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agosto 09, 2018



Olá, pessoal! Tudo bem?

Chegando com mais um resenha de um livro que gostei muito. Uma história daquelas que mexe com  o nosso emocional, dando uma cutucada de leve e nos lembrando que nem sempre conhecemos de verdade aqueles que estão próximos da gente. E, até mesmo, o quanto nos anulamos para que os outros não nos conheçam realmente. Confuso? Então, confere a resenha e vamos conversar mais sobre.

O Colecionador de Memórias -  Cecelia Ahern | Novo Conceito

Sinopse: Quando Sabrina Boggs tropeça em uma misteriosa coleção de bolinhas de gude que pertencia ao seu pai, percebe que não sabe nada sobre o homem com quem cresceu. É uma coleção valiosa e incomum – incomum se ela pensar no homem que sempre conheceu. No entanto, há algo real lá dentro, muito verdadeiro sobre seu pai, ou sobre a criança que ele fora.

Sabrina só tem vinte e quatro horas para descobrir os segredos do homem que ela pensava conhecer. Um dia para exumar memórias, histórias e pessoas que não sabia existirem. Um dia que a mudará para sempre.

Fazendo uma busca pelas memórias de seu pai, Sabrina persegue uma busca de identidade; os segredos que ela trará à tona irão mudar tudo o que dava por certo em sua vida. Mas se seu pai não é o homem que ela achou que fosse, quem é a própria Sabrina?


Com a escrita impecável de Cecelia Ahern, acompanhamos as narrativas de dois personagens. Fergus e Sabrina Boggs, pai e filha. Ele vive em uma casa de repouso desde que sofreu um AVC e, consequentemente, perdeu parte da memória. Através dos relatos dele, conhecemos seu passado, aquele que poucos conhecem. Dos detalhes de sua infância até chegar à fase adulta que escondeu por receio de não ser aceito. Com Sabrina Boggs, descobrimos junto com ela o que o pai tanto amava e fez questão de esconder. Através de uma linda e preciosa coleção de bolinhas de gude, Sabrina busca conhecer e saber mais sobre esse hobby do pai e do porquê de tanto mistério. 

Talvez passe pela cabeça que algumas bolinhas de gude não sejam um motivo grande para tanto mistério. Pode-se pensar que uma brincadeira de criança seja algo tão leve que não há a necessidade para se criar um enredo baseado nisso e, mais ainda, que possa se tirar algo para refletir. Mas o que Ahern fez muito bem nessa história foi nos mostrar como uma paixão pode dar mais motivação para nossa vida. Também que, se reprimimos essa paixão, acabamos vivendo pela metade, não sendo nós mesmos. Além de um drama familiar vivido desde sua infância, Fergus nos mostra como foi crescendo seu amor pelas bolinhas e como foi se tornando um dos melhores jogadores, participando de torneios mundiais, inclusive. Mas, acreditem. Parecia que ele tinha duas vidas. Uma era do homem que levava essa habilidade com as bolinhas de gude a sério. Mantinha sua coleção como um tesouro e ainda podia se deliciar em torneios, onde encontrava outros apaixonados. A outra vida era do homem tranquilo, trabalhador, pai de família que suava para sustentar a casa. Era essa pessoa que Sabrina conhecia. Um pai dedicado, amoroso, mas que se escondeu e nunca revelou o seu outro lado.

"Contar a Sabrina sobre isso, seria lhe dizer que eu a excluí, assim como a sua mãe, de uma parte de minha vida, por tanto tempo, que eu menti para as duas pessoas mais próximas de mim e em quem eu deveria confiar e permitir que confiassem em mim."


Sabrina, casada, com filhos e tem um emprego que é sempre mais do mesmo. Como salva-vidas na piscina de uma casa de repouso, sua ocupação não tem muita emoção. Nada acontece de novo e em casa seu casamento está morno. Junto com o marido, frequenta terapia de casal, mas está difícil perceber o que anda acontecendo para que o casamento não esteja lhe dando tantas alegrias. Quando a caixa com os pertences do seu pai, Fergus, chega em sua casa e encontra várias e várias bolinhas de gude, de diferentes materiais e tamanhos e desenhos, e com inventário com valores de cada uma, tipos, nomes e a forma como foram conquistadas, foi difícil acreditar quer pertenciam ao pai, já que em toda a sua existência, nunca tinha ouvido falar nada sobre a coleção, sobre esse hobby. Nunca. Foi com essa surpresa que Sabrina decide ir atrás de mais informações e, a cada nova descoberta sobre o seu pai, Sabrina vai percebendo que há muitas coisas que esconde de si mesma.

Cecelia Ahern conseguiu me envolver do início ao fim. É certo que se trata de uma narrativa lenta mas que, de nenhuma forma, tornou-se cansativa. É leve ao mesmo tempo que se percebe uma carga dramática, mas que ficou bem desenvolvida no enredo. A forma como a autora consegue interligar a história dos dois personagens, complementando-as e, assim, amarrando todos os elementos e mistérios antes levantados, é surpreendente. Foi difícil não me sentir totalmente envolvida por essa história. Uma história de descobertas, redescobertas, autoaceitação e mudança. 

