navegar pelo menu
Mostrando postagens com marcador Luana Souza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Luana Souza. Mostrar todas as postagens
maio 21, 2018


Oi! Voltei pra esse blog que amo tanto com mais um resenha (que, por sinal, deveria ter sido postada há meses, sorry). O livro da vez é uma aventura. Foi o primeiro livro finalizado da minha tbr da Maratona Literária de Outono de 2018 :)


Sinopse: Uma história de viagem no tempo para os fãs de Outlander e A Rebelde do Deserto. Nix é uma viajante do tempo. Ela e seu pai, Slate, velejam a bordo do Temptation, um navio pirata repleto de tesouros. Ao longo do caminho eles encontram amigos, uma tripulação de refugiados do tempo e até mesmo um charmoso ladrão que pode significar muito mais para Nix.

Tudo que Slate precisa é um mapa certo para viajar a qualquer tempo e lugar, real ou imaginário: seja para a China no século 19; terras vindas direto das Mil e Uma Noites ou até mesmo uma mítica versão da África.

Apesar das inúmeras possibilidades, o pai de Nix está obcecado com um mapa específico: Honolulu, 1868 – o ano de nascimento de Nix e a última vez em que ele viu sua esposa viva. E, por uma chance de reencontrá-la mais uma vez, Slate está disposto a sacrificar tudo e a todos.

Quando o desejado mapa aparece, Nix vê sua própria existência em perigo e agora deve descobrir o que quer, quem é, e aonde realmente pertence, antes que seu tempo acabe.

Para sempre.


Eu me animei com a leitura desse livro assim que li a sinopse, mas acabei abandonando o livro por um tempo depois das primeiras 70 páginas, pois elas não conseguiram me prender como gostaria. Mas, como estava determinada a lê-lo ainda esse mês, embarquei novamente no Temptation e não me arrependo. Acredito que o começo se torna um pouco lento porque não conhecemos nada das filosofias de viagem no tempo que essa tripulação faz, e a autora faz questão de tratar os leitores como se já fossem ótimos conhecedores hehe.

Eu adoro livros com esse tema e, confesso, quanto mais maluco for o modo de viajar no tempo, melhor! A grande diferença das viagens de The Girl from Everywhere para outros que já li é que eles podem ir para lugares fictícios. Basta ter o mapa certo. Isso é tão legal!

A história vai se tornando mais instigante a cada capítulo, embora as coisas pareçam um pouco confusas. Acabei que terminei o livro sem nem perceber. Os capítulos são curtos, e a protagonista é a uma garota forte e inspiradora, mas que não nega suas angustias quanto a não saber o que será dela caso seu pai consiga realizar a viagem que tanto anseia.

Algo que eu achei que pudesse me incomodar era o triângulo amoroso. Tenho um pequeno receio quando encontro esse tipo de situação nas histórias, mas, ao contrário de muitos por aí que me deixaram com raiva, esse não me incomodou. É algo natural, espontâneo, e realmente necessário para que a protagonista consiga se conhecer melhor. A autora não tornou essa questão a grande questão da vida de Nix, e isso é ótimo, pois relacionamentos não precisam ser o centro da vida de uma pessoa.

“Não sou uma dama, Blake. Sou uma marinheira."



É um livro para pessoas que realmente gostam de viagens no tempo, aventuras e um pouquinho de romance. Alguém que não está acostumado pode acabar não gostando muito. O título faz jus à história, pois, apesar de tudo o que acontece ao longo da narrativa, nossa protagonista está tentando achar seu lugar no mundo e descobrir quem é de verdade!

“Quando você sabe para onde vai, e tem certeza de que é para lá que deve ir, precisa desistir de onde veio. Tem que olhar para a frente, manter a terra a vista e não olhar para trás."


