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julho 23, 2018

Já faz algum tempo que os looks literários alcançaram a audiência dos blogs. Felizmente, muitos são os artistas (principalmente ilustradores) que têm se dedicado a este "colab" com a moda, e hoje eu quero compartilhar com vocês o trabalho Poeme-se, uma marca carioca que surgiu em 2010 e, a cada ano, se especializa (e se reinventa!) criando artes exclusivas para o nosso universo literário <3

Sobre a empresa: A Poeme-se nasce em 2010 como uma empresa-verso que busca através de novos suportes espalhar poesia pelo mundo. Para isso, desenvolve produtos poéticos capazes de unir a beleza da poesia com o que de melhor existe no mercado da moda e do design. 

Esta é a minha primeira camiseta da marca e estou muito satisfeita com o produto!! Adoro máquinas de escrever, e também essa malha cinza-mescla, então, a combinação não poderia deixar de ser perfeita!

Outras estampas lindas (a da "selfie dos poetas" é minha preferida! <3):

https://www.poemese.com/feminino/bata

Siga a Poeme-se nas redes e fique ligado nas promoções <3 <3 <3  


E você, já conhecia a Poeme-se? Compartilha seu #lookliterario com a gente também :))

junho 29, 2018


Olá, Leitores! Tudo bem com vocês? :) O post de hoje contém novidades! A partir da próxima semana (início de julho) o Blog Papel Papel contará com a participação de novos colunistas e parceiros literários que criarão um conteúdo semanal para as seguintes editorias: resenhas, crônicas e poesias. O grupo foi selecionado através de convocatória realizada no Instagram e logo mais vocês conhecerão um pouco do trabalho e perfil deste novo grupo aqui no Blog :)

Em relação a parcerias com novas editoras, temos a alegria de compartilhar com vocês o trabalho de mais uma casa editorial carioca, a Bazar do Tempo, reconhecida por seu catálogo ricamente selecionado (especialmente nas áreas de áreas de fotografia, arquitetura, música, poesia, história, ensaio, literatura infantojuvenil e memória cultural) e pelo belíssimo cuidado gráfico de suas edições.


Alguns dos autores publicados pela Bazar do Tempo: Adriana Calcanhoto, Carlos Drummond de Andrade, Eduardo Jardim, Fernando Pessoa, Octavio Paz...


Sobre a Bazar do Tempo:

Criada em 2015 e dirigida por Ana Cecilia Impellizieri Martins, ex-sócia e diretora editorial da Casa da Palavra e Edições de Janeiro, a editora converge em suas parcerias profissionais que compartilham o desejo de produzir livros e projetos de relevância cultural e social. Com isso, a Bazar do Tempo afirma seu objetivo de valorizar o patrimônio artístico e a memória cultural do Brasil e conectar o país com outras culturas, nos campos das letras e das imagens.

Além de livros impressos, a Bazar do Tempo também está dedicada a projetos especiais de fôlego, incluindo sites, livros em plataforma digitais, exposições, projetos de incentivo à leitura e produções audiovisuais.

Com dedicação e confiança, a Bazar do Tempo espera que seu catálogo possa atravessar os tempos, como valioso legado cultural.

Acompanhe o trabalho da Editora no Instagram: @bazardotempo


Dentre as publicações, indicamos para nossos leitores o lançamento Sem lugar no mundo – Relato de uma livreira judia em fuga na Segunda Guerra Mundial, de Françoise Frenkel:


Sinopse da Editora: "Livreira judia de origem polonesa e apaixonada pela literatura, Françoise Frenkel abre a primeira livraria francesa em Berlim no começo dos anos 1920, fazendo do lugar um ponto de encontro da intelectualidade local e de grandes escritores da França. Com a ascensão do nazismo na Alemanha na década de 1930, Françoise começa a viver o terror das perseguições. Graças a ajuda do governo francês, consegue fugir para a França, em um dos últimos trens autorizados a deixar o país com estrangeiros de origem judaica. Em Paris, a cidade de seus tempos de estudante, ela percebe rapidamente que não estaria a salvo. Com a ocupação alemã, a capital seria apenas mais uma entre as diversas escalas que precisaria fazer, sozinha, para escapar da eminente deportação e da morte.


Em seu relato, narrado em primeira pessoa, Françoise permite que o leitor acompanhe em detalhes os medos, as perdas, as traições e privações de seu desesperado périplo. E que conheça também a solidariedade e resistência dos franceses que não se renderam aos nazistas.

Publicado em pequena edição na Suíça, em 1945, seu livro ficou esquecido por décadas, sendo redescoberto nos dias de hoje.

