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julho 13, 2018


Construir castelos. Sonhar. Imaginar. Erguer castelos nem que sejam de areia.

E o post de hoje é dedicado ao lançamento de "Castelos de Areia - crônicas de uma jovem apaixonada”, o primeiro livro de crônicas da nossa amiga-autora pernambucana Rachel Motta <3 “Castelos de Areia" reúne aproximadamente 40 crônicas divididas em quatro capítulos. São textos sobre saudade, amor, paixão e despedida, escritas de uma forma singela que nos fazem lembrar uma dor que um dia já vivemos ou um amor tão intenso que não cabia dentro de nós.



Confira o release:

A escritora narra em seu livro histórias como o primeiro amor no início da adolescência. Iniciando com conto intitulado “Amor entre amigos” destaca um romance adolescente entre melhores amigos, que vivem um momento de muitas descobertas, saindo da infância e partindo para uma nova fase, com hormônios provocando mudanças e despertando desejos.   O material traz ainda contos e crônicas sobre amores à distância e traição.

As histórias também são narradas em forma de cartas e contos curtos. São momentos de uma garota jovem apaixonada e sonhadora que vive seus amores e dramas, contadas para que o leitor possa reviver sua primeira paixão, provocando lembranças deixando os sentimentos à flor da pele e peito apertado.


São crônicas curtas, mas suficientes para nos deixar sonhando com a continuação dessas histórias. A obra, que foi produzida de forma independente, foi construída num emaranhado de emoções. Histórias com uma narrativa contagiante, para ir do riso aos suspiros e depois às lágrimas, numa montanha russa de sentimentos. Tudo isso reunido numa sequência de crônicas irresistíveis, de escrita leve e envolvente, que nos introduz rapidamente a atmosfera do livro. Estejam preparados para sentir aquela sensação gostosa de coração quentinho que te faz emocionar a cada página.

"Sei que o tempo de deixar as emoções trancadas numa folha de papel qualquer já passou. Minha ideia é espalhar o amor", conta a Rachel Motta, que além de escritora é jornalista, autora do blog Histórias e Emoções, colunista nos blogs Vigor Frágil e Me Apaixonei. Vencedora (1º lugar) do concurso de Contos da Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto), em 2007. A escritora também faz parte do time de sete mulheres escritoras que compõe a primeira edição da coletânea Entrelinhas. Lançado este ano pela Uny Editora através da junção de pensamentos, contos, crônicas produzidas por autoras de várias partes do Brasil.


Serviço:
 
Castelos de Areia – crônicas de uma jovem apaixonada
Rachel Motta
78 páginas
Preço: R$ 29,90 (à venda nas redes sociais do blog Histórias e Emoções) e o e-book R$ 4,90 na Amazon  
Gênero: Crônicas
Ano de publicação: 2018
Editora: publicação independente
Diagramação e concepção de capa: Carol Cappia
Apresentação: Grazielle Vieira (Blog Vigor Frágil) e R. M. Cordeiro
Preparação do original: Rachel Motta
Revisão textual: Rachel Motta


dezembro 05, 2017


(Trecho de Sobre a Escrita: A Arte em Memórias, de Stephen King)


Que este blog teve início a partir de conversas, talvez muitos não saibam, mas é bem provável que a sua relação com a escrita literária também tenha acontecido assim, como um projeto que foi tomando forma justamente por ter essa característica coletiva, de colaboração e prosa entre amigos. É claro que a escrita intimista, presente em diários, anotações e poesias, acaba sendo nossa primeira experiência literária, e é bem possível que esta expressão permaneça por muito tempo em nossas vidas. Ainda assim, tornar público aquilo que sentimos, sob esta edição do texto, não é tarefa fácil, e nem sempre conseguimos levar nossos projetos adiante quando estamos sozinhos, daí a necessária companhia de quatro ou inúmeras mãos e, principalmente, incontáveis leitores.

Seguindo nesta reflexão, até porque o ato criativo envolve muita aceitação e (auto)crítica, e é por isso não é de hoje que muitos escritores, ao entenderem a escrita enquanto profissão e - por que não - destino, publicam obras dedicadas a uma reflexão de seu próprio ofício. Stephen King é um deles, e  foi a partir de sua autobiografia literária que pensamos em realizar este projeto de escrita colaborativa aqui no Blog.

Neste primeiro momento, estamos conversando com amigos leitores e blogueiros a respeito de nossas motivações para escrever. Segue um trechinho de uma prosa da Di Azevedo (que, aliás, compartilhou um belo poema em nossa página do Instagram recentemente) com a Regiane Medeiros:

Di - Eu não sei se isso acontece com todos os escritores. Eu não me considero uma escritora, mas gosto de escrever. De uns meses pra cá, venho investindo em um livro (antes, eu só escrevia poemas) e o que percebi é que colocamos muito de nós mesmos nas histórias. Às vezes me pergunto se a personagem é uma pessoa diferente ou se sou apenas eu, com um nome diferente, escrevendo o que já vivi...

