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fevereiro 27, 2017

É Carnaval e a gente tá como?!


Risos. No post de hoje, Jonatas, Rafa, Rebeca e Regiane compartilham dicas de leitura, estudos e filmes. Confira :)


Jonatas

Estou sem PC, então, infelizmente falarei menos do que o justo a respeito de O oceano no fim do caminho, de Neil Gaiman. Esta semana descobri que não havia perdido minha edição, e pude rememorar uma das minhas histórias favoritas. Trata-se das lembranças de um homem que, depois de um funeral,  retorna à casa em que passou a infância, na Inglaterra. Há décadas não pensava naquele tempo, e em Lettie, a estranha menina que vivia com a mãe e avó, e  dizia que o lago nos fundos da fazenda na verdade era um oceano de onde viera um povo antigo. 

O oceano no fim do caminho é uma narrativa leve e fabulosa. Creio que a maioria de vocês irão gostar e, quem sabe, também descubram o confortável segredo de um oceano inteiro que cabe em uma gota de água doce. 

Até a próxima! 



Rafa

Gente, carnaval taí e eu vim pra minha terrinha querida Alegrete/RS! Aproveitando para rever amigos, família e claro, passear um pouco! Dentre os passeios, resolvi passar na locadora (sim, ainda alugo filmes!) e ver o que tinha de bom. Entre tantos filmes, escolhi o Zootopia, que eu já conhecia, mas vale a pena ser revisto várias vezes, porque é muito legal, principalmente a história de superação dos personagens (no caso, da coelhinha), é incrível, e nos traz uma lição valiosa mesmo! Sim, sou meio criançona mesmo, adoro desenho, e ainda fico rindo q nem idiota na frente da tv! :D Mas afinal, quem de nós é adulto totalmente? :)

Essa foi a minha dica do Uma semana e(m) um dia!! Até a próxima, e em breve com algumas fotinhos da minha cidade! Bjss




Rebeca

Aquele instante em que você se dá conta de que sua série favorita foi ao ar pela primeira vez há quase vinte anos e que mesmo hoje, duas décadas após, você ainda se lembra de muitas cenas e de muitos dos sentimentos que nos acompanhavam em cada capítulo.

Hoje, graças ao wikipedia e aos serviços de streaming (e claro, ao box de dvd com toda a série que eu ainda não encontrei mas que a sortuda da Regiane felizmente comprou por aí rs), conseguimos revisitar nosso passado de uma forma um tanto catalogada, pulando cenas, selecionando histórias, e revivendo cada dor e alegria conforme nossa disposição aqui no presente.

Se é uma forma ainda mágica de "enxergar" como éramos há duas décadas, eu não sei, mas que este refrão da Paula Cole na season 1 da série soa ainda quase como um teletransporte, ahhhh, com toda certeza!

I don't want to wait for our lives to be over
Will it be yes or will it be sorry?

Paula Cole - I Don't Want To Wait 


Regiane

Muitas vezes durante a vida adulta, olhamos ao redor e observamos a jornada dos que nos rodeiam, e temos a sensação de que a "vida" de todo mundo está caminhando, e a nossa não. Talvez seja um sentimento geral, ao menos quando converso com pessoas da minha faixa etária, essa é uma queixa em comum.

Nossas opções são lamentar eternamente o fato, enchendo o ouvido dos amigos, ou tentar resolver e procurar uma mudança.

Aproveitando o início do ano, aniversário chegando e a impaciência reinando, resolvi tomar providências urgentes e comecei um curso de Revisão e Preparação de Texto oferecido pela Universidade do Livro da UNESP. Fazer parte do mundo editorial de maneira formal sempre foi um desejo que eu não vejo mais porque adiar, e acredito que é exatamente o que eu preciso nesse momento para impulsionar a minha vida a um novo patamar.

E vocês, o que os tem movido ultimamente? Contem pra gente ;) Boa semana, beijo, beijo!!!
outubro 22, 2016

Um dia pra lembrar do que ficou, uma semana pra contar o que não se esquece. Estranheza é medir assim o tempo; pior é abafar a vida. Talvez o texto não traduza o melhor de nossa experiência, porém, sem ele, muito do que viveríamos simplesmente desapareceria. Em momentos assim, melhor não descartar a sensação de que poderíamos ter contado um pouco mais, assim como a de que o que importa mesmo é não ter vivido menos.

Uma semana e(m) um dia é um projeto de postagem coletiva, a ser realizado semanalmente (assim desejamos) por todos os colaboradores do Blog Papel Papel. Este formato de post é inspirado em algumas páginas que seguimos, especialmente a da querida Val do blog Uma Pedra no Caminho e suas postagens "Resumo da Semana". Afinal, nem só de literatura vivemos, e há um tanto de assuntos que também gostaríamos de conversar com vocês. Só falta começar, né? :) 


Semana de 15/10 a 22/10



Bruno

Esta semana, apesar de muito trabalho, consegui ler Nostromo, romance de um dos meus escritores favoritos, Joseph Conrad, que sempre me surpreende positivamente na escolha das palavras, cada linha traz uma riqueza única. Os clássicos russos talvez também tenham essa característica, mas não vou entrar em detalhes para isso aqui não virar uma resenha. Selecionei dois trechos que exemplificam bem Conrad e sua habilidade poética mesmo após tradução: o primeiro de Lord Jim e o segundo de Nostromo.