Um raro testemunho, corajoso e emocionante, da luta pela sobrevivência no dramático período da Segunda Guerra Mundial.

Com prefácio do Prêmio Nobel Patrick Modiano, a edição conta ainda com um dossiê que busca refazer a biografia da nossa valente livreira e heroína Françoise Frenkel."


Aos novos parceiros, nosso muito obrigada pela amizade e confiança em nosso trabalho :) Em breve voltaremos com a resenha deste belo lançamento da Bazar do Tempo e também com o conteúdo exclusivo de nossos colunistas :)

Um abraço a todos,
Rebeca C.

junho 19, 2018


Quem nos acompanha pelo Instagram já sabe de nossa paixão pelo segmento da motivação e do autoconhecimento, assim como o da educação financeira e do empreendedorismo. Aqui no blog, sempre que possível, indicamos de editoras especializadas nestes temas, e a postagem de hoje é dedicada ao trabalho da Editora Libretteria, uma casa editorial mineira com um catálogo focado principalmente nas áreas de gestão e administração.

Recebemos uma cartinha da querida Isabela Godoy contendo dois títulos muito interessantes: Como Gerenciar e Enfrentar Desafios, do autor Raimundo Godoy, e também Sou 60 – Diário de uma jornalista em busca de respostas sobre o envelhecimento e a vida, escrito por Roberta Zampetti. À primeira vista, ambas as publicações (aparentemente "opostas", se atentarmos apenas para seus títulos) se aproximam por tratar como essencial os seguintes pares: visão e valores, assim como propósito e autoconhecimento. Afinal, sem a compreensão destes pares em nosso cotidiano, dificilmente superaremos as instabilidades e desafios de cada fase de nossa vida, principalmente quando a mudança, a dúvida e a perda tornam-se temporariamente protagonistas.

Em Sou 60, a autora convida-nos a responder as seguintes inquietações:

- Por que faço o que faço;
- Quais são as coisas que faço, porque preciso fazer;
- Quais outras coisas não são necessárias, mas escolho fazê-las por absoluto prazer.

Já no livro de Godoy, o convite é para o leitor "estabelecer para si uma visão de futuro, buscando ser o melhor naquilo que se faz, respeitando sempre a sua base de valores".

Ou seja, não importa em qual idade ou situação profissional estejamos: o cuidado e a consciência de si são aliados para uma vida próspera e, assim esperamos, com menores chances para insatisfações e conflitos...


Vamos conhecer os lançamentos da Libretteria? :)




Sinopse: Prestes a chegar aos 60 anos, Roberta Zampetti se assustou. E o futuro? Em um mundo recheado de preconceitos, envelhecer seria um problema? Utilizando sua profissão, o jornalismo, como instrumento de autoconhecimento, ela estudou teorias, entrevistou especialistas, participou de eventos e conversou com dezenas de idosos, no Brasil e no exterior. São essas histórias e descobertas que ela compartilha conosco neste livro. Prepare-se para uma boa leitura, com direito a risos, emoções e reflexões. Um convite a enxergar a velhice da maneira como deve ser: positiva, como todas as fases da vida.





Sinopse: Tendo como pano de fundo a bela história do José do Egito, este livro inspira-nos a estudar e entender o passado, o qual sempre será referência, construir o presente e projetar o nosso futuro. Por meio de uma linguagem simples e envolvente, o leitor é convidado a fazer uma reflexão sobre como enfrentar e superar desafios e a não desistir diante das dificuldades. Ao traçar um paralelo entre as ações tomadas por JOSÉ, o administrador do Egito, e os modernos conceitos de gestão, o livro demonstra que métodos gerenciais foram e são imprescindíveis para o sucesso de uma estratégia. Com o objetivo de despertar a reflexão e o desejo de transformação, esperamos que, ao final da leitura, você esteja extremamente motivado a propor melhorias estruturais no seu ambiente de trabalho e na sua forma de enxergar e resolver problemas.


Sobre a Editora: A Editora Libretteria é fruto da revitalização da editora do Grupo Voo Livre, fundada em 1994.

A atividade editorial ficou adormecida durante algum tempo, mas a paixão pela leitura, pela escrita, pelo conhecimento e pela criatividade esteve sempre latente nos sócios do Grupo Voo Livre, deixando-os sedentos da vontade de se entregarem novamente a essa atividade, convencidos de que é preciso por um pouco de si em tudo que se faz.

A intenção de revitalizar a editora surgiu do desejo de inovar o conceito de apresentação do livro, para que ele possa competir em igualdade de condições no mundo digital.

