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março 12, 2017


Bruno

Acho que nunca falei aqui sobre um dos meus hobbies favoritos: colecionar discos. Não vou entrar na parte técnica dos motivos que me fazem preferir o som analógico ao digital, nem vou mentir e dizer que é barato, mas recomendo sempre àqueles que tiverem a oportunidade de ouvir um bom disco de vez em quando. Toda a experiência é maravilhosa, pois além de você poder tocar fisicamente em um álbum que você adora, mas normalmente só tem contato por uma tela no spotify, os trabalhos gráficos de cada capa se sobressaem, e você pode ver os detalhes de uma maneira muito melhor, além é claro de apreciar contra-capas e posteres que podem estar presentes no álbum. Se você acha que isso é um hobby que se prende ao passado, atualize-se, o mercado de vinis teve um ressurgimento nos últimos anos, e há uma grande chance do seu artista favorito ter lançado uma versão em vinil do último álbum dele, em edições muito caprichadas e especiais. Concluo aqui mostrando quatro dos meus discos favoritos da minha coleção pessoal: Million Mile Reflections (Charlie Daniels Band), De Stijl (The White Stripes), After The Gold Rush (Neil Young) e uma belíssima edição japonesa do Night in the Ruts (Aerosmith).



Jonatas

Não sei se é normal para você, mas, para mim, filmes e livros estranhos costumam aparecer o tempo todo. Esta semana abri acidentalmente a janela de um site sobre animação japonesa e me deparei com a curtíssima série de seis episódios chamada O diário de Tortov Roddle (Japão, 2003 - Aru Tabibito no nikki). A obra narra a viagem de Tortov, um sujeito alto de cartola que o deixa mais alto ainda, acompanhado por uma espécie de porco com patas longas que o transporta pelas misteriosas terras do norte. Cada episódio independente se desenrola de maneira surreal, bem ao estilo do artista francês Moebius, nos quais você poderá vislumbrar desde cidades sobre sapos gigantes a coelhos enfileirados pegando carona em um bonde atolado no deserto em direção ao luar (por sinal, essa é uma interpretação pessoal. O ambiente onírico não me permite afirmar precisamente o que aconteceu). 

A direção é de Kunio Kato, que descobri ser vencedor do Oscar de melhor curta por A Casa em Cubinhos (2008), o que só reafirmou o motivo da qualidade da série. Mesmo para aqueles que não gostem muito de arte um pouco alternativa valerá a pena conferir. Afinal, é sempre bom respirar novos ares e novas artes.

Espero que goste! Até a próxima semana!



Rebeca

O que dizer de Logan? Por mais que a indústria do cinema tenha cada vez mais esta necessidade de "resignificar" seus heróis (ou seja, aniquilando sua história e características, transformando-os no oposto do que sempre foram, por exemplo), a franquia Hugh-Wolverine-Jackman tem como desfecho uma óbvia (porém necessária) alegoria: a de que o humano e o mutante não são indestrutíveis, e que tanto seus corpos como seus destinos podem a qualquer momento trair-nos, ou simplesmente revelar uma verdade que não quiséramos antes ouvir.

Apesar de Logan ser retratado como um herói decadente (e pra mim fica impossível não ler este fato como mais uma tentativa de reescrever os ideais e gostos e símbolos de toda uma geração), foi preciso esta consciência de finitude para aproximá-lo do real, por mais que esta mesma realidade seja o ponto final de sua história.

Taí um grande filme! Com ou sem spoilers, vale assistir!



Regiane

Quando eu era criança, sempre imaginava como seria minha vida até os 25 anos de idade, nunca depois disso, como se o conceito de envelhecer não existisse de fato em tão tenra época. Hoje, alguns anos após meus 25 (que saudades deles!!!), olho para a pequena Gih e me sinto triste por ela, pois nenhum dos seus sonhos foi realizado. Nada do que ela planejou aconteceu até os 25, nem aos 26, nem aos 30... Mas, acho que ela estaria feliz em conhecer a jovem mulher que se tornou, apesar de todos os contratempos e dureza da vida. 

Não vou bancar a vítima aqui e fazer vocês chorarem com a triste história da minha vida, afinal, tenho certeza de que cada um de vocês tem também sua parcela de obstáculos a serem vencidos. É só que nessa semana, em que completei mais um aniversário, pensei na pequena Gih tão cheia de planos e objetivos, que não foram concretizados, não por falta de esforço da sua parte ou porque acabou se desiludindo (embora, algumas desilusões tenham sim chegado), mas simplesmente porque a sua jornada não lhe proporcionou as oportunidades necessárias... E aí, ela teve que agarrar às oportunidades que surgiram e transformar o que tinha em mãos nos seus sonhos. 

Essa capacidade de adaptação e renovação é o que deixaria a pequena Gih orgulhosa de mim. Não é a toa que alguns amigos próximos dizem que a Phoenix é o animal que mais me representa, e eu concordo, pois sua lenda tem tudo a ver com minha própria história.

