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Mostrando postagens com marcador Julia Quinn. Mostrar todas as postagens
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abril 13, 2018


"O evento mais cobiçado desta semana parece ser o iminente jantar de Lady Neeley, a ser realizado na noite de terça-feira. A lista de convidados não é longa, mas também não é notavelmente exclusiva, e, dadas as histórias que se espalharam sobre o jantar do ano passado, ou para ser mais específica, sobre o cardápio, todos os londrinos (em especial aqueles de maior circunferência) estão ansiosos para participar.

Esta autora não foi agraciada com um convite, portante deve padecer em casa com uma jarra de vinho, um pão e esta coluna, mas não sinta pena, querida leitora. Ao contrário daqueles que comparecerão ao iminente espetáculo gustativo, esta autora não precisa ouvir Lady Neeley!"

Tudo começa (e nem sempre termina) em um jantar ou um baile. Do cortejo dos salões ao beijo roubado por entre os corredores, tudo pode acontecer em uma cerimônia repleta de cordialidades e segredos e que reúne alguns dos personagens mais distintos (bem, alguns nem tanto) de sua época. Lady Neeley, por exemplo, é uma anfitriã cujas deslumbrantes festas tornam-se o assunto do ano em terras inglesas. Estar em uma lista de convidados da senhora Neeley era quase que uma validação de sua participação na sociedade - embora há suspeitas de que alguns convidados estavam em seus eventos apenas para protagonizar fofocas e constrangimentos, como por exemplo, no dia do episódio da pulseira roubada, que levantou infindáveis discussões e suspeitas entre os participantes. De qualquer modo, todo jantar ou baile era de fato um grande acontecimento, e a ansiedade de conhecer e ser visto era uma das maiores diversões da sociedade vitoriana dos séculos que nos antecederam.

Em Lady Whistledown Contra-ataca, as autoras autoras Julia Quinn, Mia Ryan, Karen Hawkins e Suzanne Enoch partem deste episódio do desaparecimento do bracelete de Lady Neeley em um de seus jantares sociais e, através de personagens e pontos de vista distintos, convida o leitor a enxergar diversos lados deste episódio (e claro, descobrir o que realmente aconteceu com o tal bracelete rs) e conhecer um pouco do cotidiano e costumes vitorianos através dos (complicados) relacionamentos que, de algum modo, foram possíveis através desta cerimônia realizada por Lady Neeley.


"- Você tem permissão para vir me visitar.
O coração dele deu um pulo.
- Tenho? Então o que...
- Com algumas regras.
(...) Ele sorriu devagar, incapaz de resistir a passar um dedo ao longo da face dela.
- Você é um desafio. (...) Eu olhei para você duas vezes e vi o que você é.
A cor começou a tingir as faces de Charlotte.
- E o que eu sou?
- Minha.
- Xavier...
(...) Ele podia sentir a pulsação dela sob seus dedos, firme e acelerada. Isso o encorajava."

Outra parte curiosa de cada uma das quatro histórias é a narração onipresente de Lady Whistledown, personagem que atuava em um folhetim londrino como cronista social (ou melhor, como "criadora de tretas da sociedade londrina" rs) e, através de seus afiados comentários, despertava grande rancor e desafetos (e, eventualmente, um cortejo decisivo) entre seus leitores. Embora interligadas, as histórias de Quinn, Ryan, Hawkins e Enoch têm sua autonomia, pois se dedicam ao desenvolvimento dos relacionamentos (amorosos) que surgiram neste ambiente social e que não escaparam aos olhares de Lady Neeley e muito menos de nossa afiada colunista senhora Whistledown.

Se você tem interesse por um romance de época mais "festivo" (isto é, sem maiores muitos dramas) e com diversas cenas de recusa e cortejo (e claro, com aquele hot suave característico), Lady Whistledown contra-ataca será uma boa leitura pra você! Ainda mais agora que a Arqueiro lançou Nada escapa a lady Whistledown, que já chega às livraria com toda aquela expectativa de "treta" que a gente tanto quer ler! :) rs


Lady Whistledown contra-ataca 

Sinopse: Com a participação especial da famosa cronista da sociedade criada por Julia Quinn, Lady Whistledown contra-ataca é formado pelas narrativas curtas de quatro escritoras consagradas, tendo como fio condutor o roubo de uma pulseira milionária. Seus contos são como pérolas que se unem e formam uma peça de valor inestimável.