Nosso diferencial é oferecer livros que agreguem conhecimento inovador, mas em uma embalagem interativa, agradável aos olhos e apetitosa para a leitura, quer sejam livros de conhecimento técnico, quer sejam de literatura em geral. Essa é a nossa marca!

Os sócios do Grupo Voo Livre comungam da ideia de que o conhecimento é libertador e transformador, sendo o livro o mágico veículo de transmissão desse conhecimento. É apaixonante pensar que cada leitor produz realidades e imagens diferentes em suas mentes a partir do mesmo texto.

Que os livros da Editoria Libretteria possam produzir verdadeiras ondas revolucionárias de conhecimento.

Sinta-se em casa. Vire a página. Revire o mundo.

Conheça nossas redes: Instagram | Facebook


março 08, 2018


O post de hoje é dedicado ao trabalho de uma jovem casa publicadora curitibana, a Editora InVerso, que iniciou seus trabalhos no ano de 2004. Com um catálogo de títulos de autores paranaenses e latino-americanos, a Editora tem sua distribuição em diversos pontos de venda pelo Brasil e, recentemente, chegou aqui no RJ um envelope recheado de lançamentos <3 Vamos conhecer estes novos autores?


Travessias – Vozes da Literatura Paraguaia/ Travesías – Voces de la Literatura ParaguayaO título que dá nome a esta publicação encerra, em sua gênese, a busca sensível de atravessar e reconhecer as facetas da produção de uma comunidade literária que, ao longo de muito tempo, manteve-se pouco conhecida do público brasileiro. Travessias — vozes da literatura paraguaia constitui-se, portanto, em uma espécie de viagem, um empreendimento arriscado, mas necessário de apresentar, de forma panorâmica, parte da produção literária realizada no Paraguai desde os princípios do século XX até a contemporaneidade. 
 

Cartas de Isabella - Isabella Fernandez Ibargoyen
De um simples bilhetinho, surgia uma promessa. Um simples rabiscado de letras e palavras que parece fazer todo o sentido nestes dias. Uma história de amor tem dessas coisas. Dessa troca de afeto, desses beijos que nos fazem viajar, desses abraços que nos confortam de tudo, dessa conquista diária.

Uma história de amor pode acabar por uma série de motivos. Seria a morte física um deles?

As Cartas de Isabella nos sugerem respostas através de seus desabafos, de suas conversas, que ultrapassam a vida terrena e um julgamento alheio a sentimentos. O conteúdo é um exemplo de superação de uma perda. É a retomada, o renascimento, a compreensão e o prosseguimento. É amor na sua mais pura e verdadeira essência. É a história de um amor sem fim.


Vida em Versos - Ana Paula Moraes
Otimismo, fé, esperança, amor… Tantos sentimentos traduzidos em versos, resultam em livro singelo capaz de acalentar o leitor com as mais belas mensagens que vem do coração.

“O gostoso da vida é surpreender e ser surpreendido
Pequenos detalhes nos motivam
Pequenos gestos nos inspiram
Diante de atitudes, palavras calam
E no silêncio do momento, os olhos falam…
Escute sem questionar as palavras que vêm do coração
Só elas serão capazes de te dar direção.”


Olhos cheios de mar, cheios de água - Débora Corn
Olhos de Mar Cheios de Água, de Débora Corn, é um livro que homenageia Fernando Pessoa, ligando seus heterônimos às cidades que ela sentiu em Portugal: Lisboa e Bernardo, Porto e Reis…

Há ainda outros poetas portugueses homenageados: Alexandre O’Neil, Herberto Helder, José Luiz Peixoto, Agustina Bessa-Luís e Luís de Camões. É um alfarrábio que fala de oceano, rio e muita água no olhar; com água nos olhos, escreveu também sobre o fado, que enche o âmago da poetisa de fulgor

"Abandona-me aqui no minuto infinito
Tolere-me ouvir mais vinte vezes o choro
Deixe-me chorar a ler os versos do meu poeta lusitano"



Pequenas delicadezas cotidianas - Lilyan de Souza
Pequenas Delicadezas Cotidianas é um livro de contos que traz uma prosa poética moderna, carregada de imagens cotidianas, ora cômicas, ora dramáticas, mas todas repletas desentimentos que as delicadezas diárias nos proporcionam e nem sempre são lembradas. As narrativas compostas por frases curtas e de impacto intimista, com enorme apelo visual, aproximam o leitor de cada imagem descrita,de cada história narrada, fazendo do leitor umcúmplice, um agente ativo de cada conto,quase um amigo.