Uma experiência de leitura incrível e que não poderia deixar de compartilhar com vocês. Espero que tenham gostado e que não esqueçam de comentar aqui as suas impressões. Quero muito saber!

Até a próxima!

Bjo, Thaís
agosto 18, 2017



"Não conseguia dormir. Esse parecia ser o tema do verão, já que ficava acordada por horas todas as noites, mesmo depois de ter trabalhado o dia inteiro e ficar exausta, quando deveria cair no sono tão logo colocasse a cabeça no travesseiro. Mas, assim que me deitava, ficava horas me revirando na cama, meus pensamentos não me deixando dormir. Parecia que, desde que chegamos ao lado Phoenix, estava constantemente me confrontando com todas as coisas que fizera de errado nos últimos cinco anos e nas quais tentei não pensar. E era sempre à noite, quando não conseguia escapar, que os pensamentos tomavam conta de minha mente, se recusando a ir embora." (p. 234)

Como lidar com a dor de uma despedida? Não é de hoje que a literatura young adult levanta essa questão, especialmente a partir de enredos baseados em despedidas e recomeços, como o da autora Morgan Matson, recentemente publicado pela Novo Conceito. Ainda que a intenção de seus autores não seja a de oferecer respostas, e sim relatos (ficcionais ou não) de quem precisou lidar com uma reviravolta brusca em sua vida, o contato com textos young adult pode despertar no leitor a sensibilidade necessária para uma reflexão a respeito de como estamos hoje e de como sobrevivemos até aqui.

Um verão para recomeçar conta a história de Taylor Edwards, uma jovem que guarda na memória um trauma vivido aos doze, quando a profusão de sentimentos e experiências nunca antes imaginadas (o primeiro amor, o ciúme e a disputa por esse amor) surge de forma avassaladora, paralisando-a, não restando senão uma única opção: abandonar este primeiro capítulo de sua adolescência, logo assim no início, e literalmente fugir.

No entanto, como acontece não apenas nas páginas de um livro, mas em nossa própria juventude, é bem possível que acontecimentos cotidianos (nem sempre planejados - aliás, quase nunca planejados!) nos façam reencontrar aquela pessoa que nos magoou (e, principalmente, aquela que magoamos) em algum momento do passado, e de forma também inesperada tenhamos que aprender a sobreviver a este reencontro, lidando com toda a culpa, remorso e com nossa própria imaturidade.

Histórias young adult nos surpreendem também por sua simplicidade, e pela atenção que seus personagens dedicam a inúmeros acontecimentos que escapam ao trauma. Talvez por entenderem, de forma intuitiva mesmo, que cada pequena nova história e conquista pode se tornar o passo necessário para se tocar a vida e prosseguir, ainda que a memória de tudo o que nos paralisou ainda insista em nos perseguir. No enredo da jovem Taylor, além do desastre de seu primeiro destino amoroso e da apatia que se seguiu ao longo de sua adolescência, chegou o dia em que foi preciso amadurecer muito rápido, e lidar com a iminência de mais uma perda (a incurável doença de seu pai), e igualmente encarar o desafio desta juventude que a intimava a dar um passo adiante, qualquer que fosse, ainda que a vontade de fugir a este segundo ataque brutal da vida ainda falasse alto dentro de si.

É claro que uma escrita assim, em tom de diário e confissão, em muitas maneiras intensifica os sentimentos ruins, assim como os medos de seus personagens (com os quais nos identificamos prontamente); na história de Morgan Matson, no entanto, me chamou atenção este mínimo de esperança que surge com a inesperada colaboração dos eventos presentes em seu próprio dia-a-dia, como a responsabilidade, atenção e cuidado que precisaremos tirar de algum lugar esquecido dentro da gente e simplesmente "devolver para o mundo", como se no intuito de aprendermos a conviver melhor com nossos familiares, colegas e amigos, bem como com aquilo que nos traumatizou no passado. Quando conseguimos não fugir ao que nos amedronta, uma pequena brecha se abre, e é bem possível que um ou outro relacionamento possa ser até restaurado.

Por vezes também, histórias young adult, quando lidas sob a ótica de que "é apenas um livro, escrito por uma autora de idade próxima a minha" percam um pouco de seu encanto (isto é, será que a autora realmente viveu isso, ou será que é tudo invenção? Na minha opinião, com a leitura a gente acaba entendendo que isso realmente não importa, afinal, uma boa história acaba sendo maior que qualquer dúvida que o leitor possa ter a esse respeito...); Um verão pra recomeçar traz esse diferencial de ser ao mesmo tempo adulto, por tratar de temas como reconciliação, luto, responsabilidade e futuro, e igualmente trazer a ingenuidade de quem ainda está a descobrir o mundo, e com cada descoberta se sentir motivado a abraçar esse tal desconhecido e seguir em frente. Um sonho e um dia por vez; uma dor e uma superação por vez.
O recomeço e a despedida acompanham a todos, em tantos momentos, neste algum lugar do coração e da memória onde tudo demora pra deixar de doer (a gente até que não acredita, mas sempre chega o dia em que tudo - senão uma parte - dói menos). Ainda assim, quando observado com alguma distância - e com alguma esperança, o passado é capaz de se transformar em "retrospectiva", e com o entendimento nosso de cada dia é bem possível que a própria vida se converta em instantes de contentamento. Muitos instantes. Cabe a nós lutar para acreditar nisso...

