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agosto 28, 2017


Raptada por um conde, da Editora Harper Collins Brasil, é um romance de época erótico da autora australiana Stephanie Laurens. Esse é o terceiro volume da trilogia das Irmãs Cynster.

Nessa história, acompanharemos as aventuras e desventuras de Angélica, a mais nova das Irmãs Cynster. E, como em todo romance de época, não poderia faltar bailes e é justamente num grande baile em que toda a peripécia dessa jovem garota, sonhadora e muito determinada vai acontecer.


Ela conhece um formoso cavalheiro que a chama a atenção e, na tentativa de chamar a atenção desse homem, aparentemente, tão virtuoso, é que ela é raptada pelo mesmo. Seria ele um vilão ou um herói que teve seus ideais comprometidos pela grande jornada da vida? O que será que acontecerá com Angélica?

Confira a vídeo resenha e tire suas próprias conclusões.

Espero que vocês tenham gostado.
Beijos e até a próxima.
Mich 


Londres, 1829. Angélica Cynster decidiu comparecer ao sarau na casa de lady Cavendish como parte da estratégia para encontrar o seu herói e futuro marido. Ela sabia que o reconheceria à primeira vista. Por isso, quando notou a presença de um nobre misterioso, ela soube que era o seu escolhido. Apesar do aparente interesse, ele não fazia nenhum movimento para se aproximar, e paciência nunca foi o forte de Angélica. Confiando no seu instinto e na sorte que o amuleto da Senhora lhe dava, decidiu dar o primeiro passo e se aproximar daquele homem enigmático. Tudo ia bem no seu primeiro encontro, até que uma atitude do seu herói a faz questionar as intenções dele: Angélica acabara de ser sequestrada! Fechando a trilogia das irmãs Cynster, “Raptada por um Conde” revela a verdade sobre os sequestros das Cynsters. O desfecho dessa intriga depende da ajuda que Angélica pode oferecer a Dominic. Um enredo com personagens audaciosos e uma trama misteriosa e cheia de aventuras que vai conquistar o público.



março 31, 2017


Já é quase abril, mas ainda dá tempo de conversar um pouco sobre os recebidos que chegaram por aqui neste finzinho de março :) Dentre os lançamentos, trilogia chick-lit da Harper Collins, uma divertida publicação jovem da Morro Branco, e duas intensas histórias publicadas pela José Olympio / Record. Conheçam:


Charlotte - David Foenkinos

Uma tragédia familiar pouco antes da Segunda Guerra Mundial marca a vida da pequena Charlotte, que já dava indícios da realizada artista que viria a se tornar. Obcecada pela arte e pela vida, a jovem, progressivamente excluída de todas as esferas sociais alemãs com a ascensão do nazismo, teve que abandonar tudo para se refugiar na França. Exilada, ela inicia uma obra pictural autobiográfica de uma modernidade fascinante.

David Foenkinos coloca em suas próprias palavras um tributo original, apaixonado e vivo a Charlotte Salomon. Esse romance assombroso e redentor, pautado na vida da trágica figura real que lhe serve de protagonista, é o relato de uma busca. Da busca de um escritor obcecado por uma artista.


Bartleby, o escrivão - Herman Melville

O personagem título é um jovem amanuense judicial que, cansado do trabalho burocrático, decide adotar o “não” como lema e o “nada” como estilo de vida. Publicada originalmente, de forma anônima, numa revista em 1853, Bartleby, o escrivão é uma daquelas obras que deixa os leitores confusos quando chegam ao final: não há uma resposta e sim questionamentos sobre quem seria esse personagem tão peculiar.

A narrativa de Melville, um dos percursores do absurdo na literatura, é tão curta quanto rica e múltipla; leitura para se perder em interpretações.