Poesias para um grande amor - Luiz Arthur Montes Ribeiro
Poesias para um grande amor é uma antologia de escritos poéticos de Luiz Arthur Montes Ribeiro entre os anos de 2004 e 2015, e faz parte da exposição de poesias denominada Porta-Retratos Poéticos I, em que o autor declara seu amor à vida, ao ato de amar, e ao mar.


Te Conto Que Me Contaram - Gloria Kirinus
O resgate do eco milenar do contador de histórias, provoca o imaginário do leitor. A autora dedica esta histórias a dois grandes contadores: Fernando Lebeis e Maurício Fruet.O primeiro, marcou preciosa presença no Programa Nacional de Leitura – PROLER – e o segundo relevou o caráter lúdico,conciliador e humano do político. As ilustrações de Fernando Cardoso completam a poesia desta história que nunca termina de se contar.

Jardins imaginários da minha solidão - Luiz Arthur Montes Ribeiro
Jardins Imaginários da minha solidão é uma coletânea de poesias escritas pelo autor em momentos de profunda dor, profunda angústia e profunda solidão. É um rompimento com os sentimentos angustiantes…uma despedida. E como em toda despedida, é também um recomeço, um início de novos amores e novas floradas. Escrito em português, inglês, espanhol e francês o livro é um convite ao imaginário pertencente a tua desilusão.

Vassoura Mágica - Daiane Pereira Rodrigues
Todos os dias minha vó passava cumprimentar o senhor Francisco, o marceneiro. Seu comércio era o mais encantador de todo os bairro. Vivia entre móveis antigos cujo brilho constrastava coma simplicidade de dezenas de cabos de vassoura que se misturavam com brinquedos de madeira e objetos estranhos.

Todos los dias mi abuela pasaba a saludar el señor Francisco, el carpintero. Su comercio era el más encantador del barrio. Vivía entre muebles antiguos cuyo brillo constrastaba com la sencillez de decenas de palos de escoba que se mezclaban com juguetes de madera y objetos raros.


Obrigada por compartilhar tantas novidades com o Blog, Editora InVerso! Em breve teremos reviews e resenhas por aqui :)

Para conhecer mais da Editora, siga: Instagram | Facebook | Twitter
janeiro 23, 2017



Dezembro e janeiro são aqueles meses onde a gente começa a imprimir calendários, encomendar agendas e planners e fazer wishlist de papelaria para a volta às aulas ou, simplesmente, para a nossa alegria. A Cadersil é uma empresa do estado da Paraíba e que produz diversas linhas de cadernos (são mais de 30 modelos!), um mais bacana que o outro!

Conheci a empresa no ano passado, e, desde então, tenho acompanhado seu trabalho pelas redes sociais (aliás, o site e o Facebook da marca são repletos de conteúdo, vale conhecer), principalmente porque a equipe da Cadersil é de uma atenção e carinho impressionantes! E como eu sempre tento pontuar aqui no blog, relacionamento é a chave de toda parceria, seja com empresas, autores, editoras, enfim, com todo mundo que de algum modo participa de nossa vida. Faz toda diferença mesmo, e nessas horas a gente quer mais é agradecer e compartilhar todo amor que estes parceiros dedicam a seus leitores e amigos <3


Há alguns dias chegou aqui na caixinha postal um kit de volta às aulas da Cadersil <3 Recebi uma ecobag contendo dois modelos de cadernos universitários, que com certeza eu já amei!!


Curiosamente, neste inicio de ano, além da cartinha da Cadersil, este tema da "volta às aulas" surgiu em meu cotidiano de uma forma reflexiva e, de algum modo, como uma continuidade de um tema que conversamos aqui no blog no post #10 da série Uma semana e(m) um dia: a caridade.

Daqui a uns dias vou postar uma ideia de ação social que eu gostaria muito que vocês participassem também! <3 Só pra dar um spoiler, nossa campanha diz respeito a doação de material escolar ;) Taí uma forma de fazer com que outras pessoas possam também ter a oportunidade de ter um início de ano tão colorido como o nosso, não é mesmo? :)

Enfim, logo logo posto essa novidade! Por enquanto, seguem mais umas fotinhos dos mimos da Cadersil, e que com certeza eu já vou separar para este momento doação <3

Aos amigos 'papeleiros' do estado da Paraíba, meu muito obrigada pelo carinho! Aos amigos aqui do Blog, fica a ideia: vamos escolher algum mimo de papelaria e presentear alguém?



outubro 13, 2016

http://www.oficinaraquel.com.br

E o Instagram continua sendo uma ótima plataforma para se conhecer o trabalho de novos autores e casas publicadoras independentes! E a alegria é ainda maior quando este circuito literário acontece em nossa cidade :)

No post de hoje, destacamos o trabalho da Oficina Raquel, uma jovem editora carioca que desde 2006 dedica-se à publicação de autores nacionais e portugueses, com uma atenção especial para poesia, contos, crônicas, romances, ensaios e revistas. Em suas publicações recentes, a Oficina destaca autores e textos brasileiríssimos, que passam por temas como o futebol e o samba, e também um olhar crítico sobre a cultura e política de nossa época. Além disso, a Oficina Raquel ainda se posiciona ao lado de áreas temáticas tais como a Filosofia e a literatura infanto-juvenil.