Regiane - É também uma sensação libertadora, não? Poder compartilhar um pouco do que somos através da arte, seja qual for; é um privilégio que poucos conseguem fazer sem se perderem no processo. Quanto mais você se doa, mais você descobre quem é no mundo e qual o seu papel nele.



Talvez seja uma pergunta direta demais (ou quem sabe até meio abstrata, já que nem sempre nossa vontade criativa caminha ao lado de objetivos definidos - mas deveria!, e a gente sabe, se esforça pra entender isso...), mas fica o desafio:


Qual a sua motivação para escrever?  


Convidamos você, leitor, estudante, autor, blogueiro (todo mundo!) para participar desta reflexão e, quem sabe, com esta troca-desabafo entre aficcionados por literatura e letras, a gente já começa 2018 com uma melhor visão acerca de nossos projetos, não é mesmo? <3 Gostaria de participar desta conversa também? Envie uma direct em nosso Instagram (@blogpapelpapel) ou mande um alô pelo email contatopapelpapel@gmail.com :) Vamos continuar com esta série de postagens de depoimentos aqui no Blog e no Insta, e também vamos em breve lançar uma sugestão de leitura coletiva que tem tudo a ver com este tema da descoberta do autor e do criativo que existe em cada um nós :)


(Trecho de Sobre a Escrita: A Arte em Memórias, de Stephen King)


Pra encerrar o post de hoje, vamos ao texto que a jornalista e blogueira Fernanda Rosa enviou pra gente :) Confira:


Letras pra que te quero

A alfabetização foi um processo complicado para mim. Era difícil assimilar que algumas palavras eram faladas de um jeito, mas escritas de outro.

Não entrava na minha cabecinha de 10 anos que, por exemplo, enquanto falávamos "palmera" deveríamos, na verdade, escrever "palmeiiiiiiiiira". E essa comilança de letras e confusão entre "g" e "j", "ss" e "ç" deixava minha mãe de cabelo em pé e preocupada com a possível chegada de uma reprovação em Língua Portuguesa, no final do ano letivo (o que nunca aconteceu, graças ao bom Deus rs).

E, mesmo derrapando nas curvas sinuosas da boa escrita, eu teimava em escrever, especialmente sobre mim mesma. Nem sei dizer quantos diários tive ao longo da infância e da adolescência.

Até que o tempo passou, eu cresci e descobri a leitura nas páginas de José de Alencar (até hoje meu escritor favorito <3). Foi aí que comecei a me interessar pelas engrenagens e gatilhos da Língua Portuguesa. Logo depois, com a escolha do jornalismo para vida, esse interesse cresceu, floresceu e virou amor.

Atualmente, no meu trabalho, escrevo sobre saúde pública, um tema fascinante e que sempre dá pano para manga. Já nas horas de lazer, escrevo sobre cultura, novelas latinas, o idioma espanhol, os países que falam espanhol... Enfim! Escrevo porque sinto que é no correr das linhas que o mundo se ilumina. Afinal, juntando uma letrinha à outra, costurando palavras e sentido, construímos saberes.

Se, antes eu escrevia para me enxergar e me encontrar, hoje escrevo para enxergar (e também mostrar) os mundos que encontro por aí. Sim, "mundos", exatamente no plural porque quem lê e escreve gosta mesmo é de enxergar a pluralidade da vida.


Fernanda Rosa 
dezembro 04, 2017


(Texto originalmente publicado no site Vigor Frágil  |  Foto: Rebeca C.)


SEM OLHAR PARA TRÁS
Thamy Silva


Ela colocou os sentimentos em papel de jornal, bem enrolados para não machucar o gari. Olhou em volta para ver se não tinha esquecido nada: chaves, mala, amor-próprio e algum dinheiro. Ela iria embora sem olhar para trás, não queria mais encaixar-se onde não havia espaço para ser ela mesmo. Respirou fundo e abriu a porta para liberdade, e sentiu no rosto o vento da esperança e a claridade do esclarecimento. Deu passos hesitantes, mas pediu aos céus que desse forças para seguir em frente.

O amor nunca foi um mar calmo sem ondas, mas também não deveria ser aquela constante tempestade cansativa e ininterrupta. Era cansativo tentar manter o clima mais ameno, agradá-lo e tentar ficar sem brigas. Ela chegou ao ponto de não aguentar mais, foi como se aquele relacionamento tivesse se transformado em uma prisão de “não podes” e “não faz isso ou aquilo”. E quando sentiu que o peso estava insustentável, percebeu que como Alice na casa do Coelho, não cabia mais ali. Frustrada com os próprios sentimentos, catou o que lhe pertencia e decidiu tentar uma vida nova na vida.

