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Mostrando postagens com marcador 23 Histórias de um Viajante. Mostrar todas as postagens
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fevereiro 28, 2017


O que seriam dos feriados sem uma boa trilha sonora, hein? Passei os últimos dias ouvindo discos que nunca imaginei gostar, assim como alguns que eu curtia há uns anos e que passaram a não ter a menor graça. Então, se você é como a gente e adora inventar playlists, certamente curtirá a enciclopédia dos 1001 Discos para ouvir antes de morrer! É claro que muitos álbuns e décadas nem sempre farão parte de seu top 10 ou 100 discos da vida, mas sempre é bom ter uma referência por perto pra quando bater aquela vontade de conhecer um som diferente.

Nesta edição enciclopédica da Sextante, você encontrará títulos dos últimos 50 anos, de diversos estilos, do rock ao pop, passando pelo rap, indie e muito mais. A seleção para a lista dos 1001 discos foi feita em 2006 por 90 jornalistas e críticos musicais e percorre a história da música entre os anos de 1955 a 2005. Impossível não ficar com vontade de conhecer um pouco desta seleção, não é mesmo?

Encontrei um site bacana onde você pode ouvir todos os 1001 discos sem precisar ficar caçando os albuns no Youtube; por enquanto, não é possível ouvir pelo celular, mas basta digitar http://www.radio3net.ro/play# no computador que a diversão é garantida!


Este é um print do site. Do lado direito, após selecionar um disco da lista geral, você acompanha todas as faixas disponíveis do album escolhido. No meu caso, tentei interagir com a memória grunge da minha juventude e, dentre os discos que ouvi, cheguei a conclusão de que o Nirvana, apesar de toda a importância para a minha geração, realmente não influencia mais a minha vida...

Outros discos icônicos que eu não achei graça (não porque são ruins, mas porque definitivamente não combinam comigo. Haters podem hate me nessa hora, eu entendo. Risos): 

The Clash - London Calling (1979)
Joy Division - Unknown Pleasures (1979)
Sonic Youth - Goo (1990)
New Order - Substance (1987)
Depeche Mode - Music for the masses (1987)
Incluo nesta lista também: Primal Scream, Talking Heads, Elvis Costello, Blondie, B'52s


Agora, bandas e discos que eu não prestava muita atenção, mas que finalmente entraram na minha lista pessoal dos 1001 discos:

The Who - My Generation (1965)
The Who - Who's Next (1971)
Eliott Smith - Eliott Smith (1995)
R.E.M - Document (1987)
The Police - Ghost in the machine (1981)
The Kinks - Arthur - Or The Decline And Fall Of British Empire (1969)


E claro, não poderiam faltar alguns discos que eu já curtia e que continuo achando muito bons:

Massive Attack - Blue Lines (1991)
Bon Jovi - Slippery when wet (1986)
Soundgarden - Superunknown (1994)
Oasis - (What's the story) morning glory? (1995)


Realmente, com tanta opção musical assim, precisaremos de muitos feriados pela frente pra dar conta dessa lista...

E você, já consultou alguma lista-manual de referência assim? Conta pra gente seus favoritos nos comentários <3


Michael Lydon

Os grandes discos lançados nas últimas décadas estão aqui: de What’s Going On, de Marvin Gaye, ao extraordinário álbum conceitual de David Bowie The Rise And Fall Of Ziggy Stardust, passando por inúmeros outros.

1001 discos para ouvir antes de morrer explora a fundo a história da música universal e apresenta ícones tão diversos quanto Beach Boys e Nirvana.

Além de álbuns e artistas já consagrados, você irá encontrar referências mais exóticas, como o Einstürzende Neubauten e o Aphex Twin.

Escrito por 90 jornalistas e críticos de renome internacional, este livro faz uma justa homenagem a todos aqueles que influenciaram o meio musical. Além de acompanhar o desenvolvimento da indústria fonográfica – dos discos de 75 rpm aos CDs –, você vai descobrir como os álbuns foram aceitos pela crítica e que impacto causaram no público.

Com saborosas histórias de bastidores, este livro revela também quais eram as influências de muitas bandas de sucesso. Você sabia, por exemplo, que o Velvet Underground foi uma grande fonte de inspiração para David Bowie, Joy Division, R.E.M. e The Strokes?

Que álbum teve seu lançamento atrasado como demonstração de respeito à morte do presidente John F. Kennedy? Em que Paul Simon se baseou para escrever “Mother And Child Reunion”? O que é a estranha participação de Paul McCartney em Rings Around The World, do Super Furry Animals? Leia e descubra.