Mas, se eu tivesse a oportunidade, gostaria de dizer à pequena Gih que muito dela ainda permanece aqui, vivo, intenso e real... Que os seus sonhos podem não ter se realizado, mas a sua capacidade de sonhar e desejar o melhor para si e para os outros ainda é a mesma. Que a sua força e convicção sempre ressurgem quando o peso sobre os meus ombros parece demais para eu carregar sozinha, reavivando o meu ânimo e me ajudando a dar mais alguns passos. Que a parte mais bonita de sua personalidade tem adoçado o meu lado mais azedo, me tornando menos cínica e cética, ainda que toda vez que isso aconteça nosso coração acabe um pouco mais fissurado por se deixar machucar por quem não nos entende, mas a gente aprendeu muito cedo a remendá-lo e a seguir em frente, mesmo doendo, um passo de cada vez, um dia de cada vez, um suspiro de cada vez. 

A passagem do tempo, ainda que fiquemos de olho no calendário diariamente, sempre nos surpreende, como se os dias tivessem transcorrido enquanto piscamos/sonhamos. Mas não é surpresa nenhuma que a gente olhe para trás e busque em quem fomos, um sinal de qual caminho devemos seguir a partir de agora, desse novo ciclo, dessa nova caminhada.

Também não é surpresa olhar para trás e agradecer por quem fomos, afinal, sem eles, sem essa pequena parte nossa do passado, não seríamos nós mesmos nos dias de hoje. E eu tenho muito a agradecer!!!

Feliz Aniversário para mim e para todos que começaram mais uma jornada nesse lindo mês de Março.

Até semana que vem!!!
Beijo, beijo!!!
fevereiro 28, 2017


O que seriam dos feriados sem uma boa trilha sonora, hein? Passei os últimos dias ouvindo discos que nunca imaginei gostar, assim como alguns que eu curtia há uns anos e que passaram a não ter a menor graça. Então, se você é como a gente e adora inventar playlists, certamente curtirá a enciclopédia dos 1001 Discos para ouvir antes de morrer! É claro que muitos álbuns e décadas nem sempre farão parte de seu top 10 ou 100 discos da vida, mas sempre é bom ter uma referência por perto pra quando bater aquela vontade de conhecer um som diferente.

Nesta edição enciclopédica da Sextante, você encontrará títulos dos últimos 50 anos, de diversos estilos, do rock ao pop, passando pelo rap, indie e muito mais. A seleção para a lista dos 1001 discos foi feita em 2006 por 90 jornalistas e críticos musicais e percorre a história da música entre os anos de 1955 a 2005. Impossível não ficar com vontade de conhecer um pouco desta seleção, não é mesmo?

Encontrei um site bacana onde você pode ouvir todos os 1001 discos sem precisar ficar caçando os albuns no Youtube; por enquanto, não é possível ouvir pelo celular, mas basta digitar http://www.radio3net.ro/play# no computador que a diversão é garantida!


Este é um print do site. Do lado direito, após selecionar um disco da lista geral, você acompanha todas as faixas disponíveis do album escolhido. No meu caso, tentei interagir com a memória grunge da minha juventude e, dentre os discos que ouvi, cheguei a conclusão de que o Nirvana, apesar de toda a importância para a minha geração, realmente não influencia mais a minha vida...

Outros discos icônicos que eu não achei graça (não porque são ruins, mas porque definitivamente não combinam comigo. Haters podem hate me nessa hora, eu entendo. Risos): 

The Clash - London Calling (1979)
Joy Division - Unknown Pleasures (1979)
Sonic Youth - Goo (1990)
New Order - Substance (1987)
Depeche Mode - Music for the masses (1987)
Incluo nesta lista também: Primal Scream, Talking Heads, Elvis Costello, Blondie, B'52s


Agora, bandas e discos que eu não prestava muita atenção, mas que finalmente entraram na minha lista pessoal dos 1001 discos:

The Who - My Generation (1965)
The Who - Who's Next (1971)
Eliott Smith - Eliott Smith (1995)
R.E.M - Document (1987)
The Police - Ghost in the machine (1981)
The Kinks - Arthur - Or The Decline And Fall Of British Empire (1969)


E claro, não poderiam faltar alguns discos que eu já curtia e que continuo achando muito bons:

Massive Attack - Blue Lines (1991)
Bon Jovi - Slippery when wet (1986)
Soundgarden - Superunknown (1994)
Oasis - (What's the story) morning glory? (1995)


Realmente, com tanta opção musical assim, precisaremos de muitos feriados pela frente pra dar conta dessa lista...

E você, já consultou alguma lista-manual de referência assim? Conta pra gente seus favoritos nos comentários <3


Michael Lydon

Os grandes discos lançados nas últimas décadas estão aqui: de What’s Going On, de Marvin Gaye, ao extraordinário álbum conceitual de David Bowie The Rise And Fall Of Ziggy Stardust, passando por inúmeros outros.

1001 discos para ouvir antes de morrer explora a fundo a história da música universal e apresenta ícones tão diversos quanto Beach Boys e Nirvana.

Além de álbuns e artistas já consagrados, você irá encontrar referências mais exóticas, como o Einstürzende Neubauten e o Aphex Twin.