A atriz Libby Lomax encontrou seu refúgio no mundo dos filmes clássicos, nos quais as deusas imortais favoritas da tela parecem oferecer muito mais romance do que a vida real. Depois de um dia terrível no set de filmagens, onde ela passou a maior vergonha de todos os tempos na frente do elenco inteiro e, pior, do astro sexy e notório bad boy Dillon O’Hara, tudo o que Libby consegue fazer é se jogar no sofá e assistir Bonequinha de luxo pela milionésima vez. De repente, ela se surpreende ao ver a estrela do cinema, Audrey Hepburn, sentada bem ao seu lado, em seu vestidinho preto, clássicos óculos escuros e cigarrilha vintage, cheia de conselhos para dar. Mas será que Libby realmente é capaz de transformar sua vida de fracasso em um incrível blockbuster? Talvez, com um pouquinho da ajuda mágica de Audrey, ela até consiga…


Uma noite com Marilyn Monroe

Os últimos meses passaram como um furacão pela vida de Libby Lomax. Depois das confusões em que a atriz não tão bem sucedida se meteu com a ajuda da diva Audrey Hepburn, agora Libby não só está namorando o cara mais gato do planeta mas também parece ter encontrado uma alternativa profissional melhor que a anterior. É incrível como a vida pode melhorar!

Mas seu otimismo tem vida curta. Logo ela percebe que Dillon O’Hara não é, nem de longe, o namorado perfeito que esperava, e seu melhor amigo, Ollie, parece ter esquecido de Libby em meio a tanta confusão.

Ainda bem que Libby tem outra convidada mais que especial para lhe aconselhar... Agora é torcer para que desta vez Marilyn seja a chave para finalmente colocar a vida nos eixos!



Nesta conclusão hilária da série Uma noite com, Libby Lomax se vê em mais uma enrascada: lutar pelo melhor amigo e amor de sua vida, Olly, que parece ter partido para outra, ou se jogar de cabeça em uma aventura que pode se transformar em seu felizes para sempre? Grace Kelly é a convidada da vez, e ela tem uma lição importante a ensinar: se você quer algo, precisa lutar para conseguir!




As vibrantes cores e o caos da cidade de Mumbai embalam esta história de crime e mistério, que vai fazer você mergulhar de cabeça na cultura indiana.

No dia da sua aposentadoria, o inspetor Chopra herda dois grandes mistérios. O primeiro é o afogamento de um rapaz, cuja suspeita morte ninguém parece interessado em investigar. E o segundo é um bebê elefante.

Enquanto sua busca por pistas o leva através da movimentada cidade de Mumbai – das ricas mansões ao submundo sombrio das favelas – Chopra começa a suspeitar que pode haver bem mais por trás dos dois mistérios do que ele pensava. E logo, ele descobre que um determinado elefante pode ser exatamente o que um homem honesto precisa...



O Gato Preto - em quadrinhos - Edgar Alan Poe

A intrigante história de 'O Gato Preto' é narrada em primeira pessoa pelo personagem sombrio que desde criança possui uma grande afeição por animais, mas o destino mostra-se assustador quando um gato preto aparece em sua vida. Nesses quadrinhos desfrutamos um pouco do mistério, do fantástico e da alma do ser humano, que se revela aterrorizadora. Uma leitura imperdível.


E você, já leu alguns destes lançamentos? <3

março 09, 2017




Ando meio sumida com as resenhas, mas não porque parei de ler, e sim porque a correria desse último mês me desgastou bastante, fisica e mentalmente. Mas estou de volta! E com a resenha de Salva por um Cavalheiro, da autora Stephanie Laurens, um tipico romance com uma donzela em perigo e seu heróico salvador. Bom, típico só até o início da história, porque depois as coisas ficam... como devo dizer, "quentes".

Eliza Cynster é uma jovem donzela da alta sociedade, meiga, quieta, péssima amazona, que prefere passear em jardins em uma tarde de verão e tomar chá com bolinhos do que viver cavalgando e vivendo aventuras. Suas irmãs, Angélica e Heather, são o oposto, bem mais ativas que Eliza - e posso dizer que, de tão ativa, Heather viveu uma aventura e tanto para achar seu marido, tendo sido inclusive sequestrada, a mando de um aristocrata misterioso, e em seguida resgatada por seu príncipe encantado que a salvou, e claro, a levou ao casamento.