Conheça o Facebook, Instagram e Blog da Editora e apoie este projeto!


http://www.oficinaraquel.com.br


A Oficina Raquel existe desde 2006, e, desde então, vem se afirmando como uma editora independente, comprometida especialmente com literatura e pensamento. Nossa origem é a poesia, e seguimos editando versos como modo de entrada no mundo e revoluções pequenas mas sucessivamente explosivas. Publicamos também mais do que seja literário, desde a ficção mais longa até o teatro, passando pela ficção breve e por textos ainda a definir, e desde textos clássicos, em verso, prosa ou palco, até novidades agudas.

A literatura infantil e infanto-juvenil também nos interessa e cabe, pois queremos que os leitores do futuro sejam leitores do presente para que sejam leitores sempre. Por gostarmos de pensar literariamente, gostamos também de pensar pela filosofia, pela crítica literária, pelo ensaio, enfim.

Equipe:  

Raquel Menezes, com formação em Letras, pela UFRJ, onde atualmente cursa o Doutorado em Literatura Portuguesa, usa suas leituras de formação para pensar a linha editorial da Oficina. Ela entende que o cultivo do amor pelo texto desagua no cultivo do amor pelos livros que dá ao mundo. Cuida dos lançamentos, eventos e projetos, fala com os autores e orquestra a linha de produção das obras.

Luis Maffei é poeta, escritor e professor de Literatura Portuguesa da UFF. Estreou em 2006, na Oficina Raquel, bem antes de ser um dos editores da Oficina Raquel. Por vocação e profissão, vive entre livros, versos e textos, ainda que aprecie algumas criaturas humanas e atividades como o futebol, mais vendo e pensando que jogando, e a corrida. Na Oficina, pensa a linha editorial, acolhe novos nomes e supervisiona boa parte das versões finais de textos e paratextos.

 

E para conhecermos de perto o catálogo da Oficina, indicamos o livro Retrato de rapaz, do escritor português Mário Cláudio, renomado autor com mais de vinte obras publicadas em seu país. Estamos curiosos com esta leitura! Resenha em breve aqui no Blog :)

Sinopse: Retrato de Rapaz, do escritor português Mário Cláudio, é um romance sobre a relação entre um mestre e seu discípulo. O mestre é ninguém menos que Leonardo de Vinci; o discípulo, Salai, um apaixonante jovem que foi modelo e amante do artista. A trama, povoada de desejo, drama e decepção, traz à boca de cena uma Milão e uma Florença renascentistas, respirando arte e intriga. Mário Cláudio, mais uma vez, esboroa a fronteira entre a literatura e as artes plásticas, investindo no poder que as palavras têm de construir verdadeiras pinturas, e acolhendo a potência literária das imagens artísticas. É com muita alegria que a Oficina Raquel dá ao público brasileiro este livro, capaz de levar o leitor para dentro do Renascimento florentino, do ateliê de Leonardo da Vinci e da alcova de Salai.

Conheça o Booktrailer da obra:

março 13, 2016

Em parceria com a Chiado Editora, recebemos para resenha o livro Receitas de como se tornar um bom escritor, do jornalista paraibano Linaldo Guedes.


Sinopse: Receitas para se tornar um escritor” traz textos sobre temas diversos que acometem o campo literário, como ampliação do número de leitores de poesia no Brasil, a importância do Concretismo, o papel do leitor diante de uma obra literária, jornalismo literário e a angústia da influência à moda de Harold Bloom, entre outros.

Também reúne textos sobre autores como Sérgio de Castro Pinto, João Cabral de Melo Neto, Paulo Leminski, Augusto dos Anjos, Vinicius de Moraes, Augusto de Campos, José Lins do Rego, Fernando Pessoa, Ariano Suassuna e Padre Antônio Vieira.

O objetivo da obra é, principalmente, provocar o debate sobre como se faz e se produz a literatura nos tempos de hoje, com o advento de novas tecnologias, a exemplo de blogues, redes virtuais e sites. E, também, de reforçar a importância da leitura de alguns autores da literatura.