Escrito por 90 jornalistas e críticos de renome internacional, este livro faz uma justa homenagem a todos aqueles que influenciaram o meio musical. Além de acompanhar o desenvolvimento da indústria fonográfica – dos discos de 75 rpm aos CDs –, você vai descobrir como os álbuns foram aceitos pela crítica e que impacto causaram no público.

Com saborosas histórias de bastidores, este livro revela também quais eram as influências de muitas bandas de sucesso. Você sabia, por exemplo, que o Velvet Underground foi uma grande fonte de inspiração para David Bowie, Joy Division, R.E.M. e The Strokes?

Que álbum teve seu lançamento atrasado como demonstração de respeito à morte do presidente John F. Kennedy? Em que Paul Simon se baseou para escrever “Mother And Child Reunion”? O que é a estranha participação de Paul McCartney em Rings Around The World, do Super Furry Animals? Leia e descubra.

Das canções dark e obscuras aos grandes sucessos populares, 1001 discos para ouvir antes de morrer abrange a história da música em todos os seus instigantes detalhes.

fevereiro 17, 2017



"Humberto nunca havia subido em um palco. Desde a adolescência, fazer música era um sinônimo de acolhimento. Dedo contra corda. Som se projetando. Quando a porta do quarto se fechava, cada acorde no violão sugeria outro, que sugeria outro, e assim iam se sucedendo. Um mundo de sons se formava e passava também a acomodar palavras, poesia anotada em folhas de papel." (p. 13)

Um livro sincero, como todo livro deveria ser. Especialmente quando a sinceridade diz respeito a uma vida (no caso, mais de três) que você viu de perto, ou meio assim de relance, em um registro de memória que em algum momento (ou sempre) revisitamos. Sob o olhar de quem não se desfaz de tamanha juventude, percebemos que a nostalgia é um sentimento também coletivo, e que o resgate de uma época quase sempre surge em tempos como agora, onde pouco é o pertencimento, ainda que muitas as estradas e geografias.

Com este sentimento em mãos, nasce uma Biografia, e já que vamos falar de Engenheiros, há que se dizer que Infinita Highway mantém-se fiel à memória e legado de seus personagens, e só por isso já merece um lugar de destaque neste nicho literário dedicado a cultura musical de nosso país. Afinal, o texto de Alexandre Lucchese é mesmo generoso neste sentido, pois apresenta a história da banda com rigor jornalístico, valendo-se de fatos e depoimentos de época, além de bate-papos e entrevistas recentes que contribuem para a forte autenticidade de seu texto.

Enquanto leitora, percebo um lugar comum entre os autores de biografias de personalidades nacionais, especialmente quando retratadas entre as conturbadas décadas de 1960 e 80 (e felizmente o texto do Lucchese passa bem longe disso); no caso, quando o autor se coloca como protagonista da história e, ao invés de resgatar a vida e obra de seus personagens, dedica inúmeros capítulos a narrativas pessoais e a discursos políticos. Ok, é bem possível que a proposta da obra seja uma reflexão maior que a particularidade de um ídolo, porém, não deveríamos chamá-la Biografia então. Recentemente, inclusive, em uma obra similar a dos Engenheiros (similiar, no caso, porque também sobre rock brasileiro), o autor não só dedicou um capítulo inteiro a suas visões políticas, mas fez questão de reafirmar suas inquietações panfletárias ao longo de todo o texto. Caro jornalista, sabemos que a história do Brasil foi e será sempre tumultuada, e que a gente por vezes sente mesmo uma necessidade de compartilhar textões sobre isso; porém, quando o leitor compra um livro a respeito de um artista ou banda, é bem provável (e óbvio) que ele queira ler sobre a vida e obra de seu ídolo, e não necessariamente umas 150 páginas contendo uma análise política de uma época, especialmente quando a visão nada imparcial do autor interrompe a narrativa biográfica para, por exemplo, saudar "um importante líder político e sindical da época". Desculpe, caro jornalista, mas sua bandeira política não interessa nem um pouco, e eu realmente lamento esta necessidade de obtenção de vendas de seu trabalho sob este artifício da panfletagem.

Um parêntese: peço desculpas ao Alexandre Lucchese por inserir este comentário na resenha, mas o seu trabalho de escrita junto a obra dos Engenheiros realmente se diferencia, e penso ser importante mencionar isto. Afinal, para o leitor, e principalmente para o fã, fatos e entrevistas e algum (muito) afeto por parte de quem escreve deveriam ser os principais objetivos de se escrever uma biografia, e encontrar essa honestidade no seu texto foi mesmo uma grande experiência, a qual não vou deixar de recomendar.