E foi neste casamento que Eliza Cynster descobriria o seu destino: no meio da festa de sua irmã, Eliza foi também sequestrada a mando do mesmo aristocrata (carinha insistente né?!), mas, desta vez, os sequestradores eram "mais descentes", digamos: um profissional chamado Scrope, uma enfermeira/dama de companhia chamada Geneviève, e um cocheiro chamado Taylor. Dopada e atordoada, Eliza de repente acorda em uma carruagem, e neste breve momento de lucidez ela vê um jovem cavalheiro passando pela estrada (que, segundo os sequestradores, ninguém passava) em seu próprio veículo. Imediatamente ela reconhece o jovem como sendo Jeremy Carling, um moço erudito, recluso e nada aberto a amores. No entanto, Eliza vê em Jeremy uma esperança de ser salva, então, resolve chamar a atenção dele, e Jeremy entende que este é um pedido de resgate.

O que posso dizer desse livro? É um romance histórico, clássico? É, com certeza, mas com um toque de pimenta no final! Admito que no começo do livro eu achei meio devagar, mas pouco tempo depois eu já estava desesperada para que Eliza pudesse escapar e não ser entregue para o aristocrata, e estava também torcendo para que Jeremy abandonasse a ideia de que por ser um cara intelectual demais ele não pudesse salvar Eliza, mas graças a Deus ele colocou o cérebro de volta na cabeça e foi colocar seu time pra jogo!!


Como sempre, retiro alguma lição dos livros que leio, ou pelo menos tento tirar, porque tem uns que realmente não colaboram pra que eu "entenda a lição", mas esse da Stephanie com certeza me ensinou algo.

O amor é uma coisa estranha mesmo: você espera tanto para encontrar seu príncipe encantado, de forma romântica, cheia de arco-íris, só que muitas vezes, infelizmente, você esbarra com ele da forma mais bizarra possível! Claro, não vou dizer que você precise ser sequestrada, arrastada e dopada por meio mundo pra que um cara venha e te salve. Mas é uma coisa pra gente pensar: em meio a situações tristes e desesperadoras, onde achamos que estamos realmente perdidas, não é assim tão impossível que do nada surja uma pessoa que te faça ter esperança, e que te resgate de uma situação ruim. E pode ser que numa hora dessas aquele amor que a gente tanto espera aconteça! 

Segunda lição que tirei: nunca tire conclusões precipitadas sobre si mesmo. Você pode ser a pessoa mais tímida, mais medrosa da face da terra, mas isso não significa que não tenha nada de corajoso e ousado dentro de você; pode ser que não tenha aparecido ainda a oportunidade certa para se demonstrar isso. Se você é comparado frequentemente com alguém, por exemplo, nem dê atenção, sabe, porque pode ser que você não tenha as qualidades que essa pessoa tem, mas ela não enxerga o que você é, então, não se deixe menosprezar ou ser menosprezado porque seu irmão, irmã, amiga, amigo, prima, primo ou sei lá quem aparenta ser mais ativo, mais educado, mais inteligente (sempre tem quem compare... no meu caso, era minha mãe: "porque a tua prima é educada, simpática, todo mundo gosta dela, porque ela é mais prestativa". Hoje, posso dizer que a minha mãe se arrepende dessas palavras, porque a minha prima nem olha na cara da gente na rua, e às vezes penso: "bem feito mãe!" kkkk)... Enfim, você deve ter em mente que você pode ser o que é, e muito mais ainda! E não é porque você não sai por ai em um cavalo, perseguindo bandidos e se aventurando pela floresta que você não tem aí dentro um espírito aventureiro, não é mesmo? (ps: quando ler o livro, você vai entender o que estou dizendo rs).

Essa foi minha opinião de hoje, simples, mas sincera. Ah, e em breve retorno com a resenha de Conquistada por um Visconte, desta mesma coleção da autora.

