Taí uma grande leitura, e um grande lançamento da Editora Record!



É o aniversário de Graham, e sua esposa, Cynthia, convida os vizinhos, Anne e Marco Conti, para um jantar. Marco acha que isso será bom para a esposa; afinal, ela quase nunca sai de casa desde o nascimento de Cora e da depressão pós-parto. Porém, Cynthia pediu que não levassem a filha. Ela simplesmente não suporta crianças chorando.

Marco garante que a bebê vai ficar bem dormindo em seu berço. Afinal, eles moram na casa ao lado. Podem levar a babá eletrônica e se revezar para dar uma olhada na filha. Tudo vai dar certo. Porém, ao voltarem para a casa, a porta da frente está aberta; Cora desapareceu. Logo o rapto da filha faz Anne e Marco se envolverem em uma teia de mentiras, que traz à tona segredos aterradores.


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