Os ombros suportam o mundo, assim como a escrita, que de mãos dadas com nossos afetos e influências persiste. Quanto ao texto-de-opinião, que sob a especialidade do Jornalismo Literário encontra em meados do século XX seu lugar na imprensa, especialmente a brasileira, este é ainda um ofício reconhecido por seus alicerces de atitude, subjetividade e posicionamento político. E ainda que a imprensa e o jornalismo de hoje em pouco se aproximem de seus ideais de décadas passadas, e tampouco de seus formatos de circulação, o trabalho do texto enquanto 'agente literário' é ainda necessário, especialmente em uma época onde o gosto e a audiência se (des)equilibram em um jogo de segmentação e também aceitação indiscutível.

Em Receitas de como se tornar um bom escritor, o jornalista e poeta Linaldo Guedes apresenta-nos um apanhado de sua produção textual, que desde o ano 2000 publicada em suplementos da imprensa paraibana e em diversos portais e revistas do segmento literário. Dentre os textos selecionados, há diversos olhares sobre a produção cultural do estado da Paraíba, especialmente a da poesia, que encontra em autores como Sérgio de Castro Pinto (que para nós de outras regiões um 'poeta novo', porém de uma produção artística de mais de quatro décadas), Augusto dos Anjos e José Lins do Rego um grande legado e representatividade. Linaldo Guedes também rememora em seus textos a obra de diversos autores nordestinos, como Barbosa Lima Sobrinho, Rachel de Queiroz, João Cabral de Melo Neto e José Américo de Almeida. Nestes escritos, somos levados a uma reflexão a respeito das fronteiras de nossa literatura, e do quão "regionalistas" somos, em uma acepção errônea do termo, pois que de algum modo pouco nos dedicamos ao legado e história cultural de nosso país. Sejamos honestos: quantos de nós sabíamos que o estado da Paraíba era tão rico em literatura e poesia?...

O encontro com publicações como a de Linaldo, que se desdobra entre a proximidade do gosto e o algum distanciamento do jornalismo, é também uma oportunidade para refletirmos acerca de nossas próprias criações textuais; enquanto leitores-que-comentam-livros, penso ser importante também entender o tanto de opinião que compartilhamos em nossas páginas, assim como o tanto de possibilidades poéticas que apresentamos aos nossos interlocutores. Certamente é da 'natureza' do texto não estar isento em convicções e, de forma perigosa até, ideologias, mas é preciso que ao término de cada parágrafo haja algum objetivo, e também algum vislumbre sobre o que gostaríamos que fosse encontrado pelo leitor em nossas linhas. 

Quanto às Receitas em si, o título do livro surge a partir de um comentário de certa forma irônico do autor a respeito de alguns passos comumente conhecidos para se obter o tão sonhado "sucesso artístico"; nesta inquietação sobre a visibilidade e a qualidade da obra em si, o autor nos apresenta uma segunda e terceira provocações: "Escrever se aprende na escola, mas a escola não forma um escritor", assim como "Os poetas não leem os poetas?" (algo a se pensar, não?). E enquanto textos possivelmente publicados em algum suplemento dominical, imagino o quanto de faísca o autor causou em seus leitores e editores! Afinal, apesar dos pesares de uma escrita-de-opinião, este agridoce é também uma importante característica de quem se dispõe ao trabalho de crítica: há que se resistir aos dissabores, assim como às conquistas...

Havendo oportunidade, recomendo a todos a leitura de publicações como esta, da Chiado Editora, que deu espaço a um autor que escreve sem se ausentar, mesmo com todo o risco de seus leitores tanto o cumprimentarem como irem embora de vez. Mas escrever é todo esse risco, e talvez por isso nossa maior insistência.


março 05, 2016

Em parceria com a Global Editora, recebemos para resenha o livro 23 Histórias de um Viajante, de Marina Colasanti.



Sinopse: Um viajante chega a cavalo às portas de um reino onde um príncipe vive isolado do resto do mundo. Fascinado pelas histórias que o outro lhe traz, o príncipe decide acompanhá-lo na travessia de suas próprias terras. Enquanto avançam, o viajante conta. Narrar é viajar.

Como uma caixa que contém outras caixas, essas histórias se desdobram e se somam na construção de um sentido comum, surpreendentes por sua carga mítica, fascinantes por sua modernidade.

Levado pela linguagem poética de Marina Colasanti, o leitor empreenderá através delas a sua própria viagem.