Abraços
Rafa Vieira


Salva por Um Cavalheiro
Stephanie Laurens 


Londres, 1829. Impetuosamente sequestrada do baile de noivado de sua irmã Heather Cynster com o Visconde Breckenridge, Eliza desperta em um coche estranho a caminho de Edimburgo… Após passar 3 dias e 3 noites sedada, ela fará de tudo para escapar — nem que precise fingir estar desacordada para enganar seus algozes ao longo do percurso.

Enquanto percorre os prados escoceses pensando em pergaminhos a serem decifrados e em uma esposa com quem possa compartilhar a vida, o erudito Jeremy Carling é pego de surpresa ao ver uma mulher gritando desesperada de dentro de um coche. Parecia alguma conhecida… Alguém a quem fora apresentado em um salão londrino… Mais precisamente… Eliza Cynster!

Apesar de não ser nenhum herói, e sim um especialista em hieróglifos de grande prestígio, seu código de cavalheiro jamais permitiria ignorar uma dama aflita! Mas o perigo os espreita sorrateiramente na forma de um lorde misterioso que insiste em se apoderar de uma das irmãs Cynster. Um confronto à beira do penhasco colocaria um ponto final aos ardis do vilão oculto? Ou seria o momento certo para Eliza e Jeremy ousarem assumir um amor que nasceu em meio a tantos percalços?

Em “Salva Por Um Cavalheiro”, Stephanie Laurens presenteia seus leitores com a apaixonante história de Eliza, a segunda irmã Cynster, e Jeremy. Ao longo das estradas, vales e montanhas que ligam Edimburgo a Londres, a autora desenvolve uma narrativa audaciosa com personagens sedutores em uma trama de mistério capaz de prender a atenção até a última página. 
dezembro 23, 2016

Se você trabalha ou conhece alguém que tem uma rotina de escritório, já deve ter reparado que é costume das empresas oferecer para seus colaboradores e parceiros alguns mimos em datas comemorativas, especialmente no fim de ano. Canetas, ímãs, garrafinhas, bloquinhos e outros "inhos" costumam ser um tipo de brinde típico de tais ocasiões. E ainda que a gaveta e a porta da geladeira esteja repleta de marcas, toda mãe/vó/criança e até nós mesmos adoramos ganhar mais um presentinho, não é mesmo?

Neste fim de 2016, onde completamos um pouco mais de um ano de atividades aqui no Blog, queremos agradecer muitíssimo o carinho de todos vocês, parceiros e leitores!! Obrigada mesmo por apoiar o nosso trabalho <3 Esperamos sempre estar com vocês, seja na alegria ou na doença, na fofura de um romance ou na resenha de um sick-lit :) Aliás, quando quiserem trocar uma ideia, é só chamar lá no Instagram ou no email! #tamojuntosempre

Bom, pra continuar no clima de fim de ano, mais especificamente o natalino, preciso compartilhar a alegria de ter recebido estes tão criativos mimos de nossos parceiros <3 Meus parabéns ao pessoal do Marketing da Harper Collins, Global Editora e Rocco, adoramos tudo!!

Aliás, cabe aqui um parêntese-reflexão: sem citar nomes, claro, queria em algum momento conversar com vocês sobre este relacionamento com marcas, editoras e parceiros. No caso, tanto o da Editora ou Autor com o leitor/blogueiro como também nossa contrapartida nesta relação. Porque acho que é um tipo de assunto que todo mundo que faz parte deste mundo literário tem curiosidade, e, por não sabermos bem os limites do "até onde podemos comentar ou reclamar", estas relações podem ficar assim meio turvas mesmo...