Um verão para recomeçar é uma história capaz de emocionar a todos e despertar inúmeras páginas de sorrisos. Dentre os young adults do mês, o romance de Morgan Matson é leitura recomendadíssima, com certeza! :)



“Foi somente então, quando cada dia que eu passava com ele era contado, que eu percebi o quanto eles eram preciosos. Milhares de momentos para os quais eu não tinha dado o devido valor — principalmente por achar que teríamos milhares de outros...”;

A família de Taylor Edwards não é muito próxima – todos estão ocupados demais com seus afazeres –, mas, quase sempre, eles se dão muito bem. Quando o pai de Taylor recebe más notícias sobre a saúde dele, a família decide passar, todos juntos, o verão na casa do lago Phoenix.

Fazia cinco anos que eles não passavam o verão naquele lugar, que agora parece bem menor do que antes. E, apesar da tristeza, os momentos em família os aproximam novamente. Além disso, Taylor descobre que as pessoas que ela pensou ter deixado para trás continuam ali: sua ex-melhor amiga e seu primeiro amor (que está muito mais bonito do que antes). Com o passar do verão, e com os laços quase refeitos, Taylor e sua família tornam-se cada vez mais conscientes de que estão correndo contra o tempo diante da doença de seu pai. Mas, apesar de tudo, o aprendizado que fica é que sempre é possível ter uma segunda chance.


agosto 10, 2017

No post de hoje, Rafa Vieira apresenta os lançamentos da Editora Novo Conceito e comenta sobre uma de suas leituras preferidas da Editora.


"Alyssa Gardner é uma menina especial, ela pode ouvir e falar com animais e plantas. Mas, apesar disso tudo parecer incrível, ela ignora totalmente esse seu "poder" para que seu destino não seja igual ao de sua mãe Alison que foi internada em uma clínica psiquiátrica por alegar poder falar e ouvir plantas e animais, além de devaniar sobre um tal Pais das Maravilhas. Alyssa é descendente de Alice, sim, a mesma que inspirou o conto clássico Alice no Pais das Maravilhas de Lewis Carroll, essa por sua vez, também foi internada por fantasiar sobre esse mundo mágico. Além de sua linhagem ser mentalmente instável, Alyssa descobre q tbm existe um maldição pairando sobre a geração feminina de sua familia, tudo isso graças a Alice que cometeu uma série de travessuras enquanto esteve no país das maravilhas e agora cabe a Alyssa reparar os erros e quebrar a maldição. Porém, ela nao estará só, sem querer ela arrasta seu amigo/paixão de infância Jeb para o mundo encantado de Alice e assim eles enfrentam inúmeras aventuras, descobrem certos sentimentos escondidos e conhecem criaturas q nem Lewis Carroll sonhou que existissem. Para que sua familia finalmente esteja livre dessa horrivel maldição...." (O Lado mais Sombrio - A. G. Howard)

Eu confesso que nunca li o livro Alice no pais das maravilhas, mas já ouvi muito sobre essa história. O livro O lado mais sombrio, publicado pela Novo Conceito, nos trás uma visão diferente desse país das maravilhas: um lado sombrio, traiçoeiro e provocante, onde as criaturas descritas por Carroll ganham um ar mais trágico até. Por exemplo, Absolem, a lagarta sabichona que fica fumando e dando conselhos, ela não é tão absoluta assim; na verdade, ela passou de uma lagarta para uma borboleta com fraquezas, mas sem perder a pose, sendo muito sagaz e traiçoeiro em várias situações, além de extremamente prepotente.

Esse foi só um dos personagens que ganhou uma nova roupagem que, segundo o próprio livro, sempre foram assim, o país das maravilhas sempre considerado um lugar sombrio, com criaturas deformadas, e a Alice relatando apenas o que sua mente de criança permitiu q ela visse.

Particularmente, gostei muito do livro, pois mistura o mundo mágico com o mundo "humano," e nos leva de volta a vários cenários e objetos conhecidos, como o jardim da rainha vermelha, o chá com o chapeleiro maluco, a espada vorpal, o relógio do coelho, a rainha branca (no livro está rainha marfim). Enfim, são elementos que são conhecidos de todos, porém, contados em versões mais "alternativas", por assim dizer, para que no final da história tudo acabe em uma reviravolta incrível.

Foi uma experiência e tanto ler esse livro, valeu a pena. Qquem gosta de Alice no País das Maravilhas vai se surpreender com o "que nao foi contado por Lewis Carroll"!

Essa foi a indicação de hoje, espero que gostem do livro tanto quanto eu :)
Confira também duas novidades que a Novo Conceito vai lançar no mês de agosto:

Nunca deixe de acreditar
Christina Rickardsson

Nunca deixe de acreditar mostra o caminho trilhado por Christina Rickardsson, que até os 8 anos de idade não sabia o que era morar em uma casa, ou ter refeições diárias, uma menina pobre que transformou sua história triste em uma lição de vida.