Gostaria de enaltecer o trabalho gráfico feito pela Editora Morro Branco. A capa é linda, mesmos sendo de brochura, e eu adorei a ideia de manter o título em inglês (todos que me viam lendo perguntavam se eu estava lendo um livro gringo hehe). Todo início de capítulo tem detalhes que remetem a constelações, e a folha de guarda também tem ilustrações. A cada livro que leio eu me encanto mais pela editora ❤ 


“Paraíso é uma promessa que nenhum deus se incomoda de cumprir. Só existe o agora, e amanhã nada será igual, gostemos disso ou não."


Alguém aí já leu? Quem também gosta do tema? Adoraria poder conversar com vocês sobre essa história nos comentários. Ah, se alguém quiser saber mais sobre a minha pessoinha, basta acessar o blog memorialices ;)

Obrigada por tudo, pessoal! L, ❤

janeiro 28, 2018


Peggy tinha oito anos quando seu pai a levou para viver numa cabana isolada na floresta com a desculpa de que tudo e todos haviam desparecido. Entrelaçando passado e presente e uma narrativa que remete a thriller psicológico, é uma leitura diferente, peculiar, assombrosa, deveras agoniante e misteriosa.

Nunca li muitos livros onde o protagonista não fosse muito confiável, mas Nosso Dias Infinitos é um desses casos. A personagem principal, nos momentos presentes, apresenta claramente diversos problemas psicológicos por conta dos anos passados na floresta, e isso logo me fez duvidar das coisas que ela pensava e dizia. Ao longo da história nós percebemos que não é só a Peggy, mas todos os personagens tem problemas. A mãe dela, Ute, parece não ter consciência das coisas que faz, é muito absorta de tudo. O pai dela, James, por outro lado, é um lunático que acredita veemente que o mundo vai acabar e que passa seus dias criando listas de utensílios necessários para um apocalipse (eu realmente odiei o pai dela em todos os momentos).


Em determinado momento a leitura pode ter ficado um pouco devagar, mas o que me fez ter vontade de continuar assistindo foi o mistério que rondava o pai de Peggy: por que uma pessoa, em sã consciência, iria por conta própria junto com uma criança para um lugar perigoso, desprotegido e afastado de todos?

As descrições que a autora, Claire Fuller, faz me causaram arrepios em muitos momentos. Não é um livro escrito para mostrar como uma garota sobreviveu a anos numa floresta e encerrar sua história num final feliz, mas sim para fazer com que nos imaginemos naquela situação, para que fiquemos agoniados junto com ela. Nas últimas páginas começamos a duvidar de tudo o que aconteceu em diversos capítulos. Tem muitas mentiras, muitos mentirosos! Cada um deve buscar uma interpretação pessoal de tudo.


Sempre me pego avaliando o físico do livro, e com esse não foi diferente. A história é perturbadora, e a capa passa bem esse sentimento de solidão e isolamento a que somos apresentados. Particularmente eu amei cada detalhe da edição, mesmo sendo em brochura: o título é em alto relevo, assim como o nome da autora; a folha de guarda tem uma ilustração linda e vermelha que remete a um céu noturno; as folhas são amareladas e com um espaçamento agradável.

A Editora Morro Branco, embora nova no mercado editorial, vem trazendo títulos encantadores e edições maravilhosas!


Gostaria de agradecer à Rebeca por ter me enviado mais esse livro. Ressaltando novamente, foi uma leitura diferente, ainda mais se eu for comparar com as que eu costumo ler, mas não deixa de ter sido ótima, incrível. As pessoas que gostam de explorar a mente humana com certeza vão gostar. Prestem atenção aos detalhes, e não acreditem em tudo que as protagonistas dizem!

Alguém aí já leu ou ficou curioso para ler? Qual a sua teoria sobre o final do livro?

Obrigada por tudo, pessoal!
Luana Souza, Blog Memorialices.


Nossos Dias Infinitos - Claire Fuller

Sinopse: Todos os pais mentem. Mas algumas mentiras são maiores do que as outras.

