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Mostrando postagens com marcador Colleen Hoover. Mostrar todas as postagens
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agosto 05, 2018



Fala queridos leitores. A dica de hoje é um dos livros mais tensos que já li na vida. É da aclamada Colleen Hoover e trata-se do seu último lançamento, “Tarde Demais”, publicado pela Record. 


Sinopse: Para proteger o irmão, Sloan foi ao inferno e fez dele seu lar. Ela está presa em um relacionamento com Asa Jackson, um perigoso traficante, e quanto mais os dias passam, mais parece impossível enxergar uma saída. Imersa em uma casa incontrolável que mais parece um quartel general, rodeada por homens que ela teme e sem um minuto de silêncio, também parece impossível encontrar qualquer motivo para se sentir bem. Até Carter surgir em sua vida.

Sloan é a melhor coisa que já aconteceu a Asa. E se você perguntasse ao rapaz, ele diria que também é a melhor coisa que já aconteceu a Sloan. Apesar de a garota não aprovar seu arriscado estilo de vida, Asa faz o que é preciso para permanecer sempre um passo a frente em seu negócio e proteger sua garota. Até Carter surgir em sua vida.

A chegada de Carter pode afetar o frágil equilíbrio que Sloan lutou tanto para conquistar, mas também pode significar sua única saída de uma situação que está ficando insustentável.

Colleen Hoover não tem medo de escrever sobre assuntos delicados e Tarde demais prova isso. Perpassando as formas mais cotidianas de machismo até as formas mais intensas e cruéis de abuso, a autora mergulha na espiral atordoante que é um relacionamento abusivo.



Resenha: É o quarto livro que leio da Colleen e a autora sempre trata de temas fortes e diálogos emocionantes. Mas, com esse, eu descobri algo fundamental para fazer a leitura: oxigênio suficiente para respirar. Aliás, precisei por diversas vezes fazer pausas para prosseguir com a leitura, pois o livro, que é maravilhoso, é também tenso, forte e pesado. Entretanto, em contrapartida, é uma história envolvente, que desperta a vontade de acompanhar e saber o que vem ao virar da página. 

A vida de Sloan é um inferno diário, vivendo uma relação totalmente abusiva que inclui agressão física e sexo sem consentimento. Além de toda violência psicológica. Asa é possessivo e demonstra seu amor, que até é verdadeiro, digamos assim, da maneira mais errada que existe e, ainda, está metido com coisas erradas, com tráfico de drogas. Por isso, um policial disfarçado Carter (Luke) se infiltra na gangue dele para pegá-lo. E isso deixa a vida da pobre protagonista mais em perigo ainda - entretanto, ele também pode ser a esperança da vida dela. 

Sloan tem problemas familiares, uma mãe que é viciada, e um irmão que é especial e precisa de cuidados. Asa tem o machismo impregnado em sua alma e dá nojo acompanhar seus pensamentos e atitudes. Já Carter (Luke) passa por aquela grande dúvida: entre a razão e o coração. E as passagens são narradas pelos três personagens centrais. O que nos faz conhecer as visões de cada um. Ou seja, presenciamos assim cenas pesadas, obscuras, assustadoras e fortes, onde chorei bastante, pensando em todos que vivem isso diariamente. Vale dizer que o livro é indicado para maiores de dezoito anos, pois contém cenas bizarras, explicitas e visuais de sexo, estupro, violência, tortura e outros temas que precisam de maturidade para processar. Não é um livro fácil, porém necessário. Colleen nos faz sofrer, ter empatia, de uma forma bem simples, no modo da escrita, mas totalmente verdadeira. É um livro que você ler e fica pensando na história, digerindo na alma e na mente. Então, prepare seu coração, suas lágrimas e, mais que tudo isso, prepare-se para se preocupar com o outro, pois de repente alguém do seu lado está passando por algum tão forte e denso e precisa de socorro. 

Espero que todos leiam, reflitam e aproveitem esse livro. E até a próxima! 
Xoxo,

julho 04, 2018

Olá, Leitores! A dica de leitura de hoje foi especialmente selecionada pela Thaís Oliveira, uma de nossas novas colunistas aqui do Blog. A Thaís é fã de romances e YA e compartilha muitas leituras em sua página no Instagram. Confiram a resenha deste emocionante livro de Colleen Hoover :)



Olá, pessoal! Tudo bem?
Eu estou indo muito bem, principalmente por estar aqui com vocês no primeiro post para o Blog. Uma alegria imensa compartilhar minha leituras com vocês e já trago as impressões sobre um livro maravilhoso que, com certeza, já entrou para uma das melhores experiências de 2018. Foi um livro que me arrebatou. Uma leitura que me despedaçou, que me deixou doida. Um livro que virou favorito por tudo que me fez sentir; pelo muito que me emocionou.

