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março 12, 2017


Bruno

Acho que nunca falei aqui sobre um dos meus hobbies favoritos: colecionar discos. Não vou entrar na parte técnica dos motivos que me fazem preferir o som analógico ao digital, nem vou mentir e dizer que é barato, mas recomendo sempre àqueles que tiverem a oportunidade de ouvir um bom disco de vez em quando. Toda a experiência é maravilhosa, pois além de você poder tocar fisicamente em um álbum que você adora, mas normalmente só tem contato por uma tela no spotify, os trabalhos gráficos de cada capa se sobressaem, e você pode ver os detalhes de uma maneira muito melhor, além é claro de apreciar contra-capas e posteres que podem estar presentes no álbum. Se você acha que isso é um hobby que se prende ao passado, atualize-se, o mercado de vinis teve um ressurgimento nos últimos anos, e há uma grande chance do seu artista favorito ter lançado uma versão em vinil do último álbum dele, em edições muito caprichadas e especiais. Concluo aqui mostrando quatro dos meus discos favoritos da minha coleção pessoal: Million Mile Reflections (Charlie Daniels Band), De Stijl (The White Stripes), After The Gold Rush (Neil Young) e uma belíssima edição japonesa do Night in the Ruts (Aerosmith).



Jonatas

Não sei se é normal para você, mas, para mim, filmes e livros estranhos costumam aparecer o tempo todo. Esta semana abri acidentalmente a janela de um site sobre animação japonesa e me deparei com a curtíssima série de seis episódios chamada O diário de Tortov Roddle (Japão, 2003 - Aru Tabibito no nikki). A obra narra a viagem de Tortov, um sujeito alto de cartola que o deixa mais alto ainda, acompanhado por uma espécie de porco com patas longas que o transporta pelas misteriosas terras do norte. Cada episódio independente se desenrola de maneira surreal, bem ao estilo do artista francês Moebius, nos quais você poderá vislumbrar desde cidades sobre sapos gigantes a coelhos enfileirados pegando carona em um bonde atolado no deserto em direção ao luar (por sinal, essa é uma interpretação pessoal. O ambiente onírico não me permite afirmar precisamente o que aconteceu). 

A direção é de Kunio Kato, que descobri ser vencedor do Oscar de melhor curta por A Casa em Cubinhos (2008), o que só reafirmou o motivo da qualidade da série. Mesmo para aqueles que não gostem muito de arte um pouco alternativa valerá a pena conferir. Afinal, é sempre bom respirar novos ares e novas artes.

Espero que goste! Até a próxima semana!



Rebeca

O que dizer de Logan? Por mais que a indústria do cinema tenha cada vez mais esta necessidade de "resignificar" seus heróis (ou seja, aniquilando sua história e características, transformando-os no oposto do que sempre foram, por exemplo), a franquia Hugh-Wolverine-Jackman tem como desfecho uma óbvia (porém necessária) alegoria: a de que o humano e o mutante não são indestrutíveis, e que tanto seus corpos como seus destinos podem a qualquer momento trair-nos, ou simplesmente revelar uma verdade que não quiséramos antes ouvir.

Apesar de Logan ser retratado como um herói decadente (e pra mim fica impossível não ler este fato como mais uma tentativa de reescrever os ideais e gostos e símbolos de toda uma geração), foi preciso esta consciência de finitude para aproximá-lo do real, por mais que esta mesma realidade seja o ponto final de sua história.

Taí um grande filme! Com ou sem spoilers, vale assistir!



Regiane

Quando eu era criança, sempre imaginava como seria minha vida até os 25 anos de idade, nunca depois disso, como se o conceito de envelhecer não existisse de fato em tão tenra época. Hoje, alguns anos após meus 25 (que saudades deles!!!), olho para a pequena Gih e me sinto triste por ela, pois nenhum dos seus sonhos foi realizado. Nada do que ela planejou aconteceu até os 25, nem aos 26, nem aos 30... Mas, acho que ela estaria feliz em conhecer a jovem mulher que se tornou, apesar de todos os contratempos e dureza da vida. 