Datas só nos fazem perceber quão finitos nossos dias são, quão mais perto da morte ficamos a cada dia que passa. De agora em diante, Punzel, vamos viver seguindo o sol e as estações. Ele me pegou no colo e me girou, rindo. Nossos dias serão infinitos. Com aquela última marca, o tempo parou para nós em 20 de agosto de 1976.

Peggy tinha oito anos quando seu pai a levou para viver em uma remota cabana no meio de uma floresta europeia. Lá ele lhe disse que sua mãe e todas as outras pessoas do mundo morreram. Agora eles precisam viver da terra e sobreviver ao rigoroso inverno. Mas até quando a pequena Peggy vai acreditar na história de seu pai? Até quando você pode ficar são, quando o mundo está perdido? O que acontece quando você para de crer em tudo?
setembro 01, 2017


Quando a Rebeca me mandou uma mensagem dizendo que me enviaria uma fantasia (e que fantasia!), eu fiquei super feliz, pois eu realmente estava precisando de uma fantasia que zerasse minha mente e me fizesse viajar para além da imaginação. E foi justamente o que A Lenda de Elvengray - Um novo início fez.


Minhas outras resenhas por aqui: Sussurros do País das Maravilhas | Fogo Contra Fogo | Sociedade J.M Barrie | A Inesperada Herança do Inspetor Chopra


Sinopse: Cheio de histórias de lutas pelo poder, dimensões paralelas, deuses e seres fantásticos, o planeta Elvengray enfrenta uma nova Era, onde um dos mais poderosos Guardiões Ancestrais, Luther, absorve suas energias mágicas e proclama-se Imperador, impondo sua tirania.

Com o último suspiro do líder do Conselho dos Seis, assassinado por Luther, uma Profecia é feita, prometendo ao seu povo que, um dia, um grupo extraordinário renasceria, jovens reencarnados com a alma da deusa, com a única missão de libertá-los deste terrível vilão.

Acompanhe Mynna, Baeriel, T'Lorien, Cordellia, Ellos, Gustaff e Zelwski, os Novos Guardiões, em uma jornada épica pelos cinco Reinos, cheia de perigos e reviravoltas, em busca de aliados para a batalha final contra o Imperador, na tentativa de trazer novamente a paz ao planeta.


Logo no início já é deixado claro que Elvengray é um lugar bem parecido com a Terra, e até mesmo a criação de tudo lembra o que está escrito na bíblia. A única diferença é a existência da magia que se origina de dois deuses: Lecys (Deusa da Luz) e Vallion (Deus das Trevas).

Assim que iniciei a leitura eu fui bombardeada com uma enxurrada de informações sobre uma guerra entre os seguidores dos deuses... e, como a história precisava acontecer, Lutther, que era um dos Guardiões da Deusa, mas que se corrompeu e passou a usar magia do Deus das Trevas, se tornou imperador.

Depois de vários anos com Luther no poder, a Profecia se cumpre e os novos Guardiões surgem e se unem pra derrotar o imperador. Sete personagens diferentes, com histórias, personalidades e poderes diferentes, mas que tem um único propósito.


Por ser uma fantasia, tem muitas coisas inimagináveis, tanto que eu até achava exageradas algumas cenas. Mas, como eu e já estou bem anestesiada com histórias fantásticas, afinal minha história favorita é Alice no País das Maravilhas, não liguei muito, diferente de alguém que não está habituado a isso e que pode acabar achando tudo meio sensacionalista.

A narrativa é bem instigante e nos deixa curiosos para saber como tudo vai terminar, embora tenha chegado em determinados capítulos que tudo tenha ficado muito repetitivo. Além disso, tenho outras suas ressalvas sobre o livro: 1) uma garota chamada Carmin tem a missão de guiar os Guardiões até a batalha, e eu achei ela muito chata em alguns momentos... na verdade, achei ela desnecessária, pois não dava liberdade para os Guardiões decidirem por si mesmos; 2) com certeza, as ~ pérolas ~ do livro ficam por conta dos casais totalmente avulsos que a autora incluiu. Casais que se apaixonam muito rápido e que são bobos demais!