Christiana Mara Coelho, como ela se chamava quando vivia no Brasil, morou com a mãe em uma caverna, em Diamantina – MG, e após o nascimento de seu irmão, Patrick, foi para São Paulo viver em uma favela. Enquanto a mãe trabalhava, ela rondava pelas ruas da cidade à procura de comida e um lugar para dormir.

Essa rotina se seguiu até Christina completar 8 anos, quando a mãe decidiu coloca-los em um orfanato, com a promessa de visitas todos os domingos. Porém, a diretora do local tinha outros planos para a pequena família Coelho: a adoção. Pouco tempo depois de estarem no orfanato, uma família sueca mudou a vida de Christina e Patrick.

Um drama emocionante, contado através das memórias ainda inocentes de Christina. Uma história que vai fazer você olhar o mundo com outros olhos.


Fique comigo (ebook)
Jennifer L. Armentrout

Jase e Teresa for am destinados a ficar juntos ou a vida os levará a caminhos diferentes?

Teresa Hamilton está tendo um ano difícil — ela está apaixonada pelo melhor amigo de seu irmão, mas ele simplesmente a ignora desde que se beijaram, um beijo verdadeiramente incrível e inspirador. Ela saiu de um relacionamento terrível, e agora uma lesão ameaça terminar sua carreira de bailarina. É hora do Plano B: faculdade. E talvez uma chance de convencer Jase de que o que eles sentem um pelo outro é real.

Jase Winstead guarda um segredo do passado — além da paixão que sente pela linda irmã de seu melhor amigo. Embora ele e Teresa tenham uma atração forte, Jase sabe que suas responsabilidades devem ser prioridade. Certamente não tem tempo para um relacionamento. Entretanto, tudo o que ele consegue pensar é em estar com a única garota que poderia arruinar tudo para ele.

Depois de uma tragédia no campus da faculdade, eles se aproximam mais e mais. É impossível continuar negando seus sentimentos. Jase e Teresa devem decidir o que eles estão dispostos a arriscar para estar juntos e o que estão dispostos a perder se não estiverem...

Conheça também o livro anterior, Espero por você.


Abraços,
Rafa Vieira

julho 17, 2017


Julho deveria ser um mês de férias para todos, mas apenas o Jonatas conseguiu uma folguinha nesse meio tempo; enquanto isso, algumas cartinhas muito bacanas chegaram na casa da Regiane e aqui no Rio também, e a gente não poderia deixar de compartilhar aqui no blog os unboxings de toda essa alegria!

Nesta primeira postagem, apresentamos um lançamento de ficção da autora independente Simone S. Miranda e dois romances das editoras Arqueiro e Novo Conceito. Conheçam as novidades:



Um Verão para Recomeçar - Morgan Matson
Editora Novo Conceito

Sinopse: A família de Taylor Edwards não é muito próxima - todos estão ocupados demais com seus afazeres -, mas, quase sempre, eles se dão muito bem. Quando o pai de Taylor recebe más notícias sobre a saúde dele, a família decide passar, todos juntos, o verão na casa do lago Phoenix.

Fazia cinco anos que eles não passavam o verão naquele lugar, que agora parece bem menor do que antes. E, apesar da tristeza, os momentos em família os aproximam novamente. Além disso, Taylor descobre que as pessoas que ela pensou ter deixado para trás, continuam ali: sua ex-melhor amiga e seu primeiro amor (que está muito mais bonito do que antes).

Com o passar do verão, e com os laços quase refeitos, Taylor e sua família tornam-se cada vez mais conscientes de que estão correndo contra o tempo diante da doença de seu pai. Mas, apesar de tudo, o aprendizado que fica é que sempre é possível ter uma segunda chance.



Uma noite inesquecível - Lisa Kleypas 
Editora Arqueiro

Sinopse: O Natal está se aproximando e Rafe Bowman acaba de chegar a Londres para uma união arranjada com Natalie Blandford. Com sua beleza estonteante e o físico imponente, ele tem certeza de que a linda aristocrata logo cairá a seus pés.

No entanto, seus terríveis modos americanos e sua péssima reputação de farrista deixam Hannah, a prima da moça, chocada. Determinada a proteger Natalie, ela vai tornar a tarefa de cortejar a jovem muito mais difícil do que Rafe esperava.

Hannah, porém, logo começa a se importar mais do que gostaria com o rude pretendente da prima. Rafe, por sua vez, passa a apreciar um pouco demais a companhia de Hannah, uma mulher forte e pragmática com um coração doce e gentil. E quando Daisy, Lillian, Annabelle e Evie, quatro amigas inseparáveis que já conseguiram encontrar o homem de seus sonhos, decidem agir como cupidos, quem sabe o que pode acontecer?

Uma noite inesquecível é uma viagem mágica pela Londres vitoriana, com os diálogos espirituosos e personagens memoráveis que consagraram Lisa Kleypas como uma das autoras de romances de época mais aclamadas pelo público. Nesta continuação da série As Quatro Estações do Amor, os mais cínicos se tornam românticos e até os mais tímidos suspiram, arrebatados de paixão.



Selo Fragmentos

Sinopse: Cheio de histórias de lutas pelo poder, dimensões paralelas, deuses e seres fantásticos, o planeta Elvengray enfrenta uma nova Era, onde um dos mais poderosos Guardiões Ancestrais, Luther, absorve suas energias mágicas e proclama-se Imperador, impondo sua tirania.