Não vou bancar a vítima aqui e fazer vocês chorarem com a triste história da minha vida, afinal, tenho certeza de que cada um de vocês tem também sua parcela de obstáculos a serem vencidos. É só que nessa semana, em que completei mais um aniversário, pensei na pequena Gih tão cheia de planos e objetivos, que não foram concretizados, não por falta de esforço da sua parte ou porque acabou se desiludindo (embora, algumas desilusões tenham sim chegado), mas simplesmente porque a sua jornada não lhe proporcionou as oportunidades necessárias... E aí, ela teve que agarrar às oportunidades que surgiram e transformar o que tinha em mãos nos seus sonhos. 

Essa capacidade de adaptação e renovação é o que deixaria a pequena Gih orgulhosa de mim. Não é a toa que alguns amigos próximos dizem que a Phoenix é o animal que mais me representa, e eu concordo, pois sua lenda tem tudo a ver com minha própria história.

Mas, se eu tivesse a oportunidade, gostaria de dizer à pequena Gih que muito dela ainda permanece aqui, vivo, intenso e real... Que os seus sonhos podem não ter se realizado, mas a sua capacidade de sonhar e desejar o melhor para si e para os outros ainda é a mesma. Que a sua força e convicção sempre ressurgem quando o peso sobre os meus ombros parece demais para eu carregar sozinha, reavivando o meu ânimo e me ajudando a dar mais alguns passos. Que a parte mais bonita de sua personalidade tem adoçado o meu lado mais azedo, me tornando menos cínica e cética, ainda que toda vez que isso aconteça nosso coração acabe um pouco mais fissurado por se deixar machucar por quem não nos entende, mas a gente aprendeu muito cedo a remendá-lo e a seguir em frente, mesmo doendo, um passo de cada vez, um dia de cada vez, um suspiro de cada vez. 

A passagem do tempo, ainda que fiquemos de olho no calendário diariamente, sempre nos surpreende, como se os dias tivessem transcorrido enquanto piscamos/sonhamos. Mas não é surpresa nenhuma que a gente olhe para trás e busque em quem fomos, um sinal de qual caminho devemos seguir a partir de agora, desse novo ciclo, dessa nova caminhada.

Também não é surpresa olhar para trás e agradecer por quem fomos, afinal, sem eles, sem essa pequena parte nossa do passado, não seríamos nós mesmos nos dias de hoje. E eu tenho muito a agradecer!!!

Feliz Aniversário para mim e para todos que começaram mais uma jornada nesse lindo mês de Março.

Até semana que vem!!!
Beijo, beijo!!!
fevereiro 27, 2017

É Carnaval e a gente tá como?!


Risos. No post de hoje, Jonatas, Rafa, Rebeca e Regiane compartilham dicas de leitura, estudos e filmes. Confira :)


Jonatas

Estou sem PC, então, infelizmente falarei menos do que o justo a respeito de O oceano no fim do caminho, de Neil Gaiman. Esta semana descobri que não havia perdido minha edição, e pude rememorar uma das minhas histórias favoritas. Trata-se das lembranças de um homem que, depois de um funeral,  retorna à casa em que passou a infância, na Inglaterra. Há décadas não pensava naquele tempo, e em Lettie, a estranha menina que vivia com a mãe e avó, e  dizia que o lago nos fundos da fazenda na verdade era um oceano de onde viera um povo antigo. 

O oceano no fim do caminho é uma narrativa leve e fabulosa. Creio que a maioria de vocês irão gostar e, quem sabe, também descubram o confortável segredo de um oceano inteiro que cabe em uma gota de água doce. 

Até a próxima! 



Rafa

Gente, carnaval taí e eu vim pra minha terrinha querida Alegrete/RS! Aproveitando para rever amigos, família e claro, passear um pouco! Dentre os passeios, resolvi passar na locadora (sim, ainda alugo filmes!) e ver o que tinha de bom. Entre tantos filmes, escolhi o Zootopia, que eu já conhecia, mas vale a pena ser revisto várias vezes, porque é muito legal, principalmente a história de superação dos personagens (no caso, da coelhinha), é incrível, e nos traz uma lição valiosa mesmo! Sim, sou meio criançona mesmo, adoro desenho, e ainda fico rindo q nem idiota na frente da tv! :D Mas afinal, quem de nós é adulto totalmente? :)

Essa foi a minha dica do Uma semana e(m) um dia!! Até a próxima, e em breve com algumas fotinhos da minha cidade! Bjss




Rebeca

Aquele instante em que você se dá conta de que sua série favorita foi ao ar pela primeira vez há quase vinte anos e que mesmo hoje, duas décadas após, você ainda se lembra de muitas cenas e de muitos dos sentimentos que nos acompanhavam em cada capítulo.