De toda forma, esses detalhes ali em cima não estragaram a leitura. A Simone (que é uma autora nacional, yay) escreve muito bem, e deve ter uma imaginação brilhante para criar um universo desses que, mesmo bem semelhante ao nosso, tem elementos mágicos. (Confesso que tive um pouco de dificuldade em imaginar um mundo mágico misturado com a atualidade, mas, enfim...) É um mundo extraordinário, e eu gostaria muito mesmo de viver em Elvengray! Dei quatro estrelinhas para ele lá no Goodreads e estou ansiosa pelos próximos livros :)


A Editora Fragmentos é uma editora nova no mercado editorial, e, embora eu não conheça outras obras publicadas por ela, posso dizer que gostei muito da história quanto da edição do exemplar que tenho em mãos. As folhas de guarda tem ilustrações que remete, a uma galaxia, além de vários mapas nas primeiras páginas. A capa também é muito bonita e remete às magias dos dois deuses. As folhas são amareladas e porosas, e o espaçamento é ótimo <3


(sempre preciso de algo me acompanhando nas leituras, seja uma bebida ou comida)


O que acharam da resenha? Alguém aí já leu ou tinha ouvido falar? Espero poder voltar com mais resenhas por aqui e espero que mais gente leia essa fantasia incrível!

xoxo, Luana Souza {Blog Memorialices}
julho 23, 2017


Como quem é vivo sempre aparece, cá estou eu de novo para resenhar mais um livro. Para quem não sabem quem sou, olá! Meu nome é Luana e eu sou dona do blog Memorialices, apaixonada por livros, fotografia e Rainha Vermelha nas horas em que não estou no mundo humano. 

A resenha de hoje é de um livro muito legal, e que já entrou para a lista de favoritos de 2017!



Sinopse: No dia de sua aposentadoria, o inspetor Chopra herda dois inesperados mistérios. O primeiro é o afogamento de um jovem pobre, cuja suspeita morte ninguém quer investigar. O segundo é um bebê elefante.

Enquanto sua busca por pistas o leva através da movimentada cidade de Mumbai - das ricas mansões ao submundo sombrio das favelas - Chopra começa a suspeitar que há bem mais por trás dos dois mistérios do que ele pensava. E rapidamente descobre que um determinado elefante pode ser exatamente o que um homem honesto precisa...


Quero começar dizendo que, no início, a leitura demorou um pouco a me prender. Na verdade, eu só fiquei presa de verdade na história lá pela página 80, mesmo que o restante anterior seja suficientemente divertido e até aleatório. O Inspetor (aposentado) Chopra herdou um elefante! Tem coisa mais engraçada e inusitada que essa? 

Algo que pode deixar algumas pessoas incomodadas é o fato de livro se passar na Índia, pois a cultura exótica de lá vai totalmente de encontro a do Brasil, e isso está presente ao longo da leitura, tanto nas palavras, quanto nos cenários e nos próprios costumes.


Agora, falando sobre a história, depois que conseguimos pegar o ~pique~ é praticamente impossível parar de ler, pois ficamos realmente envolvidos com tudo sobre o Inspetor (aposentado) Chopra, seu elefante, e até com os personagens secundários. 

O mistério é muito bem construído, e tudo é regado a boas doses de humor e aleatoriedades. Por exemplo, uma das cenas que mais me fez rir foi uma que se passa dentro de um shopping, onde o Inspetor (aposentado) Chopra tenta fazer o Ganesha (nome do elefantinho) subir uma escada rolante, haha. Ah, também há outros assuntos envolvidos, como as reflexões de Chopra sobre se aposentar precocemente e como a cidade a qual ele sempre referiu-se como sendo "sua" está se modernizando.