A vida imita o vídeo 
Garotos inventam um novo inglês 
Vivendo num país sedento 
Um momento de embriaguez 
Somos quem podemos ser 
Sonhos que podemos ter 

Somos quem podemos ser (1988)


"Sem muitos amigos, mas sempre com muitos fãs, a saga dos Engenheiros do Hawaii começava a extrapolar o circuito das pequenas danceterias de Porto Alegre. (...) Gessinger, ao menos aparentemente, não teve dificuldades em se fazer compreender para todo o Brasil. (...) Se, por um lado, havia um desejo de seguir na estrada, também ficava claro o desejo de abandoná-la quando o interesse deixasse de ser orgânico ou quando o som precisasse ser transformado por imposições internas. 'A gente está nessa história para continuar, tanto que fazemos a coisa de uma maneira superséria e acreditamos mesmo nela. Agora, a gente não pretende aposentadoria no INPS através da música. Vamos continuar tocando enquanto a coisa estiver viva, enquanto tiver sentido de ser', (...) afirmou Carlos Maltz em entrevista para a Revista ZH (Zero Hora), em 4 de janeiro de 1987." (p. 110 e 151)

De volta a história dos Engenheiros, quem é fã já sabe que a ideia da banda surge em meados da década de oitenta, nos anos da faculdade de Arquitetura, onde Humberto Gessinger e Carlos Maltz se conheceram e, ao longo de uma década, realizaram uma inconfundível parceria. Após algumas páginas de introdução de sua pesquisa, Alexandre Lucchese faz uma apresentação da cena rock de Porto Alegre, e também desta alguma distância entre a o sotaque do sul e sonoridade das outras capitais. Em paralelo a cronologia, o autor dedica capítulos aos primeiros acordes, vida e interesses de cada integrante - inclusive dos que fizeram parte da formação pré-Augustinho Licks, assim como às questões iriam nortear suas escolhas de carreira: "- Nós não éramos brothers de ninguém, nem de nós mesmos. Éramos completamente outsiders - conta Maltz. Tinha aquela questão do individual, herdado do romantismo alemão, de ser um indivíduo, da gente não fazer parte de nenhuma panelinha, de nenhum sindicato do rock." (p. 37)

Esta escolha por autenticidade teve um preço, e a sonoridade e versos que conquistaram o público eram as mesmas que distanciavam os Engenheiros do gosto da crítica e das bandas de seu tempo: "Revolta dos Dândis também pode ser lido como uma tirada irônica sobre a onda roqueira de meados dos anos 1980, nas quais muitas bandas que se diziam radicais e punks eram formadas por garotos de classe média que, como um dândi, se travestiam em uma forma diferente de vestir e agir no palco. Terra de Gigantes é a música que deixa mais clara essa intenção de questionar a suposta rebeldia do rock nacional, com o verso 'A juventude é uma banda numa propaganda de refrigerante'." (p. 187)

(Qualquer semelhança com os dias de hoje...)


"A banda entrou nesse clube fechado não pela vendagem, mas pela credibilidade (...). Até hoje tem gente que não nos entende. Já essas bandas - Titãs, Legião, Paralamas - todo mundo sabe qual é a deles. (...) Nunca me senti tão pouco à vontade quanto no tempo em que minha banda teve exposição avassaladora. Nunca foi uma banda para ter aquele volume de exposição e ser hegemônica. (...) Gosto de fazer parte de uma indústria e saber que ela impõe limites fortes ao meu trabalho. A gente descobriu a dignidade de entreter. (...) É interessante você botar uma poeira na engrenagem, em vez de combatê-la de frente. Acho mais válido do que falar da polícia e da igreja. Isso é uma obviedade desgraçada." (p. 222, 236 e 243)

É claro que em toda relação há atritos, principalmente no que diz a criação artística, liderança e rumos coletivos; uma década de carreira talvez tenha sido pouco, mas tornar-se inesquecível na mente do ouvinte é quase um infinito. Embora grande a saudade, há que se respeitar a vida que cada um escolheu para si após o término da banda, assim como a relação que cada um estabelece com a obra realizada na juventude e a importância ou não de comentá-la hoje em dia. Ao leitor, fica o sentimento de que a biografia de Lucchese realmente respeitou a vontade e espírito de seus personagens, e, de forma gentil, contribuiu para a preservação deste importante capítulo da história da música, assim como o de nossa própria história.

Vida longa ao legado dos Engenheiros e ao honesto trabalho do jornalista Alexandre Lucchese!

Aliás, vale conferir uma entrevista com o autor no site da revista Scream and Yell :) Tá bem bacana!

Há espaço pra todos, há um imenso vazio
Nesse espelho quebrado por alguém que partiu
A noite cai de alturas impossíveis
E quebra o silêncio e parte o coração

Há um muro de concreto entre nossos lábios
Há um muro de Berlim dentro de mim
Tudo se divide, todos se separam
(Duas Alemanhas, duas Coreias)
Tudo se divide, todos se separam


Alívio Imediato (1989)



Alexandre Lucchese

Era pra ter durado uma noite só. Era pra ter sido somente uma banda de abertura. Era pra ter outro nome. Não era pra ser um trio. Eram várias variáveis. Graças a essa sucessão de fatos estranhos, quando não ter plano é o melhor plano, nasceu uma das maiores bandas do rock brasileiro: Engenheiros do Hawaii. Uma história cheia de lances improváveis que o jornalista Alexandre Lucchese conta nesta biografia, depois de ter entrevistado mais de uma centena de pessoas ligadas à banda, inclusive Humberto Gessinger, Carlos Maltz e Augusto Licks, o trio responsável pela fase de maior sucesso, que acabou se desfazendo anos mais tarde em meio a brigas e processos judiciais. Embarque na infinita highway para ver como nada do que foi planejado para a viagem deu certo, mas, nesse caso, ter dado tudo errado não poderia ter sido o mais certo.
janeiro 22, 2017



Bruno

Consegui alguns dias livres do trabalho e parti para o interior de São Paulo visitar minha família. 