É Assim Que Acaba - Colleen Hoover
Galera Record

Sinopse: Um romance sobre a força necessária para fazer as escolhas corretas nas situações mais difíceis. Da autora das séries Slammed e Hopeless.

Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade. Ryle é confiante, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora. Além de estar sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, Lily não consegue tirar Atlas Corrigan da cabeça — seu primeiro amor e a ligação com o passado que ela deixou para trás. Ele era seu protetor, alguém com quem tinha grande afinidade. Quando Atlas reaparece de repente, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco. Com um livro ousado e extremamente pessoal, Colleen Hoover conta uma história arrasadora, mas também inovadora, que não tem medo de discutir temas como abuso e violência doméstica. Uma narrativa inesquecível sobre um amor que custa caro demais.

Lily teve uma adolescência bem conturbada em família. Após alguns anos, vai para Boston querendo dar uma guinada na vida e, tentar, deixar os traumas para trás. Movida por sua paixão por flores, abre uma floricultura e conhece Ryle, o neurocirurgião gato, atraente e bem confiante. O convívio entre os dois só aumenta pois, sua funcionária, Allysa, é irmã de Ryle. Ironia do destino? Talvez... o que o destino aprontou com Lily está além do que podíamos imaginar. Tudo que tanto a machucou no passado, volta, talvez ainda mais dolorido que antes. O que parecia tão perfeito, aos poucos, vai caindo ladeira a baixo e fazendo com que Lily passe a viver momentos conflitantes e que nunca pensou que viveria. Aliás, jurou a si mesma que não deixaria que acontecesse com ela. Mas, aconteceu.



De uma forma nua e crua, CoHo desenvolve um enredo totalmente emocionante. Com a escrita perfeita como sempre, a autora nos leva por uma história linda ao mesmo tempo que sofrida. Personagens totalmente reais, com dilemas e problemas reais que nos provocam sentimentos contraditórios e enlouquecedores. CoHo nos deixa sem chão. Impossível não terminar a leitura totalmente emocionada e, como no meu caso, com muitas e muitas lágrimas derramadas.

Posso dizer, com toda certeza, que nunca chorei tanto lendo um livro. Chorei até a última linha dos Agradecimentos pois, até ali, CoHo consegue nos emocionar e não foi pouco, não. Sei que a história é linda, mas dói. Triste sim, mas encorajadora. Há traumas e superação. Uma leitura que emociona e que transforma. Que machuca, mas engrandece. Fica a mensagem que é possível recomeçar, mesmo que isso nos destrua por dentro. O importante é continuar a nadar, o que não significa aceitar o que não nos faz bem.


Um livro que TODOS deveriam ler.

Um tapa na cara de quem lê, uma identificação pra quem vive ou já viveu esse drama.

CoHo é uma das minhas autoras preferidas. Quando ela lança algo, eu fico muito ansiosa pra ler. Essa paixão não é somente pela escrita perfeita, fluida e envolvente, mas também por cada sentimento que ela consegue mexer. A cada história lida da Hoover é impossível ficar imune a todas as mensagens que ela passa e nisso, encantar-se por cada obra sua é inevitável. Amo de paixão e recomendo qualquer livro dessa autora incrível.

É isso, pessoal. Agora, é com vocês! Gostaria muito de saber se já tiveram oportunidade de ler É Assim Que Acaba e o que acharam. Já leram algum livro da (diva) Colleen Hoover? Contem aí! Vou adorar saber.

Até a próxima!
Bjo, Thaís



dezembro 02, 2016

Minha interação com leitores digitais ainda é pouca, confesso. Porém, quando até os amigos começam a publicar histórias, é necessário contornar a velhice e a miopia, e aproveitar aquela horinha do café pra curtir um bom ebook no celular :) 

No post de hoje, algumas dicas de publicações de nossos amigos-parceiros, e também alguns links de livros gratuitos disponívels na loja da Amazon <3


R. M. Medeiros (sim, este é o primeiro livro da nossa colunista Regiane!! <3)

Rafaela é uma jovem enfermeira, solteira e tímida, com pouco tempo para sair e conhecer pessoas. A chegada do Tinder, aplicativo que tem como intuito promover encontros entre pessoas que moram próximas e tem interesses em comum, promete mudar seu status de relacionamento.