Quem roubou o bracelete de lady Neeley?

Terá sido o caça-dotes? O apostador? A criada? Ou o libertino? Londres está fervendo com as especulações, mas, se ainda restam muitas dúvidas, pelo menos uma coisa é certa: um desses quatro está envolvido no crime.
(Crônicas da sociedade de lady Whistledown, maio de 1816)

Julia Quinn encanta...
Um belo caçador de fortunas foi enfeitiçado pela debutante mais desejada da temporada. Agora ele precisa provar que o que deseja é o coração da jovem, não o dote dela.

Mia Ryan delicia...
Uma criada adorável e espirituosa está deslumbrada com as atenções românticas que tem recebido de um charmoso conde. Mas um relacionamento entre eles seria escandaloso e poderia arruinar a reputação dos dois.

Suzanne Enoch fascina...
Uma jovem inocente que passou a vida evitando escândalos de repente se vê secretamente cortejada pelo maior libertino de Londres.

Karen Hawkins seduz...
Um visconde que vaga sem destino volta para casa para reacender o fogo da paixão de seu casamento, mas descobre que sua linda e decidida esposa não será conquistada tão facilmente.


Nada escapa a Lady Whistledown

Em Nada escapa a lady Whistledown, a cronista eternizada por Julia Quinn continua a revelar os acontecimentos mais apimentados da temporada londrina. Suas colunas são o fio condutor das quatro histórias que formam esta encantadora e divertida coletânea.

Há tanto a ser dito sobre o baile oferecido por lady Trowbridge, em Hampstead, que esta autora não teria como contar tudo em só uma coluna...

Crônicas da sociedade de lady Whistledown, maio de 1813

Julia Quinn encanta...
A alta sociedade está em polvorosa, afinal a debutante mais promissora da temporada foi rejeitada por seu pretendente... apenas para ser conquistada em seguida pelo charmoso irmão mais velho do canalha que não a quis.

Suzanne Enoch fascina...
Um futuro noivo fica sabendo que o comportamento escandaloso de sua bela prometida foi parar na coluna de lady Whistledown e volta correndo para Londres com o intuito de ganhar o coração da moça de uma vez por todas.

Karen Hawkins seduz...
Um conhecido libertino tem sua amizade mais antiga e seu coração postos à prova quando uma adorável dama se encanta por outro cavalheiro.

Mia Ryan delicia...
Uma jovem é despejada da própria casa por um detestável – embora charmoso – marquês que pretende tomar posse não apenas do imóvel, mas também de sua antiga moradora.

fevereiro 21, 2018


"– Eu me referia a Robert Beechcombe, milorde.

– E ele se interessa pela senhorita? – murmurou.

–  Robert  Beechcombe  tem  8  anos.  Nós  íamos  pescar.  Creio  que  tenha  desistido.  Ele  havia comentado  que  a  mãe  queria  que  a  ajudasse  com  alguns afazeres.

De repente, Robert riu.

– Estou muitíssimo aliviado, Srta. Lyndon. Detesto ciúmes. É uma sensação bem desagradável.

–  Eu...  Eu  não  consigo  imaginar  por  que  sentiria  ciúmes  –  gaguejou  Victoria. – O senhor não me fez nenhuma promessa.

– Mas pretendo.

– E eu também não lhe fiz nenhuma – disse ela, em tom firme.

–  Uma  situação  que  terei  de  corrigir  –  retrucou  ele  com  um  suspiro." 


À primeira vista, a aparência de um amor: um olhar correspondido, um desejo compartilhado, todo um sonho permitido. O encontro de Robert e Victoria aconteceu assim, sorrateiro, como um feixe de sol por entre a clareira, como uma brisa em um fim de tarde à beira do rio.