Pela proximidade com a capital, aproveitei para turistar um pouco, por mais que eu já conheça bem a capital. Decidi ir a locais que ainda não tinha ido, além é claro de bater ponto no Masp e na Liberdade, afinal, visitar São Paulo sem ir aos dois perde um pouco do sentido. 

Apesar da aparente sensação de abandono, o Jockey Club de São Paulo, em Cidade Jardim, ainda é um local muito gostoso de ir. Foi minha primeira visita ao local e, por estar habituado a ir ao Jockey Club da Gávea no Rio (comentei sobre esta visita no post #5 da série), não poderia deixar de prestigiar o Turfe paulista, numa tarde gostosa em um local com muita história.



Jonatas

Esta semana começou grave, percorreu breve e terminou bem leve há pouco mais de dez minutos. Não tive tempo para ler, ver filmes ou sair devido a um trabalho intenso de entregas e escrita ininterrupta. Durante as entregas posso até dizer que li cinquenta páginas de O Hobbit, de J. R. R. Tolkien (– muito obrigado, Rebeca!). Em breve escreverei uma resenha sobre ele, inclusive. Quanto à escrita, não posso dizer nada além de “sorvete de constelação de cetáceo” e “será que dá pra cair morto de tanto escrever?” 

Já que a semana parece ter durado menos que um dia, a este resumo fajuto adiciono um mistério. Na verdade é um mistério até para mim porque nunca li Deuses Americanos (EDIÇÃO PRFERIDA DO AUTOR, editora Intrínseca), de Neil Gaiman. Recebi no início da semana e só li a apresentação. Não tenho a menor intenção de saber sobre a história agora, porque quero saborear cada surpresa.

Descobri apenas que Gaiman percorreu boa parte dos Estados Unidos de carro e fez o máximo para escrever principalmente sobre os lugares por onde passou. Descobri também que “ninguém aprende a escrever romances,” como disse Gene Wolfe, seu amigo, “nós só aprendemos a escrever o romance em que estamos trabalhando.” Foi um ótimo início para mim. Ademais, daqui a algumas semanas vocês poderão saber como foi toda leitura através das resenhas que vou escrever para este blog e para o Nerd Geek Feelings.

P. S.: Sobre a pergunta no início, é sério. Se puder alguém me responda se dá pra morrer de tanto escrever.



Rafa

Minha semana em um dia. Bem, foi difícil escolher algo pra dizer, mas decidi pelo incrível A garota no trem. Assisti o filme na quinta feira e me apaixonei!

É um filme com muita tensão, que mexe com o psicológico da gente. Me peguei vidrada nele e na personagem Rachel, castigada por ser considerada uma bêbada inveterada que fez com que seu casamento acabasse. Mas, como nem tudo que parece é, fique de olho na história desse filme eletrizante (e que me fez perder o sono)!

Com mistério e suspense, é um filme perfeito para o domingo. Espero que gostem!!

Confira a sinopse do livro publicado pela Editora Record: Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas.

Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Jason –, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida.

Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos. 

Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A garota no trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado.



Rebeca

Pensamento randômico do dia:

- Não consigo trocar meus cds pelo Spotify. Não rola. Gosto de manter essa pilha de lembranças empoeiradas ali na estante, ao alcance da escuta e da minha nostalgia. Ainda mais agora, lendo o 30 e poucos anos e uma máquina do tempo, que tem tudo a ver com este sentimento antigo de quem guarda no bolso os anos noventa e outros tantos onde tenhamos sido felizes. Ou mesmo infelizes, porque o que importa é a forma como estes sentimentos ainda falam conosco e despertam alguma intensidade em nossas vidas hoje, mesmo que de forma puramente literária, ou confessional mesmo, enfim. 

Bom, e pra falar das canções que eu ouvia antigamente, vou deixar uma pequena playlist aqui pra vocês. Sem ordem de banda ou música favorita, apenas algumas canções que eu gostei de ouvir novamente hoje (e que não necessariamente pertencem aos cds da foto) e que eu espero que vocês também curtam relembrar, ou conhecer agora pela primeira vez.

Duncan Sheik - Barely Breathing
Hootie and the Blowfish - Let her cry
Collective Soul - December
Dishwalla - Counting Blue Cars
Spacehog - In the meantime
Bush - Glycerine

janeiro 08, 2017


Domingão de sol, pele suada, pensamento fervendo. Quando janeiro não rima com férias, nada melhor que uma trilha sonora pra desestressar a correria do dia (já que um teletransporte pra fugir do calor infelizmente não é ainda possível).

No post #12 da série Uma semana e(m) um dia, compartilhamos  então alguns de nossos hits recentes preferidos.