"O homem que nasce cai num sonho, como o homem que cai no mar. Se tenta elevar-se no ar, como as pessoas inexperientes tentam fazer, afoga-se – nicht wahr?… Não! Eu lhe digo! O jeito é o elemento destrutivo se submeter, e com os movimentos dos pés e das mãos na água fazer o mar profundo mantê-lo à tona.”

"A ação é um mero consolo. É a inimiga do pensamento e a amiga das ilusões aduladoras"

Em formato pocket, Nostromo pode ser encontrado em edição da Companhia das Letras e Lord Jim pela Martin Claret.



Jonatas

Essa semana foi bem esquisita. Quinta-feira estava sozinho em casa, quando, de repente, ouvi um estalo baixo na minha janela. Parecia o som de pequenas pedras se chocando no vidro. Olhei para trás. Não havia nada. Depois de cinco minutos o som voltou, repetitivo e incômodo. Virei a cabeça rápido para que não escapasse. Era um pombo tentando entrar desesperadamente. Corri para espantá-lo pensando sobre o que minha mãe sempre me falou sobre as doenças que essas aves transmitem. Mas antes que abrisse a janela, ele fugiu. Então encontrei algo estranho encostado no basculante. Um pacote negro com uma caveira branca impressa e a inscrição “Darkside”. Jeito estranho dessa editora mandar livros pra gente, pensei. Abri. Dentro estava um livro. O lançamento Os Pássaros, escrito por Frank Baker. Capa dura, arte gráfica impecável, lombada de página negra, marcador de página em tecido e uma pena... Saibam que li as primeiras páginas no mesmo instante e garanto que os amantes de literatura pós-apocalíptica irão gostar. Muito.

Aqueles que desejarem saber acerca da minha experiência de leitura, na próxima semana publicarei uma resenha no Nerdgeek Feelings.



Rebeca

 

Dá um certo arrepio na espinha lembrar que tal banda ou filme ou disco comemoram vinte anos agora em 2016. Primeiro, porque eu com certeza desconheço todas as músicas lançadas neste ano, mas lembro perfeitamente do cenário cultural lá dos mil novecentos e noventa. Sim, aqui no Papel Papel estamos todos nesta fase nostálgica pra lá dos muitos 20, e entendendo que a vida é mesmo esta coleção de memórias e rugas, assim como bolhas nos pés de ter caminhado tanto por aí. 

Há uma semana, ganhei ingresso para o show de uma banda que nunca imaginei assistir. No último 15 de outubro, a banda mineira Skank passou aqui pelo Rio para realizar um show comemorativo dos vinte anos do disco Samba Poconé, que inundou os ouvidos de toda uma geração com o pegajoso hit Garota Nacional. Apesar dos pesares desta música (e de ter começado com 1h de atraso), o show foi realmente bom demais! E a sensação de gostar de uma banda ou filme ou disco assim de forma tão inesperada (okay, eu já curtia uma ou outra baladinha da banda, mas, para um show de 2h, confesso que fiquei meio perdida; não sabia cantar muita coisa) é algo a se guardar na memória. E quem sabe curtir um outro show deles.



Regiane

Essa semana realizei um sonho antigo (cof cof nem tão antigo, sabe como é, né): adquiri o box com as seis temporadas de Dawson's Creek, seriado idealizado por Kevin Williamson (diretor de clássicos como Pânico e Eu sei o que vocês fizeram no verão passado) e produzido/exibido entre 1998 e 2003. A história de Dawson, jovem idealista que sonha em ser o novo Spielberg, emocionou toda uma geração ao abordar os temas mais complexos e sinistros da passagem da adolescência para a vida adulta, sendo pioneiro ao explorar de maneira delicada, mas profunda, temáticas que até então em outros seriados, eram abordadas de maneira superficial. Observar o crescimento de Dawson, Joey, Pacey e Jen definitivamente ajudou a minha geração a entender um pouco melhor o que acontecia conosco, nossa dualidade e nossos receios, e mostrou que a jornada pode não ser tão favorável ou tranquila, mas se você não perde sua essência no caminho, seus sonhos podem vir a se tornar realidade. É, eu me empolgo sim com essa série que na minha opinião, ainda é a melhor do seu gênero e poder reviver essa história está sendo delicioso. A garota de 16 anos que vive em mim, ainda se emociona ao ver a abertura com os quatro jovens andando na praia e eu espero que permaneça assim, me emocionando com algo tão simples, até quando eu tiver 80 aninhos.