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outubro 16, 2017



No post de hoje, apresentamos os lançamentos de outubro do Grupo Editorial Record com destaque para os títulos de literatura estrangeira e crônicas. Conheçam as novidades:






Primeira obra de Henry Miller, Trópico de Câncer foi aclamado como parte da revolução sexual e se tornou um dos grandes clássicos da literatura americana.

Publicado orginalmente em 1934, em Paris, Trópico de Câncer foi imediatamente proibido em todos os países de língua inglesa. Tachado como pornográfico, assim como seu sucessor Trópico de Capricórnio, só foi liberado nos Estados Unidos e na Inglaterra nos anos 1960, aclamado como parte da revolução sexual. O livro foi celebrado pelos maiores intelectuais da época e se tornou um dos grandes clássicos da literatura americana. Samuel Beckett o saudou como “um evento monumental da história da escrita moderna”.  E outros nomes como T. S. Eliot, Ezra Pound e Lawrence Durrell também notaram rapidamente o talento de Miller.

O livro traz um relato autobiográfico e idiossincrático de Miller, que chega a Paris após abandonar nos EUA um casamento arruinado e uma carreira estagnada. Mesmo sem um centavo no bolso, Henry Miller é apresentado à boemia francesa e redescobre seu próprio talento em dias e noites de liberdade e alegria sem fim.



Sucessor de Trópico de Câncer. Publicado originalmente em 1939, este livro foi aclamado como parte da revolução sexual.

Trópico de Capricórnio mantém a sexualidade e o erotismo em primeiro plano, porém não é simplesmente uma repetição dos temas e do estilo apresentados em Trópico de Câncer. Por meio de uma narrativa ainda mais densa e subjetiva, Henry Miller desfia seu passado em Nova York durante os anos 1920 – antes de embarcar para Paris e fazer da capital francesa a sua festa individual. 

Com toques autobiográficos, a história se passa nos anos 1920 e relata um passado permeado por considerações existenciais e em tons de cinza, da falta de trabalho e de dinheiro a um emprego odioso. 

Trópico de Capricórnio não é libertário como Trópico de Câncer. Pelo contrário, nele, o sexo parece mais escapismo do que celebração, fuga de uma realidade cruel e opressora. Mas, mesmo pessimista, a situação extremada parece pedir uma reação, que, como se sabe, viria com a ida a Paris.



Publicado originalmente em 1861, Mary Ann Evans, sob o pseudônimo de George Eliot, combate preconceitos, privilégios e desvios de conduta que se revelam até hoje na sociedade 

Silas Marner: O tecelão de Raveloe é a história de um tecelão de linho que foi traído por seu melhor amigo e acusado de um roubo que jamais praticara.  Desencantado com as pessoas e com a religião que o condenaram, ele abandona para sempre o lugarejo onde nasceu e morava. Fixando-se em outra e distante cidadezinha, Silas passa a viver como um proscrito, não se relacionando com ninguém. Se apega ao dinheiro e acaba juntando uma pequena fortuna, que, no entanto, acabará por perder, como antes perdera a consideração dos vizinhos. Somente a aparição de uma criança, que há de surgir no lugar do ouro sumido, garantirá seu reencontro com a satisfação de estar vivo.

Notável por seu forte realismo e seu tratamento sofisticado de uma variedade de questões que vão desde a religião à industrialização de comunidade, Silas Marner desmascara e combate preconceitos, privilégios, desvios de conduta e ambições tortuosas que se revelam até hoje enquistados na sociedade. 





A Queda 
Albert Camus

Um advogado francês faz seu exame de consciência num bar de marinheiros, em Amsterdã. O narrador, autodenominado “juiz-penitente”, denuncia a própria natureza humana misturada a um penoso processo de autocrítica. O homem que fala em A queda se entrega a uma confissão calculada. Mas onde começa a confissão e onde começa a acusação? Ele se isolou do mundo após presenciar o suicídio de uma mulher nas águas turvas do Sena, sem coragem de tentar salvá-la. Camus revela o homem moderno que abandona seus valores e mergulha num vazio existencial. Fundamental para todas as gerações.