É possível ver a relação de Chopra com o elefantinho crescendo, e, enquanto isso, somos guiados por passeios coloridos e quentes pelas ruas de Mumbai e por uma investigação que vai muito além do assassinato que começou tudo isso. Ah, também percebemos que Ganesha não é mesmo um elefante comum! 

Uma história leve, divertida e encantadora e que merece se tornar uma série, pois tenho certeza que a Agência de Detetives Baby Ganesh ainda tem muitos casos para resolver :) 


Nunca havia tido contato com a Editora Morro Branco, esta que acabou de chegar ao mercado editorial, mas fiquei extremamente feliz por "A Inesperada Herança do Inspetor Chopra" ter sido meu pioneiro com suas publicações, mas eu também já estou interessada nos outros títulos!

Eu fiquei maravilhada com o cuidado que a edição teve! A capa, por si só, já é um encanto, mas os outros detalhes, como por exemplo a folha de guarda, as páginas amareladas, a diagramação, o elefantinho que dá início a cada capítulo... tudo isso gerou um livro físico lindo e que combina perfeitamente com a história ♡


Espero que vocês tenham gostado da resenha e das fotografias. Alguém se animou a ler? Quem já leu? Vou adorar ler os comentários aqui no post :) 

xoxo, Luana Souza {volto pra cá assim que possível, hehe}


Leia também a primeira resenha sobre o Inspetor Chopra postada aqui no blog :)

maio 29, 2017


Houve uma época em que minha própria história era um universo de papel e tinta. Hoje, a comunicação e o afeto assim permanecem, embora em menor quantidade de envelopes e interurbanos, porém, resistente a intervalos de muito-tempo e distâncias.

Neste meio tempo (praticamente dois anos!), o Blog tem sido um lugar de grandes encontros, e de novas possibilidades de escrita. Por exemplo, quem imaginaria que pequenos objetos cotidianos poderiam falar tanto sobre uma pessoa, e sobre nós mesmos? <3 Conversar meio assim em segredo, ouvindo a história do outro através de cada pequena coisa, talvez seja algo assim meio Amélie Poulain, e é realmente encantador passar por uma experiência assim, e eu agradeço MUITO aos amigos que vez por outra enviam estes afetos postais aqui para o Rio de Janeiro :)  Vocês são lindos <3


E por falar em lindeza, a Caixinha de Maravilhas acima veio da querida Luana Souza, do Blog Memorialices <3 Amor demais em cada detalhe, não é mesmo? :)))

E como se o infarto já não fosse grande, hoje o tio dos Correios trouxe mais uma caixinha, desta vez made in São Paulo (a da Luana veio do Mato Grosso do Sul! <3), lá das terras de nossa amiga Regiane, que me encantou com esta papelaria surpresa E COM MARCADORES PERSONALIZADOS DO LIVRO TINDERELA <3 (sim, tem que rolar um caps lock porque tá tudo muito lindo, assim como o livro da amiga - que, aliás, você já leu? Corre lá na Amazon <3) 


Pra completar o amor postal da semana, quem também escreveu pra gente foi o pessoal da UEON Productions, lá do Recife. Na cartinha, recebi a super caprichada edição de A Noiva, em HQ <3 Aliás, o Jonatas já resenhou a história de Thony Silas aqui no blog, dá uma olhada :) E agora vai ser a minha vez de conferir esse trabalho, eba! Aliás, deixo também meu grande obrigada a amiga Rachel, do Blog Histórias e Emoções, que apresentou esse trabalho bacana pra gente! 


Mais uma vez, obrigada a todo mundo que vez por outra dedica seu tempo e carinho a esta jovem senhora blogueira :D Amo vocês! 

maio 21, 2017


Estou muito feliz em saber que a Rebeca gostou das minhas resenhas (aqui | aqui), e de estar tendo a oportunidade de escrever de novo para o blog dela.