Impossível não romancear o primeiro encontro (aqueles olhos!; aquele sorriso!; aquele... ele!), e tampouco seus acidentes (o embaraço da fala, o tropeço das pernas, como se o próprio encontro fosse também um acidente); no entanto, basta uma voz errada e um pequeno tombo para que histórias de amor sejam assim interrompidas - ou, no romance de Julia Quinn, tenham seu início justamente por isso.


Em Mais lindo que a Lua, Robert e Victoria dividem-se entre uma paixão mal resolvida e as consequências deste sentimento em suas vidas hoje, sete anos após o primeiro encontro. Seria possível reacender a paixão da juventude e desfazer as mágoas dos dias antigos?

Alguns capítulos e anos se passam e, para aumentar a ansiedade do leitor, um novo desentendimento impede que nossos protagonistas fiquem juntos: "No fundo de seu coração, Victoria sabia que Robert tinha o poder de fazê-la feliz além de seus maiores sonhos. Mas também tinha o poder de destruir seu coração. E ele já havia feito isso uma vez... Não, duas vezes."

Em determinado ponto da história, Victoria parece finalmente ter se conformado com uma vida "consigo mesma", sem o peso do remorso e da saudade que sentia por Richard. Em momentos assim, quando tudo parece calmo e sem ruídos, não é incomum que a própria vida se encarregue de nos desconcertar. Embora Victoria tenha se tornado uma personagem enfim forte, obstinada a não mais se sujeitar aos caprichos e desejos de Richard, a possibilidade de restaurar o seu passado (tanto para apagá-lo ou enfim realizá-lo) surge em seu caminho, e o sentimento de que esta seja sua única oportunidade acaba sendo um fardo para nossa protagonista. 

Apesar de todo este drama, algo próprio a todos os encontros e desencontros de nossas relações amorosas, a narrativa de Quinn é na maior parte do tempo bem humorada, tanto na construção dos diálogos (feitos de desafetos, beijos e brigas) de Victoria e Richard como nas falas dos personagens secundários que testemunham e torcem contra ou a favor deste improvável romance.

É possível que alguns leitores sintam uma certa insatisfação diante desta reviravolta de atitudes de Victoria, que viveu boa parte de sua vida longe do fascínio que o amor desperta; afinal, a liberdade é um ideal a se conquistar, e qualquer sentimento que se oponha a esta conquista soa como a maior das imprudências. Porém, de que adianta a liberdade se permanecemos aprisionados em nós mesmos, sob o fardo das lembranças e atitudes que mal podemos esquecer? Este é um grande drama por que passa Victoria, e Julia Quinn instiga o leitor a considerar o amor não apenas como um sinal de submissão ou menosprezo por si mesmo, mas como um equilíbrio de forças entre a romantização de nossos sonhos e a realidade do desejo que nos faz perseguir este mesmo amor a cada dia de nossas vidas. 


"Victoria achou que fosse desmanchar.

Mas então ele se afastou. As mãos dele tremiam. Victoria olhou para baixo e percebeu que as dela também.

– Conheço meus limites – disse ele em voz baixa.

Victoria piscou, percebendo, desesperada, que não conhecia os próprios."


Sinose: Foi amor à primeira vista. Mas Victoria Lyndon era a filha do vigário, e Robert Kemble, o elegante conde de Macclesfield. Foi o que bastou para os pais dos dois serem contra a união. Assim, quando o plano de fuga dos jovens deu errado, todos acreditaram que foi melhor assim.

Sete anos depois, quando Robert encontra Victoria por acaso, não consegue acreditar no que acontece: a garota que um dia destruiu seus sonhos ainda o deixa sem fôlego. E Victoria também logo vê que continua impossível resistir aos encantos dele. Mas como ela poderia dar uma segunda chance ao homem que lhe prometeu casamento e depois despedaçou suas esperanças?

Então, quando Robert lhe oferece um emprego um tanto incomum – ser sua amante –, Victoria não aceita, incapaz de sacrificar a dignidade, mesmo por ele. Mas Robert promete que Victoria será dele, não importa o que tenha que fazer. Depois de tantas mágoas, será que esses dois corações maltratados algum dia serão capazes de perdoar e permitir que o amor cure suas feridas?