Um dos grandes escritores do século XX, Camus recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1957, três anos antes de sua morte. Entre suas maiores obras estão O estrangeiro, A peste e A queda. Só no Brasil, o autor já vendeu mais de 300 mil exemplares.

A Editora Record irá relançar este ano, com projeto gráfico novo, toda a obra da Albert Camus como parte das comemorações dos 60 anos do Prêmio Nobel do autor.


A Peste
Albert Camus

De um dos mais importantes e representativos autores do século XX e Prêmio Nobel de Literatura. Romance que destaca a mudança na vida da cidade de Orã, na Argélia, depois que ela é atingida por uma terrível peste, transmitida por ratos, que dizima a população. É inegável a dimensão política deste livro, um dos mais lidos do pós-guerra, uma vez que a cidade assolada pela epidemia lembra a ocupação nazista na França durante a Segunda Guerra Mundial. “A peste” é uma obra de resistência em todos os sentidos da palavra. Narrado do ponto de vista de um médico envolvido nos esforços para conter a doença, o texto de Albert Camus ressalta a solidariedade, a solidão, a morte e outros temas fundamentais para a compreensão dos dilemas do homem moderno.


O Homem Revoltado
Albert Camus

As obras de Albert Camus destacam em geral dois conceitos: o absurdo e a revolta. Em O homem revoltado, o autor faz vários questionamentos de ordem filosófica. Coloca-se a favor da liberdade humana e da dignidade do indivíduo e contrário ao comunismo, aos regimes totalitários e ao terrorismo, pois incitam a revolta humana, os assassinatos e a opressão. Muito mais do que um ensaio, é uma obra contra os crimes de Estado, com destaque para aqueles ocorridos durante o regime stalinista. Segundo Camus, não há crime que possa ser justificado em nome da História. O autor mostra toda a sua personalidade por si só revoltada, com o objetivo da superação e da procura de um caminho, já que termina de escrever o livro alguns anos após o fim da Segunda Guerra Mundial. Apesar da morte precoce, Albert Camus deixou um legado para a sociedade e para cada indivíduo, iluminando os problemas da consciência humana.


Diário de Viagem
Albert Camus

Este Diário de viagem de Albert Camus, publicado na França em 1978, traz as impressões anotadas pelo escritor em duas viagens: aos Estados Unidos, em 1946, e à América do Sul (principalmente o Brasil) entre junho e agosto de 1949.

Durante sua estada em nosso país, Camus registra observações preciosas sobre vários aspectos da vida brasileira, comentando ainda seus encontros com Aníbal Machado, Manuel Bandeira, Murilo Mendes, Augusto Frederico Schmidt, Oswald de Andrade, Mário Pedrosa e muitos outros.

São de leitura obrigatória para o leitor brasileiro os comentários aguçados feitos pelo pensador francês sobre este “país em que as estações se confundem umas com as outras; onde os sangues misturam-se a tal ponto que a alma perdeu seus limites”.


Saudades dos cigarros que nunca fumarei
Gustavo Nogy

Ensaios imprudentes de Gustavo Nogy.

O ensaio breve é uma arte que exige graça e agilidade. Gustavo Nogy é, nele, uma espécie de ginasta olímpico. Tem de ser: não há texto neste livro que não dê volteios em torno da dificuldade que é viver aqui, neste mundo, neste país, nestes anos.

O autor ora desfere contra essa mania atual de endeusar os filhos, ora faz você se perguntar por que descer ao litoral no feriado – lentamente, a 20 km por hora no congestionamento – parece uma maneira eficaz de escapar de tudo, se tudo e todos estão indo junto com você. Em um texto, relembra os tapas na nuca que a mãe lhe dava quando ele chorava na escola, como Proust relembrava as suas madeleines – como um sabor inefável e insubstituível perdido no tempo. No texto seguinte, desconcerta com a comparação entre as revistas masculinas e as femininas, e a conclusão de que elas são um bocado parecidas.

