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julho 01, 2018

Olá, Leitores! Domingo, primeiro de julho, e o dia começa com a resenha da Paloma, uma de nossas amigas-colunistas que nos acompanha desde o início do Blog :) Atualmente, além de compartilhar leituras e resenhas no Instagram, a Paloma se dedica às artes digitais, e nos próximos meses publicará suas impressões criativas acompanhadas por livros igualmente inspiradores <3 Para conhecer mais o trabalho da Paloma, siga o perfil PARTES, tanto no Insta como no Tumblr.

A ilustração abaixo foi inspirada no livro Queria que você me visse, de Emery Lord, publicado pela Companhia das Letras. Espero que gostem da inspiração e da resenha! 

Até a próxima! 
Rebeca




Sinopse: Jonah Daniels vive em uma cidadezinha na Califórnia desde que nasceu. Há seis meses, com a morte de seu pai, toda a sua família teve que se adaptar: Jonah e seus cinco irmãos se tornaram responsáveis por manter a casa em ordem e cuidar do restaurante que o pai deixou. No começo do verão, porém, a vida do garoto parece prestes a seguir um novo rumo com a chegada de Vivi Alexander.

Vivi é apaixonada pela vida. Encantadora e sem papas na língua, ela se recusa a tomar um de seus remédios porque sente que ele reprime seu ímpeto de viver novas aventuras. E, ao encontrar Jonah, ela tem certeza de que está prestes a viver mais uma. Mas será que Jonah está disposto a correr os mesmos riscos que ela?



Impressões: Logo no início somos apresentados a dois mundos, que inicialmente parecem ser completamente diferentes, mas que ao longo da leitura vamos perceber que carregam dores parecidas. Em capítulos alternados, conhecemos as narrativas de Jonah e Vivi.

Jonah apresenta ao leitor seu mundo que está em completa desordem. Perder o pai alterou toda a rotina de sua enorme família. Percebemos logo de cara que ele é um rapaz fofo, destruído, que teve que crescer às pressas pra dar conta das novas responsabilidades que teve que assumir. Ou seja: não tem como odiar Jonah. 

Vivi entra nessa história de forma vibrante e cativante. Ela acabou de chegar nessa cidade (por motivos que vamos conhecer melhor ao longo da leitura), e é cheia de vida e cores, e estilo, e alegria. Vivi é apaixonante logo nas primeiras páginas. 


Apesar de serem completamente diferentes um do outro, parece que os dois se encontram num momento propicio. Jonah precisa da alegria de Vivi, e ela está muito disposta a embarcar nisso.

Nessa jornada, conhecemos os personagens secundários, mas extremamente importantes, que são os familiares de ambos. A família enorme de Jonah, e seus irmão que são incríveis, trazem ao livro algumas singularidades.

Mas apesar de ser uma história de amorzinho, ela também trás algumas dores no caminho e somos pegos de surpresa ao ter que lidar com outras perspectivas dos mesmos personagens.


Nessas perspectivas mais sombrias, a autora nos pega pela mão e aborda temas como depressão, luto e bipolaridade, abrindo diálogo para entendermos mais sobre as doenças mentais e todas essas pautas.

A autora conseguiu falar sobre isso de maneira muito informativa, deixando muitas portas abertas pra que a gente consiga entender e falar sobre o assunto.

Por fim, Queria que você me visse é uma leitura ótima pra quem procura um YA de jovenzinhos problemáticos, complicados e cativantes.

E você, já conhecia essa história? Compartilha nos com a gente suas impressões aqui nos comentários!

Um abraço,
Paloma


julho 18, 2017


Seja na Londres de muitos séculos ou em nossos dias, a inimizade e conflito serão sempre parte de nosso cotidiano. Afinal, é de nossa natureza provocar o dissenso entre familiares e amigos, especialmente no que diz respeito a relacionamentos amorosos, é aí que a confusão fica maior ainda, não é verdade?