Das canções dark e obscuras aos grandes sucessos populares, 1001 discos para ouvir antes de morrer abrange a história da música em todos os seus instigantes detalhes.

março 05, 2016

Em parceria com a Global Editora, recebemos para resenha o livro 23 Histórias de um Viajante, de Marina Colasanti.



Sinopse: Um viajante chega a cavalo às portas de um reino onde um príncipe vive isolado do resto do mundo. Fascinado pelas histórias que o outro lhe traz, o príncipe decide acompanhá-lo na travessia de suas próprias terras. Enquanto avançam, o viajante conta. Narrar é viajar.

Como uma caixa que contém outras caixas, essas histórias se desdobram e se somam na construção de um sentido comum, surpreendentes por sua carga mítica, fascinantes por sua modernidade.

Levado pela linguagem poética de Marina Colasanti, o leitor empreenderá através delas a sua própria viagem.


Tão altas as muralhas ao redor daquelas terras. altas como despenhadeiros, escuras como rochas. Quem mora atrás daquelas muralhas? Um moço príncipe e sua pequena corte. Por que tão altas, se é pouca a gente? Porque o moço tem medo. (p. 7)


O céu em toda a parte, vagaroso, como um espelho que em velhos contornos ensimesma. Ainda que turva, a mocidade é jovem escuridão, como a claridade um assombro para a retina.

Era um homem temporal, porém antigo. De nuvens cuidava, nos sonhos a espada, arquipélagos não mais. Após a morte de seu Nome, pouco guardara em seus domínios: a coroa e o manto, o deserto da história, alguns ouvintes. A cada manhã, o arisco sol e calendário o agraciavam em própria honestidade, e o coração do reino assim prosseguia.

Quando criança, iniciara em um mapa o traçado de suas terras, em contornos entreouvidos nos relatos da corte e da cavalaria; neste inventário de acres e artilharias, agora adulto e em batalhas ferido, o jovem Príncipe abriga-se na miopia dos sentidos, onde a memória dos campos afasta a dor e permanece, agridoce e verde, como os sabores da infância e a primeira geografia.

Em indeterminada manhã, o destino para o Reino acena, como janela que do alto se abre, em suavidade irreversível. Tendo nas mãos um escudo e um sorriso, o sentinela avista um estrangeiro, que às bordas do forte solicita passagem, para em seu cavalo em nômade jornada apenas prosseguir.

Neste mundo de fortalezas, um viajante poderia ser um intruso, ou um guardião de horizontes prometidos; no coração do Príncipe, o inesperado encontro era um revisitar de sua herança, e um cavalgar por novos desígnios. Decidira sair da torre e abrigar então o destino, e na manhã seguinte unir-se aos enigmas deste agora tão próximo estrangeiro.

Enquanto pela floresta cavalgavam, o viajante tornara o príncipe cúmplice de seus enredos. Nesta vontade de atravessar o mundo, compartilhar histórias era uma forma de reinventar-se, e pertencer a uma ficção de mundo e biografias; para o príncipe, entregar-se às fábulas era como navegar por incansáveis paisagens, que renascem às margens do que quando criança não pudera conhecer.

Em vinte e três histórias, o leitor encontra-se na voz do viajante, e com ele habita em um engenho de si mesmo. Em vinte e três quimeras, sentimo-nos como o príncipe, pioneiro em terras há muito desconhecidas. Na multidão de Marina, somos também corsários, entregues aos tesouros que suas páginas abrigam. E no momento em que não mais pudermos dizer eu, em fábulas de outrem lançaremos âncora, e teceremos raízes, porque a vida (a nossa e a do príncipe) simplesmente não se escreve sozinha.


Um viajante, disse em seu pensamento, um homem que anda pelo mundo, um homem para quem o mundo é um leque que se pode abrir. (p. 9)


Marina Colasanti, 23 Histórias de um Viajante
Conheça outros títulos da autora publicados pela Global Editora

Sobre a autora: Marina Colasanti nasceu em Asmara, na Eritreia, viveu em Trípoli, percorreu a Itália em constantes mudanças e transferiu-se com sua família para o Brasil. Viajar foi, desde o início, sua maneira de viver. Assim, aprendeu a ver o mundo com o duplo olhar de quem pertence e ao mesmo tempo é alheio. A pluralidade de sua vida transmitiu-se à obra. Pintora e gravadora de formação, é também ilustradora de vários de seus livros. Foi publicitária, apresentadora de televisão e traduziu obras fundamentais da literatura. Jornalista e poeta, publicou livros de comportamento e de crônicas, recebendo numerosos prêmios como contista. Sua obra para crianças e jovens é extensa e muitas vezes premiada.



Atualização em 17/04/16: Agradecemos à página Marina manda lembranças por gentilmente compartilhar o link de nossa resenha.


Marina Colasanti