Trecho: "Rafaela percebeu que após recusar levá-lo para sua casa, Carlos começou a se afastar, já não mandava mensagens com frequência (e por sinal nem ela), e se sentiu aliviada quando ele passou mais de dois dias sem dar notícias. Ela não queria ter que dar o primeiro passo e pôr um ponto final naquele rascunho de história que estavam escrevendo.

Durante o tempo em que começou a sair com Carlos, Rafaela se esqueceu do Tinder, mas agora que se sentia livre novamente, tratou de dar início a uma nova procura, só que dessa vez ela seria mais seletiva, mais atenta, não se impressionaria com o primeiro que aparecesse. Ao menos foi o que disse a si mesma ao abrir o aplicativo."


A.M.A.R Vale a pena (recomeçar)
Luana Barros

Gustavo e Luiza formam uma família linda e feliz. Juntos criam Malu, filha dele com outra mulher. Mas a vida não continuará assim... A mãe de sangue da criança volta para reivindicar os direitos que abriu mão ao abandoná-la. Luiza vai embora por amor à filha de criação. Gustavo se desespera ao ver sua vida destruída. Em Londres, Luiza conhece pessoas de diferentes lugares do mundo, faz muitas amizades e se diverte bastante, apesar da saudade que sente dos amores deixados no Brasil.

Uma história emocionante que mostra que em todos os lugares e em todas as línguas, todos amam e querem um amor verdadeiro. O livro toca a alma e o coração dos leitores, arranca sorrisos, lágrimas e suspiros... Faz brotar os melhores sentimentos.


Yonah: O Último Mal'ach
Giancarlo Marx

Dentro de poucos dias a maior cidade do planeta será reduzida a cinzas. A descoberta coloca o astrônomo Yonah Mal'ach diante de um dilema moral: Avisar aos milhões de habitantes da capital e possibilitar a fuga do déspota que ocupa o trono há centenas de anos ou correr na direção oposta, cruzando o Mar de Sal rumo ao exílio na distante e exótica Tarshish?

Em um mundo devastado pelo inverno nuclear não existem caminhos seguros nem escolhas fáceis. Ameaças mortais espreitam atrás de cada ruína, duna e miragem em toda terra de Desolação. Sangue, fogo e gasolina. Apesar disso a intervenção de um ser de dimensões cósmicas pode mudar absolutamente tudo.

Misericórdia e justiça colidem nessa história vibrante.


Algum clássicos de nossa literatura contemporânea (que já temos em edições físicas, claro <3 mas sempre é bom ter um ebook pra reler a qualquer momento, não é mesmo?):
 


Outros ebooks-desejo, disponíveis em inglês, porém grátis:


The Kiss of Deception (Chapters 1-5)   |   Finding Cinderella   |   Us


E você, tem alguma sugestão de ebook pra compartilhar com a gente? :)


setembro 29, 2015

Hoje acordei às seis e quarenta e dois ao som do despertador do celular que insanamente gritava. Devo ontem ter exagerado no ajuste do volume pois meu gato também acordou e deu início a uma batalha vocal com o telefone, como se quisesse desafiar o Nokia em uma partida de quem tem um agudo mais alto um dois três já.

Prevendo uma possível enxaqueca para este início das sete horas, fui para a cozinha preparar um café e uma tapioca, pois dizem que tapioca é um bom substituto para o pão de forma que só engorda, e a ideia de engordar um pouco menos pelo menos durante a manhã parece bem interessante. Ao terminar o lanche fui para o quarto escolher a roupa do dia, a saber, uma combinação de saia e blusa em uma tonalidade próxima ao cinza-de-chuva deste início de primavera. Também prendi o cabelo em um coque e passei um batom cor-de-nada pois a disposição para a beleza às quase oito é por vezes bem pouca. Calcei botas, peguei minha bolsa marrom e quase esqueci as chaves que ficam no potinho de vidro em cima da mesa de centro.


