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maio 21, 2018


Oi! Voltei pra esse blog que amo tanto com mais um resenha (que, por sinal, deveria ter sido postada há meses, sorry). O livro da vez é uma aventura. Foi o primeiro livro finalizado da minha tbr da Maratona Literária de Outono de 2018 :)


Sinopse: Uma história de viagem no tempo para os fãs de Outlander e A Rebelde do Deserto. Nix é uma viajante do tempo. Ela e seu pai, Slate, velejam a bordo do Temptation, um navio pirata repleto de tesouros. Ao longo do caminho eles encontram amigos, uma tripulação de refugiados do tempo e até mesmo um charmoso ladrão que pode significar muito mais para Nix.

Tudo que Slate precisa é um mapa certo para viajar a qualquer tempo e lugar, real ou imaginário: seja para a China no século 19; terras vindas direto das Mil e Uma Noites ou até mesmo uma mítica versão da África.

Apesar das inúmeras possibilidades, o pai de Nix está obcecado com um mapa específico: Honolulu, 1868 – o ano de nascimento de Nix e a última vez em que ele viu sua esposa viva. E, por uma chance de reencontrá-la mais uma vez, Slate está disposto a sacrificar tudo e a todos.

Quando o desejado mapa aparece, Nix vê sua própria existência em perigo e agora deve descobrir o que quer, quem é, e aonde realmente pertence, antes que seu tempo acabe.

Para sempre.


Eu me animei com a leitura desse livro assim que li a sinopse, mas acabei abandonando o livro por um tempo depois das primeiras 70 páginas, pois elas não conseguiram me prender como gostaria. Mas, como estava determinada a lê-lo ainda esse mês, embarquei novamente no Temptation e não me arrependo. Acredito que o começo se torna um pouco lento porque não conhecemos nada das filosofias de viagem no tempo que essa tripulação faz, e a autora faz questão de tratar os leitores como se já fossem ótimos conhecedores hehe.

Eu adoro livros com esse tema e, confesso, quanto mais maluco for o modo de viajar no tempo, melhor! A grande diferença das viagens de The Girl from Everywhere para outros que já li é que eles podem ir para lugares fictícios. Basta ter o mapa certo. Isso é tão legal!

A história vai se tornando mais instigante a cada capítulo, embora as coisas pareçam um pouco confusas. Acabei que terminei o livro sem nem perceber. Os capítulos são curtos, e a protagonista é a uma garota forte e inspiradora, mas que não nega suas angustias quanto a não saber o que será dela caso seu pai consiga realizar a viagem que tanto anseia.

Algo que eu achei que pudesse me incomodar era o triângulo amoroso. Tenho um pequeno receio quando encontro esse tipo de situação nas histórias, mas, ao contrário de muitos por aí que me deixaram com raiva, esse não me incomodou. É algo natural, espontâneo, e realmente necessário para que a protagonista consiga se conhecer melhor. A autora não tornou essa questão a grande questão da vida de Nix, e isso é ótimo, pois relacionamentos não precisam ser o centro da vida de uma pessoa.

“Não sou uma dama, Blake. Sou uma marinheira."



É um livro para pessoas que realmente gostam de viagens no tempo, aventuras e um pouquinho de romance. Alguém que não está acostumado pode acabar não gostando muito. O título faz jus à história, pois, apesar de tudo o que acontece ao longo da narrativa, nossa protagonista está tentando achar seu lugar no mundo e descobrir quem é de verdade!

“Quando você sabe para onde vai, e tem certeza de que é para lá que deve ir, precisa desistir de onde veio. Tem que olhar para a frente, manter a terra a vista e não olhar para trás."


Gostaria de enaltecer o trabalho gráfico feito pela Editora Morro Branco. A capa é linda, mesmos sendo de brochura, e eu adorei a ideia de manter o título em inglês (todos que me viam lendo perguntavam se eu estava lendo um livro gringo hehe). Todo início de capítulo tem detalhes que remetem a constelações, e a folha de guarda também tem ilustrações. A cada livro que leio eu me encanto mais pela editora ❤ 


“Paraíso é uma promessa que nenhum deus se incomoda de cumprir. Só existe o agora, e amanhã nada será igual, gostemos disso ou não."


Alguém aí já leu? Quem também gosta do tema? Adoraria poder conversar com vocês sobre essa história nos comentários. Ah, se alguém quiser saber mais sobre a minha pessoinha, basta acessar o blog memorialices ;)

Obrigada por tudo, pessoal! L, ❤

janeiro 28, 2018


Peggy tinha oito anos quando seu pai a levou para viver numa cabana isolada na floresta com a desculpa de que tudo e todos haviam desparecido. Entrelaçando passado e presente e uma narrativa que remete a thriller psicológico, é uma leitura diferente, peculiar, assombrosa, deveras agoniante e misteriosa.

Nunca li muitos livros onde o protagonista não fosse muito confiável, mas Nosso Dias Infinitos é um desses casos. A personagem principal, nos momentos presentes, apresenta claramente diversos problemas psicológicos por conta dos anos passados na floresta, e isso logo me fez duvidar das coisas que ela pensava e dizia. Ao longo da história nós percebemos que não é só a Peggy, mas todos os personagens tem problemas. A mãe dela, Ute, parece não ter consciência das coisas que faz, é muito absorta de tudo. O pai dela, James, por outro lado, é um lunático que acredita veemente que o mundo vai acabar e que passa seus dias criando listas de utensílios necessários para um apocalipse (eu realmente odiei o pai dela em todos os momentos).


