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Mostrando postagens com marcador Natal 2016. Mostrar todas as postagens
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dezembro 25, 2016



De todos os estilos musicais que apreciei ao longo da vida, apenas um persistiu até os dias de hoje: a música composta por coro de vozes. E como não poderia deixar passar esta oportunidade, queria mostrar a minha canção favorita de Natal.

“Carol of the Bells” é uma canção composta pelo ucraniano Mykola Leontovyc (1877 – 1921), e que, apesar das pretensões folclóricas tanto da letra quanto da melodia, nos Estados Unidos foi associada quase que exclusivamente com a festividade natalina. Alguns de vocês devem se lembrar da versão de John Williams da música tocada no filme Esqueceram de Mim nos momentos decisivos da história.

Deixo aqui a primorosa versão do grupo musical britânico Libera para vocês ouvirem.


Ao leitor: Ademais, desejo que nossas vidas realizem de fato a lição de dois mil e tantos anos atrás, (não importante se fora 25 de dezembro ou 1 de abril). E que de fato se enuncie a esperança de um novo tempo neste fim de ciclo. Acredito que no seu coração se perceba este dia como certa dança suave, uma ciranda dos anos a renovar o sentido de nossa própria vida. Imagine comigo. São dias, dias e dias de mãos dadas, e não deixando se perder aquele instante mais importante.

De todas as formas possíveis e impossíveis, desejo a ti um feliz Natal.
dezembro 24, 2016


Rebeca: Sim, você ainda pode gostar do Natal, assim como da procissão que passa pelo bairro e do Coral que se apresenta no shopping, no coreto e na Igreja perto de casa. Talvez as pessoas nos achassem mais legais (tanto nós-do-blog como você que se identifica com o memorial de hoje) se ao invés de cultivarmos tradições escolhêssemos falar de alguma bandeira contemporânea, mas... como chegamos ao vinte e cinco de dezembro, vamos conversar um pouquinho sobre a data sim.

Mas ok, entendo quem diz que "não há datas comemorativas que atendam a todos os grupos de crença deste país"; no entanto, entendo também que, enquanto carioca, não há a menor chance de minha aversão ao calor e aos blocos ter algum valor durante o tradicional verão carnavalesco do Rio. Ou seja: não dá pra simplesmente comparar o Brasil com a Suécia ("queremos ser laicos, ricos e lindos em 3, 2...") e muito menos acreditar que tradições irão para a lata do lixo com uma revolução no Facebook.

Uma coisa que podemos ter certeza é: o ser humano sempre irá discordar e se aborrecer com a política local, a arbitrariedade dos feriados e o gosto e crença dos familiares e amiguinhos. Não tem muito jeito, e não é só no Natal que acontece isso.

Uma segunda coisa que podemos ter certeza também: não nos tornamos mais legais ou menos chatos por gostarmos ou não de celebrações antigas. Continuamos sendo apenas pessoas que escolheram gostar ou não de tradições, não importa se a da ceia em família ou a daquela folga no feriadão pra curtir um netflix sozinho. Até porque, a fragilidade de nossas relações não é culpa de Deus, é nossa mesmo. Então, neste décimo post da série Uma semana e(m) um dia, vamos celebrar o panetone, a árvore de Natal, o Papai Noel, Jesus e, principalmente, a caridade. E ao invés de postarmos comentários sobre a nossa semana, resolvemos compartilhar alguns links de instituições e projetos que precisam muito de nossa colaboração e voluntariado. Vamos ajudar? <3

Ah! E claro, não poderíamos fechar esse post sem nossos melhores votos de Mais Amor e Mais Chocotones, pra todos nós, pra todo mundo, por favor :)