Com o último suspiro do líder do Conselho dos Seis, assassinado por Luther, uma Profecia é feita, prometendo ao seu povo que, um dia, um grupo extraordinário renasceria, jovens reencarnados com a alma da deusa, com a única missão de libertá-los deste terrível vilão.

Acompanhe Mynna, Baeriel, T'Lorien, Cordellia, Ellos, Gustaff e Zelwski, os Novos Guardiões, em uma jornada épica pelos cinco Reinos, cheia de perigos e reviravoltas, em busca de aliados para a batalha final contra o Imperador, na tentativa de trazer novamente a paz ao planeta.


Estamos super animados! <3 Toda ansiedade pra saber o que nossos colunistas vão falar a respeito destas histórias!

E você, já resenhou algum desses livros? Conta pra gente!

Até a próxima,
Rebeca C.

junho 28, 2017


Sussurros do País das maravilhas é um spin-off da série O Lado Mais Sombrio que cativou muitos leitores por ai, com três contos super legais sobre os personagens já conhecidos da série.

No primeiro conto, "O menino da teia", a mãe de Alyssa relembra o período conturbado em que viveu no País das Maravilhas e resgatou o homem que viria a se tornar seu marido e pai de sua filha.

Já em "A Mariposa no espelho", conhecemos o temido Morfeu e suas lembranças, histórias de quando ele mergulhou nas memórias de Jeb para tentar descobrir os segredos dele e tentar ganhar o coração de Alyssa.

E por último, em "Seis Coisas impossíveis", Alyssa revive seus momentos mais preciosos da vida após Qualquer outro lugar, e sobre o papel mágico que ela desempenhou para preservar a felicidade daqueles que ela ama.


OPA! Se você assim como eu, ficou perdido, calma, vou traduzir pra você rs. Como eu disse no inicio da resenha, esse livro é um spin-off da série O Lado Mais Sombrio, ou seja, ele tem contos bem específicos sobre os personagens visitados nos outros livros da série, então, se você está lendo ou vai ler a série, pare essa resenha agora, porque ela provavelmente pode ter alguns spoilers.

Eu não havia lido a série, e não tinha a menor ideia do que se tratava essa história toda, mas resolvi entrar de cabeça nesses contos pra ver se ainda assim eles faziam algum sentido. E, surpresa: fazem. Demora um pouco pra entrar no embalo, e no começo parece um pouco confuso, mas depois de algumas páginas a leitura começa a fazer sentido.

Acaba por ser uma leitura agradável do país das maravilhas ainda mais maluca que a história original.

Claro, imagino que para os leitores da série esse spin-off ganhe ainda mais contexto, e tenha mais sentido do que teve para mim, porém, você pode embarcar nele sem medo de acabar sem entender nada. Juro.

O mais legal na leitura é tentar imaginar que personagens a autora do livro criou e quais ela apenas mudou de nome, já que a história toda é um remake de Alice no país das Maravilhas. 

Pessoalmente um dos contos que mais gostei de ler foi o "Seis Coisa impossíveis", que é quase um resumo bem fofinho de Alyssa, a personagem que se torna a rainha vermelha do País das maravilhas. 
Ao longo dele, ela conta alguns dos momentos mais bonitos que ela teve ao longo da vida, junto do primeiro marido Jeb, e depois ao lado de Morfeu no país das maravilhas. 

É uma leitura leve com uma escrita agradável, que sem dúvidas, vai te fazer querer ler mais sobre esse mundo encantado que A.G. Howard criou!


* Paloma Barbosa escreve no Sure, we have a blog e compartilha amor e ilustrações no Partes.



Sussurros no País das Maravilhas - A. G. Howard

Alyssa Gardner entrou na toca do coelho para assumir o controle do seu destino. Ela sobreviveu à batalha pelo País das Maravilhas e pelo seu coração.

No conto 
O Menino da Teia Alison relembra o período em que vivem no País das Maravilhas e resgatou o homem que se tornaria seu marido e pai de sua filha, Alyssa. No A Mariposa do Espelho, conhecemos as lembranças de Morfeu, de quando ele mergulhou nas memórias de Jeb para descobrir os segredos dele e tentar ganhar, de uma vez por todas, o disputado coração de Alyssa. No Seis Coisas Impossíveis, Alyssa revive os momentos mais preciosos de sua vida após os acontecimentos em Qualquer Outro Lugar, e o papel mágico que desempenhou para preservar a felicidade daqueles que ela ama.

Em Sussurros do País das Maravilhas você encontrará três contos de lembranças inéditas e inesquecíveis. Junte-se novamente aos personagens da série O Lado Mais Sombrio e embarque neste fantástico mundo. 



Para conhecer mais da série, vale conhecer a resenha que a Luana Souza postou aqui no blog também <3
junho 14, 2017


Depois da leitura de Dois a Dois de Nicholas Sparks, achei que entraria numa ressaca literária obscura e que demoraria a engrenar numa nova leitura. Mal sabia eu o quanto estava enganada.