Em determinado momento a leitura pode ter ficado um pouco devagar, mas o que me fez ter vontade de continuar assistindo foi o mistério que rondava o pai de Peggy: por que uma pessoa, em sã consciência, iria por conta própria junto com uma criança para um lugar perigoso, desprotegido e afastado de todos?

As descrições que a autora, Claire Fuller, faz me causaram arrepios em muitos momentos. Não é um livro escrito para mostrar como uma garota sobreviveu a anos numa floresta e encerrar sua história num final feliz, mas sim para fazer com que nos imaginemos naquela situação, para que fiquemos agoniados junto com ela. Nas últimas páginas começamos a duvidar de tudo o que aconteceu em diversos capítulos. Tem muitas mentiras, muitos mentirosos! Cada um deve buscar uma interpretação pessoal de tudo.


Sempre me pego avaliando o físico do livro, e com esse não foi diferente. A história é perturbadora, e a capa passa bem esse sentimento de solidão e isolamento a que somos apresentados. Particularmente eu amei cada detalhe da edição, mesmo sendo em brochura: o título é em alto relevo, assim como o nome da autora; a folha de guarda tem uma ilustração linda e vermelha que remete a um céu noturno; as folhas são amareladas e com um espaçamento agradável.

A Editora Morro Branco, embora nova no mercado editorial, vem trazendo títulos encantadores e edições maravilhosas!


Gostaria de agradecer à Rebeca por ter me enviado mais esse livro. Ressaltando novamente, foi uma leitura diferente, ainda mais se eu for comparar com as que eu costumo ler, mas não deixa de ter sido ótima, incrível. As pessoas que gostam de explorar a mente humana com certeza vão gostar. Prestem atenção aos detalhes, e não acreditem em tudo que as protagonistas dizem!

Alguém aí já leu ou ficou curioso para ler? Qual a sua teoria sobre o final do livro?

Obrigada por tudo, pessoal!
Luana Souza, Blog Memorialices.


Nossos Dias Infinitos - Claire Fuller

Sinopse: Todos os pais mentem. Mas algumas mentiras são maiores do que as outras.

Datas só nos fazem perceber quão finitos nossos dias são, quão mais perto da morte ficamos a cada dia que passa. De agora em diante, Punzel, vamos viver seguindo o sol e as estações. Ele me pegou no colo e me girou, rindo. Nossos dias serão infinitos. Com aquela última marca, o tempo parou para nós em 20 de agosto de 1976.

Peggy tinha oito anos quando seu pai a levou para viver em uma remota cabana no meio de uma floresta europeia. Lá ele lhe disse que sua mãe e todas as outras pessoas do mundo morreram. Agora eles precisam viver da terra e sobreviver ao rigoroso inverno. Mas até quando a pequena Peggy vai acreditar na história de seu pai? Até quando você pode ficar são, quando o mundo está perdido? O que acontece quando você para de crer em tudo?
dezembro 04, 2017



The girl from everywhere - O Mapa do Tempo

Mapas têm a força de um testemunho, e também a da imaginação: cidades inventadas, ruínas presentes, todo um arquipélago descrito em naquim, esquadro e um bom pergaminho. Porque afinal, o registro do cartógrafo nem sempre é o do capitão, e quem dirá o do pirata! É preciso então estudar a terra obscura, e também o que se apresenta à vista, e não desviar do caminho até que este novo mundo faça parte de nosso destino.

Na ficção de Heide Heilig, Slate e Nix atravessam mares e séculos em uma tentativa de (re)encontrar um porto seguro, este lugar-presente onde possam novamente habitar. Nesta busca por tudo o que deixaram pra trás, pai e filha se utilizam das técnicas de Navegação, e dos mistérios de seus mapas e bússolas, com a intenção de chegar à cidade de Honolulu, em 1868, na esperança de que esta exatidão de data e local faça com que finalmente regressem à sua Casa.

Slate é o capitão desta história, ou imagina ser. Sua filha Nixie, embora muito jovem, é quem afinal decifra a lógica dos mapas e conduz a náu para cada novo destino. Atravessar correntezas e intempéries e lutar pela sobrevivência deveria ser uma rotina como outra qualquer; a ambição de Slate, no entanto, transformou a tripulação do navio Temptation (sua filha, principalmente) em agentes de um plano que pulsava unicamente em seu coração: retornar ao Hawaii de sua juventude e impedir que um fato irreversível interrompa o curso de uma vida tão esperada.


Voltar ao passado e reparar os seus erros poderia ser a realização de um sonho, mas a realidade a ser enfrentada era bem clara: ao retornar para o ano de 1868, talvez houvesse uma chance de Slate recomeçar sua vida, não fosse o fato de que Nix ainda não havia nascido. Ou seja, voltar ao passado poderia significar uma possibilidade de recomeço, mas também a incerteza de encontrar sua filha no dia seguinte...

The girl from everywhere é um young adult onde as angústias de Nix (por saber dos sonhos de seu pai) são a cada momento confrontadas com esta intuição de que há uma segunda chance para muitas das coisas do mundo, mas será que haveria também para a sua família?

