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Mostrando postagens com marcador Marina Colasanti. Mostrar todas as postagens
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dezembro 08, 2016



Não tem jeito: dezembro chegou e a wishlist só cresce, não é mesmo? :) E pra completar essa listinha, indicamos os lançamentos da Global Editora, especializada em títulos de autores hoje clássicos em nossa Literatura Brasileira. Pra quem acompanha nossas postagens, já deve ter percebido que o "fã clube" Cecília Meireles aqui na página é grande! Risos. Tanto que eu não pude resistir ao Box Crônica de Viagens, uma coleção de histórias da autora apresentadas em 3 livros, 784 páginas e uma caixa linda <3 Obrigada Global por realizar o sonho da gente!!

Bom, vamos aos nossos lançamentos favoritos:



Ao longo de sua vida, Cecília Meireles percorreu inúmeros países, deslumbrando-se com lugares, pessoas e coisas, revelando sua cultura, inteligência e sensibilidade. Cecília Meireles – Crônicas de viagem traz o registro das observações da autora por meio de crônicas, com textos descritivos ou líricos, ternos ou irônicos, mas sempre lúcidos. Organizados por Leodegário A. de Azevedo Filho, crítico literário e ensaísta já falecido e um dos maiores conhecedores da obra em prosa de Cecília, os 3 volumes que integram esta caixa trazem crônicas da autora publicadas em diversos jornais.

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Ignácio de Loyola Brandão

Em Se for pra chorar que seja de alegria, o autor reúne 41 crônicas escritas durante a sua carreira no Caderno 2, do jornal O Estado de São Paulo, e na Tribuna de Araraquara. E por que um livro de crônicas? “Porque os meus últimos anos foram marcados por crônicas. Diria que foi uma descoberta tardia, mas uma grande descoberta. É gostosa de escrever, é um pouco de poesia, um pouco de mim, um pouco da cidade, um pouco do Brasil e um pouco do mundo”, responde o autor. Como não poderia deixar de ser, esse é o timbre das crônicas deste livro. São olhares e percepções impressos em textos que retratam as viagens que Loyola fez pelo Brasil inteiro. Segundo o próprio autor, essa obra é uma de suas seleções mais gostosas, mais felizes e mais divertidas. Algumas dramáticas, porque é preciso um pouco de drama. Um livro direto para o coração do leitor, um presente de 80 anos para toda a gente que o acompanha há tantos anos.



Marina Colasanti  

Dando continuidade à coleção Melhores Crônicas, a Global Editora presenteia agora os seus leitores com uma importante seleção de crônicas de Marina Colasanti. O critério da escolha dos textos feita por Marisa Lajolo foi que fossem todos excelentes. E, de quebra, alguns completamente inéditos em livro. A obra também traz toques especiais de Marina: entre as crônicas aqui reunidas, são muitas as que levam seus leitores para o mundo feminino. Na realidade, para os mundos femininos. Na passagem singular para o plural, a multiplicidade de rostos da mulher contemporânea – a gestação, o parto, o cotidiano da trabalhadora, a tão longamente reprimida sexualidade feminina.

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Sérgio Vaz

Como poeta e morador da periferia, Sérgio Vaz sabe, como ninguém, transmitir a alma das ruas. Em ''Flores de alvenaria'', Sérgio nos lança nas calçadas do subúrbio e descortina um universo muitas vezes invisível por meio de textos, ora em verso, ora em prosa, sobre os mais variados temas: educação, negritude, liberdade, sexo, empatia. Com apresentação do cantor e compositor Chico César, a obra traz diálogos, relembra a situação da periferia em outras épocas e conta com poemas que costumam ser declamados na Cooperifa, evento criado pelo poeta que transformou um bar de Taboão da Serra em um evento cultural. Como afirma Chico César, os textos presentes em ''Flores de alvenaria'' variam formas e temas. Mudam a tessitura e o timbre. Pode ser poesia ou prosa. O homem e o poeta são o mesmo, um só. Romântico, mordaz, perplexo, inquieto. Uma obra que encanta ao mesmo tempo que nos golpeia graças ao alto teor de realidade depositado em cada página.