Espero por Você de J. Lynn (Jennifer L. Armentrout na verdade, mas aqui ela usou um pseudônimo), publicado pela Editora Novo Conceito me pegou de jeito, confesso. Talvez o clima universitário do enredo tenha contribuído para isso, fazia tempo que eu não lia uma história de jovens adultos que se passasse no ambiente de uma faculdade e me peguei devorando a história de Avery e Cameron.

Avery Morgansten é uma jovem misteriosa, que se muda para a cidade mais distante possível da família, para estudar em uma Universidade não tão conceituada quanto seus pais gostariam ou que estivesse à altura de sua capacidade intelectual. Só que Avery não quer isso. Ela quer na verdade passar despercebida, ficar à vontade para ir e vir sem ouvir murmúrios e conversas a seu respeito. Quer ser ela mesma em um lugar onde ninguém a conhece.

“À minha volta, alunos caminhavam em grupos de dois ou mais e muitos deles, obviamente, conheciam uns aos outros. Em vez de me sentir rejeitada, havia um precioso sentimento de liberdade ao caminhar de sala em sala sem ser reconhecida” – pág. 14.

Mas, em seu primeiro dia de aula, Avery literalmente tromba com Cameron Hamilton, um jovem veterano dono de olhos azuis intensos e de um charme que deveria ser proibido alguém possuir – juro que eu visualizei Tom Welling vivendo Clark Kent em Smallville quando Cameron foi descrito (para quem não conhece, é um seriado antiguinho que mostrava as aventuras do Superman durante a adolescência e início da vida adulta). A partir de então, como se o Universo conspirasse terrivelmente contra Avery, ela passa a dar de cara com Cameron em todos os cantos por onde vai, até descobrir que na verdade ele é seu vizinho no prédio para onde se mudou. 


“– Você me atropelando, eu quase atropelando você? – elaborou Cam – É como se fôssemos uma catástrofe prestes a acontecer” – pág. 22.

Apesar de não ser sua intenção, Avery se vê cada vez mais envolvida por Cameron, que mesmo sendo dispensado diversas vezes, não desiste de se aproximar dela e aos poucos consegue ganhar espaço na vida e no coração de Avery.

Quando percebe, Avery está envolvida em uma experiência nova e repleta de sensualidade, tendo todos os seus sentidos despertados por Cameron que a guia em uma jornada sensorial, seduzindo Avery com sabores, cheiros e toques até minar toda a resistência da garota. 

Mas, será que Cameron vai continuar insistindo nessa conquista se conhecer o passado de Avery? E será que Avery vai ser capaz de confiar em Cameron se souber do que ele é capaz? E quem será a pessoa que não para de enviar mensagens a Avery, chamando-a de mentirosa?


Mistério, paixão, dores, corações partidos e recuperação são os temas abordados nesse romance de linguagem ágil (li em poucas horas) e surpreendente, com muitas reviravoltas e sensualidade à flor da pele, algo que foi explorado de maneira natural, sem forçação de barra nem vulgaridade. 

Eu não conhecia a autora, mas gostei muito da maneira como ela tratou alguns assuntos difíceis e delicados, sem transformar o enredo em um dramalhão ou caricatura juvenil. Outro ponto que me agradou foi que, apesar de realmente ter passado por uma situação perturbadora, Avery não é uma mocinha chata nem chorona, ela só quer esquecer o passado e seguir em frente com sua nova vida e seus novos amigos, entre eles Cameron.

J. Lynn realmente soube como dosar todos os elementos que dão base ao enredo e nos prende do início ao fim dessa jornada entre duas pessoas com um passado cheio de segredos e que juntos descobrem o verdadeiro significado de pertencer e as delícias de se entregar ao prazer entre duas pessoas que não conseguem resistir à atração que os une.

“Tudo estava bem. Talvez não perfeito, mas a vida não era para ser perfeita. Era confusa e, às vezes desastrosa, mas havia beleza em meio à confusão e poderia haver paz em meio ao desastre” – pág. 380.

Só sei que Cameron entrou vitaliciamente para a lista de crushs literários (tô rindo, mas tô séria!). E você, tá esperando o quê para vir se apaixonar também?  ;)


Espero por Você – J. Lynn

Avery Morgansten precisa fugir. Ir para uma faculdade a centenas de quilômetros de casa foi a única forma que encontrou para esquecer o acontecimento fatídico que, cinco anos antes, mudara a sua vida para sempre. O que não estava em seus planos era atrair a atenção do único rapaz que pode mudar totalmente a rota do futuro que Avery está tentando construir.

Cameron Hamilton tem um metro e noventa de altura, impressionantes olhos azuis e uma habilidade notável para fazer com que Avery deseje coisas que ela acreditava terem sido roubadas irrevogavelmente dela. Envolver-se com ele é perigoso. No entanto, ignorar a tensão entre eles — e despertar um lado dela que nunca soube que existia — é impossível.

Até onde ela estará disposta a ir e o que fará para esquecer o passado e viver aquela relação intensa e apaixonada, que ameaça ruir todas as suas certezas e fazê-la conhecer um mundo de sensações que julgava estar negadas para sempre?
junho 11, 2017


Meu nome é Michelle, mas meus amigos me chamam de Mich (fiquem a vontade). É justo vocês saberem que apesar da vida ter me encaminhado para os livros clássicos (sobretudo os grandes clássicos da literatura francesa) devido a minha formação acadêmica, eu não acho que a paixão pela leitura deva ser limitada. Acho digníssimo ler de tudo um pouco, incluindo young adult, fantasia, romance água com açúcar, quadrinhos (geração Turma da Monica forever). 