Tão altas as muralhas ao redor daquelas terras. altas como despenhadeiros, escuras como rochas. Quem mora atrás daquelas muralhas? Um moço príncipe e sua pequena corte. Por que tão altas, se é pouca a gente? Porque o moço tem medo. (p. 7)


O céu em toda a parte, vagaroso, como um espelho que em velhos contornos ensimesma. Ainda que turva, a mocidade é jovem escuridão, como a claridade um assombro para a retina.

Era um homem temporal, porém antigo. De nuvens cuidava, nos sonhos a espada, arquipélagos não mais. Após a morte de seu Nome, pouco guardara em seus domínios: a coroa e o manto, o deserto da história, alguns ouvintes. A cada manhã, o arisco sol e calendário o agraciavam em própria honestidade, e o coração do reino assim prosseguia.

Quando criança, iniciara em um mapa o traçado de suas terras, em contornos entreouvidos nos relatos da corte e da cavalaria; neste inventário de acres e artilharias, agora adulto e em batalhas ferido, o jovem Príncipe abriga-se na miopia dos sentidos, onde a memória dos campos afasta a dor e permanece, agridoce e verde, como os sabores da infância e a primeira geografia.

Em indeterminada manhã, o destino para o Reino acena, como janela que do alto se abre, em suavidade irreversível. Tendo nas mãos um escudo e um sorriso, o sentinela avista um estrangeiro, que às bordas do forte solicita passagem, para em seu cavalo em nômade jornada apenas prosseguir.

Neste mundo de fortalezas, um viajante poderia ser um intruso, ou um guardião de horizontes prometidos; no coração do Príncipe, o inesperado encontro era um revisitar de sua herança, e um cavalgar por novos desígnios. Decidira sair da torre e abrigar então o destino, e na manhã seguinte unir-se aos enigmas deste agora tão próximo estrangeiro.

Enquanto pela floresta cavalgavam, o viajante tornara o príncipe cúmplice de seus enredos. Nesta vontade de atravessar o mundo, compartilhar histórias era uma forma de reinventar-se, e pertencer a uma ficção de mundo e biografias; para o príncipe, entregar-se às fábulas era como navegar por incansáveis paisagens, que renascem às margens do que quando criança não pudera conhecer.

Em vinte e três histórias, o leitor encontra-se na voz do viajante, e com ele habita em um engenho de si mesmo. Em vinte e três quimeras, sentimo-nos como o príncipe, pioneiro em terras há muito desconhecidas. Na multidão de Marina, somos também corsários, entregues aos tesouros que suas páginas abrigam. E no momento em que não mais pudermos dizer eu, em fábulas de outrem lançaremos âncora, e teceremos raízes, porque a vida (a nossa e a do príncipe) simplesmente não se escreve sozinha.


Um viajante, disse em seu pensamento, um homem que anda pelo mundo, um homem para quem o mundo é um leque que se pode abrir. (p. 9)


Marina Colasanti, 23 Histórias de um Viajante
Conheça outros títulos da autora publicados pela Global Editora

Sobre a autora: Marina Colasanti nasceu em Asmara, na Eritreia, viveu em Trípoli, percorreu a Itália em constantes mudanças e transferiu-se com sua família para o Brasil. Viajar foi, desde o início, sua maneira de viver. Assim, aprendeu a ver o mundo com o duplo olhar de quem pertence e ao mesmo tempo é alheio. A pluralidade de sua vida transmitiu-se à obra. Pintora e gravadora de formação, é também ilustradora de vários de seus livros. Foi publicitária, apresentadora de televisão e traduziu obras fundamentais da literatura. Jornalista e poeta, publicou livros de comportamento e de crônicas, recebendo numerosos prêmios como contista. Sua obra para crianças e jovens é extensa e muitas vezes premiada.



Atualização em 17/04/16: Agradecemos à página Marina manda lembranças por gentilmente compartilhar o link de nossa resenha.


Marina Colasanti

fevereiro 13, 2016

E fevereiro também inicia com mais uma parceria literária, desta vez com a Editora Planeta de Livros <3 Fundada em 1949 por  José Manuel Lara Hernández em Barcelona, a Editorial Planeta tornou-se uma empresa multinacional, com uma presença particularmente forte na Espanha, França , Portugal e América Latina.