Bruno: Não me importo muito se a data é em homenagem ao deus Mitra ou se parte do simbolismo vem da cultura nórdica, o que importa é que o Natal reforça (ou ao menos deveria) nossas tradições cristãs. Sendo assim, nada mais cristão do que ajudar o próximo, e é com essa ideia que eu sempre que posso ajudo algumas instituições ou pessoas que necessitam de suporte; sempre acho que a igreja próxima, a vizinha desempregada, algum idoso que precisa de um ombro amigo, sendo parente ou não, devem ser os primeiros a receber nossa atenção. Porém, vou aqui falar de causas que qualquer um pode conhecer e ajudar, e estas foram as instituições que eu ajudei nesse fim de ano:

Associação dos Pintores com a Boca e os Pés

O trabalho dessa associação é maravilhoso, produzindo excelentes artistas que só podem pintar com a boca ou os pés devido a alguma deficiência. Você pode, inclusive, adquirir cartões muito bonitos com as obras desses pintores. Vale a pena conferir o site e ajudar!

 


Sobre: A Associação dos Pintores com a Boca e os Pés, fundada em 1956 por Erich Stegmann, tem proporcionado uma condição de vida independente para os seus membros, verdadeiros artistas, que não podem fazer o uso de suas mãos para a prática da pintura. Todos os artistas membros dessa Associação Internacional se beneficiam da venda da reprodução de suas pinturas transformadas em cartões de Natal, calendários e outras peças de grande expressão artística.


Suipa


Mesmo sendo uma instituição de causa animal, não tenho como deixar de falar da instituição que eu (tento) ajudar todo mês. Acho que todo mundo conhece o trabalho deles pela mídia, mas quem é do Rio e já conheceu a realidade da Suipa de perto sabe o quanto eles necessitam de ajuda para esse trabalho maravilhoso.

Sobre: Com 73 anos de existência, completados em Abril de 2016, a SUIPA permanece viva, como uma entidade particular, não eutanásica, sem fins lucrativos, e de utilidade pública. Além do abrigo, a SUIPA mantém em sua sede uma Assistência Veterinária, com preços populares, para que todas as pessoas possam cuidar de seus animais de estimação, de segunda a domingo e também nos feriados. A receita arrecadada, na Assistência Veterinária, é direcionada para cobrir diversas despesas da Entidade.



A Arte Salva

Rebeca: Encontrei recentemente no Instagram a iniciativa social A Arte Salva, idealizada pela atriz Karina Duarte, cujo projeto ampara crianças da favela 4 Rodas, localizada no antigo maior lixão da América Latina, em Jardim Gramacho, no bairro de Duque de Caxias aqui no Rio. Através do amor pela arte, o grupo promove aulas para as crianças da comunidade, sempre com a esperança de que a arte pode curar e transformar vidas.

Até 20 de janeiro você pode contribuir com o projeto A Arte Salva através do site vakinha.com, ou entrar em contato pelo e-mail contato@aartesalva.com para saber a melhor forma de realizar sua doação.
 


Lar Betânia

Regiane: Aqui em Ferraz de Vasconcelos / SP uma instituição muito conhecida é o Lar Betânia, uma organização não governamental (ONG) sem fins lucrativos que há 45 anos acolhe crianças e adolescentes vítimas de abandono, maus tratos físicos e psíquicos, em situação de exploração e do trabalho infantil, encaminhados tanto pelo Fórum como pelo Conselho Tutelar da cidade de Ferraz de Vasconcelos. 

Você pode entrar em contato com a instituição pelo email faleconosco@larbetania.com.br ou realizar uma doação pelo Banco Bradesco - Agencia: 0165-1 - Conta Corrente: 60830-0
 


E você, gostaria de indicar alguma instituição pra gente? Compartilha o link nos comentários :)


Um Milagre de Natal

Daniel respira fundo ao parar diante do Hospital, encarando a fachada com a tintura já um pouco desbotada. Estranha o pouco movimento na entrada, mas pensando bem, como é Natal, talvez as pessoas saudáveis não queiram frequentar um ambiente tão deprimente como um Hospital Infantil. Ele certamente não queria estar ali, mas está preso a uma promessa da qual não pode se esquivar.

