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Mostrando postagens com marcador Ano Novo. Mostrar todas as postagens
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janeiro 01, 2017




Bruno / Jonatas

Bruno e Jonatas enviam saudações das festividades no litoral carioca, onde curtiram o dia 31 em meio a multidão dos fogos e dos amigos. E já que os garotos não estão por aqui hoje, vou ocupar o espaço do post deles e deixar meu agradecimento por todas as conversas e ideais compartilhados neste primeiro ano de parceria aqui no Blog! Aliás, um dos motivos para acreditar cada vez mais neste projeto de escrita colaborativa é justamente essa proximidade de pensamento que todos temos; é sempre uma alegria perceber que não estamos sozinhos naquilo em que acreditamos e escolhemos para a vida; valeu mesmo, Bruno, Jonas e Regiane! Sem vocês eu ainda estaria lendo a ementa obrigatória da faculdade e do meu círculo profissional rs. Nada como "ser resgatada" para o universo do "vamos ler aquilo que o coração achar que é pra ser lido"! Afinal, é só assim que a gente consegue sentir e transmitir algo verdadeiro, não é mesmo?


Rebeca


I. O casamento, a expectativa, a morte e o nascimento. E toda virada de ano faz com que a gente se lembre de tudo isso. Fiquei procurando na estante alguma história que falasse desses rituais de toda vida, e lembrei dos mangás que conheci há alguns dias; o Oriente parece mesmo entender a brevidade dos dias, assim como a passagem de um humor ao outro, de um estado de alma ao seguinte. Quem diria que mangás poderiam ser tão bacanas assim, viu. Espero que o Novo Ano siga o mesmo caminho.

II. Dois anos de blog daqui a alguns meses; grandes amizades e parcerias em todo esse tempo. Gratidão pela companhia de vocês! 

III. É preciso aprender com o silêncio. E com a vontade de compartilhar o que arrebenta no peito. E torcer pra que no meio de tanto verbo que a gente encontre uma voz verdadeira. E quem sabe o melhor dos ouvintes.


Regiane

2016 certamente foi um ano conturbado. Tive um princípio de quadro depressivo no primeiro semestre do ano, quando comecei a trabalhar 12 horas por dia, e por muito pouco não solicitei uma licença médica, o que me prejudicaria muito futuramente. O cansaço mental e físico me esgotaram a ponto de eu abrir mão do meu blog, que era o meu momento de respiro, de prazer. Tive que começar a pagar uma dívida que não é só minha, mas que acabou sendo, trazendo-me uma complicação a mais. Minha mãe teve alguns problemas de saúde e precisei correr com ela de um lado ao outro atrás de médicos que dessem uma solução. Enfim, nada muito diferente do que a grande maioria das pessoas que eu conheço passou durante o ano.

Mas, nem tudo são dores. Tive a oportunidade de conhecer (ainda que virtualmente) muitas pessoas interessantes e que hoje fazem parte da minha vida, como se sempre tivessem estado aqui. Comecei projetos literários que antes só estavam no fundo da minha mente, como as Crônicas de Amor e Música que vocês podem acompanhar aqui no blog, e por livre e espontânea pressão transformei o Conto Tinderela em algo maior, e agora ele está na Amazon ganhando o coração de outras pessoas. Fui convocada para trabalhar em outra prefeitura, situação que eu aguardava há muito tempo (ok, ainda estou trabalhando feito doida, cansada, com pouco tempo pra tudo, mas mentalmente bem), o que contribuiu e muito para que eu não me estressasse com as contas.

E finalmente consegui relaxar um pouco, viajando para o litoral tanto no Natal quanto no Réveillon, coisa que eu não fazia há muitos anos.

No final do dia de ontem, olhei pro céu estrelado e mais brilhante pelos fogos de artifício e agradeci, porque o saldo foi positivo. Tenho mais a agradecer do que a lamentar pelo ano que se foi e isso é uma dádiva, tenho certeza.

Os agradecimentos são muitos, mas eu vou me limitar a agradecer a vocês que nos acompanham nesse espaço que tanta alegria me trouxe esse tempo em que participo e compartilho e agradeço principalmente à Reb por sua amizade e por abrir esse espaço para mim. Meu coração é cheio de gratidão, sempre!!!