Depois que o pacotinho cheio de amor chegou aqui em casa trazendo muitas surpresas e dois livros, eu já fui logo embarcando na leitura de Sociedade J.M. Barrie, da Barbara J. Zitwer, e publicado pela Novo Conceito, editora parceria do blog Papel Papel.

Foi uma leitura relativamente rápida (uma semana), e eu estou doida para compartilhar minhas opiniões, pois esse se tornou um daqueles livros com o qual temos uma relação de amor e ódio hehe.


Sinopse: Joey, uma arquiteta nova-iorquina que só pensa em trabalho, está em Cotswolds para supervisionar a restauração da majestosa mansão que inspirou J. M. Barrie a escrever Peter Pan.

Os moradores da região não foram exatamente receptivos e também havia um problema com o zelador da mansão, um homem que parecia determinado a arruinar os planos dela. Com essa situação, Joey logo começa a pensar que não conseguirá fazer nada certo neste projeto e também em sua vida até descobrir a Sociedade de Natação de Senhoras J. M. Barrie e começar a nadar com elas em sua Terra do Nunca particular.

Para Joey, conhecer Aggie, Gala, Meg, Viv e Lilia vai ser uma grande experiência de vida o começo de um relacionamento que vai transformá-la de uma maneira mais que extraordinária...


A vida secreta das senhoras da Terra do Nunca...

Mesmo eu sendo uma grande fã de clássicos, e meu livro favorito de todos ser um clássico da literatura inglesa (Alice no País das Maravilhas *-*), eu nunca li a obra original de Barrie, uma dívida que pretendo cumprir um dia. Mas, como fã assídua de contos de fadas e filmes da Disney, as animações acabam fazendo parte da minha infância, assim como filme de 2003. Tenho toda a história e sua moral como uma grande inspiração para a minha vida.

Ah, também sou uma apreciadora da magia, então sempre acabo buscando por isso nas minhas leituras. Infelizmente, não foi o caso desse livro. Eu teria adorado se a autora tivesse inserido mais referências ao livro original e até mesmo aos filmes, mas tudo isso acaba se perdendo no meio dos problemas emocionais pelo qual a protagonista está passando.


"As personagens engraçadas, briguentas e afetuosas do fabuloso mundo de Zitwer deixam todos nós tentados a pular e nadar num lago gelado. Amei este livro." (Cathy Woodman, escritora)

Quanto as "senhoras da terra do Nunca", assim que li a sinopse fiquei imaginando uma sociedade secreta, que se encontrava secretamente em algum lago afastado... cheguei até imaginar uma atmosfera de magia envolvendo fadas, estrelas e piratas... mas não é bem assim. Vou falar claramente: o livro é um jovem-adulto que trata, principalmente, das dúvidas de uma mulher de uns 30 anos quanto a sentimentos-relações-trabalho-amor-vida. Isso tudo me soou como uma crise de meia idade, e os outros assuntos que deveriam ter mais enfoque ficaram como detalhes.

Ah, eu também li MUITAS resenha negativas no Goodreads de britânicos criticando detalhes da cultura inglesa que estavam totalmente equivocados no livro, alegando que a autora não pesquisou nada direito na hora de escrever. Qual a minha opinião sobre isso? Bem, eu não sou ninguém para criticar um inglês que se sentiu ofendido por seus costumes terem sido "alterados", e nem tenho um conhecimento enorme sobre a cultura britânica, mas talvez tenha sido falta de uma pesquisa mesmo o.O


Mas eu não tenho só críticas. Por se passar na Inglaterra, tem todo um tom gélido e cinza no livro, e isso é algo quer amo! Consegui extrair boas lições envolvendo amizade da história, pois, mesmo que eu esperasse que fosse mais trabalhado, surge uma amizade muito bonita entre a Joey e as senhoras da Terra do Nunca. Posso resumir esse livro em sendo um quase-clichê que nos satisfaz, e deixa nossos corações quentinhos ao terminarmos a leitura.