A pedidos da Rebeca, começarei por Young Adult (desses que nos fazem suspirar) em homenagem a “semana do amor”. Não é novidade para ninguém que a autora Stephanie Perkins tem uma escrita divertida e envolvente. A grande maioria já deve conhecer Anna e o beijo francês e Lola e o garoto da casa ao lado,  publicados pela Novo Conceito, mas somente no ano passado a Editora Intrínseca publicou o último volume da trilogia, intitulado: Isla e o final feliz. SIM, é uma trilogia, não foi erro de digitação haha. 

O que muitas pessoas não sabiam é que os três livros fazem parte de uma trilogia com protagonistas diferentes, cujas histórias se passam em cidades diferentes, e, no entanto, o desenrolar das histórias só fica redondinho ao ler os três livros (tão lindo ver os protagonistas de uma história se desenvolvendo nas páginas de outros livros... Balzac também adorava isso).

Agora, chega de enrolação e vamos começar do início!


(Mona Lisa e Vênus, a "mulher sem braços")

Ana Oliphant levava uma vida bem pacata em Atlanta: bons amigos, um irmãozinho adorável, um emprego adorável (num antigo cinema) e até um “quase-namorado” adorável. Nada a reclamar (mas nada de interessante, diga-se de passagem). Até que seu pai, um escritor famoso, resolve mandá-la para uma escola na França para cursar o ultimo ano do ensino médio. É aí que a garota entra em pânico por sair da sua zona de conforto e o leitor vibra na expectativa de ver aquela vidinha mais ou menos se transformar numa grande aventura regada a champagne (por que não?).

“Pânico! Eles me deixaram! Meus pais realmente me deixaram sozinha! Na França!”

Mas gostando da ideia ou não, ela teve de ir. Depois de se despedir da família, ela se vê sozinha no alojamento estudantil da School of America in Paris, num quarto nada familiar e sem nenhum conhecido por perto. Resultado: ela desmorona em lágrimas. Porém o choque cultural vem em doses homeopáticas, afinal Anna foi enviada para um colégio americano onde todos falam seu idioma e o contato com o francês e a cultura francesa é praticamente só da porta para fora.

Meredith, a garota do quarto ao lado, escuta o choro de Anna e decide bater à porta na tentativa de ser solidária com a nova vizinha. Ela é uma menina carismática e faz de tudo para que Anna se sinta em casa. A menina se torna, rapidamente, um apoio para Anna e é ela quem lhe apresenta novos amigos: Rashimi, Josh e Étienne St. Clair. Aliás, Étienne é um tipo que se destaca: “bonitão, inteligente e extremamente simpático”. Americano criado na Inglaterra por um pai francês; uma mistura e tanto!

Rapidamente todos eles se tornam bons amigos... Principalmente Anna e Étienne que sentem tamanha confiança um no outro a ponto de partilharem seus segredos. Juntos, os cinco vão formando laços e se aventurando pela Cidade Luz (e é a partir daí que o leitor vai se aventurando junto com a personagem. Eu senti até borboletas no estomago em todas as cenas que a autora descreve fielmente a cidade. Me senti de volta em Paris!) e Anna começa a admitir que a ideia de seu pai não foi tão ruim assim. 

“- É a minha igreja.
- Você vem aqui?
- Não – ele aponta para o cartaz de pedra para que eu o leia – Santa Étienne Du Mont... minha mãe costumava me trazer aqui quando eu era pequeno. Vínhamos com uma cesta de piquenique e comíamos aqui mesmo nessa escadaria.”


(Igreja de Santa Étienne du Mont)

Obviamente, não demora muito para Anna perceber que seus sentimentos por Étienne vão além da amizade. Mas há um pequeno detalhe: ele tem namorada! A “incrível Ellie” que é um pouco mais velha que eles e já está na faculdade, por isso, não tem muito contato com os amigos de Étienne. Anna tenta se afastar do rapaz, mas acaba descobrindo que gosta dele de verdade e vai tentar dar-se por satisfeita em ter só a amizade, desde que ele continue por perto. 

Ela resolve, meio que do nada, voltar pensar em seu “quase-namorado” de Atlanta que ela terá a oportunidade de ver durante um feriado. Entretanto, quando ela volta para os EUA numa breve visita, descobre que as coisas mudaram drasticamente e que seus antigos amigos já não são mais quem ela pensava e, para sua grande surpresa, quem lhe dá todo apoio nesse momento frustrante é Étienne... Aí, meus amigos, as coisas começam a ficar incontroláveis.

“- Mademoiselle Oliphant. – diz Étienne – O Point Zero é traduzido como: Ponto Zero das estradas da França. Em outras palavras, este é o ponto no qual todas as distâncias da França são medidas. Aqui é o início de tudo... Bem-vinda a Paris, Anna! Estou feliz por você ter vindo.
- Obrigada por ter me trazido aqui.
- Ah bem, tem de se começar por algum lugar. Agora faça um pedido... A superstição diz que se você fizer um pedido nessa estrela ele se realizará.”  