Outro dia comentei com uma amiga blogueira sobre o feedback que o leitor/blogueiro recebe da galera social media das marcas e editoras (ou traduzindo: a equipe que responde os leitores nas redes sociais). Porque muita gente tem comentado sobre a quantidade de emails não respondidos, assim como um tanto de encomendas e cartinhas que não chegam ao seu destino. É claro que o oposto também acontece, e infelizmente o leitor/blogueiro acaba não cumprindo suas demandas por aí. Enfim, assunto longo e delicado, e por isso não apropriado a este algum otimismo de toda virada de ano. Mas anotem na agenda, acho importante trocarmos uma ideia sobre isso :)

Mas voltando: meu muito obrigada aos lindos da Harper Collins, Global Editora e Rocco! Olha só quanta coisa diferente chegou por aqui:


Don't worry, be Harper. GENIAL!! <3


Eu que não terei férias de fim de ano (minhas saudações a galera do comércio, saúde, comunicação, concurseiros e afins que também compartilham o #tamojunto neste operariado de dezembro... foco, força e muito café nessa hora!) ganhei da Harper Collins um par de sandálias da marca Ipanema que certamente serão minhas companheiras de caminhada (seja do quarto para a geladeira como da casa para as comprinhas de verão no fim de semana) <3 Obrigada pelos votos de sombra de água fresca, pessoal! Estou realmente precisando rs
 

Gente, e eu que tava no impasse de comprar ou não uma agenda (porque afinal, são tantas as lojinhas artesanais e lindas que não dá pra escolher um só modelo!) acabei recebendo uma dos amigos da Global <3 Adorei essa ilustração de capa! Até porque, como dizia Gullar, "se não há espanto, não escrevo", e de algum modo essa agenda me faz lembrar disso :)


Aliás, como um parênteses ao assunto de parcerias lá de cima, quero dizer que a Global é uma editora muito séria e sempre muito solícita em todas as nossas comunicações. Deixo aqui meu grande abraço para a Carla e sua equipe! <3 Espero que todo mundo tenha um dia a oportunidade de encontrar os títulos da Global em sua cidade (aliás, leiam Cecília Meireles, gente! 'Bora começar 2017 com poesia!) e claro, também fazer parte desta rede de parceiros-amigos! Relacionamento é tudo, mesmo <3


E pra completar as surpresas de nossa semana natalina, quero agradecer ao Alexandre da Rocco por ter enviado este mimo tão wishlist de todo blogueiro <3 Pode deixar que vai rolar apresentação da obra por aqui! Só que como nossa amiga Regiane é a potterhead oficial do Blog, ela é que fará a resenha, claro rs <3


Então é isso, pessoal! Até o próximo post :)

dezembro 14, 2016


Há todo um fascínio por histórias de celebridades. Talvez pela coragem com que expõem ao mundo sua vida e sonhos, possíveis apenas enquanto houverem forças para sobreviver a crueldade da própria exposição. E nada disso é novidade. Sing, no entanto, torna-se uma história relevante quando apresenta sua protagonista, a jovem cantora pop Lily Ross, sob a perspectiva de um romance young adult, onde a ingenuidade soma-se a um inimaginável vigor, assim como os desejos da juventude, de algum modo realizáveis quando o coração caminha assim, leve, acreditando chegar em breve às nuvens.

Por sua narrativa em tom de romance e ambientado em uma velocidade Nova Iorquina, o início de suas páginas talvez cause alguma ansiedade, ou até um breve descontentamento, especialmente se leitor não estiver acostumado com a escrita young adult. Mas sugiro que leiam Sing com um olhar de empatia, certos de que esta vida nada comum de Lily Ross será em breve tomada por toda uma avalanche de pés-no-chão e lágrimas - estas, condição necessária em todo processo de mudança, não importa se o de nós mesmos ou o de uma pop star. E este encontro com a realidade-de-todo-mundo é, de fato, a graça deste livro.

Entre as memórias do campo e a correria da cidade, a vida comum e as festas em New York, as amizades de infância e os contratos de trabalho, assim está a vida da jovem cantora Lily Ross, quando confrontada com os sérios compromissos de carreira e a angústia que surge em todo término de namoro. Neste momento da história, Lily, com o apoio de Tess e Sammy, suas melhores amigas, entendem ser necessário um distanciamento dos holofotes que a todos consome, restando ao trio a possibilidade de refúgio e férias em uma cidadezinha no Maine, onde cotidiano é organizado ao som dos pequenos afazeres da cidade e da rotina de seus moradores. Cenário ideal para um recomeço, não fosse pelas câmeras que em um importante momento da história atravessam os dias de Lily, assim como a presença de um alguém que, de forma inesperada e intensa, será a motivação para seguir em um novo caminho.