Ah, uma música que eu acabei escutando bastante enquanto lia foi "Neverland", da Zendaya <3


Quanto a edição, a Novo Conceito fez um trabalho encantador em todos os quesitos. A capa é linda, com uma paleta de cores maravilhosa e uma imagem que me lembrou demais a cena do filme "O Lar das Crianças Peculiares" onde o Jacob e a Emma mergulham no mar. O título é em verniz localizado, e as páginas são amarelas e bem porosas *-*


Gostaram da resenha? E das fotos? Eu adoraria ler a opinião de você aqui no blog Rebeca, e saber se alguém se interessou pela leitura.

Obrigada por tudo, pessoal. {Luana Souza}
abril 05, 2017


E aqui estou eu de novo! Depois da resenha da série O Lado Mais Sombrio, eu venho falar a convite da Rebeca da trilogia de Siobhan Vivian e Jenny Han, mais focada no último que foi lançado, o Fogo Contra Fogo. Ah, só ressaltando que eu recebi o terceiro livro da Rebeca (muito obrigada!), e os outros dois eu comprei em e-book e li no meu tablet. Vou dar um pequeno review sobre eles também :)




"Alguma vez você já quis realmente se vingar de alguém que a ofendeu? Talvez uma ex-amiga que a apunhalou pelas costas, ou um namorado traidor, ou um estúpido da escola que a humilhou desde que você era pequena... Alguma vez você já sonhou em envergonhá-lo na frente de todos? E, então, alguma vez você se uniu com outras duas pessoas para criar um elaborado esquema de destruição e revanche? A maior parte de nós não pode dizer que sim a todas essas perguntas (felizmente). Mas, certamente, todos nós somos capazes de nos identificar com muitos dos sentimentos de Kat, Lillia e Mary em Olho por Olho...

No entanto, de um exercício de malícia, de uma simples brincadeira adolescente, o jogo do “aqui se faz, aqui se paga” poderá assumir proporções trágicas, em que até mesmo as leis da natureza vão se dispor, misteriosamente, a acalmar os corações ofendidos.

Deixe-se levar por uma genuína história sobre o certo e o errado, o justo e o injustificável e procure entender — se possível — os verdadeiros motivos que transformaram estas três meninas. 

Dramático, honesto e fascinante, este é um livro que ultrapassa todas as expectativas!"

A premissa pode nos lembrar aqueles livros colegiais, e é. Na verdade, acho que esse tipo de enredo é tão encontrado porque é algo que funciona. A história parece ser clichê, mas a questão de ter três garotas que desejam se vingar é algo realmente peculiar e que nos deixa curiosos para saber o final. Foi o livro mais leve da trilogia, e uma leitura muito agradável!




"Depois dos acontecimentos do homecoming, Reeve foi parar no hospital, com uma perna quebrada, e seu futuro como atleta está ameaçado. As meninas se sentem culpadas por toda a situação. Não esperavam que as consequências do plano fossem tão graves. Quase perderam o controle.

Já que Reeve está mais arrogante do que nunca, o jeito será aplicar nele uma dose do seu próprio veneno e esperar que aprenda a lição. O acidente no baile deixou marcas profundas na consciência de Lillia, Kat e Mary. Sentimentos como amizade, lealdade e ódio se misturam, questionamentos sobre limites... Alguns segredos são mais difíceis de guardar. Aliás, o que são essas coisas estranhas que estão acontecendo com Mary?

À medida que Lillia, Kat e Mary descobrem verdades incômodas sobre os moradores da ilha, percebem também que não se conheciam como pensavam. Cada vez mais elas lidarão com o sentimento de que talvez tenham ido longe demais..."