Bruno



Não há como ignorar a ressaca pós fim de ano e a entediante volta ao cotidiano típicos de Janeiro mas, no meio de tanto trabalho, o Spotify e o Youtube são companheiros indispensáveis para o dia dia, logicamente quando seu chefe não está próximo, mas não é nisso que quero focar, mas sim no que ando escutando ultimamente, e nesse 2017 minha playlist anda pouco mais de 30 anos atrasada. As vestimentas são de gosto duvidoso, mas inegavelmente a década de 80 deixou muita coisa boa para nossos toca-discos, CD players, celulares, computadores, Ipods ou onde quer que você as escute, então, vou elucidar esse post com uma antítese entre o visual ridículo e uma excelente música: Kajagoogoo - Too Shy.


Jonatas


Joe Hisaishi é o nome artístico do compositor e diretor musical Mamoru Fujisawa, artista que conheci através das trilhas sonoras feitas para diversos filmes dos estúdios Ghibli. Eu sempre preferi melodias executadas ao som da voz, mas foi com Hisaishi que descobri as minhas favoritas peças para piano. Não tenho uma obra preferida entre tantas do grande mestre. Geralmente deixo a tocar as diversas versões em piano das trilhas de Nausicaä do Vale do Vento (1984), Castelo no céu (1986), Meu Vizinho Totoro (1988), Serviço de Entregas da Kiki (1989), Porco Rosso (1992), Princesa Mononoke (1997), A Viagem de Shihiro (2001), O Castelo Animado (2004), Ponyo (2008) e Vidas ao Vento (2013). O concerto Joe Hisaishi in Bugokan, um especial de 25 anos dos estúdios Ghibli, está sempre presente nas minhas listas. Foi o que praticamente ouvi durante toda esta semana de trabalho duro de revisões e escrita. As de Hisaishi são das poucas penas musicais que me fazem sentir em paz enquanto trabalho. Há uma quantidade interminável de interpretações diferentes da obra.


Rebeca


Poets of the Fall é uma banda finlandesa do início da década de 2000, felizmente atuante até hoje, mas que eu só descobri no ano passado, infelizmente. O canal do youtube dos caras não é muito atualizado, então, vale dar uma conferida também no Spotify, ou então não se importar muito com as montagens tipo vídeo do whatsapp que os fãs compartilham pelo Youtube.

Mas então, se a banda é praticamente desconhecida no Brasil, e muito por acaso descoberta no Youtube, como é possível gostar tanto de um som assim? Bem, meu princípio para uma boa apreciação musical é: quando me apresentam uma música ou uma banda que não conheço, e logo nos primeiros segundos da música eu já gosto da voz da pessoa ou de alguma parte instrumental, é quase certo que vou ouvir essa banda por um bom tempo, e muitas vezes pra sempre-toda-vida. Meio radical, eu sei. Mas desculpem, não consigo ouvir gente desafinada. Não me importa se é a pessoa mais cool e famosa da mpb, ou o indie dos indies da Califórnia ou de Londres: se a voz e o violão da pessoa soam estranhos, a ponto de "doer o ouvido", sorry, mas prefiro continuar com meu gosto de idosa que não ouve coisas da moda mesmo rs.

Mas enfim, pra quem quiser conhecer o mundo do Poets of the Fall, recomendo grandemente as faixas Desire, Roses e Late Goodbye :)

Chills
Chills come racing down my spine
Like a storm on my skin
With shaking hands
I'll guide your sweet soul into mine
Until I feel you within
And I know
I know that it's all about understanding

(Temple of Thought)


Regiane


Não sei determinar em que momento comecei a gostar das músicas do Pearl Jam, mas acredito que seja desde o seu primeiro CD Ten, já que há faixas dele que fazem parte das minhas playlists até hoje. Mas, enquanto a maioria das pessoas só procura conhecer os grandes singles da banda, eu estou sempre atrás daquelas canções que não tocam nas rádios e que falam intimamente comigo (sim, música não é só para ser um ruído de fundo quando você está correndo ou limpando a casa, tem que significar algo para você).

Coincidentemente ou não, hoje todos estamos falando de músicas marcantes, e desde ontem eu ouço uma playlist do Pearl Jam no Spotify, e tem muita coisa boa além de Black e Jeremy, acreditem!!!

Entre minhas favoritas da banda está Just Breathe, uma canção de letra e melodia melancólicas que me arrebata toda vez que eu ouço, fora que a voz do Eddie é tão dolorida nessa música que nos leva a sentir o mesmo. Inclusive, uma das frases de sua letra é uma séria candidata a se tornar uma tatuagem (assim que eu conseguir controlar minha fobia de agulhas um pouco - não riam, é sério!).

Uma ótima semana com trilhas sonoras incríveis!!!
Beijos!


dezembro 25, 2016



De todos os estilos musicais que apreciei ao longo da vida, apenas um persistiu até os dias de hoje: a música composta por coro de vozes. E como não poderia deixar passar esta oportunidade, queria mostrar a minha canção favorita de Natal.