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E também há livros para os pequenos! (e para a infância que permanece em todos nós, claro) :)


E vocês, já conheciam o trabalho da Global Editora e seus autores? :)


ALIÁS!!! Até o dia 12 de dezembro a Global está com inscrições abertas para Parcerias com Blogs Literários! Corre no Facebook da Editora , curta a página e participe desta seleção! <3

https://www.facebook.com/globaleditora/photos/pb.322507991166122.-2207520000.1481202833./1127595177324062/?type=3&theater

junho 01, 2016



"O começo do dia não é quando o executivo chega ao escritório e cumprimenta a secretária, nem quando a cirurgiã veste o avental esterilizado ou quando o pedreiro pega o primeiro tijolo da pilha. O dia começa quando a água é posta a ferver para o café, quando sementes de mamão rolam sobre a bancada da pia, quando o aparelho de barbear desliza sobre o rosto. Os gestos miúdos em que nem reparamos, gestos que parecem realizados apenas pelas mãos, sem a contribuição da mente, vão construindo a ordem em que o dia se apóia." (A vida é feita de pequenos gestos) 


E para iniciarmos a programação de junho do Blog, nada como um lançamento de uma autora que muito admiramos, Marina Colasanti <3 Dando continuidade à coleção Melhores Crônicas, a Global Editora apresenta uma importante seleção de textos de Marina Colasanti (Global Editora, R$ 45, 288 páginas). Entre as crônicas reunidas, são muitas as que levam seus leitores para o mundo feminino. Na realidade, para os mundos femininos: o da multiplicidade de rostos da mulher contemporânea, a gestação, o parto, o cotidiano da trabalhadora, e a tão longamente reprimida sexualidade feminina.

“Cronista armada de coragem e ternura, [...] mulher livre de preconceitos, crítica severa de costumes e tabus, ela sabe tirar da manga do seu casaco mágico as doses de otimismo e esperança de que tanto necessitam os pobres mortais que, como nós, vivem a dificuldade de viver.” Remy Gorga, filho

Sobre a autora: Marina Colasanti nasceu em Asmara, na Eritreia, viveu em Trípoli, percorreu a Itália em constantes mudanças e transferiu-se com sua família para o Brasil. É casada com o escritor Affonso Romano de Sant’Anna, com quem teve duas filhas. Viajar foi, desde o início, sua maneira de viver. Assim, aprendeu a ver o mundo com o duplo olhar de quem pertence e ao mesmo tempo é alheio. A pluralidade de sua vida transmitiu-se à obra. Pintora e gravadora de formação, é também ilustradora de vários de seus livros. Foi publicitária, apresentadora de televisão e traduziu obras fundamentais da literatura. Jornalista e poeta, publicou livros de comportamento e de crônicas, recebendo numerosos prêmios como contista. Sua obra para crianças e jovens é extensa e muitas vezes premiada.

Para conhecer um pouco mais da autora, aqui no Blog você encontra a resenha da obra 23 Histórias de um Viajante. E recomendo uma passadinha na Amazon pois tem livro da autora saindo por 10 reais! <3. Clique nas imagens para acessar o site:

                    

março 05, 2016

Em parceria com a Global Editora, recebemos para resenha o livro 23 Histórias de um Viajante, de Marina Colasanti.



Sinopse: Um viajante chega a cavalo às portas de um reino onde um príncipe vive isolado do resto do mundo. Fascinado pelas histórias que o outro lhe traz, o príncipe decide acompanhá-lo na travessia de suas próprias terras. Enquanto avançam, o viajante conta. Narrar é viajar.

Como uma caixa que contém outras caixas, essas histórias se desdobram e se somam na construção de um sentido comum, surpreendentes por sua carga mítica, fascinantes por sua modernidade.

Levado pela linguagem poética de Marina Colasanti, o leitor empreenderá através delas a sua própria viagem.