Depois de sair, sentiu o sol forte demais e o vento sufocante e pensou se não teria tomado a decisão errada, onde estava era confortável, o mesmo café e amor frio de sempre. E ela quis por vezes voltar atrás, mas gostava da liberdade, dos romances esquecidos, o facebook aberto com meme de um rapaz seminu, com as gifs de bichinhos… Gostava de decidir se veria algo na Netflix ou o youtuber favorito. Gostava até das decisões erradas, pois degustava as consequências com a empolgação de ter uma nova lição na vida.

Com o tempo, parou de pensar no que deixou para trás. A felicidade de ser ela mesma se tornou o motivo de viver, a esperança de algo melhor se tornou o ar em suas asas e assim voou para longe. Para o novo. Para o desconhecido. Para o intenso. Carregando sempre consigo as lições que aprendeu, mas deixando as mágoas para trás. Não precisaria mais delas, era uma nova mulher e sabia que o mundo não havia mudado, apenas seu jeito de vê-lo.



Thamy Silvia é nossa amiga no Instagram e enviou esta crônica para participar de nosso projeto Sobre a Escrita, que tem como objetivo reunir escritos e depoimentos de jovens autores, leitores e blogueiros de nossa rede literária. Gostaria de participar? Envie uma direct em nosso Instagram ou pelo email contatopapelpapel@gmail.com :)

setembro 01, 2017


Quando a Rebeca me mandou uma mensagem dizendo que me enviaria uma fantasia (e que fantasia!), eu fiquei super feliz, pois eu realmente estava precisando de uma fantasia que zerasse minha mente e me fizesse viajar para além da imaginação. E foi justamente o que A Lenda de Elvengray - Um novo início fez.


Minhas outras resenhas por aqui: Sussurros do País das Maravilhas | Fogo Contra Fogo | Sociedade J.M Barrie | A Inesperada Herança do Inspetor Chopra


Sinopse: Cheio de histórias de lutas pelo poder, dimensões paralelas, deuses e seres fantásticos, o planeta Elvengray enfrenta uma nova Era, onde um dos mais poderosos Guardiões Ancestrais, Luther, absorve suas energias mágicas e proclama-se Imperador, impondo sua tirania.

Com o último suspiro do líder do Conselho dos Seis, assassinado por Luther, uma Profecia é feita, prometendo ao seu povo que, um dia, um grupo extraordinário renasceria, jovens reencarnados com a alma da deusa, com a única missão de libertá-los deste terrível vilão.

Acompanhe Mynna, Baeriel, T'Lorien, Cordellia, Ellos, Gustaff e Zelwski, os Novos Guardiões, em uma jornada épica pelos cinco Reinos, cheia de perigos e reviravoltas, em busca de aliados para a batalha final contra o Imperador, na tentativa de trazer novamente a paz ao planeta.


Logo no início já é deixado claro que Elvengray é um lugar bem parecido com a Terra, e até mesmo a criação de tudo lembra o que está escrito na bíblia. A única diferença é a existência da magia que se origina de dois deuses: Lecys (Deusa da Luz) e Vallion (Deus das Trevas).

Assim que iniciei a leitura eu fui bombardeada com uma enxurrada de informações sobre uma guerra entre os seguidores dos deuses... e, como a história precisava acontecer, Lutther, que era um dos Guardiões da Deusa, mas que se corrompeu e passou a usar magia do Deus das Trevas, se tornou imperador.

Depois de vários anos com Luther no poder, a Profecia se cumpre e os novos Guardiões surgem e se unem pra derrotar o imperador. Sete personagens diferentes, com histórias, personalidades e poderes diferentes, mas que tem um único propósito.


Por ser uma fantasia, tem muitas coisas inimagináveis, tanto que eu até achava exageradas algumas cenas. Mas, como eu e já estou bem anestesiada com histórias fantásticas, afinal minha história favorita é Alice no País das Maravilhas, não liguei muito, diferente de alguém que não está habituado a isso e que pode acabar achando tudo meio sensacionalista.

A narrativa é bem instigante e nos deixa curiosos para saber como tudo vai terminar, embora tenha chegado em determinados capítulos que tudo tenha ficado muito repetitivo. Além disso, tenho outras suas ressalvas sobre o livro: 1) uma garota chamada Carmin tem a missão de guiar os Guardiões até a batalha, e eu achei ela muito chata em alguns momentos... na verdade, achei ela desnecessária, pois não dava liberdade para os Guardiões decidirem por si mesmos; 2) com certeza, as ~ pérolas ~ do livro ficam por conta dos casais totalmente avulsos que a autora incluiu. Casais que se apaixonam muito rápido e que são bobos demais!