Sim, a história de Sing é também uma história de amor, e ainda assim (ou, justamente por isso,) um enredo não apenas para o leitor jovem, exposto às angustias e sonhos de suas primeiras experiências;  Sing torna-se uma leitura também para o público adulto quando a história nos apresenta uma personagem dividida entre a realização profissional e a felicidade que acompanha todo amor que surge fora de cena. Afinal, ponderar nossas escolhas e entender o que pode ou não ser excluído em cada uma de nossas prioridades é apenas um dos principais passos (senão o principal) nesta caminhada pela vida. E não importa se você é hoje um young adult ou alguém que tenta esconder seus primeiros fios grisalhos: a Vida não teria esse nome se não a vivêssemos sob tamanha intensidade (e claro, muita acrobacia e desequilíbrio). Daí a importância de livros como Sing, esta novela com trilha sonora de hoje e ritmo de filme de amor dos anos noventa, cujas cenas deixarão o leitor com boas lembranças no bolso, e claro, um belo sorriso.

Ah, aceitam um spoiler? O final da história é lindo! Quase uma apoteose :)



Sinopse: A cantora premiada e ícone do pop Lily Ross apresenta seus maiores hits e piores foras (porque para ela são sinônimos):
1. AGONIA (O que sentiu quando o ex partiu seu coração em pedacinhos e ela nem sabia o que estava acontecendo.)
2. FANTASMAS (Porque até pessoas famosas sofrem com namorados que simplesmente desaparecem. E é horrível da mesma forma.)
3. GATO ESCALDADO (Do ditado: “tem medo de água fria”. Ou seja, ela nunca mais vai sair com um ator ou músico na vida.)

Mas este verão será diferente. Depois de ter seu coração partido mais uma vez, Lily precisa se afastar dos holofotes, e uma viagem com as melhores amigas parece perfeita. Três meses em uma ilhota perdida no litoral do Maine, com foco total em si mesma, sua música, seu novo disco… Tudo menos garotos.

Isto é, até que Lily conhece Noel Bradley, um cara doce, simples e completamente diferente de todos os homens com quem ela já saiu. De repente, o “verão da Lily” dá um giro de cento e oitenta graus, e ela se vê envolvida em uma paixão de verão arrebatadora e inesquecível. O problema é que Noel não está interessado na vida de celebridade, e embora Lily o ame, ela também ama sua música, sua vida e seus fãs. Mais cedo ou mais tarde, ela vai ter que escolher.
novembro 13, 2016


Em 2017 a Harper Collins internacional publicará "The Reason You're Alive", o novo livro de (um de meus autores favoritos) Matthew Quick.

Matthew conta a história de David Granger, um soldado veterano da Guerra do Vietnan. Aos 68 anos, além das memórias e chagas de seus tempos de combate, David sofre um acidente de carro e, após inúmeras cirurgias, passa a conviver com uma nova cicatriz: um tumor cerebral, possivelmente fruto de sua exposição às armas químicas do passado.

Em algum momento da recuperação, David passa a repetir nomes e eventos desconexos para os de seu convívio, porém, para nosso protagonista, esta profusão de lembranças será a chave para solucionar os fatos e feridas remanescentes de seu passado, tanto como os de sua atual relação com Hank (o filho distante), Ella (sua neta) e Sue (o melhor amigo).

 Nas palavras do autor, The Reason You're Alive afirma o quanto nossos segredos e dívidas do passado podem definir o nosso presente, assim como também nos desafiar a enxergar além de nossas limitações e buscar ser uma versão melhor de nós mesmos a cada dia.

Além do lançamento pela Harper Collins, que já publicou Love May Fail e The Good Luck of Right Now (A Sorte do Agora, felizmente já traduzido pela Intrínseca), o estúdio Miramax estuda a possibilidade de trazer a novela de Matthew Quick para as telas do cinema em 2017. Que venha mais um filme!