Jane Austen roubou meu namorado é o segundo livro de Cora Harrison baseado no legado literário da escritora inglesa Jane Austen. No primeiro volume da série, Eu fui a melhor amiga de Jane Austen, Cora recria os anos iniciais da adolescência das primas Jane e Jenny, mesclando fato e ficções acerca da sociedade britânica dos anos 1790. Nesta continuação, as personagens (agora crescidas, a poucos anos do fim da adolescência,) compartilham um cotidiano repleto de sonhos e perspectivas amorosas, e também algumas desilusões. Publicadas no Brasil pelo selo Rocco Jovens Leitores, ambas histórias apresentam uma escrita leve, onde a atmosfera de confissões e segredos de seus capítulos envolve o leitor e o aproxima deste universo à primeira vista tão distante de nossa realidade contemporânea.

Partindo de referências direta da vida e obra de Jane Austen (principalmente de seus diários), a autora recria situações de época em uma espécie de "fanfic" onde a própria Austen é a protagonista. O que me chamou atenção na história foi a forma universal com que o amor e o romance podem aparecer em nossa vida (tendo em mente, é claro, os contrastes geracionais e culturais de cada época): ao lidar com sentimentos que nos acompanham em todas as idades, é bem possível aproximarmos a Inglaterra vitoriana de nossa vida hoje, já que é próprio do humano tanto sentir inveja como empatia, traição e compromisso, assim como calúnia e cumplicidade, enfim, e as personagens de Cora Harrison poderiam muito bem atravessar alguma fenda temporal e conhecer o amor aqui em nossos dias. Sei que parece absurdo, risos, mas vamos aos "fatos":

- O livro fala da cumplicidade entre as primas Jane Austen e Jenny Cooper e de como esta parceria é uma espécie de alento e alívio tanto para os dias difíceis como para a diversão que vez por outra preenche as páginas de seus diários - ou seja, a história fala desta relação entre amigos de infância e melhores amigos, e não consigo lembrar em algo mais universal que este sentimento fraterno;

- Cora Harrison também é mestra em criar inimizades e vilões: Augusta (a tia-madrasta), Edward-John (o irmão que passou a ser o seu tutor, logo após a morte de sua mãe), Lavínia (a fofoqueira-rival que tenta acabar com a reputação de Jane na vizinhança), Philly (apenas uma conhecida, porém bem "cobra" em determinado ponto da história), enfim, inúmeros atores cuja personalidade certamente conhecemos, e que na trama de Harrison foram estrategicamente posicionados para tornar a vida das primas Jane e Jenny (especialmente de Jenny) um pouco mais complicada;

- A presença na trama do jovem Harry, o personagem que desde a infância é amigo dos Austen, especialmente de Jane, que o considerava o melhor cúmplice de seus aventuras em Southampton, tanto no pique-esconde da primeira idade como nos planos e sonhos da adolescência. Levanta a mão quem conhece, viveu ou vive uma relação de amizade assim o/

Ou seja, mudam os ares, os costumes e nossa ideia de liberdade, mas a busca por amizade, amor e felicidade nos acompanha desde sempre, e para sempre.


Mas voltando a trama: como não poderia faltar em um romance histórico, Cora Harrison dedica grande parte do livro aos sentimentos da prima Jenny, que sonha em escapar aos cuidados excessivos de sua tia-madrasta e viver ao lado de Thomas, um jovem capitão da marinha que se apaixonou pela simplicidade de nossa protagonista.

O livro também mostra o amadurecimento da jovem Jane, que passa a nutrir uma paixão maior pela literatura e também pela ideia de um romance, tanto em sua vida pessoal como nas páginas de seu diário. Neste cenário da adolescência e suas descobertas, poderia Jane encontrar o amor em sua própria história, ou será que o futuro lhe reservaria alguma surpresa?

Assim como nos originais de Austen, a história de Cora é ambientada em uma Inglaterra aristocrática repleta de bailes e cortejos, onde através da formalidade da dança muitos sonhos poderiam ser nutridos: para Jane, era certo que a afeição pelo jovem Newton (aliás, treta à vista: Newton pertencia aos sonhos de Lavínia, a bela da vizinhança, que, por não ter seu amor correspondido, dedicou seus dias a criar grandes inimizades com Jane) poderia render páginas e páginas de manuscritos, mas... e quanto ao amor? Poderia Jane realmente ver através do azul dos olhos do rapaz?