De toda forma, esses detalhes ali em cima não estragaram a leitura. A Simone (que é uma autora nacional, yay) escreve muito bem, e deve ter uma imaginação brilhante para criar um universo desses que, mesmo bem semelhante ao nosso, tem elementos mágicos. (Confesso que tive um pouco de dificuldade em imaginar um mundo mágico misturado com a atualidade, mas, enfim...) É um mundo extraordinário, e eu gostaria muito mesmo de viver em Elvengray! Dei quatro estrelinhas para ele lá no Goodreads e estou ansiosa pelos próximos livros :)


A Editora Fragmentos é uma editora nova no mercado editorial, e, embora eu não conheça outras obras publicadas por ela, posso dizer que gostei muito da história quanto da edição do exemplar que tenho em mãos. As folhas de guarda tem ilustrações que remete, a uma galaxia, além de vários mapas nas primeiras páginas. A capa também é muito bonita e remete às magias dos dois deuses. As folhas são amareladas e porosas, e o espaçamento é ótimo <3


(sempre preciso de algo me acompanhando nas leituras, seja uma bebida ou comida)


O que acharam da resenha? Alguém aí já leu ou tinha ouvido falar? Espero poder voltar com mais resenhas por aqui e espero que mais gente leia essa fantasia incrível!

xoxo, Luana Souza {Blog Memorialices}
agosto 21, 2017


Exílio

Espero do exílio em que me ponho
acovardado

absorver a essência do que me foi
dito,
e a existência, do que me foi
silenciado.

Recebemos dos parceiros do Ateliê Editorial  a divulgação mais um lançamento de Poesia e já corremos para compartilhar com vocês! Com previsão de lançamento para o segundo semestre, o poeta Carlos Cardoso retorna às livrarias com "Na Pureza do Sacrilégio", idealizado após um reencontro com seus manuscritos e com a própria condição de poeta.

Em 2004, Carlos Cardoso reuniu alguns de seus poemas no volume Sol Descalço, lançado pela 7Letras. No ano seguinte chegava às prateleiras Dedos Finos e Mãos Transparentes, pela mesma editora. 

Apesar do começo promissor, Cardoso precisou concentrar-se na carreira de engenheiro, mas a poesia nunca o abandonou. Sobre este retorno, conclui o autor: “A poesia melhora minha vida de várias maneiras. Tenho uma sensação prazerosa em escrever. E gosto de ver os poemas terem vida própria, causarem sentimentos e entendimentos diferentes em cada pessoa que entra em contato com eles”.

Em Sol Descalço, o poeta dedicou-se a uma abundância de imagens poéticas; em Dedos Finos e Mãos Transparentes, Cardoso revelou um mundo de simplicidade. Já em Na Pureza do Sacrilégio, o livro será pautado por questões filosóficas e existenciais, além da criação de textos que mesclam o real com o inventivo.

Parabéns Ateliê Editorial por promover mais este lançamento! Já estamos curiosos pra conhecer este novo trabalho!

Sugestão

Encontre a paz e seja feliz.
Desista de tudo o que te agride.
A solidão a insensatez a covardia.
Deixe apenas uma palavra,
tão pura e serena
que ninguém a diria.


Sobre o autor: Carioca, nascido em 30/12/1973, tem como influências literárias T.S Eliot, Arthur Rimbaud, Charles Baudelaire, Fernando Pessoa, Octavio Paz, Dylan Thomas e Camões.

“...quando nós, leitores, pensávamos ter capturado e enquadrado a originalidade poética de Carlos Cardoso, surge um novo livro do autor Dedos finos e mãos transparentes, no qual a fúria motriz das imagens alucinadas se atenua e dá lugar a um mundo de sutilezas e sensações as mais cotidianas que, sem jamais perder a visceralidade e o gosto pela surpresa, nos tocam por sua simplicidade”, escreveu sobre ele Carlito Azevedo.

Site: www.carloscardoso.art.br
Facebook: https://www.facebook.com/carloscardoso.art


A memória é uma porta de escape,

fenda por onde o amor foge quando
o amor bate.
agosto 18, 2017


Lembro-me como se fosse hoje. Saí do metrô, atrasado. O coração batendo acelerado. Subi pela escada rolante e virei em direção à praça. De longe, avistei o lindo e altivo prédio do Teatro Municipal. A construção mais bonita do Centro da cidade. Andei neste rumo, passando os olhos por toda a praça. Eu estava de casaco, mas já começava a suar. Um sol tímido despontava no céu.

Há poucos metros do Teatro, no último banco da praça, ela estava sentada. Vestia uma calça roxa e uma camisa quadriculada de mangas compridas. Foi o combinado. Meu casaco era cinza. Ainda o tenho em casa. É um bom casaco. Acho que eu disse: "Cheguei!". Ela se virou. O meu primeiro pensamento foi: "Ela ainda é mais linda ao vivo". Era o nosso primeiro encontro.

Aqueles olhos verdes. Aquele modo de prestar atenção, com um sorriso de canto, bem discreto, e um sincero e meigo "uhuuum" estendido. Como eu amei aquela moça!

E tudo foi surreal. Como sempre foi. Como seria depois dela também.

É sempre um milagre conquistar a moça dos seus sonhos. A ficha demora a cair. Mas perder a moça dos seus sonhos torna tudo ainda mais estranho. Há coisas que parecem não ter acontecido, embora saibamos que elas foram tão reais quanto é o sol sobre nossas cabeças.