Feliz Ano Novo!!!
dezembro 31, 2016

 
Um salto na fenda entre o fim e o início

Não é incomum ouvir pessoas ranzinzas resmungarem por causa da comoção costumeira de fim de ano, e tenho certeza de que você sabe como é. Chiam ao menor sinal de roupas brancas e novas desfilando na rua. “Pra que isso tudo?” elas pensam. Torcem o nariz para as promessas feitas na proporção de cada grão de lentilha, arqueiam as sobrancelhas para os pulos nas ondas e o monte de sal dos velhos costumes. Estufam o peito e dizem que não se comovem com datas comemorativas e que não passa de oportunismo comercial. Confesso que já fui como um desses sujeitos mal humorados. Não media o olhar empenado nem para um súbito estouro de champanhe. Talvez fosse uma versão menos exagerada de um Ebenezer Scrooge para o Ano Novo, mas eu era um sujeito certamente afetado. Apesar disso, era contraditório. Não gostava de comemorações, mas havia alguma coisa em especial nos ciclos estacionais, algo que através do tempo sempre me fascinou. Hoje em dia acho que deixei de ser aquele cara ranzinza. Gosto desse espaço que somos capazes de abrir no tempo, entre o fim e o início de um ano. Assim, todos nós damos um sentido humano a nossa própria passagem por esta terra. Creio, desde a primeira fagulha que deu origem a este mundo tem o sentido do renascimento, de novas oportunidades. Aquela sementinha que deve deixar a casca seca para dar luz a uma imensa árvore. Espero que juntos, naquela pequena e infinita fresta que fica entre o último segundo antes da meia-noite, possamos sair de energias renovadas para dar continuidade a essa longa marcha que é a vida. Temos uma longa e próspera vida pela frente ainda.


Um bom ano que termina em gratidão

Eu não sei exatamente onde as coisas começam, e isso me dá a impressão de elas terem sido sempre do jeito que são. Eu lembro ter começado a escrever no Papel Papel, mas não lembro exatamente por que. Foi um texto em que me diverti bastante sobre o romance Tom Sawyer. Também escrevi sobre Peter PanO mágico de Oz. E acho que foi a resenha sobre O Pequeno Príncipe que chamou a atenção do Rodrigo e Raquel. Em consequência me convidaram para escrever para o Nerd Geek Feelings. Logo em seguida, meus amigos de faculdade que compunham um grupo de produção textual (Pedro, Gabriel, Lucas e Luciano) e eu decidimos publicar virtualmente nossas histórias. Nasceu assim o blog Poligrafia.

Enfim, em meio, a acidentes, lágrimas e um monte de sorrisos bobos por motivos que não convêm aqui, além de um trevo de cartolina caído na calçada no dia de São Patrício que inusitadamente me deu fôlego para continuar “Histórias de um Entregador de Sonhos”.

Este também foi o ano em que finalmente terminei meu segundo livro (o primeiro sumiu misteriosamente de cima da mesinha do computador). Um pouco mais tarde do que pensei, mas da maneira mais apropriada possível. Falo de todas essas coisas porque creio que este blog é parte do núcleo das maravilhas que me aconteceram. Acho que é isso. A arte literária é para mim tão importante quanto respirar ou despertar, e ter que escrever resenhas, contos e um monte de textos com prazo foi providencial. Não há outra palavra melhor. Por isso, agradeço a todos os meus amigos, sejam leitores, sempre comentando e nos motivando, ou editores, dando uns ajustes aqui e ali para tudo sair perfeito. Acreditem. Gostaria de agradecer pessoalmente com um aperto de mão e dois abraços a todos que nos acompanharam ao longo deste ano no blog Papel Papel. Agradeço especialmente a Rebeca pela oportunidade, confiança e principalmente pela liberdade de me permitir ser o máximo de mim mesmo por aqui. Outra vez. Sou grato. E o ano que virá nos espera com o dobro de nosso melhor.
 
dezembro 30, 2016




Desejos de Ano Novo

“Desejo que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
Pra recomeçar”

Somos movidos a ciclos. Mais um aniversário, mais uma primavera, mais um ano que começa. E por mais que a gente tente controlar esse impulso de criar esperanças com a chegada do início de um novo ano, é difícil resistir ao apelo do calendário, que parece nos dar mais uma chance de fazer diferente, de tentar mais uma vez, de recomeçar, ainda que não saibamos exatamente como.

Considerando que 2016 está sendo um ano difícil (ainda não acabou amigos! Cuidado!), acho que estabelecer metas e buscar um novo começo é até saudável, talvez nos ajude a lidar com as perdas irreparáveis em nossas vidas, e com a tristeza que abate quem se sensibiliza com a crueldade do ser humano, que anda tão à flor da pele ultimamente, sendo demonstrada através de atos brutais contra aqueles que apenas tentam defender quem é alvo de violência e hostilidade, enquanto a indiferença dos que estão ao redor cega seus olhos e os impede de sentir qualquer tipo de incômodo diante de cenas que antes só víamos em filmes.