Hoje, graças ao wikipedia e aos serviços de streaming (e claro, ao box de dvd com toda a série que eu ainda não encontrei mas que a sortuda da Regiane felizmente comprou por aí rs), conseguimos revisitar nosso passado de uma forma um tanto catalogada, pulando cenas, selecionando histórias, e revivendo cada dor e alegria conforme nossa disposição aqui no presente.

Se é uma forma ainda mágica de "enxergar" como éramos há duas décadas, eu não sei, mas que este refrão da Paula Cole na season 1 da série soa ainda quase como um teletransporte, ahhhh, com toda certeza!

I don't want to wait for our lives to be over
Will it be yes or will it be sorry?

Paula Cole - I Don't Want To Wait 


Regiane

Muitas vezes durante a vida adulta, olhamos ao redor e observamos a jornada dos que nos rodeiam, e temos a sensação de que a "vida" de todo mundo está caminhando, e a nossa não. Talvez seja um sentimento geral, ao menos quando converso com pessoas da minha faixa etária, essa é uma queixa em comum.

Nossas opções são lamentar eternamente o fato, enchendo o ouvido dos amigos, ou tentar resolver e procurar uma mudança.

Aproveitando o início do ano, aniversário chegando e a impaciência reinando, resolvi tomar providências urgentes e comecei um curso de Revisão e Preparação de Texto oferecido pela Universidade do Livro da UNESP. Fazer parte do mundo editorial de maneira formal sempre foi um desejo que eu não vejo mais porque adiar, e acredito que é exatamente o que eu preciso nesse momento para impulsionar a minha vida a um novo patamar.

E vocês, o que os tem movido ultimamente? Contem pra gente ;) Boa semana, beijo, beijo!!!
novembro 20, 2016

E chegamos ao quinto post da série Uma semana e(m) um dia! Pra quem não conferiu nossas postagens anteriores, seguem os links: post #1, #2, #3 e #4. Neste domingo, Bruno, Jonatas, Rebeca e Regiane falam sobre passeios pela cidade, livros, música e filmes.


Bruno

Sei que o post se chama "Uma semana em um dia", mas, devido a monotonia dos meus dias de semana, vou focar no sábado: O Jardim Botânico é um dos lugares mais lindos do Rio de Janeiro. O bairro homônimo já tem seu charme, mas o parque, fundado em 1808, é ainda mais espetacular, e prova viva do bom gosto Imperial claramente visto nas gigantescas Palmeiras Reais. O Sábado nunca é ruim quando visita-se um lugar como esse e o passeio tornou meu dia perfeito.

Do outro lado da rua, muito utilizado por quem estaciona o carro pretendendo visitar o Jardim Botânico, fica o Jockey Club Brasileiro, que definitivamente vale um olhar mais carinhoso, não só pela beleza de sua arquitetura e imponência, mas nas sextas, sábados e domingos, para aqueles que gostam de uma boa e velha aposta, assistir a um turfe e torcer para seu escolhido cruzar a chegada na frente tornam o dia inesquecível.

Somente duas observações: não havia trocado de roupa desde sexta, isso explica a vestimenta inadequada para o passeio. Também sei que o blog é fofo e que UFC e Corrida de Cavalos podem soar assuntos masculinos demais, mas, para uma pessoa que tem como filme favorito O Poderoso Chefão, é o que dá pra fazer.


Jonatas

Recebi da editora Veneta, por intermédio do blog Nerdgeek Feelings, a graphic novel Coração das Trevas, por Catherine Anyango e David Zane Mairowitz, uma adaptação do clássico de Joseph Conrad No coração das trevas (disponível no catálogo da Editora Hedra). O livro é bastante conhecido por inspirar o filme Apocalipse Now, de Francis Ford Coppola, e conta a história Charles Marlow, um inglês contratado por uma companhia de comércio belga para comandar um barco a vapor através de um rio que atinge o coração do continente africano.


Ainda não terminei a hq - e semana que vem publicarei uma resenha no Nerdgeek! - mas posso dizer que ela ressalta os pontos mais relevantes da narrativa de Conrad, e a arte gráfica não deixa a desejar. Os traços esfumaçados ganham forma como um rosto negro emergindo na névoa, exprimindo a angústia e decadência de um mundo ainda a ser explorado. É interessante que a aparência de Marlow lembra bastante uma imagem famosa de Conrad, tendo em vista que o próprio Conrad trabalhou boa parte da vida como marinheiro e também navegou nos rios que entranham a África. 