Para nos lembrar que essas histórias surreais foram também reais é que existe a memória. Em cada lugar, uma memória; e um mar de histórias. As praças, o restaurante japonês, cada pizzaria, cada shopping, cada estabelecimento, cada rua. Por onde passo, uma antiga ou recente memória de algum período belo de doces ilusões.

Nenhuma memória, no entanto, me impacta mais que aqueles olhos verdes. Nenhuma ilusão foi maior. E quanto maior a ilusão, maior também a desilusão.

Aqueles olhos verdes se foram e nos dois anos que se passaram depois disso, nada mais foi tão intenso. Talvez isso seja bom. Faz pouco mais de um mês que terminei um namoro recente. Uma decisão difícil, distante da minha vontade real, porém necessária e acertada. Pensei que ficaria depressivo. Mas o que vi foram semanas tranquilas e estáveis, em uma constância que eu não experimentava há pelo menos três anos, tanto em períodos sem compromisso, como em períodos nos quais estive comprometido. A motivação parece ter retornado com tudo. Tenho produzido bastante, me sentido leve emocionalmente e feliz. É estranho.

Apesar do fim (até o momento) de um longo período de desânimo frequente, com picos intensos e uma montanha russa emocional, as memórias nunca se vão. A maioria não causa mais qualquer sintoma.

São apenas memórias. Memórias estéreis. Outras, no entanto, geram profundas reflexões e, por vezes, um coração acelerado. Se é tristeza, saudade, perplexidade ou contemplação, eu não sei (Deus o sabe). O que nos impacta, seja bom ou ruim, tende a sempre mexer conosco de alguma maneira. Pelo menos, é assim comigo.

Hoje passei em frente ao Teatro Municipal, fazendo o mesmo percurso daquele memorável dia, uma quinta-feira. Não houve como não lembrar daquele banco, daquele primeiro olhar, daquele primeiro encontro.

Um dia perfeito dentro de uma história rude. E o que eu escolho fazer dessa lembrança hoje? Uma história perfeita... Dentro de um dia rude. Levemente rude.

agosto 02, 2017


"Esta não é a história que eu gostaria de contar. Não. Preferia contar uma história clichê, algo que lhe fizesse sorrir ou que tivesse um final feliz. Eu já lhe adianto: esta história não tem um final feliz. Talvez não tenha um final justo ou um final que justifique algo que fizemos. Na verdade, pra mim ainda não teve um final."

Todo relato pressupõe um mistério. Algum ponto fora da curva. Um elemento surpresa. Descrito assim de forma pontuada, de trás para o início e do início ao fim. Pra não perder o fio da história. Pra não romper o que está por um fio.

Um relato é tudo aquilo que não se pode esquecer. Mesmo que a própria história tenha há muito se partido. Entre você e nós. Entre o fim de jogo e a despedida. E assim seguimos.

Alguns pontos sem nome, um pronome impreciso: Thalita Brado Romão pede a palavra e se perde: - Em tudo dai graças. Em tudo, porém, permanece o medo. Como um sobrevivente. Ou um resíduo.

Os anos de escola como um naufrágio; Thalita por entre as falhas do respiradouro: Andreia. Augusto. Davi. O fôlego em sobrevida. Difícil passar despercebido.

Não conseguiram.

O relato poderia ser tão claro, tão óbvio como a briga por um amor ou um vexame repentino. Na juventude, porém, o desejo é fratura, e alguns rasgos sua primeira ferida. No princípio, havia um verbo. Na página seguinte, uma assinatura: O Inominável. Em tinta que não se apaga. Em risco permanente.

Gustavo Lopes é um jovem autor que não conhecíamos. Em suas páginas, porém, muito podemos ouvir, e por isso recomendamos pra vocês. O Inominável realmente nos surpreendeu. Vale conhecer :) Disponível nas plataformas Wattpad e Luvbook.




O Inominável, de Gustavo Lopes  | Disponível nas plataformas Wattpad e Luvbook
 
Sinopse: Um grupo de amigos, estudantes do ensino médio, encontram um livro, jamais visto até então na biblioteca de sua escola, e resolvem provar a veracidade de seu conteúdo, instruções para um ritual aparentemente inofensivo e extremamente tentador. Motivados por um histórico de bullying e a promessa de um fim definitivo para os seus problemas, Andreia, Augusto "Bolinha", Davi e Thalita partem em uma jornada sem retorno, rumo à escuridão inominável que habita em seus corações.
julho 20, 2017




Sobre o mar, nenhum filho do homem caminha, pois hoje não há tempestade.

À margem da enseada. Alheio ao atol, às angras, distante dos marinheiros submersos em bruma. Um albatroz coroa a penha. As penas farfalham. O céu está vazio. A vaga cinza se estende às veias do horizonte.

- É teu o oceano inteiro.

Interrompo a travessia por terra, caminho para eflúvio espumoso. Persigo os degraus das ondas.