“Carol of the Bells” é uma canção composta pelo ucraniano Mykola Leontovyc (1877 – 1921), e que, apesar das pretensões folclóricas tanto da letra quanto da melodia, nos Estados Unidos foi associada quase que exclusivamente com a festividade natalina. Alguns de vocês devem se lembrar da versão de John Williams da música tocada no filme Esqueceram de Mim nos momentos decisivos da história.

Deixo aqui a primorosa versão do grupo musical britânico Libera para vocês ouvirem.


Ao leitor: Ademais, desejo que nossas vidas realizem de fato a lição de dois mil e tantos anos atrás, (não importante se fora 25 de dezembro ou 1 de abril). E que de fato se enuncie a esperança de um novo tempo neste fim de ciclo. Acredito que no seu coração se perceba este dia como certa dança suave, uma ciranda dos anos a renovar o sentido de nossa própria vida. Imagine comigo. São dias, dias e dias de mãos dadas, e não deixando se perder aquele instante mais importante.

De todas as formas possíveis e impossíveis, desejo a ti um feliz Natal.
novembro 28, 2016



Segunda-feira, sol espesso na fresta do quarto e no asfalto da avenida. Quisera na pele o leve inverno de algumas semanas, porém, às vésperas do verão, a claridade cega a paciência, e consigo traz o suor, a enxaqueca e o post ranzinza.

Para administrar as dores deste sol-eterno por vir, carrego na bolsa um pequeno kit de sobrevivência em terras do Rio. Aos que também sofrem nesta época de alta produção de melanina, compartilho algumas dicas de produtos para uma menor sofrência - e claro, também alguma poesia a seguir.

Na foto acima: 1) minha inseparável caixa de Advil, 2) Bepantol líquido para hidratar o rosto (tentei o uso costumeiro das gurias dos blogs de beleza, no caso, borrifando nos cabelos, pra dar aquele ar de voltei da praia e tô linda, mas... não rolou. Acho que só pra quem tem cabelo liso mesmo. Não sei), 3) Protetor solar com cor La Roche-Posay (olha, te dizer que to achando melhor que B.B. Cream, viu? Produto leve, textura líquida que não escorre, e pelo menos no meu tom de pele deu pra cobrir alguns avermelhados e manchinhas), 4) Protetor labial Cicaplast, também da La Roche-Posay (pra quem - infelizmente - tem que trabalhar no ar condicionado polar, taí um produto com uma ação melhor que a dos protetores em formato bastão/batom) e 5) Óculos de sol de uma lojinha aqui do Rio, a Loucos por Óculos, que tem vários modelos moderninhos + preço de ótica de bairro mesmo, super recomendo! Ah sim, faltou na foto uma garrafa d'água e o protetor solar para o corpo. Acho que é isso.



Pois bem. De volta ao verão, inevitável também é a lembrança das canções de veraneio. Nesta multidão sonora, algumas estrofes até versam poesia, enquanto outras revelam para o Brasil o calor nada poético do Rio de Janeiro: 

"Eu só queria te contar / Que eu fui la fora e vi dois sóis num dia / E a vida que ardia sem explicação"
"Rio 40 graus / Cidade maravilha / Purgatório da beleza e do caos"
"Essa noite eu quero te ter / Toda se ardendo só pra mim / Essa noite eu quero te ter / Te envolver, te seduzir"


 
E felizmente, bem mais que felizmente, a literatura vem para nos salvar de todo cansaço da estação! E se você tem no bolso algum pensamento sobre o verão, compartilha com a gente nos comentários também! :)



No Entardecer dos Dias de Verão

No entardecer dos dias de Verão, às vezes,
Ainda que não haja brisa nenhuma, parece
Que passa, um momento, uma leve brisa...
Mas as árvores permanecem imóveis
Em todas as folhas das suas folhas
E os nossos sentidos tiveram uma ilusão,
Tiveram a ilusão do que lhes agradaria...
Ah, os sentidos, os doentes que vêem e ouvem!
Fôssemos nós como devíamos ser
E não haveria em nós necessidade de ilusão ...
Bastar-nos-ia sentir com clareza e vida
E nem repararmos para que há sentidos ...
Mas graças a Deus que há imperfeição no Mundo
Porque a imperfeição é uma cousa,
E haver gente que erra é original,
E haver gente doente torna o Mundo engraçado.
Se não houvesse imperfeição, havia uma cousa a menos,
E deve haver muita cousa
Para termos muito que ver e ouvir ...

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema XLI"
(Heterónimo de Fernando Pessoa)



Provavelmente não virei montado...

Esta é a cidade em que te vi passando
Esta é a cidade que me viu sofrendo
Esta é a cidade que trilhei fugindo
Metrópole fatal, hosana! hosana!
Esta é Copacabana, ampla laguna
Curva e horizonte, arco de amor vibrando
Suas setas de luz contra o infinito.
Aqui meus olhos desnudaram estrelas
Aqui meus braços discursaram à Lua
Desabrochavam tigres dos meus passos
E as sereias por mim se consumiam.
Copacabana! praia de memórias
Quantos êxtases, quantas madrugadas
Em teu colo marítimo! esta é a areia
Que tanto enlamacei com minhas lágrimas
Aquele é o bar que freqüentei. Vês tu
Aquele escuro ali? É um monumento
Cone de sombra erguido pela noite
Para marcar por toda a eternidade
O local onde, um dia, fui perjuro
Ao teu amor. (...)