Elogiado por nomes como Virginia Woolf e Jorge Luís Borges, Coração das trevas nos traz um senso cruel, porém claro, a respeito do homem diante da natureza crua. Um mundo ainda virgem, despido de qualquer toque artístico, racionalista, civilizador, cuja única forma de nos relacionarmos harmoniosamente com tal natureza seria se despíssemos a margem de nossa própria loucura. 

Sim, há morte. Mas não sei dizer se a morte aqui é exatamente motivo de tristeza. A lição mais prática que tive até agora foi: na natureza não há férias ou aposentadoria. Se na natureza espelharmos apenas o que há de mais negro no coração humano, só haverá descanso no fim do atalho.


PS: Assim como o Bruno, também vou postar fotos do Jardim Botânico:




Rebeca


A História do Blues é uma das narrativas que mais me impressiona. Saber que foi (e é) possível compartilhar o que se passa no coração, e ainda fazer música com isso, mesmo em meio a um cenário biográfico e social dos mais dolorosos, é algo de uma grandeza impronunciável.

De raízes afro-americanas, o Blues é uma espécie de canto e confissão daqueles que, sob o sol, a escravidão e a pobreza das lavouras (mais especificamente, dos estados do Alabama, Mississipi, Louisiana e Geórgia), lutavam pela sobrevivência. Como se encontrassem forças neste canto, as frases do Blues eram como um lamúrio ritmado, e que refletiam o pouco que se podia compreender de suas próprias vidas. Com o passar dos anos e das Guerras e da adaptação dos povos a uma nova realidade social norte-americana, o Blues foi se instrumentalizando, e, em proximidade com o Jazz e os Spirituals, tornou-se uma espécie de identidade destes povos do Sul dos Estados Unidos.

Enfim, pra quem quiser conhecer melhor a História do Blues, recomendo este documentário, e claro, também um livro: no meu passeio de ontem na Primavera Literária, finalmente encontrei a autobiografia B. B. King - Uma Vida de Blues, publicada pela Editora Generale / Évora. Tenho certeza de que todos que se interessam por música e história irão gostar desta biografia! Conheça a sinopse: "B. B. King tem o blues correndo por suas veias. Ele cresceu na parte rural pobre do Delta do Mississipi e teve seu primeiro contato com o blues aos 9 anos, quando sua mãe faleceu. Tornou-se o homem responsável pela família e usou esse desafio como fonte de inspiração e se lançou na carreira musical mais celebrada na história dos Estados Unidos. B. B. King tem uma notável trajetória e esta autobiografia retrata em detalhes o turbilhão de aventuras que passou, desde a década de 1940 em Memphis até a década de 1990 em Moscou. Mas acima de tudo, a história de B. B. King é a história do blues – da evolução do country acústico para o elétrico urbano ao nascimento e explosão do rock 'n' roll – e do triunfo do Rei do Blues através da sua caminhada pelo sucesso para manter inabalável a verdadeira música que ritmava seu coração".

Trecho do livro: "Encaro cada show como um teste", ele diz certa noite ao passo que o ônibus sobe a Interestadual 55, rumo a Chicago. "Quero que o público se sinta como se estivesse num regresso ao lar. Mas será que consigo fazer as pessoas lá fora sentirem como se estivessem numa família? Será que consigo fazê-las sentir o quanto eu amo o blues? Será que as farei sentir o quanto o blues as ama? Se a resposta for sim, fiz meu trabalho. Mas se não, vou estar lá, na noite seguinte, tentando mais firme".

Ah, a história do Blues também foi construída por mulheres! A cantora Bessie Smith, por exemplo, filha de trabalhadores rurais do Tennessee, começou a cantar no início do século do século XX, logo após a morte de seus pais, como um modo de sustento para si e o que restou de sua família.

Quem dera aqui no Brasil, especialmente no Rio, o Blues fosse uma inspiração para as pessoas...


Regiane

Quando criança, fui muito tímida e introspectiva, não me sentia à vontade perto das pessoas, e passava muito tempo "pensando" (resposta padrão para quando me perguntavam o que eu estava fazendo sentada e olhando pro horizonte - risos, muitos risos!). Mas, isso me aproximou de duas artes que viraram minhas maiores paixões: literatura e cinema.