Depois de se identificar na recepção, pega o elevador para o 5° andar. Ao caminhar pelo corredor, sente as pernas vacilarem um pouco. É a primeira vez que faz esse trajeto sozinho. Durante 10 anos, ele acompanhou a esposa Rosana, nas visitas que ela fazia como voluntária, às crianças do 5° andar, o andar dos “doentes terminais”, como algumas pessoas se referiam. Ali, dezenas de crianças com doenças em estágio terminal, ficavam internadas até que a vida se esvaísse de seus corpos. 

Rosana gostava de visitar essas crianças, ler para elas, brincar com elas, arrancar-lhes um esboço de sorriso que fosse. Quando lhe perguntavam por que ela se dava ao trabalho de passar um domingo inteiro na companhia de crianças que talvez ela não visse na próxima visita, ela dava um sorriso misterioso, como alguém que sabe de um segredo que mais ninguém conhece. Mas, para Daniel, ela respondeu uma vez, dizendo que a vida dessas crianças já era triste demais para que as pessoas ficassem apenas sentindo pena delas, que se ela pudesse tornar o dia dessa criança melhor, era sua obrigação fazer isso. 

Desde esse dia, Daniel a acompanhava todos os domingos em sua jornada para fazer uma pequena diferença na vida daqueles seres que tão cedo, já conheciam as agruras da vida. Exceto pelo último domingo, onde nenhum dos dois compareceu ao Hospital. Rosana havia falecido no sábado anterior, enquanto dormia, numa passagem tão tranquila quanto sua personalidade, e o domingo havia sido dedicado em sua homenagem, num processo mais lento e doloroso do que Daniel esperara. Muitas pessoas haviam ido ao cemitério lhe prestar suas condolências, num desfile quase interminável de hipocrisia, enquanto internamente ele lutava para não gritar toda a dor que estava sentindo. Nenhuma daquelas pessoas sabia quem Rosana era de verdade. 

Após finalizado o enterro, ele voltou para casa e junto com as filhas separaram todas as coisas de Rosana entre o que seria mantido com eles e o que seria doado. Foi um momento sublime, tantas doces lembranças suscitadas... Aquela era a verdadeira homenagem à Rosana, sua família unida, lembrando de todas as coisas boas que ela havia ensinado a cada um deles. No meio das coisas pessoais de Rosana, encontraram cartas endereçadas a cada um deles. Daniel pegou a sua nas mãos como se fosse um tesouro precioso e ao mesmo tempo temível. Só abriu à noite, quando se encontrava sozinho na casa que eles compartilharam durante 40 anos. 

Na carta, Rosana declarava todo o amor que sentia pelo homem que havia dado o melhor de si para ela, exaltava alguns dos momentos mais memoráveis que passaram juntos e lhe fazia um pedido especial para quando ela não estivesse mais com ele: Daniel deveria continuar o trabalho que ela havia começado com aquelas crianças. Era um presente que ela lhe deixava. Ele não entendia como isso poderia ser um presente de início rejeitou completamente a ideia. Mas, com o passar dos dias, a ausência dela foi se intensificando e ele percebeu que se fosse ao Hospital, como eles faziam todos os domingos, talvez a saudade não doesse tanto.

Agora que chegara ao seu destino, tinha por consolo apenas a lembrança do cheiro dela, quando caminhava ao seu lado pelos quartos. Pensou em desistir e voltar para casa. Parecia-lhe muito cedo voltar à rotina, uma rotina que era dela. Mas, antes de conseguir se virar, viu uma cabecinha espiar por uma das portas. Um garotinho careca parecia brincar de esconde-esconde, pois toda vez que Daniel olhava em sua direção, ele sumia, e quando Daniel virava o olhar em outra direção, ele voltava a aparecer. 