A água, de repente, me espeta. Arremete contra meu rosto, me afoga. Agarra aos calcanhares, eu retraio. Adentro a concha em espiral secreta, meus ossos erodindo feito castelo.

As invasões, salinas e breves, de espuma me enchem os pulmões.

Limpa da garganta a pronúncia do primeiro nome.

Água nos ouvidos me ensurdecem, em ameaça:

Ou o mar. Ou nada.





Por: Jonatas T. B.
Foto: Rebeca C.

Leia o texto #1 da série


junho 12, 2017

https://drive.google.com/file/d/0B_sm3t7_Z7QzOGN1QzhmNENoc1E/view?usp=sharing

Neste Dia dos Namorados, preparamos uma surpresa especial para nossos leitores: um ebook repleto de Cartas de Amor, criadas por jovens autoras e blogueiras que acreditaram neste projeto literário e gentilmente compartilharam emocionantes cartinhas <3 Muito obrigada Kethlyn Galdino, Mariana Lira, Rachel Motta, Regiane Medeiros e Vanessa Silveira pelo carinho e parceria :)

Aos leitores e amigos do Blog, esperamos que se emocionem e se identifiquem com estas histórias <3

Para fazer o download do ebook Amor em Cartas, basta clicar no link. O livro no formato pdf é gratuito e está disponível no Google Drive.

Feliz Dia dos Namorados pra todos vocês <3
junho 02, 2017



Alegria define o momento em que os amigos publicam um novo livro, ainda mais quando a publicação é dedicada a Poesia :)

Escarificação: ensimesma é um dos trabalhos recentes de Cesar Kiraly, autor cuja obra percorre o campo da Estética e da Teoria Política, da qual é professor, assim como o da produção poética, que neste ano também se apresenta em uma segunda casa, a Editora Patuá, que há pouco mais de um mês publicou Fuga sobre o branco [], livro que, em suas páginas, guarda um de meus poemas favoritos:


Ressentimento

sabe, papel da manhã?
todos esses sons que nos
envolvem. a vida acordando.
barulhos de acorda.
uma corda tesa.
os barulhos em volta do
pescoço. os barulhos da manhã.
o choro doce de uma mulher
no banheiro. passarinhos.
canhões. sabe de uma coisa
papel da manhã? res-
sinto-me. bem-te-vi é
tão fácil. não cabe
num poema novo.




Sobre o Escarificação, além de contar com um belíssimo projeto gráfico da Editora Substânsia, há um detalhe que preciso compartilhar com vocês, e que faz parte deste combo-alegria aqui do post: há muitos anos, em uma outra juventude, eu escrevia a partir de gravuras, feitas de imagens e tinta, e não apenas em parágrafos de um blog, como hoje. Neste meio tempo, que certamente bem menor que o do início da escrita-em-versos do Cesar, tais imagens foram motivo de inúmeras conversas, e de alguns muitos projetos a partir daí.

Pois bem, foi há alguns meses então que Cesar me pediu algumas destas gravuras antigas para ilustrar capa e contracapa de seu trabalho literário em Escarificação. Chegamos então a este encontro de imagens, feitas de reconstruções e monumentos (como a paisagem e a infância que nas rugas do tempo se desfaz e resplandece), e que viraram parte deste novo livro. Alegria define, mesmo :)

Alguns poemas:


112
o que diriam
se soubessem
o que sinto
daqueles que não sentiram
o frio do horror sentido?

113
não foi a navalha
que me deu que me abriu
os pulsos
             comprei outra
não trairia nossos cortes

114
agradeço
adeus
pelas pálpebras

115
eu que tudo sofri
para te fazer sofrer

116
às mãos
sujas
deus me
salve 
o verso

117
a vida é
isso que me mata





Sinopse: A escarificação tem que ver com certo hábito negativo do movimento corporal, causado por limitação física. Alguém acamado por muitos dias, independente do quão bem tratado, desenvolve ferimentos na pele, sobretudo nos vértices de apoio do corpo no leito.

Além disso, há dinâmicas de ornamentação da pele sem o acréscimo de artefatos ou pigmentos. Nelas, acontece a inscrição de diversos ferimentos, de modo prolongado no tempo, até que as cicatrizes consolidem a aparência final da marca. São imagens aparentadas às tatuagens, mas destas diferem pela cor ser intrínseca aos processos de cura do machucado.

Seria possível dizer que a voluntariedade é o que diferencia essas duas formas de escara. Todavia, ainda que impróprio, existe parentesco entre o impigmentado de marcas e a autopunição. Ora, a autopunição não é ato de liberdade.

Assim, uma forma de ler esse livro é tomá-lo como operando na complementaridade da escarificação como estado à mercê e a escarificação como circunscrição do sofrimento. Se a escarificação é tomada ensimesma, esta série de poemas é a escarificação : ensimesma. Ou mais, uma investigação sistemática sobre o aparecimento de escaras.