Ao final, Gustavo se torna para o leitor um bom amigo. Que provoca, que diz as coisas como as coisas são, que às vezes até ultraja. Mas que nunca perde o humor nem a vontade de ouvir – e a de conversar, em boa prosa.


Polícia federal: A lei é para todos
Carlos Graieb e Ana Maria Santos

Os bastidores da Operação Lava Jato. O livro que inspirou o filme Polícia Federal: A lei é para todos.

A Polícia Federal é protagonista na história da Operação Lava Jato, mas sua atuação impõe uma discrição que instiga a curiosidade sobre os bastidores de suas atividades. Ao acompanhar os policiais envolvidos em cada etapa da investigação, em ritmo de thriller, Ana Maria Santos e Carlos Graieb apresentam o olhar inédito da instituição sobre uma das maiores operações de combate à corrupção da história. Nunca antes um livro expôs tão detalhadamente todas as nuances — decorrentes de dúvidas e incertezas e consequentes de pressões de ordem política — do trabalho do policial.
outubro 14, 2017


"Seus lábios encontraram os dela, e Peter a beijou.

Ele a beijou, embora um beijo nunca fosse ser o bastante. Beijou-a ainda que nunca mais fosse tê-la.

E beijou-a para deixar sua marca de modo que, quando o pai finalmente a casasse com outro, Tillie tivesse a lembrança daquele momento, que a assombraria até o dia da sua morte.

Era cruel e egoísta, mas Peter não conseguiu se conter. Em algum lugar lá no fundo, ele sabia que Tillie era dele, e era doloroso saber que essa consciência primitiva não tinha valor nenhum no mundo da alta sociedade.

Ela suspirou contra a boca dele, um ruído suave que o penetrou como fogo.

– Tillie, Tillie – murmurou ele, levando as mãos até a cintura dela.

Ele a abraçou, depois a puxou ainda mais para si, com força.

– Peter! – disse ela, ofegante, mas ele a silenciou com outro beijo.

Ela se contorceu em seus braços, o corpo reagindo à sua investida. A cada movimento, o corpo dela encostava mais no dele, e o desejo de Peter ia ficando mais forte, mais quente, mais intenso.

Ele deveria parar. Tinha de parar. Mas não conseguia.

Em algum lugar dentro dele, sabia que aquela poderia ser sua única chance, o único beijo que daria nos lábios dela. E não estava pronto para interrompê-lo."

(O primeiro beijo, Julia Quinn)


Julia Quinn, Dan Brown, drama cinematográfico e muito romance são as sugestões da Editora Arqueiro para o mês de outubro. Conheçam as novidades:



Robert Langdon, o famoso professor de Simbologia de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbao para assistir a uma apresentação sobre uma grande descoberta que promete abalar os alicerces de todas as religiões e mudar para sempre a face da ciência.

O anfitrião é o futurólogo e bilionário Edmond Kirsch, que se tornou conhecido por suas previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. O brilhante ex-aluno de Langdon está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento, algo que vai responder a duas perguntas fundamentais daexistência humana:

De onde viemos? Para onde vamos? Os convidados ficam hipnotizados pela apresentação, mas Langdon logo percebe que ela será muito mais controversa do que poderia imaginar. De repente, a noite meticulosamente orquestrada se transforma em um caos, e a preciosa descoberta de Kirsch corre o risco de ser perdida para sempre.

Diante de uma ameaça iminente, Langdon tenta uma fuga desesperada de Bilbao ao lado de Ambra Vidal, a diretora do museu. Juntos seguem para Barcelona à procura de uma senha que ajudará a desvendar o segredo de Edmond Kirsch. Numa jornada marcada por obras de arte moderna e símbolos enigmáticos, os dois encontram pistas que vão deixá-los cara a cara com a chocante revelação de Kirsch e com a verdade espantosa que ignoramos durante tanto tempo.



Em A irmã da pérola, quarto volume da série As Sete Irmãs, duas jovens de séculos diferentes têm seus destinos cruzados numa emocionante história sobre amor, arte e superação.