Consultar o site e o catálogo de uma Editora é uma experiência muito interessante pois você acaba descobrindo diversos livros que sempre quis ler mas que não se recordava de ter sido lançado por qual autor ou editora (eu pelo menos tenho esse 'problema' de guardar na memória a imagem de uma capa e não lembrar justamente do principal, autor/editora/título. É a idade rs). Eu que amo livros relacionados a música já descobri que a Planeta publicou uma Autobiografia do Eric Clapton e também um livro de crônicas do Bob Dylan. Vamos ler sim ou com certeza? <3



Neste início de ano, a Planeta está com diversos lançamentos nos segmentos chick-lit e espiritualidade:



O nome de Deus é misericordia - Andrea Tornielli

Sinopse: Considerado o primeiro livro do papa Francisco, O Nome de Deus é misericórdia traz uma entrevista exclusiva concedida ao vaticanista Andrea Tornielli, na qual o pontífice explica o porquê do Ano da Misericórdia que teve inicio em 8 de dezembro de 2015.

“A Igreja não está no mundo para condenar, mas para promover o encontro com aquele amor visceral que é a misericórdia de Deus. Para que isso aconteça, é necessário sair. Sair das igrejas e das paróquias, sair e ir à procura das pessoas onde elas se encontram, onde sofrem, onde esperam”.

O livro cujas capas em italiano, inglês, francês, alemão, espanhol e português foram escritas à mão pelo próprio papa Francisco será lançado simultaneamente no mundo todo.


O livro da vida (365 meditações diárias) - Krishnamurti, Jiddu

Sinopse: Uma das obras mais originais de Krishnamurti, este livro contém trechos de conferências publicadas e inéditas, assim como de diálogos e ensaios que sintetizam a essência do pensamento do filósofo.

Krishnamurti acreditava que a experiência era mais importante do que a teoria e por isso a meditação seria tão fundamental. Também afirmava que o autoconhecimento era a chave para solucionar os problemas humanos e a urgente mudança social só seria possível a partir de uma transformação individual.

Divididas pelos meses do ano, pílulas diárias de reflexão permitirão uma leitura fragmentada para o entendimento prático desses e outros conceitos. Por meio das meditações, pode-se compreender o pensamento de Krishnamurti, suas visões sobre o mundo e como influenciou o pensamento filosófico.


O príncipe do prazer - Nicole Jordan

Sinopse: O marquês de Wolverton, Dare para os íntimos, é conhecido em todo o Reino Unido pela sugestiva alcunha de Príncipe do Prazer. Alto, forte, loiro e com penetrantes olhos verdes, dono de um charme arrasador e uma habilidade ímpar de lidar com cada curva do corpo das mulheres, ele tem o figurino perfeito para esse papel.

Porém, essa sua afamada expertise nada mais é do que uma fuga da dor de ter sido traído pelo grande amor de sua vida: a bela Julienne.

Sua vida tem uma reviravolta quando o caprichoso destino volta a colocá-lo frente a frente com a francesa, agora transformada em atriz famosa. Ao ser convocado para investigar um perigoso traidor da coroa, que trama em favor de Napoleão Bonaparte, ele precisará do talento para a dissimulação de Julienne para desmascarar o criminoso.


Pode beijar a noiva (2º edição) - Patricia Cabot

Sinopse: Quando tudo parece estar perdido para Emma Van Court, que acaba de se tornar viúva, a promessa de uma grande fortuna lhe cai dos céus. Mas há uma condição para abocanhar a herança: ela terá de se casar novamente. Como não se especificou o noivo, todos os homens da pequena Faires, na Escócia, resolvem participar dessa corrida do ouro e passam a disputar as atenções da jovem viúva.

Os competitivos pretendentes só não contavam com a presença de James Marbury, primo do falecido marido, Stuart, que chega ao vilarejo para ajudar Emma com os trâmites do inventário. No passado, os dois tiveram uma aproximação, e James ainda nutre fortes sentimentos pela, agora, viúva.

Conseguirá ele afastar a horda de interesseiros pretendentes e finalmente se juntar à sua amada?


Aprendendo a seduzir (2º edição) - Patricia Cabot

Sinopse: O que qualquer mulher faria se flagrasse o noivo aos beijos com outra mulher? Cancelaria o casamento e nunca mais colocaria os olhos no desalmado traidor. Certo? Não lady Caroline Linford.

Apaixonada pelo belo e galante marquês de Winchilsea, ela não se dá por vencida e resolve ir em frente com o casamento. Afinal, lady Linford ama seu prometido.

Com o intuito de se tornar o único objeto do desejo de seu noivo, ela convoca o renomado Braden Granville, mestre na arte da sedução, para, com ele, aprender a ser a melhor amante que Winchilsea pode vir a ter.

Porém, a aluna se torna tão aplicada que arrancará mais que elogios de seu professor...



E você, conhece algum livro da Editora Planeta? Eu ainda não decidi qual será minha primeira resenha... Aceito sugestões!

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