Daniel caminhou na direção do quarto do garoto, como se um fio invisível o puxasse naquela direção. Quando entrou no quarto, o menino estava deitado com o cobertor cobrindo seu corpo até acima do nariz e soltava risinhos divertidos. Daniel sentou-se na beirada da cama e sorriu para o menino que por fim, descobriu o rosto e sorriu abertamente para ele, um dos dentes da frente lhe faltando, mas deixando seu sorriso mais gracioso com isso. Num gesto surpreendente até para si mesmo, Daniel retirou a prótese dentária que usava e mostrou ao garoto que ele também era banguela. Ambos riram tão alto que a enfermeira veio à porta ver o que acontecia, enquanto eles tentavam controlar o riso.

Daniel sentiu seu peito se aquecer aos poucos, enquanto a tarde passava e ele se dedicava a arrancar cada vez mais risos daquele menino. Quando a enfermeira anunciou que o horário da visita havia terminado, Daniel sentiu seu interior se esfriar um pouco. O garoto impulsivamente abraçou Daniel, que demorou um pouco a retribuir por puro espanto, mas quando envolveu aquele pequeno em seus braços, entendeu qual era o presente a que Rosana havia citado em sua carta de despedida.

“Tio, eu te amo!”, disse o menino, mais uma vez surpreendendo Daniel, que do alto de seus 75 anos, percebeu que ainda tinha muito a aprender. Mas, ele estava satisfeito com a lição aprendida naquele dia, naquele Natal. Quando dedicamos nosso tempo para tornar o próximo feliz, aquela gota de alegria gerada retorna para nós em um mar que nos transborda e transforma, como só um verdadeiro milagre consegue realizar.

Feliz Natal!!!!!  
dezembro 08, 2016


E pra quem achou que novembro foi um mês de poucas cartinhas (esses Correios... puxa), dezembro já chegou com umas 42 atropelando o caminho. Risos. Enfim, continuando a postagem anterior, que falava de wishlists literárias e sugestões de presentes, o post #2 da série (sim, acabou virando série <3) apresenta uma indicação de leitura que chegou pra gente através do jornalista José Fontenele, responsável pela agência literária Oasys Cultural (aliás: atenção, novos autores! Super indicação pra quem está começando no meio literário, viu!). E como aqui no Blog gostamos demais de poesia e também de novos autores, José indicou a leitura do livro Se o vento diz, do também carioca José Fernando Guedes, publicado em parceria com a editora 7Letras. Gostei da ideia e fui procurar o livro do autor no site da editora, e a encomenda chegou bem rápido, e ainda com um livro de presente <3 Fica também a dica da 7Letras (não só pelo livro-brinde, ok? risos) pra quem curte conhecer o trabalho de novos autores, especialmente no segmento da poesia. 

Abaixo, os livros que recebemos e mais algumas sugestões de leitura:

Se o vento diz - 2ª edição
José Fernando Guedes


José Fernando Guedes mostra que os sentidos de um poeta captam o mundo de forma única: vê aquilo que nos escapa durante a incessante busca por novos horizontes; ouve o que cada som, cada timbre, cada voz tem a dizer e traduz o imenso turbilhão de emoções para o verso. Se o vento diz, devemos parar para escutar.   






A casa do fim
José Riço Direitinho   


A casa do fim, livro de estreia de José Riço Direitinho, publicado originalmente em 1992, apresenta breves contos, em que se inscreve a relação mágica, telúrica e visceral que o homem mantém com o desconhecido, tendo como pano de fundo um mundo fechado, insólito e rural. São histórias de amores e desamores, de sabedorias populares antigas, de um Portugal em extinção, ou já a dar seus últimos estertores.





Solange Rebuzzi   

Um misto de ensaio, relato de viagem e obra autobiográfica, as Oito noites em Veneza da poeta Solange Rebuzzi trazem um passeio literário pela mítica cidade italiana, revelando muitas histórias ali vividas pelos mais diversos personagens, incluindo alguns dos artistas mais importantes de suas épocas. A sensibilidade da poeta mistura sua memória afetiva e sua história familiar a estes tantos personagens, juntamente com as fotografias tiradas pelas lentes de José Eduardo Barros. Assim, a leitura da cidade fica ainda mais rica, ganhando um novo contorno e novos matizes a cada página.