Do outro lado do salão, estava a prima Jenny, que ansiosa aguardava o momento em que o jovem capitão Thomas viria ao seu encontro e ambos compartilhariam uma vida juntos.

Mas, como não poderia faltar em todo romance, o par-amoroso poderá a qualquer momento ser surpreendido pela inveja e maldade de quem o cerca...

O que fazer nessa hora? Na história de Cora Harrison, por sua atmosfera-Austen, aliada a uma escrita young adult, é certo que a felicidade estará sempre em perspectiva - e, quem sabe, a um passo de sua própria realização, mesmo com todo esforço envolvido.

Jane Austen roubou meu namorado é, de fato, uma leitura agradável e divertida, e não apenas para os fãs de Jane Austen :) Vale conhecer!



Baseado nos diários da escritora Jane Austen na adolescência, este divertido romance juvenil é uma história de aventura, mistério, fofocas e, claro, flertes e paixões. Uma das autoras mais queridas em todo o mundo, cujo bicentenário de morte ocorre este ano, Jane Austen (1775-1817) segue arrebanhando uma legião de fãs em pleno século XXI com romances nos quais retrata a sociedade inglesa de sua época com precisão e ironia. Em Jane Austen roubou meu namorado, a escritora irlandesa Cora Harrison recria, para os jovens de hoje, a atmosfera dos livros da própria Jane Austen, mesclando ficção e dados reais, a partir dos diários da autora de Orgulho e preconceito. O livro retrata as peripécias amorosas da futura escritora, que já se considerava uma especialista em assuntos do coração, e de sua prima Jenny.

Para compor as personagens, a escritora Cora Harrison foi atrás de documentos e antigas cartas de Jane Austen e sua família. Além de escrever uma história leve e divertida, ela entrega aos jovens fãs de Jane Austen detalhes da vida da aclamada escritora inglesa.
dezembro 31, 2016

"Dan vai sair. (...) Ele sempre tem alguma boate para ir e o gerente é sempre amigo dele. Não é a primeira vez que me pergunto: como ele faz isso? Dan é dois anos mais novo que eu, mas não é só isso. Sua vida meio que segue no piloto automático; coisas boas acontecem com ele quer queira, quer não.
(...)  Eu já fui cool também, por muitos anos. Bem, talvez quatro. Durante a faculdade, acabei sendo o líder de uma comunidade de música alternativa chamada Oblivion, em que tocávamos pós-rock e uma música eletrônica estranha em lugares minúsculos e cheios de músicos profissionais coçando o queixo. (...) Dan aparecia e nos ajudava enquanto cursava design em Bristol; ele criava nossos cartazes e até montou um site para nós. Ele ainda faz essas coisas, mas para mim perdeu a graça.
A vida entrou no caminho.
- Acho que vou ficar em casa. Mas valeu, obrigado, Dan.
- Não esquenta, cara.


Última resenha do ano, um dos melhores livros de 2016. Porque a vida não segue por atalhos, e a história do Menino nos diz que é preciso caminhar, ainda que a estrada pareça não ter fim.

Keith Stuart é editor de games e tecnologia do jornal britânico The Guardian. Em O Menino feito de blocos, Keith apresenta a história do pequeno Sam, personagem baseado em seu próprio filho, Zac, que percebe a realidade como um quebra-cabeça cujas peças mal se conectam.

Nesta quase autobiografia, os episódios são narrados sob a perspectiva de Alex, um pai que abdicou de suas ambições e juventude para se dedicar a criação de Sam, esta criança que com muita dificuldade se adapta ao cotidiano que o cerca. É possível que o leitor interprete a sinceridade de Alex como um sinônimo de indiferença; eu diria que é apenas um desabafo de quem entendeu que a vida não é doce, e que a exaustão é um fato presente no coração de toda a gente. Afinal, por mais que haja amor, uma hora o casamento entra em crise, a criança chora por dias seguidos, e a única coisa a fazer é lutar ou desistir de seu próprio mundo.