Navegando por realidades tão distantes como o Coliseu e as ferrovias, o livro de Heidi traz a cada página este dilema de acreditar que toda reparação é possível, ainda que maior seja o desejo de apenas seguir o curso de cada dia.

Mas em que ponto a história redireciona seus ventos? Quando o amor passa a ter a força de uma tempestade, e o desejo a claridade de um horizonte - ainda que tudo fique bem mais confuso neste momento... E não estamos aqui falando apenas de Slate e seu passado: entre uma aventura e outra, Nix entenderá que o coração bate em alturas incompreensíveis, e que é preciso aprender a navegar por estes novos horizontes, e quiçá suas tormentas.

The girl from everywhere é um livro de ficção com uma trama bem organizada e instigante, e um final que irá deixar os leitores bem surpresos. Como sempre, mais uma belíssima aposta editorial da Morro Branco! Recomendamos :)


Heidi Heilig

Nix é uma viajante do tempo. Ela e seu pai, Slate, velejam a bordo do Temptation, um navio pirata repleto de tesouros. Ao longo do caminho eles encontram amigos, uma tripulação de refugiados do tempo e até mesmo um charmoso ladrão que pode significar muito mais para Nix. Tudo que Slate precisa é um mapa certo para viajar a qualquer tempo e lugar, real ou imaginário: seja para a China no século 19; terras vindas direto das Mil e Uma Noites ou até mesmo uma mítica versão da África. Apesar das inúmeras possibilidades, o pai de Nix está obcecado com um mapa específico: Honolulu, 1868 – o ano de nascimento de Nix e a última vez em que ele viu sua esposa viva. E, por uma chance de reencontrá-la mais uma vez, Slate está disposto a sacrificar tudo e a todos. Quando o desejado mapa aparece, Nix vê sua própria existência em perigo e agora deve descobrir o que quer, quem é, e aonde realmente pertence, antes que seu tempo acabe. Para sempre.  

setembro 25, 2017


"- Somos adultos agora. Supostamente. E sentimos menos as coisas do que quando éramos crianças, porque temos muitas cicatrizes, ou nossos sentidos ficaram embotados." (p. 278)

Sob a lente dos óculos, o mundo parece disforme. Diante das escarificações, temos certeza disso. No livro de Charlie Jane Anders, tudo começa com o esvaziamento da infância, este intervalo entre o sonho e a crueldade de toda vida. Neste lugar despertencido, somos apresentados a Laurence e Patrícia, ainda crianças, que desde cedo compreenderam que o deboche, a inadequação e o pouco sorriso por vezes insistem em permanecer. Seja no ambiente da escola ou no interior da família, o cotidiano nem sempre é todo abraços, e a solidão de cada um passa a ter a cor de um teto vazio.

Na primeira parte do livro, o sofrimento de nossos personagens parece inevitável, e não é preciso conhecer poesia pra saber disso. Já no livro dois (a autora divide a história em quatro partes, e de algum modo segue uma cronologia), o choro já não cabe mais, e um sentimento amargo preenche os dias de Laurence e Patrícia, que buscam um no outro aquele amparo que o mundo esqueceu de lhes oferecer.

Por mais intenso e triste que seja este cenário, os dois primeiros livros-capítulos da autora são também repletos de belas reflexões sobre a natureza das coisas; é como se Laurence e Patrícia precocemente entendessem que é preciso suportar o inevitável, e superar a melancolia, para então habitar esse tal mundo a ser contruído por eles mesmos. Há toda uma expectativa pela vida adulta, onde, acredita-se, estaremos (Laurence e Patrícia e nós mesmos) libertos desta estação chamada sofrimento.

Em meados do Livro 2, a autora provoca um salto temporal em sua narrativa, de forma brusca até, infiltrando na história novos personagens e corpos e sensações, de modo que a ingenuidade da infância se apresenta agora como uma afeição desajeitada, meio assim inconsequente, que faz com que Laurence e Patrícia se tornem agora estranhos, embora desejantes, desejosos de carne, aceitação e sucesso.

Enquanto leitores, talvez haja estranheza nesta mudança de ambiente: se por um lado Patrícia encontra uma possibilidade de fuga e crescimento ao ingressar em uma nova sociabilidade (a saber: quando criança, a menina compreendia os seres da natureza, compartilhando até de sua linguagem, e de algum modo prevendo que a magia seria parte irrestrita de sua vida -- sim, cabe o parênteses: Charlie Jane Anders abraça toda uma "herança" J. K. Rowling em sua narrativa, inclusive inscrevendo Patrícia em uma escola de aprendizes de magos e bruxas), Laurence desenvolve habilidades científicas realmente admiráveis, ainda que possivelmente destrutivas (quando criança, Lau havia compreendido os princípios da robótica, além de desenvolver uma paixão por foguetes e realidades extraterrenas; quando adulto, no entanto, este conhecimento chegou aos limites da inconsequência); embora opostos em seus cotidianos e personalidades, ambos ainda guardavam esta "alguma coisa" que os unia; uma espécie de pertencimento indescritível.



O Livro Três permanece invocando distâcias temporais, ainda que apresente unicamente a vida quase adulta de Laurence e Patrícia. Novos personagens, novas cidades e um ou dois sentimentos antigos ainda escorregam pela narrativa, sempre a lembrar a luta de Laurence e Patricia pela invencibilidade e sobrevivência.