Tão altas as muralhas ao redor daquelas terras. altas como despenhadeiros, escuras como rochas. Quem mora atrás daquelas muralhas? Um moço príncipe e sua pequena corte. Por que tão altas, se é pouca a gente? Porque o moço tem medo. (p. 7)


O céu em toda a parte, vagaroso, como um espelho que em velhos contornos ensimesma. Ainda que turva, a mocidade é jovem escuridão, como a claridade um assombro para a retina.

Era um homem temporal, porém antigo. De nuvens cuidava, nos sonhos a espada, arquipélagos não mais. Após a morte de seu Nome, pouco guardara em seus domínios: a coroa e o manto, o deserto da história, alguns ouvintes. A cada manhã, o arisco sol e calendário o agraciavam em própria honestidade, e o coração do reino assim prosseguia.

Quando criança, iniciara em um mapa o traçado de suas terras, em contornos entreouvidos nos relatos da corte e da cavalaria; neste inventário de acres e artilharias, agora adulto e em batalhas ferido, o jovem Príncipe abriga-se na miopia dos sentidos, onde a memória dos campos afasta a dor e permanece, agridoce e verde, como os sabores da infância e a primeira geografia.

Em indeterminada manhã, o destino para o Reino acena, como janela que do alto se abre, em suavidade irreversível. Tendo nas mãos um escudo e um sorriso, o sentinela avista um estrangeiro, que às bordas do forte solicita passagem, para em seu cavalo em nômade jornada apenas prosseguir.

Neste mundo de fortalezas, um viajante poderia ser um intruso, ou um guardião de horizontes prometidos; no coração do Príncipe, o inesperado encontro era um revisitar de sua herança, e um cavalgar por novos desígnios. Decidira sair da torre e abrigar então o destino, e na manhã seguinte unir-se aos enigmas deste agora tão próximo estrangeiro.

Enquanto pela floresta cavalgavam, o viajante tornara o príncipe cúmplice de seus enredos. Nesta vontade de atravessar o mundo, compartilhar histórias era uma forma de reinventar-se, e pertencer a uma ficção de mundo e biografias; para o príncipe, entregar-se às fábulas era como navegar por incansáveis paisagens, que renascem às margens do que quando criança não pudera conhecer.

Em vinte e três histórias, o leitor encontra-se na voz do viajante, e com ele habita em um engenho de si mesmo. Em vinte e três quimeras, sentimo-nos como o príncipe, pioneiro em terras há muito desconhecidas. Na multidão de Marina, somos também corsários, entregues aos tesouros que suas páginas abrigam. E no momento em que não mais pudermos dizer eu, em fábulas de outrem lançaremos âncora, e teceremos raízes, porque a vida (a nossa e a do príncipe) simplesmente não se escreve sozinha.


Um viajante, disse em seu pensamento, um homem que anda pelo mundo, um homem para quem o mundo é um leque que se pode abrir. (p. 9)


Marina Colasanti, 23 Histórias de um Viajante
Conheça outros títulos da autora publicados pela Global Editora

Sobre a autora: Marina Colasanti nasceu em Asmara, na Eritreia, viveu em Trípoli, percorreu a Itália em constantes mudanças e transferiu-se com sua família para o Brasil. Viajar foi, desde o início, sua maneira de viver. Assim, aprendeu a ver o mundo com o duplo olhar de quem pertence e ao mesmo tempo é alheio. A pluralidade de sua vida transmitiu-se à obra. Pintora e gravadora de formação, é também ilustradora de vários de seus livros. Foi publicitária, apresentadora de televisão e traduziu obras fundamentais da literatura. Jornalista e poeta, publicou livros de comportamento e de crônicas, recebendo numerosos prêmios como contista. Sua obra para crianças e jovens é extensa e muitas vezes premiada.



Atualização em 17/04/16: Agradecemos à página Marina manda lembranças por gentilmente compartilhar o link de nossa resenha.


Marina Colasanti