Neste ponto da história, Alex está fora de casa, sua esposa não encontra mais motivos para sua presença. Ao refugiar-se no apartamento de seu melhor amigo, os dias de Alex se arrastam, como se à espera de uma solução para esta realidade familiar há anos incompreensível. A cada capítulo, no entanto, conhecemos um pouco mais do passado de Alex, e juntos revivemos inúmeros episódios de dedicação e amor pelo Menino.

Os dias seguem, novas decepções o interceptam pelo caminho, porém, a cada reencontro com sua esposa e filho, o coração de Alex se enche de esperança, ainda mais ao perceber que Sam encontrou na realidade dos games, especialmente Minecraft, um novo ponto de contato com a sociedade que sempre o amedrontara.

Este episódio dos games é, inclusive, um dos mais importantes na biografia do autor: "Eu acho que o tema principal da história é que, enquanto pais, nossa tarefa é encontrar nossos filhos nos lugares em que eles se sintam confortáveis, e só assim poderemos entender uns aos outros - o que acontece é que esses lugares às vezes existem através de uma tela, e o que precisamos fazer é deixar a preocupação de lado e fazer com que esse encontro simplesmente aconteça". (no Blog da Record você encontra outros trechos, cujo original, em inglês, está no jornal The Guardian).

Ao longo da história então, o Menino encontra sua voz, e, com a ajuda de Minecraft, passa a compartilhar com o mundo este seu novo vocabulário. Se eu pudesse compartilhar um spoiler, diria que os capítulos finais são de uma doçura e emoção surpreendentes! Aliás, assim como Suzy e as Águas-vivas e Achados e Perdidos, O menino feito de blocos é uma história onde a cada página compreendemos os porquês de todo reencontro e ausência, assim como de toda vulnerabilidade e força que no peito se refugia. Afinal, quando a vida retira algumas peças de nosso quebra-cabeça, este talvez seja um convite para construirmos uma nova paisagem, especialmente quando temos à disposição alguns blocos, um pouco de amor e uma família.

"- Papai, o que você está fazendo? Eu acho que você está empacado.
- Como assim?
- Às vezes eu fico empacado num pensamento e não consigo me livrar dele, não por um bom tempo. Ele fica e fica. Você está empacado em um pensamento.
Paro de andar.
- Ei - digo. - É, acho que você está certo. Está totalmente certo. Eu estou empacado num pensamento. (...) Caramba, você é muito esperto.

E isso me vem como um choque e uma surpresa (...); os vislumbres do interior de Sam são tão raros e fugazes que, quando aparecem, eu os considero verdadeiras joias. (...)
- Obrigado por pensar em mim - digo. - Obrigado, Sam.

Ele desvia rapidamente o rosto, seus olhos vasculhando a calçada, evitando meu olhar e minha gratidão. (...) Eu desisto e (...) fico (...) achando que o momento passou totalmente, essa pequena janela de intimidade. Mas, quando paramos numa rua, ele tira a mão da minha por um instante, e então bate de leve nas minhas costas.
 - Meu papai - diz ele.

E a cena é tão perfeita que sinto que estrelas vão cair sobre nós."


Keith Stuart 
Editora Record

Alex ama sua família, mas tem dificuldade em se conectar com Sam, o filho autista de oito anos. A tensão crescente da rotina leva seu casamento ao ponto de ruptura. Jody não aguenta mais o marido ausente e que pouco participa da vida do filho. Então Alex vai morar com o melhor amigo, e passa a dormir no colchão inflável mais desconfortável do mundo. Enquanto Alex enfrenta a vida de homem separado e cumpre a função de pai em meio-expediente, seu filho começa a jogar Minecraft. E, surpreendentemente, o jogo vai mudar para sempre a relação entre pai e filho. “O menino feito de blocos” é inspirado no relacionamento do autor com seu filho autista.




dezembro 14, 2016


Há todo um fascínio por histórias de celebridades. Talvez pela coragem com que expõem ao mundo sua vida e sonhos, possíveis apenas enquanto houverem forças para sobreviver a crueldade da própria exposição. E nada disso é novidade. Sing, no entanto, torna-se uma história relevante quando apresenta sua protagonista, a jovem cantora pop Lily Ross, sob a perspectiva de um romance young adult, onde a ingenuidade soma-se a um inimaginável vigor, assim como os desejos da juventude, de algum modo realizáveis quando o coração caminha assim, leve, acreditando chegar em breve às nuvens.