É preciso um apocalipse para restaurar a gentileza. E em Todos os pássaros no céu isto ocorre literalmente, especialmente quando chegamos ao quarto livro (sim, caros leitores, não chega a ser um spoiler, mas a desolação vivida na infância de nossos protagonistas se transforma em desastres nada metafóricos, e este é um ponto um tanto confuso da narrativa). No entanto, ao terminarmos a leitura, todo o sentimento de caos e exaustão proporcionado pela história (o quarto livro é extremamente intenso, seja através das dificuldades impostas à Patrícia em suas missões e taferas enquanto jovem bruxa, como na gestão de conflitos e cataclismas presentes na comunidade científica em que Laurence habita) se transforma em algo ainda mais esquisito: na penúltima página do livro, na seção de Agradecimentos, a autora simplesmente aponta o dedo para sua audiência e diz: "olha, se você não gostou ou não entendeu a história, acho que vou ter que desenhar pra você, né".

Certamente não posso afirmar as intenções de uma autora que conheci apenas ao longo de muitas páginas de ficção; no entanto, pareceu-me que as dores da autora, não esgotadas por meio de suas personagens, refletiu em um sentimento antecipado de defesa, em uma espécie de "muralha anti-críticas" tão (infelizmente) comum ao ambiente literário-criativo em que vivemos.


Em minha opinião, e só posso falar desta, uma obra literária de ficção (e literalmente de "ficção", com um inventário de bruxas e apocalipse e tudo mais) deveria continuar sendo apenas uma obra literária de ficção, e não incorrer em desamores próprios e/ou políticos de seus autores.

Em tempo: em um mundo onde um "aceita que dói menos" é o único argumento, a única réplica possível é um "não sou obrigada".

Enfim, não quero me estender neste desafeto, até porque Todos os pássaros do céu, apesar de seus muitos pesares, é ainda uma boa história, e merece nossa atenção. No entanto, até que a experiência me prove o contrário, permanece a insensibilidade da autora no trato com seus leitores. Vida que segue.

"Talvez eu esteja fazendo o que eu posso", respondeu Peregrino. "Talvez eu esteja tentando entender as pessoas, e ajudá-las a se apaixonarem seja um jeito de conseguir uma noção melhor de seus parâmetros. Talvez aumentar o nível agregado de felicidade no mundo seja uma maneira de tentar impedir a destruição". (p. 421)


Sinopse: Uma grandiosa história de amor, ficção científica e fantasia. Desde pequenos, Patrícia e Laurence tinham formas diferentes – e às vezes opostas – de enxergar o mundo. Patrícia podia falar com animais e se transformar em pássaros. Laurence construía supercomputadores e máquinas do tempo de dois segundos. Enquanto tentavam sobreviver ao pesadelo interminável da escola, seu isolamento se transformou em uma amizade cautelosa. Até que circunstâncias misteriosas os separam para sempre. Ou assim eles pensavam. Dez anos depois, ambos se reencontram em São Francisco. O mundo está prestes a implodir. Patrícia é formada em uma secreta escola de magia, e Laurence é um cientista tentando salvar a humanidade. A medida que os dois se reconectam, se veem levados a lados opostos em uma guerra entre ciência e magia. E o destino do mundo depende dos dois. Ou não. Uma profunda, mágica e divertida análise sobre a vida, o amor e o apocalipse.
agosto 29, 2017



O segundo volume da série A Biblioteca Invisível e um dos melhores livros do ano, segundo a Time Magazine, são as apostas da Editora Morro Branco para este segundo semestre <3 A Cidade das Máscaras, de Genevieve Cogman, e Todos os Pássaros no Céu, de Charlie Jane Anders, são histórias de mundos extraordinários e personagens fora do comum que com certeza irão despertar na gente aquela vontade de fazer uma maratona de literatura fantástica pelos próximos meses!

Vamos aos lançamentos:




Sinopse: Irene está trabalhando como espiã em uma Londres Vitoriana, coletando importantes livros de ficção para a misteriosa Biblioteca, quando Kai é sequestrado.

A origem enigmática de seu assistente significa que ele tem aliados e inimigos igualmente poderosos, e seu sequestro só pode significar uma coisa: guerra entre as forças da ordem e do caos, capaz de destruir mundos inteiros.

Para manter a humanidade longe do fogo cruzado – e salvar Kai de uma morte certa –, Irene terá que fazer aliados duvidosos e viajar até as profundezas de uma Veneza repleta de magia negra e estranhas coincidências, onde é sempre Carnaval. Lá, ela precisará lutar, mentir e chantagear seres poderosos. Ou enfrentar consequências fatais.





Sinopse: Desde pequenos, Patrícia e Laurence tinham formas diferentes – e às vezes opostas – de enxergar o mundo. Patrícia podia falar com animais e se transformar em pássaros. Laurence construía supercomputadores e máquinas do tempo de dois segundos. Enquanto tentavam sobreviver ao pesadelo interminável da escola, seu isolamento se transformou em uma amizade cautelosa. Até que circunstâncias misteriosas os separam para sempre. Ou assim eles pensavam.