Sobre o autor: Cesar Kiraly é professor de Estética e Teoria Política no Departamento de Ciência Política da UFF. Atua como curador da Galeria de Arte Ibeu no Rio de Janeiro. É Editor do Caderno-Revista de Poesia 7faces. Escreveu, dentre outros, os livros 'Variações: sobre um tema de Anselm Kiefer' e 'Fuga sobre o Branco [ ]'.


maio 25, 2017


Mediante toda energia empregada em sua mais recente obra, é difícil considerar Thony Silas apenas um bem sucedido desenhista de histórias em quadrinhos. Já consolidado como artista internacional participando em edições da Marvel e DC, Silas lançou o título A Noiva, produzido sob o selo multimidiático UEON Productions, já revelando sua pretensão de não se limitar aos quadrinhos, e estender seu trabalho para o campo das animações.

A história é uma adaptação livre do romance A noiva da revolução, de Paulo Santos de Oliveira. É escrita na forma de diário narrado pelo líder do movimento revolucionário, Domingos Martins, como tantos influenciados pelos ideias iluministas durante a onda de revoluções liberais em todo mundo. A princípio, Domingos é impedido de casar com Maria Teodora, por esta ser de família tradicional portuguesa, mas logo o próprio contexto conturbado da revolução permite que se consolide um romance entre eles.

A obra contará com oito edições que abarcará o Ciclo Pernambucano, percorrendo a história até um cenário futurista, - o que certamente deixará qualquer leitor curioso. Mas pouco ainda se sabe como se sucederá. O autor é bastante misterioso quanto ao desenvolvimento da trama. Já lançada em inglês, português e brevemente em francês, A noiva contou com o próprio Paulo Santos como consultor literário para corrigir e aconselhar na produção.

Então, vamos ficar na torcida pelo sucesso da HQ e que venham ainda venham muitas edições por aí!


RELEASE: Thony Silas apresenta A Noiva, na Livraria Cultura (SP) no dia 26 de maio, às 19h

O talento de Thony Silas, ilustrador pernambucano da Marvel e DC Comics, será apresentado de um jeito diferente do que o grande público está acostumado. Conhecido pelo traço marcante dos super-heróis como Batman, Mulher Maravilha, Super-Homem e Homem-Aranha, Silas decidiu investir em um projeto autoral apresentando ao mundo fatos históricos de sua terra natal adaptados a uma linguagem pop e ao fantástico universo dos quadrinhos. O lançamento nacional da HQ A Noiva será em São Paulo, no dia 26 de maio, às 19h, na Livraria Cultura – Conjunto Nacional.

A HQ é a primeira publicação da UEON Productions, uma produtora de conteúdo multimídia, fundada no Recife, que promove conexão entre várias plataformas de comunicação e a linguagem contemporânea dos quadrinhos. A produtora é fruto de uma parceria entre Thony Silas, Eron Villar e a empresária Verônica Dantas. A publicação tem a parceria da Villa Lux.

A Noiva homenageia o Bicentenário da Revolução Pernambucana e retrata um dos mais significativos períodos de luta e resistência do povo brasileiro na forma de quadrinhos. Livremente inspirado no romance A Noiva da Revolução, de Paulo Santos de Oliveira, a publicação reconta de forma poética, em letras, traços e cores, o que seria o primeiro capítulo de uma série de episódios marcantes do ciclo das revoluções em Pernambuco.

A HQ foi produzida pelo ilustrador Thony Silas (desenhista da Marvel e DC Comics) com roteiro do dramaturgo, roteirista e diretor Eron Villar, ambos pernambucanos. O autor Paulo Oliveira é parceiro e consultor literário e de contexto histórico, tendo acompanhado o roteiro e as ilustrações.

A Revolução de 1817 é considerada o único movimento separatista do período colonial que ultrapassou a fase conspiratória. O enredo aborda o casamento de Maria Teodora, uma filha de português, que virou símbolo da revolução ao chegar em seu próprio casamento rompendo totalmente com os padrões sociais, com os cabelos curtos e sem joias.

“Muita gente questionou como um artista da Marvel parou para produzir um quadrinho autoral sobre 1817? Já tinha outros projetos autorais, mas fui tomado pela importância da história. Temos dificuldade de criar algo a partir do nosso olhar, do nosso cenário. Nesse contexto tem uma historia de amor e luta pela liberdade. Não é apenas uma historinha”, analisa Silas.

Ainda de acordo com ele, esse projeto tem todas as condições de ter uma repercussão mundial muito maior do que tudo que já fez antes. “Originalidade, iniciativa própria e autonomia são coisas que o mercado requer. Pensar-se como marca é a pegada do momento. Nossa ideia é que A Noiva e os conteúdos produzidos a partir daí, sejam multimídias, ou seja, o quadrinho é o ponto de partida para outras mídias como cinema, TV e games”, assegura.

Onde posso encontrar A Noiva?
Amazon

Livraria SBS:
Unidade 1: R. do Príncipe, 526 - Soledade, Recife – PE.
Unidade 2:Av. Conselheiro Rosa e Silva, 1519 - Loja 17 - Aflitos, Recife – PE.