Ceci D’Aplièse sempre se sentiu um peixe fora d’água. Após a morte do pai adotivo e o distanciamento de sua adorada irmã Estrela, ela de repente se percebe mais sozinha do que nunca. Depois de abandonar a faculdade, decide deixar sua vida sem sentido em Londres e desvendar o mistério por trás de suas origens. As únicas pistas que tem são uma fotografia em preto e branco e o nome de uma das primeiras exploradoras da Austrália, que viveu no país mais de um século antes.

A caminho de Sydney, Ceci faz uma parada no único local em que já se sentiu verdadeiramente em paz consigo mesma: as deslumbrantes praias de Krabi, na Tailândia. Lá, em meio aos mochileiros e aos festejos de fim de ano, conhece o misterioso Ace, um homem tão solitário quanto ela e o primeiro de muitos novos amigos que irão ajudá-la em sua jornada.

Ao chegar às escaldantes planícies australianas, algo dentro de Ceci responde à energia do local. À medida que chega mais perto de descobrir a verdade sobre seus antepassados, ela começa a perceber que afinal talvez seja possível encontrar nesse continente desconhecido aquilo que sempre procurou sem sucesso: a sensação de pertencer a algum lugar.



Ganhador do Prêmio de Ficção do Friends of American Writers e agora adaptado para o cinema, Entre irmãs é uma história de amor e lealdade, um romance arrebatador sobre a saga de uma família e de um país em transição.

Nos anos 1920, as órfãs Emília e Luzia são as melhores costureiras de Taquaritinga do Norte, uma pequena cidade de Pernambuco. Fora isso, não podiam ser mais diferentes.

Morena e bonita, Emília é uma sonhadora que quer escapar da vida no interior e ter um casamento honrado. Já Luzia, depois de um acidente na infância que a deixou com o braço deformado, passou a ser tratada pelos vizinhos como uma mulher que não serve para se casar e, portanto, inútil.

Um dia, chega a Taquaritinga um bando de cangaceiros liderados por Carcará, um homem brutal que, como a ave da caatinga, arranca os olhos de suas presas. Impressionado com a franqueza e a inteligência de Luzia, ele a leva para ser a costureira de seu bando.

Após perder a irmã, a pessoa mais importante de sua vida, Emília se casa e vai para o Recife. Ali, em meio à revolução que leva Getúlio Vargas ao poder, ela descobre que Luzia ainda está viva e é agora uma das líderes do bando de Carcará.

Sem saber em que Luzia se transformou após tantos anos vagando por aquela terra escaldante e tão impiedosa quanto os cangaceiros, Emília precisa aprender algo que nunca lhe foi ensinado nas aulas de costura: como alinhavar o fio capaz de uni-las novamente.



O Dr. Ben Payne acordou na neve. Flocos sobre os cílios. Vento cortante na pele. Dor aguda nas costelas toda vez que respirava fundo.

Teve flashes do que havia acontecido. Luzes piscavam no painel do avião. Ele estava conversando com o piloto. O piloto. Ataque cardíaco, sem dúvida.

Mas havia uma mulher também – Ashley, ele se lembra. Encontrou-a. Ombro deslocado. Perna quebrada.

Agora eles estão sozinhos, isolados a quase 3.500 metros de altitude, numa extensa área de floresta coberta por quilômetros de neve. Como sair dali e, ainda mais complicado, como tirar Ashley daquele lugar sem agravar seu estado?

À medida que os dias passam, porém, vai ficando claro que, se Ben cuida das feridas físicas de Ashley, é ela quem revigora o coração dele. Cada vez mais um se torna o grande apoio e a maior motivação do outro. E, se há dúvidas de que possam sobreviver, uma certeza eles têm: nada jamais será igual em suas vidas.


Com a participação especial da famosa cronista da sociedade criada por Julia Quinn, Lady Whistledown contra-ataca é formado pelas narrativas curtas de quatro escritoras consagradas, tendo como fio condutor o roubo de uma pulseira milionária. Seus contos são como pérolas que se unem e formam uma peça de valor inestimável. 

Quem roubou o bracelete de lady Neeley?