Um caderno para coisas práticas
Annita Costa Malufe    


Quinto livro de poemas de Annita Costa Malufe, Um caderno para coisas práticas brinca com a ideia de anotação. Uma sequência de poemas – ou fragmentos de poemas – que se emendam como as páginas de um caderno de notas. Os temas vão e voltam e nunca se concluem. Personagens são esboçados e logo desaparecem. A escuta de vozes, que já conduzia seus livros anteriores, é o mote da escrita, da anotação rápida, da condução rítmica que tenta achar algum fio de continuidade entre estilhaços de histórias. Segundo o poeta Manoel Ricardo de Lima, que assina a orelha do livro: “[...] a ideia de Annita com esse livro é nos colocar diante do fonocentrismo frouxo de nosso tempo agora através da simulação da autobiografia (procedimento que retira com força e incorpora de alguns poetas e artistas que lê e vê e gosta muito, como tarefa política), é também nos colocar diante da impossibilidade de qualquer autobiografia.


E a 7Letras também está com dois lançamentos imperdíveis: "A mil beijos de profundidade" e "Atrás das linhas inimigas do meu amor", ambos do compositor Leonard Cohen, uma das grandes perdas do cenário musical deste ano... Os livros estão em pré-venda e podem ser adquiridos pelo site da editora mesmo.


O músico e compositor canadense Leonard Cohen é também (e antes de tudo) um poeta brilhante, como poderá ser visto nesta antologia de sua obra, em edição bilíngüe. Mais uma preciosa raridade poética que apresentamos em primeira mão para o leitor brasileiro.


E vocês, já conheciam a 7Letras? Vamos conhecer novos autores nacionais de poesia e romance? :)




Sobre a editora: A 7Letras iniciou suas atividades numa pequena livraria no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. Pioneira no sistema de impressão por demanda, publicou diversos livros de poesia em pequenas tiragens em meados dos anos 1990. Com o reconhecimento dos leitores e da crítica especializada, passou a expandir seu catálogo com publicações acadêmicas  em diversas áreas -- com destaque para Filosofia, História e Ciências Sociais – e com a criação das revistas literárias Inimigo Rumor (dedicada à poesia) e Ficções (de prosa), que ajudaram a revelar vários nomes importantes no cenário da literatura brasileira contemporânea. Algumas centenas de títulos, alguns milhares de leitores e diversos prêmios literários depois, a 7Letras abre em 2012 uma nova livraria, agora em Ipanema -- e continua com seu importante trabalho de garimpagem e revelação de novos autores, sempre com soluções criativas para trazer a público o melhor da arte literária brasileira e internacional.


Sobre a Oasys: Oasys Cultural é uma empresa de produção cultural que atua, desde 2008, nos segmentos de curadoria e produção de eventos literários, agenciamento de escritores e projetos editoriais e de comunicação.

Trabalhando com ética, dedicação e criatividade, nossa missão é atender o cliente a partir da escuta e compreensão de suas necessidades, realizando um serviço excelente e completo.

Um oásis é um lugar de pausa, beleza, descanso, abundância e nutrição. No caso da nossa empresa, é o local de reunião de alguns dos melhores escritores da literatura brasileira e estrangeira. Contadores de histórias que encantam o mundo com suas palavras e narrativas, constituindo verdadeira Cultura.



Não tem jeito: dezembro chegou e a wishlist só cresce, não é mesmo? :) E pra completar essa listinha, indicamos os lançamentos da Global Editora, especializada em títulos de autores hoje clássicos em nossa Literatura Brasileira. Pra quem acompanha nossas postagens, já deve ter percebido que o "fã clube" Cecília Meireles aqui na página é grande! Risos. Tanto que eu não pude resistir ao Box Crônica de Viagens, uma coleção de histórias da autora apresentadas em 3 livros, 784 páginas e uma caixa linda <3 Obrigada Global por realizar o sonho da gente!!