Como alguém que sente tudo tão intensamente, me sinto um pouco oprimida com o rumo que estamos tomando, pra dizer o mínimo. Então, resolvi que vou aderir à força do pensamento positivo e desejar com todo o meu ser somente coisas boas, para vocês e para mim.

“Eu te desejo não parar tão cedo
Pois toda idade tem prazer e medo
E com os que erram feio e bastante
Que você consiga ser tolerante”

Desejo que nós tenhamos bom ânimo diante dos percalços que nos aguardam em 2017 e que saibamos reter somente o que for bom de cada situação, por mais complicada que ela seja. E que saibamos ser pacientes com o próximo; ninguém tem a obrigação de atingir nossas expectativas, ainda que nós as criemos assim mesmo. Que a gente não se sinta decepcionado demais quando as pessoas não agirem conosco com a mesma consideração, com a qual nós agimos para com eles.

“Quando você ficar triste
Que seja por um dia, e não o ano inteiro
E que você descubra que rir é bom,
mas que rir de tudo é desespero”

Desejo que o equilíbrio tão almejado ao menos comece a dar as caras, já que não estamos ficando mais jovens (mesmo que a nossa genética seja maravilhosa e a nossa aparência nos favoreça), e que saibamos administrar melhor os nossos sentimentos. Podemos não escolher o que vamos sentir, mas é nossa obrigação ter controle sobre a forma como eles nos afetam e sobre nossas atitudes em relação a eles.

“Eu te desejo, muitos amigos
Mas que em um você possa confiar
E que tenha até inimigos
Pra você não deixar de duvidar”

Desejo que permaneçam em nossas vidas somente os verdadeiros, aqueles que estão conosco em todos os momentos, mesmo que distantes fisicamente. E que saibamos escolher melhor quem vai ter acesso ao nosso eu mais puro, aquela parte preciosa de nós mesmos que pertence somente a nós e que raros são os que merecem ter um vislumbre dela.

“Eu desejo que você ganhe dinheiro
Pois é preciso viver também
E que você diga a ele, pelo menos uma vez,
Quem é mesmo o dono de quem”

Desejo que os nossos sonhos, idealizados há tanto tempo, finalmente saiam das gavetas e ganhem o mundo. Não devemos temer o julgamento alheio se amamos o que criamos/realizamos. É preciso coragem para fazer as coisas acontecerem, para dar o primeiro passo. Que tal aproveitar a virada do ano e usar toda a energia de que somos alvos para fazer algo produtivo por nós mesmos?

“Desejo que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
Pra recomeçar
Pra recomeçar”

(Amor pra recomeçar, 2002)

E o meu maior desejo é que a gente se transforme num canal que recebe e transmite amor: da família que nos abraça e acolhe quando o coração fica apertadinho e o mundo parece grande demais perto da gente; dos amigos verdadeiros que estão sempre dispostos a uma prosa de boteco, um devaneio sobre a vida ou para nos contar o que não conseguem a mais ninguém; daquela pessoa que acelera nosso coração com um simples sorriso, que faz as nossas borboletas internas colidirem umas com as outras com um olhar e que desperta todas as nossas terminações nervosas com sua voz.

Mas também desejo amor daqueles semi-conhecidos que encontramos no caminho para o trabalho e que sempre nos desejam um “bom dia” quando passamos por eles. Daqueles que estão do outro lado do mundo, e se lembram de orar pelo povo brasileiro, mesmo sem saber quase nada sobre nós. Dos desconhecidos que chegam e tem potencial para se tornarem parte da família, dos amigos, do coração. 

Que sejamos amor, mesmo quando acordar cedo é difícil e sorrir pro mundo antes das 9 da manhã parece missão impossível. Que sejamos amor, quando os amigos perdem a medida de seus temperamentos durante uma discussão sobre política, filosofia ou futebol. Que sejamos amor quando o mundo parece que vai desabar sobre nossos ombros, ainda que não sejamos nem de longe tão fortes quanto Atlas. Que sejamos amor quando alguém estiver passando por apuros em nossa frente, e que esse amor nos mova a fazer o que é certo. Que sejamos amor quando alguém nos pedir colo. Que sejamos amor, a partir de agora, com tudo o que somos.


Feliz 2017! Feliz Ano Novo!