Terá sido o caça-dotes? O apostador? A criada? Ou o libertino? Londres está fervendo com as especulações, mas, se ainda restam muitas dúvidas, pelo menos uma coisa é certa: um desses quatro está envolvido no crime.

Crônicas da sociedade de lady Whistledown, maio de 1816

Julia Quinn encanta...

Um belo caçador de fortunas foi enfeitiçado pela debutante mais desejada da temporada. Agora ele precisa provar que o que deseja é o coração da jovem, não o dote dela. 

Mia Ryan delicia...

Uma criada adorável e espirituosa está deslumbrada com as atenções românticas que tem recebido de um charmoso conde. Mas um relacionamento entre eles seria escandaloso e poderia arruinar a reputação dos dois.

Suzanne Enoch fascina...

Uma jovem inocente que passou a vida evitando escândalos de repente se vê secretamente cortejada pelo maior libertino de Londres.

Karen Hawkins seduz...

Um visconde que vaga sem destino volta para casa para reacender o fogo da paixão de seu casamento, mas descobre que sua linda e decidida esposa não será conquistada tão facilmente.

outubro 09, 2017


Setembro, outubro, primavera, Marina, Cora e Cecília. Melhor impossível, não é mesmo? <3 Toda vez que chega news da Global Editora aqui no email é bem assim: cheinha de livro bom; repleta de belíssimos lançamentos :)) Conheçam as novidades:


Cecília Meireles 

"Quem somos nós, nesta vertigem inútil? Pode-se chamar vida, a isto? 

A vida não é alguma coisa de sentido mais profundo, alguma coisa mais lenta, mais feita de coisas interiores, que se recolhem aturdidas com este ritmo alucinado que nos leva?

Talvez seja, realmente, o campo, o único ambiente onde ainda se possa realizar a bela vida, pura, simples, serena, que o mundo morbidamente perturbou." 

Além de poeta de primeira grandeza, Cecília Meireles foi professora. Formada pela Escola Normal (Instituto de Educação) do Rio de Janeiro, começou a exercer, em 1917, o magistério primário em escolas oficiais do então Distrito. Preocupada com o estado da educação no Brasil, sempre militou na área, participando ativamente dos debates acerca das reformas de ensino projetadas na década de 1930. Naqueles instantes decisivos da história brasileira, Cecília passou a colaborar para a seção que o Diário de notícias reservava diariamente para assuntos relacionados a educação. Nestes exercícios de reflexão, que seriam retomados nas páginas do jornal A Manhã no início dos anos 1940, Cecília expôs seus posicionamentos acerca de uma infinidade de temas relacionados à educação no Brasil. Esses escritos de Cecília Meireles foram reunidos em 2001 pelo crítico literário Leodegário A. de Azevedo Filho em cinco volumes, intitulados Crônicas de educação, que a Global Editora oportunamente reedita, reunindo-os num boxe.

É instigante perceber como a poetisa disserta com clareza e profundidade nestes textos sobre temas como política educacional, currículo escolar, métodos pedagógicos, espaço escolar, a formação dos professores e suas atribuições em sala de aula, os desafios do ensino público, o movimento da Escola Nova, as particularidades da infância e da adolescência, o papel da família nos processos de aprendizagem, literatura infantil, entre outros. Cumpre destacar o caráter de escritos de intervenção que estes textos possuem, ao pautarem e proporem soluções para impasses candentes na época e que ainda nos são consideravelmente familiares, demandando a atenção de todos que se interessam pelos desafios do ofício de ensinar.

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Jardins
Roseana Murray 
Ilustrações: Roger Mello

Flores passeiam
no azul do dia,
fabricam coloridos
silêncios,
como se fosse lenços
de seda e ar.

O livro Jardins traz quinze pequenos poemas que representam os mais diversos jardins. Com muita delicadeza, Roseana Murray mexe com o imaginário do leitor. Cada poema-pintura faz os pequenos descobrirem a poesia que vive ao seu redor, nas pequenas coisas, como nas flores, por exemplo.