Banca HQ Guararapes - Revistas e Jornais:
Av. Guararapes, 223 - Santana, Recife – PE.

janeiro 29, 2017



Todos nós temos um sonho. Às vezes, aquele sonho que não é revelado para ninguém, como por exemplo o de viver uma história de amor com seu ídolo ou personagem, seja ele de livro, música ou de tv. Tanto que olhamos para cada página, cada letra de música, cada aparição em um episódio com uma louca vontade de estar junto dele e poder viver em seu mundo. Mas... e se isso realmente acontecesse? Se pudéssemos conquistar o amor de nosso ídolo?

Acabei de ler o livro Diário de uma fã, da autora Denise Barbosa. A personagem principal é a Bárbara, uma apresentadora de telejornal em uma emissora famosa. Sua vida é bem rotineira, e ela tem um fusca chamado Bob que a acompanha desde sua juventude. Ela até tenta namorar com Fred, mas seu ciume e possessão a faz questionar o porquê de se apegar a ele. O motivo? Bom, talvez o motivo de se apegar a um relacionamento destrutivo e nunca querer ter outro pode ser definido em: um cantor de cabelos ruivos e encantadoramente talentoso. Ou, em outras palavras, Luca Becker, um amor de sua juventude que a fez sentir sentimentos controversos, como raiva, amor incondicional e fúria. Afinal, não é fácil namorar um popstar, e Bárbara sentiu na pele o que a fama pode fazer com um relacionamento, e não é fácil se esquecer de tudo isso.

Sempre gosto de colocar coisas pessoais em minhas resenhas, me sinto mais próxima das pessoas e de suas histórias, então, sim, eu já sonhei acordada com personagens, cantores e atores. Gosto de pensar que um dia vou conhecê-los e quem sabe tirar uma casquinha (kkkk), mas sei que não é fácil namorar alguém que tem uma exposição enorme, que é sempre vigiado e que nunca poderá ir na esquina com você sem um fotografo saindo de trás de uma moita e te assustando.

Não namoro um cara famoso, mas sei como é ter alguém que tem um "brilho" a mais que eu; estudei no mesmo lugar que meu namorado e sempre as pessoas diziam que eu estava sempre à sombra dele; comparações entre nós sempre existiram. Ele era bom em tudo e eu um desastre enorme nos estudos e isso me incomodava bastante, mas estamos juntos e conseguimos superar isso.

Como sempre, retiro uma lição de cada livro que leio e esse não foi diferente. Se você gosta de uma pessoa, você tem que fazer sacrifícios, nem tudo é perfeito, sempre vai ter uma coisa ou outra pra atrapalhar. Não vou dizer especificamente sobre namorar um popstar, mas você pode namorar um engenheiro brilhante, um mecânico brilhante, um aluno brilhante, seja qual for a profissão e sua exposição ou não, mas sempre haverão pessoas dizendo como as coisas devem ser. Muitas vezes não temos escolha, devemos segui-las em seus caminhos, mesmo que isso machuque alguém. Mas cabe a esse alguém conversar e procurar entender também o que se passa em você, até porque, muitas vezes, você pode não quer viver do jeito que está vivendo, então, alguns sacrifícios devem ser feitos para que a sua vida e a vida dessa pessoa se tornem melhores, para assim poderem viver em paz e juntos.

Não deixe de entender o outro, por que se ficar de birra, de egoísmo, de "tem que ser do meu jeito e ponto" ,pode-se perder o grande amor da sua vida, e muitas vezes a vida não nos dá uma segunda chance. A pessoa se magoa, você se magoa e ficam os dois remoendo aquele velho arrependimento do "eu podia ter feito tal coisa pra melhorar a situação". Pois é, mas não fez e a vida cobra um preço alto por isso...

Devemos seguir o coração às vezes, e parar de pensar somente com o cérebro, por que assim ficamos menos frios e egoístas e não teremos mágoas ou arrependimentos. E mais, não vamos precisar nos apegar em relacionamentos destrutivos, bebidas ou qualquer outro tipo de fuga para sermos felizes, nos sentiremos completos.

A autora Denise está de parabéns, adorei o livro e ele me fez pensar muito sobre como é necessário nos sacrificarmos um pouco por quem nós amamos e procurar entendê-lo. Espero que quem o leia tenha essa mesma visão. 

Essa foi a opinião de hoje, simples, mas sincera.

Abraços.
Rafa Vieira



Babi é uma menina comum, universitária, que se apaixona por Luca, um popstar da música.

Ela, que na adolescência nutria paixões platônicas por seus ídolos, não imaginava que um dia poderia se envolver com um superstar. Entretanto, quando se vê na posição de namorada de Luca Becker, não consegue se adaptar ao mundo da fama, holofotes e fãs ensandecidas.

Valeria a pena tentar? Ou seria melhor não se arriscar e permanecer no caminho de uma vida normal e pacata?

O problema é quando o coração fala mais alto.