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agosto 08, 2017


Hoje eu venho mostrar pra vocês os livros que eu adquiri a Festa Literária de Paraty. Como eu já falei no post anterior, o escritor homenageado deste ano foi o carioca Lima Barreto e todos os autores convidados fizeram comparações entre sua trajetória e os livros de Lima. 

Como a crise econômica ainda é uma realidade presente na vida dos brasileiros (Lima nos entenderia muito bem), precisei ser muito mais contida nas minhas aquisições do que de costume, mas são livros que já estavam na minha wishlist há tempos!


A FLIP é também a oportunidade de conhecer de pertinho muitos autores nacionais e internacionais, a cidade é pequena, os autores são acessíveis e mesmo que você não tenha a oportunidade de assistir as palestras e adquirir os livros, sempre é possível esbarrar com algum autor pelos cafés e sorveterias da cidade. Eu consegui registrar alguns momentos com autores que eu admiro (e já peço desculpas pela qualidade das fotos que foram tiradas com celulares aleatórios).

Lázaro Ramos | José Luís Peixoto – poeta português | Deborah Levy – romancista sul-africana


Confira abaixo o vídeo com os detalhes.


E você, qual autor já conheceu ou gostaria de conhecer? Conhece algum desses livros?

Não esqueça de deixar seu comentário.
Beijos e até a próxima.

agosto 04, 2017

 
A Festa Internacional de Paraty teve sua 15° edição entre os dias 25 à 30 de julho. A FLIP é a festa literária pioneira que impulsionou o surgimento de diversas festas e feiras literárias que vem acontecendo no Brasil.

Neste ano de 2017 o autor homenageado da vez foi o carioca Lima Barreto e essa edição trouxe o debate da trajetória de um homem que se estabeleceu como escritor no Rio de Janeiro, que na época era a capital do país, grande centro da cultura literária do país. Em um meio marcado pela divisão de classes e pela influência das belas letras europeias, era difícil para um autor brasileiro negro e pobre afirmar o seu valor. Foram necessárias muitos anos para que Lima se consolidasse como criador de uma das obras mais plurais e inovadoras da literatura brasileira.

 
A abertura maestral da festa ficou por conta da historiadora Lilia Shwarcz e do ator e escritor Lázaro Ramos que fizeram um panorama da vida de Lima Barreto entercalado com interpretações emocionantes de textos do autor homenageado.

No vídeo abaixo eu fiz um rápido tour pela Flip e filmei parte da palestra intitulada "Um triste visionário" em que a historiadora e o ator debateram temas presentes na obra de Lima Barreto. Confiram!


Continuando nossa retrospectiva, gravei um segundo vídeo trazendo um tour mais detalhado das palestras mais marcantes da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP). Autores como Lázaro Ramos e a portuguesa Joana Henriques e os professores Antonio Prado e Luciana Hidalgo debatem temas muito presentes na obra de Lima Barreto, autor homenageado, e que permanecem muito atuais.


Confira a segunda parte da cobertura deste evento:



E você, já participou de alguma edição da FLIP? Não esqueça de deixar seu comentário.

Beijos e até a próxima.
Mich.

julho 24, 2017


O escritor carioca Lima Barreto será o homenageado da 15ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty / FLIP, que acontece nos dias 26 a 30 de julho de 2017. Uma de suas obras, Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá, foi recentemente publicada pela Ateliê Editorial, e o público da FLIP poderá participar do lançamento no dia 27 de julho (quinta-feira) na Livraria das Marés

Aliás, nossa colunista Mich Fraga estará acompanhando de perto a FLIP, e logo logo compartilhará aqui no blog um vídeo sobre a obra do autor e também impressões deste festival literário :)


Sobre a obra: Lima Barreto iniciou o projeto de Vida e Morte de M J Gonzaga de Sá em 1906, mas o livro só foi publicado mais de uma década depois, em 1919. Isso porque, com dois projetos de romances em mãos – Vida e Morte e Recordações do Escrivão Isaías Caminha – o carioca resolve apresentar Recordações para seu editor. A razão está em uma carta de Lima Barreto a Gonzaga Duque: “Era um tanto cerebrino, o Gonzaga de Sá, muito calmo e solene, pouco acessível, portanto. Mandei as Recordações do Escrivão Isaías Caminha, um livro desigual, propositalmente malfeito, brutal por vezes, mas sincero sempre”.

De fato, Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá é um romance com um enredo mínimo  e voltado a questões filosóficas e existenciais. O narrador, Augusto Machado, assume uma postura de discípulo de Gonzaga de Sá, um velho funcionário público, e faz do romance uma espécie de uma biografia deste, reproduzindo conversas  sobre vários temas do cotidiano da cidade e sobre as reformas urbanísticas que estavam em curso no início do século na cidade do Rio de Janeiro. Neste ponto: “Lima Barreto apresenta no livro uma visão histórica que se opunha à visão Positivista (teleológica) que predominava em nosso meio intelectual. Quando havia um coro favorável a soterrar nosso passado colonial, ele trazia uma noção relativa do belo e de uma história que não devia ser lida de maneira linear”, explica o organizador.

Apesar da morte prematura, aos 41 anos, o legado de Lima Barreto à literatura brasileira é de grande importância. Por isso, discutir sua obra e colocar sua produção literária à disposição do público é bastante significativo. “[...]Vida e Morte não mereceu tanta atenção da crítica, dos leitores e do mercado editorial – gerando uma espécie de ciclo de esquecimento. Espero que a partir desta edição possamos ver novos estudos sobre esta importante obra”, conclui Scheffel.