Para que uma história cotidiana não se transforme em um simples falatório, é preciso que a banalidade e a repetição sejam personagens de maior importância em nosso texto, e não apenas uma quase infinita descrição de atividades, como as de meus dois primeiros parágrafos. Ou seja: de que adianta o leitor saber do personagem a cor de seu pijama ou o sabor de sua pasta de dentes se estas informações contribuem apenas para um maior número de palavras em cada parágrafo e nada mais?

Claro que toda escrita é uma operação de identificação e escolha: um texto que pode ser péssimo pra mim certamente alcançará o coração de muita gente, e vice-versa. Neste universo da leitura, felizmente encontramos um grande grupo disposto a muitos detalhes da vida de seus personagens, assim como também um outro imenso grupo disposto a chegar logo à página onde um telefonema recebido às três e quinze mudará a vida de toda uma cidade.

Em nosso papel de leitores (e eventualmente também escritores), importa descobrirmos as grandes histórias (que ainda silenciosas) no coração dos objetos e cenas que não imaginaríamos dedicar a menor atenção. Um de meus exemplos preferidos é o conto A Marca na Parede, de Virginia Woolf, onde uma simples mancha instiga toda uma narrativa de vida, reflexão e melancolia:
 
Foi talvez por meados de Janeiro deste ano que vi pela pri­meira vez, ao olhar para cima, a marca na parede. Quando queremos fixar uma data precisamos de nos lembrar do que vi­mos. Assim, lembro-me de o lume estar aceso, de uma faixa de luz amarela na página do meu livro, dos três crisântemos na jarra de vidro redonda na chaminé. Sim, tenho a certeza de que foi no Inverno, e tínhamos acabado de tomar chá, porque me recordo de estar a fumar um cigarro quando olhei para cima e vi a marca na parede pela primeira vez.
(clique para ler o conto completo)

Veja, caberá sempre em nosso diário (e em nossas conversas cotidianas) a presença destes inúmeros elementos de cena: a descrição da casa, da cidade e da rotina que nos cerca; os detalhes da solidão ou da companhia de nós mesmos e de nossos amigos; enfim, inúmeras falas eventualmente banais, e inúmeras outras eventualmente triunfantes. Acho que é isso: é preciso estar aberto e sensível a todo este mundo que nos fala em silêncio, para que assim os dias encontrem uma maior graça e não se percam em uma lista de amenidades do tipo oi-tudo-bem-comprei-pão-na-padaria-e-ainda-sobrou-cinco-reais.

E foi pensando neste excesso emocional e descritivo de muitas histórias (que nos levam a lugar algum) que pensei em conversar com vocês sobre um livro que (de tão amado por seu público) despertou em mim um interesse imenso de leitura. Só que antes de chegar ao término do livro eu já havia praticamente "terminado" com ele, de tão pouca identificação que tive com o texto. Aliás, isso aconteceu com mais de um livro, infelizmente...


Em O Lado Feio do Amor (Ugly Love), a história é narrada por dois personagens: Tate, a jovem pós-graduanda em Enfermagem que por ocasião do trabalho e da vida volta a dividir um apartamento com seu irmão Corbin; e também Miles, o jovem piloto de feições e músculos perfeitos que por ocasião do trabalho e da vida tornou-se vizinho e melhor amigo de Corbin. E talvez por Colleen ter criado um personagem de aparência tão improvavelmente perfeita sua história tenha também seguido em uma narrativa do tipo improvável, onde apesar de todos os pesares e traumas dos personagens (especialmente os de Miles) todo o impasse sentimental será solucionado para que o livro ganhe um desfecho mais fofo que um filme da Disney.

Melancia, de Marian Keyes, também é um pouco assim (pelo pouco que li, pois confesso que mesmo pulando algumas página e capítulos a história parecia não ter fim, então quis logo ler as últimas páginas para ter a certeza de que revelariam um bom e previsível desfecho para suas personagens).

Enfim... talvez por ter lido toda uma sequência de obras existencialmente melancólicas minha percepção destes dois romances não tenha sido das mais generosas. E certamente gosto dos finais felizes (tanto que vocês já conhecem a minha "indignação" com certos livros onde o protagonista morre na melhor parte da história), e gostaria muito de ter-gostado de Colleen e Marian, mas... 

E você, caro leitor, se identifica com esse diário Marian-Colleen de alta sensibilidade e conversas sem fim? Conta pra gente :)


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Colleen Hoover. O Lado Feio do Amor. RJ: Galera Record, 2015.
Marian Keyes. Melancia. RJ: Best Bolso, 2014.