Bom, vamos aos nossos lançamentos favoritos:



Ao longo de sua vida, Cecília Meireles percorreu inúmeros países, deslumbrando-se com lugares, pessoas e coisas, revelando sua cultura, inteligência e sensibilidade. Cecília Meireles – Crônicas de viagem traz o registro das observações da autora por meio de crônicas, com textos descritivos ou líricos, ternos ou irônicos, mas sempre lúcidos. Organizados por Leodegário A. de Azevedo Filho, crítico literário e ensaísta já falecido e um dos maiores conhecedores da obra em prosa de Cecília, os 3 volumes que integram esta caixa trazem crônicas da autora publicadas em diversos jornais.

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Ignácio de Loyola Brandão

Em Se for pra chorar que seja de alegria, o autor reúne 41 crônicas escritas durante a sua carreira no Caderno 2, do jornal O Estado de São Paulo, e na Tribuna de Araraquara. E por que um livro de crônicas? “Porque os meus últimos anos foram marcados por crônicas. Diria que foi uma descoberta tardia, mas uma grande descoberta. É gostosa de escrever, é um pouco de poesia, um pouco de mim, um pouco da cidade, um pouco do Brasil e um pouco do mundo”, responde o autor. Como não poderia deixar de ser, esse é o timbre das crônicas deste livro. São olhares e percepções impressos em textos que retratam as viagens que Loyola fez pelo Brasil inteiro. Segundo o próprio autor, essa obra é uma de suas seleções mais gostosas, mais felizes e mais divertidas. Algumas dramáticas, porque é preciso um pouco de drama. Um livro direto para o coração do leitor, um presente de 80 anos para toda a gente que o acompanha há tantos anos.



Marina Colasanti  

Dando continuidade à coleção Melhores Crônicas, a Global Editora presenteia agora os seus leitores com uma importante seleção de crônicas de Marina Colasanti. O critério da escolha dos textos feita por Marisa Lajolo foi que fossem todos excelentes. E, de quebra, alguns completamente inéditos em livro. A obra também traz toques especiais de Marina: entre as crônicas aqui reunidas, são muitas as que levam seus leitores para o mundo feminino. Na realidade, para os mundos femininos. Na passagem singular para o plural, a multiplicidade de rostos da mulher contemporânea – a gestação, o parto, o cotidiano da trabalhadora, a tão longamente reprimida sexualidade feminina.

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Sérgio Vaz

Como poeta e morador da periferia, Sérgio Vaz sabe, como ninguém, transmitir a alma das ruas. Em ''Flores de alvenaria'', Sérgio nos lança nas calçadas do subúrbio e descortina um universo muitas vezes invisível por meio de textos, ora em verso, ora em prosa, sobre os mais variados temas: educação, negritude, liberdade, sexo, empatia. Com apresentação do cantor e compositor Chico César, a obra traz diálogos, relembra a situação da periferia em outras épocas e conta com poemas que costumam ser declamados na Cooperifa, evento criado pelo poeta que transformou um bar de Taboão da Serra em um evento cultural. Como afirma Chico César, os textos presentes em ''Flores de alvenaria'' variam formas e temas. Mudam a tessitura e o timbre. Pode ser poesia ou prosa. O homem e o poeta são o mesmo, um só. Romântico, mordaz, perplexo, inquieto. Uma obra que encanta ao mesmo tempo que nos golpeia graças ao alto teor de realidade depositado em cada página.

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E também há livros para os pequenos! (e para a infância que permanece em todos nós, claro) :)


E vocês, já conheciam o trabalho da Global Editora e seus autores? :)


ALIÁS!!! Até o dia 12 de dezembro a Global está com inscrições abertas para Parcerias com Blogs Literários! Corre no Facebook da Editora , curta a página e participe desta seleção! <3

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