"Gostei do seu Jardins. De suas guirlandas de palavras. Gostei de ler seu verbo a prender os perfumes, as cores, as formas e o sol sobre as flores. Há por certo uma poeta sensível às coisas da natureza neste Jardins", declara Manoel de Barros, grande poeta brasileiro. A organização dos poemas com as ilustrações do talentoso e premiado Roger Mello imprime qualidade que sensibiliza adultos e crianças. É um verdadeiro presente em formato de livro.

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Quando a primavera chegar
Marina Colasanti 

Com ilustrações da própria autora e projeto gráfico de Claudia Furnari, a obra traz dezessete contos inéditos. Um crisântemo floresce na palma da mão, um menino nasce com um olho no meio da testa, um relojoeiro fabrica um robô, um rei precisa de povo. Tudo é surpreendente e tudo é verdadeiro no livre espaço do imaginário em que os contos deste livro acontecem. Mas não há estranhamento. Levado pela linguagem singular da autora, o leitor participa desse espaço, rumo a um encontro com suas próprias emoções.

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Bartolomeu Campos de Queirós 

Mais um livro profundamente afetivo e lírico do escritor Bartolomeu Campos de Queirós. A narrativa flui em um ritmo leve e poético e aborda a temática do amor. O narrador da história nos conta como um pequeno elefante invade o seu sonho sem pedir licença e, desta relação, no plano onírico, nasce um diálogo entre os dois. Ele entrou no meu sonho, sem licença. Chegou pequenininho como se fosse filho da insignificância. Seu andar perdido, pisando dúvidas, parecia transportar o passado em suas costas. Por meio da conversa do narrador com seu inconsciente, emergem do texto sonhos, planos, perigos, mistérios e medos. Descobri que o amor tem suas invenções. Em sua pele rugosa meus olhos viam veludo e onda. Em seus passos lerdos, eu via o andar leve de gato.



Nau Catarineta
Roger Mello 

Nau Catarineta é o mais célebre poema anônimo marítimo ligado à tradição oral lusófona. A obra narra as desventuras dos tripulantes durante a travessia marítima, tema que era realidade portuguesa desde o começo das navegações. Esta edição, ilustrada e organizada por Roger Mello, traz fascinantes ilustrações que conseguem captar toda a maravilha dos contos populares portugueses, trazendo o leitor para dentro desse universo.

“O pavor do naufrágio, da calmaria, da fome no mar; a solidão, a saudade e as tentações no meio do deserto marinho, tudo isso vivia nas mentes e corações do povo heroico que criou a Nau Catarineta”, salienta Alexei Bueno, poeta e crítico brasileiro.

O livro é uma das obras ilustradas mais premiadas do Brasil. Recebeu a menção Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil e foi também Hors Concours nas categorias Reconto e Ilustração. Em 2005, ganhou ainda o Prêmio Jabuti na categoria Ilustração Infantil ou Juvenil.

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Melhores Poemas Cora Coralina (Pocket)
Cora Coralina

Chorei sozinha minhas mágoas de criança.
Depois, me acostumei com aquilo.
No fim, até brincava com o caco pendurado.
E foi assim que guardei
no armarinho da memória, bem guardado,
e posso contar aos meus leitores,
direitinho,
a estória, tão singela,
do prato azul-pombinho.

Este Melhores Poemas Cora Coralina traz a seleção especial dos mais célebres poemas da poeta. Organizado por Darcy França Denófrio, mestre em Teoria Literária, a obra apresenta-se em formato pocket. Simples, muito próxima do gosto do povo, fluindo com naturalidade, a poesia de Cora Coralina encontrou uma imensa receptividade popular. O segredo talvez esteja no fato de que os seus versos dizem o que as pessoas sentem, mas não conseguem expressar, e na grande simpatia pelo semelhante, sobretudo os humilhados e perseguidos. “Não depende dela e nem de nós: Cora dos Goiases esplende agora, não mais na solidão de seu ‘aquém-Paranaíba’. Isto já não lhe basta. Ela resplancede no universo dilatado da poesia brasileira, e já força passagem. Não se pode mais dizer: este é o seu lugar.” Darcy França Denófrio

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