Desde que aprendi a ler, por volta dos 6 anos, comecei a devorar tudo que tinha letras. No começo eram coisas bobas, até que minha madrinha começou a me dar livros de presente e a paixão só aumentou. Um belo dia, ganhei um exemplar surrado, com as folhas todas soltas de uma história aparentemente inofensiva, mas que me causou uma enorme impressão pela força e amadurecimento de sua personagem principal - A Princesinha, de Frances Hodgson Burnett. Não demorou muito para que eu assistisse sua versão cinematográfica e continuasse me encantando com a jornada de Sara, uma menina acostumada a ter tudo o que o pai podia lhe dar, inclusive muito amor, e dona de uma imaginação superior, que acaba indo para uma escola de meninas enquanto seu pai vai à guerra. Lá, Sara descobre que o mundo não é tão belo quanto pensava e nem todos têm um coração tão afetuoso quanto seu pai. Mas, o espírito de Sara é forte e sua determinação em transformar sua existência em algo extraordinário é inspiradora para todos a seu redor e a todos que leram sua história. Imaginem o quanto esse enredo me marcou e me influenciou. Tanto que essa semana encontrei por puro acaso o DVD desse filme lindo e não hesitei em adquiri-lo, porque a garotinha que eu fui ainda está por aqui, precisando de inspiração, e essa pode ser encontrada sim em um belo filme dito infantil, mas que contém lições atemporais.
junho 19, 2016


Esta é a história de Louisa Clark e Will Trainor. Pra quem ainda não leu Como eu era antes de você, recomendo as resenhas dos blogs Entre Aspas, Vida e Letras, Blog da Gih e Palavras Radioativas para uma introdução ao universo de Jojo Moyes <3 Em relação ao filme, de fato é uma honrosa adaptação da obra literária! Thea Sharrock, uma jovem diretora inglesa, conhecida por sua grande atuação no Teatro, foi convidada para trazer a obra de Jojo para os cinemas, e o resultado desta adaptação é simplesmente imperdível! Se você se emocionou com a A Culpa é das Estrelas, certamente reencontrará esta mesma sensibilidade em Como eu era antes de você. Mas vale o aviso: você realmente chorará MUITO ao longo do filme. Leve caixas de lenço para o cinema, sério.


- Oi! Olá! Olá, meu nome é Lou! Oi! Lou, prazer, oi!


Quem nunca se enrolou em um primeiro encontro levanta a mão! (se bem que não era um primeiro encontro de fato, mas...) 


Após umas duas semanas de trabalho na residência dos Traynor, Lou ainda não tem certeza de ter feito a escolha certa (sim, Louisa Clarke é contratada para ser a cuidadora de Will, ainda que as atribuições deste trabalho não estejam muito claras na mente de nossa protagonista...).

Neste momento de reflexão, Lou pode contar apenas com o apoio de sua irmã (que tem uma vida igualmente atarefada, por ser mãe solteira), sua melhor confidente, e eventualmente com Patrick, seu namorado há quase uma década, e que há pelo menos dois anos mantém-se estritamente focado em sua profissão (isto é: esportista + consultor + empreendedor + personal trainer + blah blah blah sem noção, sou genial). Ainda assim, Patrick é fiel e um bom namorado para Lou. E eles conversam. Tentam, pelo menos...


É, nada é para sempre, já dizia aquele filme do Brad Pitt...

Enquanto isso, os dias passam e o trabalho de Lou junto a Will continua. Mas quando o "trabalho" torna-se sinônimo de "vida", é aí que a história realmente começa <3 (e já pode ir separando a caixa de lenço)


Marian Keyes e os enredos em busca da felicidade. É, faz sentido, Jojo...


Aquele momento em que passamos a nos entender. Não somos assim tão diferentes, somos? 


Corações <3


Sim, para não dar spoilers, vamos pular algumas cenas e eventos do filme... (aliás, linda aquela edição da Intrínseca com os dois de smoking e vestido vermelho na capa, né <3)


E o filme segue e perguntamos: de onde vem a (c)alma?


Do coração, claro!
:)


E a partir dessa parte toda a plateia começa a se emocionar e a chorar profundamente. Fim.

Ah, compartilhe nos comentários o seu amor pelo filme!! E o link de sua resenha também <3