Dez anos depois, ambos se reencontram em São Francisco. O mundo está prestes a implodir. Patrícia é formada em uma secreta escola de magia, e Laurence é um cientista tentando salvar a humanidade. A medida que os dois se reconectam, se veem levados a lados opostos em uma guerra entre ciência e magia. E o destino do mundo depende dos dois. Provavelmente.

Uma profunda, mágica e divertida análise sobre a vida, o amor e o apocalipse.


E você, já conhecia os títulos da Morro Branco? Acompanhe pelo Facebook as novidades da Editora!


agosto 06, 2017


"Quanto de vinho eu tenho? - perguntou ele.
- 746.425 litros de vinho fino, majestade.
- Quanto tempo levarei para beber tudo isso?
- 409 anos, se beber cinco garrafas por dia.
- Eu conseguirei comandar o reino se beber cinco garrafas por dia?
- Não conseguiria caminhar, majestade - disse Exel.
- (...) Para que conquistar o mundo se o mundo por fim rouba meu tempo?"
(p. 52)

Era uma vez um Rei que conheceu o amor no coração da floresta. Seu nome era Luz da Primavera, uma jovem de olhos sonhadores e gentis. De tão apaixonado, o Rei convidou-a para habitar no castelo, e com ele conquistar novos reinos. Conquistado pela simplicidade de um romance silvestre, o Rei aceitou esta vida à dois em uma casinha à beira do lago. Era verão e a conquista de novos mundos poderia esperar, seu reinado ganhara um novo significado.

Algumas estações se passaram e a felicidade encontrou sua primeira tempestade: em meio ao choro de uma pequena princesa, em seus braços silenciava a Luz de sua vida. E foi neste instante de nascimento e despedida que o Rei Dímon XVII iniciou sua primeira batalha contra o tempo.

Na história de Andri Snaer Magnason, duas são as realidades temporais: a primeira, ancestral, fala da ambição de um Rei e dos males que sucederam a este ideal de conquista do mundo, não por acaso denominado Pangeia; a segunda, não muito distante de hoje, apresenta um cotidiano onde acredita-se que, com a ajuda de toda a nossa tecnologia, o ser humano pode escapar da fúria dos homens, e porventura do tempo. Diante das adversidades, importa ao homem então a sobrevida, ainda que por meio da distopia da fuga (algo que, para Dímon XVII, acostumado ao espírito bélico, seria motivo de pesar e lamúria).

"Não é possível conquistar o mundo, sem conquistar o tempo". Segundo a história, esta é a sabedoria da floresta, que chegou ao conhecimento do Rei um pouco antes de seu encontro com a Luz, em um tempo onde a arrogância do reinado enfrentou as leis da natureza, e o fim desta batalha não poderia ter resultado de outro modo, senão em maldição.


"- Eu não tinha mais certeza se o mundo estava enfeitiçado ou se ele havia se livrado de um feitiço. As pessoas já o tinham destruído tanto. As pessoas estavam numa corrida contra o tempo, tentando acumular tantas coisas e tanto lixo quanto pudessem. Destruíram tudo que havia de belo e agora elas se fechavam dentro de sua própria idiotice." (p. 195)

Os dias de hoje também estavam, de algum modo, repletos de mal estar: em um mundo onde a soberania deixou de ser nacional (pobre Rei se estivesse vivo!) para tornar-se tecnológica, bastava o morador do campo ou da cidade entrar em contato com a TIMEX, encomendar uma cápsula do tempo e escapar de todo o aborrecimento, qualquer que seja (curiosamente, a adesão às cápsulas aumentava quando a tv anunciava dias de racionamento, assim como novos decretos do governo).

E já que a possibilidade de fuga foi criada, toda a população se acostumou a "viver fora do tempo" (ou seja, dentro das cápsulas da TIMEX) e assim escapar de todos os males (chuva, inflação, tédio, provas, viroses, greves...). O que à primeira vista parecia uma boa ideia (vou ali entrar na cápsula do tempo e volto quando a inflação baixar) tornou-se maluquice: 

"... depois veio a crise financeira e os economistas previram um ano tenebroso. (...) As pessoas foram aconselhadas a proteger os seus filhos desses tempos horríveis, (...) com isso, as vendas das lojas caíram, de modo que os seus funcionários providenciaram caixas para si. Com isso, o estado passou a arrecadar menos impostos (...); por fim, não havia mais ninguém para consumir todos os alimentos que os fazendeiros produziam e eles puseram os animais em caixas e perguntaram ao governo o que ele pretendia fazer.

- O que ele fez?
- Arranjou caixas e se enfiou dentro delas também."

Parece uma história sem solução e fim, não é mesmo? E neste momento você deve estar se perguntando: o que a lenda de um Rei tem a ver com cápsulas do tempo? Bem, essa é a graça de A Ilusão do Tempo, que aproxima dois mundos inimagináveis, e que partilham de uma mesma ambição: fugir ao inevitável (as intempéries, as crises e as despedidas), ainda que para isso seja preciso subtrair a própria vida.  

A fábula de Andri Snaer é mesmo cativante e, à sua maneira, encantada - afinal, apesar de nossas ambições e erros, a Vida consegue ainda ser generosa, vez por outra soprando bons ventos, atalhos e senhas para orientar o nosso caminho. Com esta história em mãos, só posso dizer que é leitura recomendadíssima, para todas as idades! Parabéns pelo lançamento, Editora Morro Branco <3 E que a reflexão sobre o tempo e suas (im)permanências esteja conosco, a cada dia, enquanto houver dia...