Por sua narrativa em tom de romance e ambientado em uma velocidade Nova Iorquina, o início de suas páginas talvez cause alguma ansiedade, ou até um breve descontentamento, especialmente se leitor não estiver acostumado com a escrita young adult. Mas sugiro que leiam Sing com um olhar de empatia, certos de que esta vida nada comum de Lily Ross será em breve tomada por toda uma avalanche de pés-no-chão e lágrimas - estas, condição necessária em todo processo de mudança, não importa se o de nós mesmos ou o de uma pop star. E este encontro com a realidade-de-todo-mundo é, de fato, a graça deste livro.

Entre as memórias do campo e a correria da cidade, a vida comum e as festas em New York, as amizades de infância e os contratos de trabalho, assim está a vida da jovem cantora Lily Ross, quando confrontada com os sérios compromissos de carreira e a angústia que surge em todo término de namoro. Neste momento da história, Lily, com o apoio de Tess e Sammy, suas melhores amigas, entendem ser necessário um distanciamento dos holofotes que a todos consome, restando ao trio a possibilidade de refúgio e férias em uma cidadezinha no Maine, onde cotidiano é organizado ao som dos pequenos afazeres da cidade e da rotina de seus moradores. Cenário ideal para um recomeço, não fosse pelas câmeras que em um importante momento da história atravessam os dias de Lily, assim como a presença de um alguém que, de forma inesperada e intensa, será a motivação para seguir em um novo caminho.

Sim, a história de Sing é também uma história de amor, e ainda assim (ou, justamente por isso,) um enredo não apenas para o leitor jovem, exposto às angustias e sonhos de suas primeiras experiências;  Sing torna-se uma leitura também para o público adulto quando a história nos apresenta uma personagem dividida entre a realização profissional e a felicidade que acompanha todo amor que surge fora de cena. Afinal, ponderar nossas escolhas e entender o que pode ou não ser excluído em cada uma de nossas prioridades é apenas um dos principais passos (senão o principal) nesta caminhada pela vida. E não importa se você é hoje um young adult ou alguém que tenta esconder seus primeiros fios grisalhos: a Vida não teria esse nome se não a vivêssemos sob tamanha intensidade (e claro, muita acrobacia e desequilíbrio). Daí a importância de livros como Sing, esta novela com trilha sonora de hoje e ritmo de filme de amor dos anos noventa, cujas cenas deixarão o leitor com boas lembranças no bolso, e claro, um belo sorriso.

Ah, aceitam um spoiler? O final da história é lindo! Quase uma apoteose :)



Sinopse: A cantora premiada e ícone do pop Lily Ross apresenta seus maiores hits e piores foras (porque para ela são sinônimos):
1. AGONIA (O que sentiu quando o ex partiu seu coração em pedacinhos e ela nem sabia o que estava acontecendo.)
2. FANTASMAS (Porque até pessoas famosas sofrem com namorados que simplesmente desaparecem. E é horrível da mesma forma.)
3. GATO ESCALDADO (Do ditado: “tem medo de água fria”. Ou seja, ela nunca mais vai sair com um ator ou músico na vida.)

Mas este verão será diferente. Depois de ter seu coração partido mais uma vez, Lily precisa se afastar dos holofotes, e uma viagem com as melhores amigas parece perfeita. Três meses em uma ilhota perdida no litoral do Maine, com foco total em si mesma, sua música, seu novo disco… Tudo menos garotos.

Isto é, até que Lily conhece Noel Bradley, um cara doce, simples e completamente diferente de todos os homens com quem ela já saiu. De repente, o “verão da Lily” dá um giro de cento e oitenta graus, e ela se vê envolvida em uma paixão de verão arrebatadora e inesquecível. O problema é que Noel não está interessado na vida de celebridade, e embora Lily o ame, ela também ama sua música, sua vida e seus fãs. Mais cedo ou mais tarde, ela vai ter que escolher.