Vinicius de Moraes, 2004 (excerto)
Leia o poema completo

novembro 04, 2016


Discoteca é um projeto de trilhas sonoras, indicações de bandas e playlists. Nos posts #1 e #2, compartilhei algumas canções que acompanharam minhas leituras de All the bright places (Jennifer Niven) e Nós (David Nichols). Hoje, enquanto arrumava a estante, bateu aquele momento nostalgia (isto é, quando você para de arrumar a casa e começa a "pensar na vida" enquanto se perde - ou "se encontra"? - em cada detalhe e objeto das prateleiras, sabe rs), e comecei a escutar um pouco de rock nacional da década de 1980. Aliás, na foto, o primeiro disco do Capital Inicial, lançado em 1986, e que já estreou com hits inesquecíveis, como Música Urbana, Leve Desespero, Veraneio Vascaína e  Fátima. Enfim, um dia preciso compartilhar minha coleção de discos aqui no Blog, né :)

No post de hoje então, enquanto a conversa sobre meus discos não sai, aproveito pra indicar alguns canais dedicados a música que acompanho quase que diariamente. Espero que curtam a seleção! E se tiverem alguma sugestão, só compartilhar com a gente nos comentários!


Kazagastão (KZG)


O Kazagastão é um canal de Rock apresentado por Gastão Moreira (uma das figuras inaugurais da MTV brasileira) e Clemente Nascimento (um dos pioneiros do punk rock no Brasil). No início da década de 1990, Gastão fez história na emissora apresentando reportagens e conteúdo ligado ao rock e ao heavy metal, como os programas Gás Total e Fúria Metal.

Hoje, após o "fim do rock" na MTV, Gastão dedica seu trabalho e tempo ao Kazagastão, assim como a diversos programas de Rádio, como o Gasômetro, transmitido pela KISS Fm de São Paulo.



Alta Fidelidade


Apresentado pelo jornalista e escritor Luiz Felipe Carneiro, o Alta Fidelidade é um canal dedicado a todos os estilos musicais. Os vídeos são postados diariamente e as editorias são bem diversas: Top 5; Indicações de Álbuns e Shows; Notícias do mundo da música; e Conversa de Botequim, apresentado aos sábados e com a participação do músico Biofá.

Gosto desse canal porque sempre tive amigos fissurados em música, e até hoje a gente cultiva esse hábito de conversar por horas e horas a respeito de bandas e discos. Talvez você ache o canal meio "sem graça", mas a "graça" do Alta Fidelidade é ser assim informal e sem pretensões, como uma conversa entre amigos mesmo.


NPR Music


Os "Tiny Desk Concerts" fazem parte de um projeto da National Public Radio, uma emissora pública norte-americana que desde 2007 promove pequenos concertos (sempre neste cenário de uma loja de discos) e transmissões de shows em estádios e locais de maior audiência. Alguns artistas bacanas que já participaram do projeto: Adele, The Cranberries, Jacob Dylan, Peter Frampton. No vídeo acima, uma pequena apresentação da Tedeschi Trucks Band, uma banda de Blues-Rock, com uma pegada meio Country, formada em 2010 pelo casal Derek Trucks and Susan Tedeschi. Taí uma banda que passei a ouvir sem parar!


Sofar Sounds (Songs from a room)


Pra quem curte conhecer bandas dos gêneros indie e folk, o canal Sofar é excelente! Neste projeto, artistas são convidados a tocar para pequenas audiências, por vezes em uma atmosfera acústica, e também em ambientes informais, como uma sala de estar ou o terraço de uma casa. O Sofar é um projeto que começou em 2010 e ao longo dos anos já percorreu inúmeras cidades e países, inclusive o Brasil. Aqui no Rio de Janeiro, diversas bandas locais, tipicamente cariocas no som (isto é, de influências do samba e do instrumental brasileiro, da própria mpb e também do indie), já participaram do Sofar. Pra quem quiser conhecer uma dessas bandas cariocas do projeto, recomendo o The Outs, que faz um rock meio anos 60, meio Beatles com Oasis, bem bacana, vale conhecer!




Nossa última indicação é o canal do Sesc, que com certeza deixa todo apaixonado por música brasileira com uma invejinha gigante do pessoal de São Paulo! Porque aqui no Rio os Sescs dedicam-se mais ao teatro e às artes visuais, mas pelo pouco que conheci das unidades de SP, a programação cultural de lá é muito diversificada, e com uma grande estrada no circuito de shows instrumentais. No vídeo acima, o mais que recomendado trabalho do Ari Borger Quartet, que tem em seu repertório composições autorais e homenagens aos grandes nomes da história do Blues e do Jazz. Imperdível!



E já que começamos o post com uma nostalgia em vinil, que tal uma indicação de show do mestre do Blues B. B. King, o Live at The Apollo (1991), disponível apenas em fita VHS? (mentira, tem alguma coisa no Youtube sim, risos) :)