Sinopse: Quando as coisas não vão nada bem e os economistas preveem uma enorme crise financeira, a família de Vitória – assim como o resto do mundo – decide se esconder em suas misteriosas caixas pretas à espera de tempos melhores. No entanto, após vários anos, a caixa de Vitória se abre e a menina se vê em uma cidade em ruínas. Sem rumo, ela caminha por prédios e ruas tomadas por florestas e animais selvagens, até chegar à uma casa onde crianças se reúnem em torno de uma senhora para ouvir a história de um rei ganancioso que conquistou o mundo, mas desejava conquistar o tempo. Para poupar sua bela princesa dos dias escuros e sombrios, normais ou sem valor, ele a coloca em uma caixa mágica transparente como cristal, mas feita de uma seda de teia de aranha tão densa que o próprio tempo não consegue penetrar. Vitória aos poucos percebe uma conexão entre sua própria história e a do reino mágico. Junto com seus novos amigos, ela precisa encontrar uma forma de consertar o mundo antes que seja tarde demais.


julho 23, 2017


Como quem é vivo sempre aparece, cá estou eu de novo para resenhar mais um livro. Para quem não sabem quem sou, olá! Meu nome é Luana e eu sou dona do blog Memorialices, apaixonada por livros, fotografia e Rainha Vermelha nas horas em que não estou no mundo humano. 

A resenha de hoje é de um livro muito legal, e que já entrou para a lista de favoritos de 2017!



Sinopse: No dia de sua aposentadoria, o inspetor Chopra herda dois inesperados mistérios. O primeiro é o afogamento de um jovem pobre, cuja suspeita morte ninguém quer investigar. O segundo é um bebê elefante.

Enquanto sua busca por pistas o leva através da movimentada cidade de Mumbai - das ricas mansões ao submundo sombrio das favelas - Chopra começa a suspeitar que há bem mais por trás dos dois mistérios do que ele pensava. E rapidamente descobre que um determinado elefante pode ser exatamente o que um homem honesto precisa...


Quero começar dizendo que, no início, a leitura demorou um pouco a me prender. Na verdade, eu só fiquei presa de verdade na história lá pela página 80, mesmo que o restante anterior seja suficientemente divertido e até aleatório. O Inspetor (aposentado) Chopra herdou um elefante! Tem coisa mais engraçada e inusitada que essa? 

Algo que pode deixar algumas pessoas incomodadas é o fato de livro se passar na Índia, pois a cultura exótica de lá vai totalmente de encontro a do Brasil, e isso está presente ao longo da leitura, tanto nas palavras, quanto nos cenários e nos próprios costumes.


Agora, falando sobre a história, depois que conseguimos pegar o ~pique~ é praticamente impossível parar de ler, pois ficamos realmente envolvidos com tudo sobre o Inspetor (aposentado) Chopra, seu elefante, e até com os personagens secundários. 

O mistério é muito bem construído, e tudo é regado a boas doses de humor e aleatoriedades. Por exemplo, uma das cenas que mais me fez rir foi uma que se passa dentro de um shopping, onde o Inspetor (aposentado) Chopra tenta fazer o Ganesha (nome do elefantinho) subir uma escada rolante, haha. Ah, também há outros assuntos envolvidos, como as reflexões de Chopra sobre se aposentar precocemente e como a cidade a qual ele sempre referiu-se como sendo "sua" está se modernizando.

É possível ver a relação de Chopra com o elefantinho crescendo, e, enquanto isso, somos guiados por passeios coloridos e quentes pelas ruas de Mumbai e por uma investigação que vai muito além do assassinato que começou tudo isso. Ah, também percebemos que Ganesha não é mesmo um elefante comum! 

Uma história leve, divertida e encantadora e que merece se tornar uma série, pois tenho certeza que a Agência de Detetives Baby Ganesh ainda tem muitos casos para resolver :) 


Nunca havia tido contato com a Editora Morro Branco, esta que acabou de chegar ao mercado editorial, mas fiquei extremamente feliz por "A Inesperada Herança do Inspetor Chopra" ter sido meu pioneiro com suas publicações, mas eu também já estou interessada nos outros títulos!

Eu fiquei maravilhada com o cuidado que a edição teve! A capa, por si só, já é um encanto, mas os outros detalhes, como por exemplo a folha de guarda, as páginas amareladas, a diagramação, o elefantinho que dá início a cada capítulo... tudo isso gerou um livro físico lindo e que combina perfeitamente com a história ♡


Espero que vocês tenham gostado da resenha e das fotografias. Alguém se animou a ler? Quem já leu? Vou adorar ler os comentários aqui no post :) 

xoxo, Luana Souza {volto pra cá assim que possível, hehe}


Leia também a primeira resenha sobre o Inspetor Chopra postada aqui no blog :)

abril 05, 2017


Imagina-se a vida aos cinquenta ou sessenta com uma perspectiva de equilíbrio entre o cansaço do trabalho e o vislumbre de uma rotina tranquila - ou um futuro com um pouco menos de fadiga, pelo menos. Para o Inspetor Chopra, no entanto, ausentar-se de seu posto de trabalho (a conhecida Delegacia de Mumbai) seria uma grande tristeza, já que há vinte anos ele "conhecia esse lugar mais intimamente do que sua própria casa", e este sentimento o acompanhava havia muitos dias, ainda mais nestes últimos minutos de seu último expediente.