Apesar de essa ter sido minha capa favorita, foi o que menos me agradou por ter sido muito arrastado. Acho que muitas coisas nele acabaram caindo no "clichê adolescente", como por exemplo ser odiada pela ~rainha do colégio~ e se apaixonar pelo babaca que não é tão babaca. Ah, outra coisa que me incomodou foi o fato de a autora ter nos feito odiar certos personagens no primeiro livro, e nos encantar por eles nesse.




"A festa de Ano-novo terminou com uma tragédia irreparável, e Mary, Kat e Lillia podem não estar preparadas para o que está por vir.

Após a morte de Rennie, Kat e Lillia tentam entender os acontecimentos fatais daquela noite. Ambas se culpam pela tragédia. Se Lillia não tivesse se apaixonado por Reevie. Se Kat não tivesse deixado Rennie ter partido sozinha. Se a vingança não tivesse ido longe demais, talvez as coisas seriam como antes. Agora, elas nunca mais serão as mesmas.

Apenas Mary sabe a verdade sobre aquela noite. Sobre o que ela realmente é. Também descobriu a verdade sobre Lillia e Reeve terem se apaixonado, sobre Reeve ser feliz quando tudo o que ele merece é o sofrimento, assim como ela ainda sofre.

Para Mary, as tentativas infantis de vingança ficaram no passado, ela está fora de controle e pretende sujar suas mãos de sangue, afinal, não tem mais nada a perder."


Esse foi o meu favorito da trilogia, tanto que foi o que li mais rápido. Eu queria muito, muito, muito saber qual seria o desfecho da história. Mesmo o final tendo sido muito corrido e definitivamente decepcionante, por algumas cenas terem saído muito artificiais e muito dramáticas, é algo que nos deixa satisfeitos. A gente consegue adentrar um pouco mais nas personagens Kat e Lillia, o que foi muito bom para esclarecer diversos pontos.

Algo que me incomodou muito foi um romance específico que as autoras criaram e que destruíram de uma hora pra outra. No começo, não me convenceu, mas depois eu fiquei torcendo para que aquele casal acabasse junto. Inclusive, tem uma cena um tanto sensual entre os dois e que nos pensar "que bonitinho, vão ficar juntos", mas esse mesmo amor acaba se desconstruindo de uma forma estranha.

Essa trilogia me remeteu a três coisas que eu gosto: 

Carrie, a Estranha (a Mary é muito Carrie!);
Harper's Island, por conta da atmosfera da ilha;
O istério das duas irmãs;
American Horror Story - Murder House (não vou dizer a razão pra não dar spoiler)


Concluindo, é uma trilogia muito legal, com coisas que parecem ser algo que não são (preste atenção ao detalhes!), clima colegial, vingança, amor e mistério. Não são exatamente os livros que serviriam como "respiro" entre leituras, pois tem assuntos que são muito pesados. É uma série que nos instiga a continuar lendo até saber o final, e que eu indicaria para as pessoas ❤


Falando um pouquinho sobre a edição de "Fogo contra Fogo" (que, acredito eu, tenha seguido os mesmo padrões das anteriores), está maravilhosa. Mesmo eu não gostando muito de capas com pessoa, eu me ~simpatizei~ com ela. As páginas são amareladas e levemente porosas, além de a diagramação ser ótima!

Ah, e quero dar outra bronca do bem na Editora Novo Conceito, pois o terceiro livro demorou muito para ser lançado. Fico pensando no quanto as pessoas que começaram a a ler a série em 2013 sofreram com essa espera </3


Eu estou muito feliz por ter tido a oportunidade de falar sobre esses livros, pois foram uma verdadeira surpresa que caiu de paraquedas nas minhas leituras de 2017! Obrigada pela oportunidade conhecê-los, Rebeca *-* Alguém aí já leu? Gostaram da resenha/indicação? Vou amar saber as opiniões de vocês.

Obrigada por tudo, pessoal!