Aliás, o livro começa um pouco antes disso, enfatizando o momento em que sua esposa Poppy entregara-lhe uma carta que recebera de um familiar. Em meio a pressa de seu caminho até a Delegacia, Chopra simplesmente guarda o envelope no bolso e segue para o trabalho, onde, ao invés de uma festa organizada por seus amigos, uma investigação cairia em seus braços como uma espécie de presente. 

Em meio a multidão e gritaria dos populares que aos policiais relatavam uma suspeita de crime, Chopra não se contenta com este último dia de trabalho e começa a investigar o caso de forma independente, já que sua aposentadoria seria possivelmente uma espécie de impedimento. Dessa forma, o que deveria ser um dia saudoso e tranquilo estava começando a ser um pouco mais complicado que isso.

Neste momento da história, entre lágrimas (suas e de seus colegas) e depoimentos, Chopra se lembra do tal envelope entregue por Poppy, e, num sobressalto, recebe com espanto a notícia de que seu tio Bansi havia lhe deixado de herança um pequeno elefante, um "baby Ganesha", e esta é com certeza mais uma das inesperadas surpresas que o acompanharão nos dias a seguir.

Como podemos perceber, esta simples manhã na Delegacia será o prenúncio dos próximos capítulos, assim como a ansiedade de Chopra para manter-se ativo, também essencial para a condução desta investigação. Entre uma pista e outra então, além da preocupação com o inusitado novo membro da família (o Elefante), cujo cuidado e zelo será aos poucos oferecido por sua esposa, sogra e vizinhos, este início de aposentadoria do Inspetor Chopra não será nada tranquila mesmo...


O autor Vaseen Khan é também muito detalhista na ambientação da cidade de Dubai, e não apenas na descrição das pistas e investigações de Chopra. Mesmo o leitor não conhecendo a geografia e os costumes do país, é possível vislumbrarmos um pouquinho da realidade indiana através da história do Inspetor Chopra, que, em diversos momentos, compartilha um carinho imenso por sua região:

"De seu apartamento no décimo quinto andar ele tinha uma excelente vista de Sahar e da área vizinha, Marol. (...) Um pouco mais ao norte ficava a favela, estendida ao longo da tubulação de esgoto de Marol.

(...) Era isso que tornava os habitantes de Mumbai os melhores indianos dessa terra, Chopra sentia. Essa crença em sua invulnerabilidade.

Quando lá chegou, há cerca de três décadas, ficou aterrorizado só de ver aquela gigantesca massa humana. Foi um grande choque para ele, que vinha das paisagens abertas de seu vilarejo. Agora, ele não conseguia imaginar viver em um lugar sem o barulho e a energia que movia Mumbai o tempo todo, dia  e noite.

Ele ouvia com frrequência seus colegas reclamando dos muitos problemas que assolavam a cidade: as favelas, a poluição, a pobreza opressiva, as altas taxas de criminalidade. Chopra achava que todos desconsideravam o ponto principal. Como disse um homem famoso, uma cidade era como uma mulher e, como uma mulher, não era possível amar apenas as partes boas; era preciso amá-la por inteiro, ou não amá-la de modo algum." (p. 30)

Este caloroso sentimento é também encontrado nos capítulos seguintes, em diversos momentos, especialmente quando relembra sua história com Poppy, que continua tendo um papel muito importante em sua vida (aliás, há no final do livro um fato-surpresa que enfatiza bem este amor por sua esposa), e também quando Ganesha passa a ser o novo "membro" (quase um filho! risos) de sua família.

"A inesperada herança do Inspetor Chopra" é um livro jovem, porém interessante para todas as faixas etárias, especialmente para o leitor que se interessa por um enredo meio Sherlock Holmes, repleto de incidentes e pistas, e com um adicional toque de fantasia (sim, não é spoiler, você já deve ter percebido que estamos falando do pequeno elefante, não é mesmo <3) que faz com que a história seja acolhida por todos nós com uma "pulga atrás da orelha" (afinal, Chopra realmente investiga um crime!) e também um grande sorriso.

Mais um grande lançamento da Editora Morro Branco! Vale muito conhecer <3



A Inesperada Herança do Inspetor Chopra 
Vaseen Khan 

No dia de sua aposentadoria, inspetor Chopra descobre que herdou um elefante: um presente incomum, que não poderia ser mais inconveniente. Especialmente quando se tem um último caso para resolver.

Mas enquanto suas investigações sobre um homicídio o levam através de Mumbai – das ricas mansões ao submundo sombrio das favelas – ele rapidamente descobre que um bebê elefante pode ser exatamente o que um homem honesto precisa.


Sobre o Autor - Vaseem Khan viu um elefante pela primeira vez no meio de uma estrada em 1997, quando chegou a Índia para trabalhar como consultor gerencial. Foi a coisa mais incomum que ele já tinha visto e serviu como inspiração para a série Agência de Detetives Baby Ganesh. Retornou ao Reino Unido em 2006 e hoje trabalha no Departamento de Segurança e Ciência Criminal na University College London onde se surpreende diariamente pela forma como a ciência moderna está sendo empregada para combater a criminalidade. Elefantes estão em terceiro lugar em sua lista de paixões; em primeiro e segundo lugar estão ótima literatura e críquete, não necessariamente nessa ordem.
março 31, 2017


Já é quase abril, mas ainda dá tempo de conversar um pouco sobre os recebidos que chegaram por aqui neste finzinho de março :) Dentre os lançamentos, trilogia chick-lit da Harper Collins, uma divertida publicação jovem da Morro Branco, e duas intensas histórias publicadas pela José Olympio / Record. Conheçam:


Charlotte - David Foenkinos

Uma tragédia familiar pouco antes da Segunda Guerra Mundial marca a vida da pequena Charlotte, que já dava indícios da realizada artista que viria a se tornar. Obcecada pela arte e pela vida, a jovem, progressivamente excluída de todas as esferas sociais alemãs com a ascensão do nazismo, teve que abandonar tudo para se refugiar na França. Exilada, ela inicia uma obra pictural autobiográfica de uma modernidade fascinante.

David Foenkinos coloca em suas próprias palavras um tributo original, apaixonado e vivo a Charlotte Salomon. Esse romance assombroso e redentor, pautado na vida da trágica figura real que lhe serve de protagonista, é o relato de uma busca. Da busca de um escritor obcecado por uma artista.


Bartleby, o escrivão - Herman Melville

O personagem título é um jovem amanuense judicial que, cansado do trabalho burocrático, decide adotar o “não” como lema e o “nada” como estilo de vida. Publicada originalmente, de forma anônima, numa revista em 1853, Bartleby, o escrivão é uma daquelas obras que deixa os leitores confusos quando chegam ao final: não há uma resposta e sim questionamentos sobre quem seria esse personagem tão peculiar.

A narrativa de Melville, um dos percursores do absurdo na literatura, é tão curta quanto rica e múltipla; leitura para se perder em interpretações.




A atriz Libby Lomax encontrou seu refúgio no mundo dos filmes clássicos, nos quais as deusas imortais favoritas da tela parecem oferecer muito mais romance do que a vida real. Depois de um dia terrível no set de filmagens, onde ela passou a maior vergonha de todos os tempos na frente do elenco inteiro e, pior, do astro sexy e notório bad boy Dillon O’Hara, tudo o que Libby consegue fazer é se jogar no sofá e assistir Bonequinha de luxo pela milionésima vez. De repente, ela se surpreende ao ver a estrela do cinema, Audrey Hepburn, sentada bem ao seu lado, em seu vestidinho preto, clássicos óculos escuros e cigarrilha vintage, cheia de conselhos para dar. Mas será que Libby realmente é capaz de transformar sua vida de fracasso em um incrível blockbuster? Talvez, com um pouquinho da ajuda mágica de Audrey, ela até consiga…


Uma noite com Marilyn Monroe

Os últimos meses passaram como um furacão pela vida de Libby Lomax. Depois das confusões em que a atriz não tão bem sucedida se meteu com a ajuda da diva Audrey Hepburn, agora Libby não só está namorando o cara mais gato do planeta mas também parece ter encontrado uma alternativa profissional melhor que a anterior. É incrível como a vida pode melhorar!

Mas seu otimismo tem vida curta. Logo ela percebe que Dillon O’Hara não é, nem de longe, o namorado perfeito que esperava, e seu melhor amigo, Ollie, parece ter esquecido de Libby em meio a tanta confusão.

Ainda bem que Libby tem outra convidada mais que especial para lhe aconselhar... Agora é torcer para que desta vez Marilyn seja a chave para finalmente colocar a vida nos eixos!



Nesta conclusão hilária da série Uma noite com, Libby Lomax se vê em mais uma enrascada: lutar pelo melhor amigo e amor de sua vida, Olly, que parece ter partido para outra, ou se jogar de cabeça em uma aventura que pode se transformar em seu felizes para sempre? Grace Kelly é a convidada da vez, e ela tem uma lição importante a ensinar: se você quer algo, precisa lutar para conseguir!




As vibrantes cores e o caos da cidade de Mumbai embalam esta história de crime e mistério, que vai fazer você mergulhar de cabeça na cultura indiana.

No dia da sua aposentadoria, o inspetor Chopra herda dois grandes mistérios. O primeiro é o afogamento de um rapaz, cuja suspeita morte ninguém parece interessado em investigar. E o segundo é um bebê elefante.

Enquanto sua busca por pistas o leva através da movimentada cidade de Mumbai – das ricas mansões ao submundo sombrio das favelas – Chopra começa a suspeitar que pode haver bem mais por trás dos dois mistérios do que ele pensava. E logo, ele descobre que um determinado elefante pode ser exatamente o que um homem honesto precisa...



O Gato Preto - em quadrinhos - Edgar Alan Poe

A intrigante história de 'O Gato Preto' é narrada em primeira pessoa pelo personagem sombrio que desde criança possui uma grande afeição por animais, mas o destino mostra-se assustador quando um gato preto aparece em sua vida. Nesses quadrinhos desfrutamos um pouco do mistério, do fantástico e da alma do ser humano, que se revela aterrorizadora. Uma leitura imperdível.


E você, já leu alguns destes lançamentos? <3