(Point Zero... Claro que eu também fiz meu pedido)


Conclusão: amei o livro!  Paris é o cenário perfeito e a narrativa nos leva mesmo até a França. As cenas são muito bem descritas. É possível ir a Paris simplesmente lendo este livro que nos apresenta a Cidade Luz com riqueza de detalhes. Étienne St. Clair é simplesmente encantador, eu torci desesperadamente por eles, suspirei com a Anna, chorei com a Meredith. Ou seja, mergulhei de cabeça! Super recomendado para pessoas que gostam de romance, que estejam apaixonadas por outro alguém ou por si mesmas (amor próprio conta muito, minha gente!) e que procuram por uma leitura mais leve.

Obrigada por terem lido até aqui e até a próxima.



Sinopse: Isto é tudo o que sei sobre a França: Madeline, Amélie, Moulin Rouge. A Torre Eiffel e o Arco do Triunfo também, embora eu não saiba qual a verdadeira função de nenhum dos dois. Napoleão, Maria Antonieta e vários reis chamados Louis. Também não estou certa do que eles fizeram, mas acho que tem alguma coisa a ver com a Revolução Francesa, que tem algo a ver com a Queda da Bastilha. O museu de arte chama-se Louvre, tem o formato de uma pirâmide e a Mona Lisa vive lá junto com a estátua de uma mulher sem braços. E tem cafés e bistrôs – ou qualquer nome que eles dão a estes – em cada esquina... Não é que eu seja ingrata, quero dizer, é Paris. A Cidade Luz! A cidade mais romântica do mundo! Não sou imune a isso... É que isso só não parece muito comigo. (Anna Oliphant)


maio 21, 2017


Estou muito feliz em saber que a Rebeca gostou das minhas resenhas (aqui | aqui), e de estar tendo a oportunidade de escrever de novo para o blog dela.

Depois que o pacotinho cheio de amor chegou aqui em casa trazendo muitas surpresas e dois livros, eu já fui logo embarcando na leitura de Sociedade J.M. Barrie, da Barbara J. Zitwer, e publicado pela Novo Conceito, editora parceria do blog Papel Papel.

Foi uma leitura relativamente rápida (uma semana), e eu estou doida para compartilhar minhas opiniões, pois esse se tornou um daqueles livros com o qual temos uma relação de amor e ódio hehe.


Sinopse: Joey, uma arquiteta nova-iorquina que só pensa em trabalho, está em Cotswolds para supervisionar a restauração da majestosa mansão que inspirou J. M. Barrie a escrever Peter Pan.

Os moradores da região não foram exatamente receptivos e também havia um problema com o zelador da mansão, um homem que parecia determinado a arruinar os planos dela. Com essa situação, Joey logo começa a pensar que não conseguirá fazer nada certo neste projeto e também em sua vida até descobrir a Sociedade de Natação de Senhoras J. M. Barrie e começar a nadar com elas em sua Terra do Nunca particular.

Para Joey, conhecer Aggie, Gala, Meg, Viv e Lilia vai ser uma grande experiência de vida o começo de um relacionamento que vai transformá-la de uma maneira mais que extraordinária...


A vida secreta das senhoras da Terra do Nunca...

Mesmo eu sendo uma grande fã de clássicos, e meu livro favorito de todos ser um clássico da literatura inglesa (Alice no País das Maravilhas *-*), eu nunca li a obra original de Barrie, uma dívida que pretendo cumprir um dia. Mas, como fã assídua de contos de fadas e filmes da Disney, as animações acabam fazendo parte da minha infância, assim como filme de 2003. Tenho toda a história e sua moral como uma grande inspiração para a minha vida.

Ah, também sou uma apreciadora da magia, então sempre acabo buscando por isso nas minhas leituras. Infelizmente, não foi o caso desse livro. Eu teria adorado se a autora tivesse inserido mais referências ao livro original e até mesmo aos filmes, mas tudo isso acaba se perdendo no meio dos problemas emocionais pelo qual a protagonista está passando.


"As personagens engraçadas, briguentas e afetuosas do fabuloso mundo de Zitwer deixam todos nós tentados a pular e nadar num lago gelado. Amei este livro." (Cathy Woodman, escritora)

Quanto as "senhoras da terra do Nunca", assim que li a sinopse fiquei imaginando uma sociedade secreta, que se encontrava secretamente em algum lago afastado... cheguei até imaginar uma atmosfera de magia envolvendo fadas, estrelas e piratas... mas não é bem assim. Vou falar claramente: o livro é um jovem-adulto que trata, principalmente, das dúvidas de uma mulher de uns 30 anos quanto a sentimentos-relações-trabalho-amor-vida. Isso tudo me soou como uma crise de meia idade, e os outros assuntos que deveriam ter mais enfoque ficaram como detalhes.

Ah, eu também li MUITAS resenha negativas no Goodreads de britânicos criticando detalhes da cultura inglesa que estavam totalmente equivocados no livro, alegando que a autora não pesquisou nada direito na hora de escrever. Qual a minha opinião sobre isso? Bem, eu não sou ninguém para criticar um inglês que se sentiu ofendido por seus costumes terem sido "alterados", e nem tenho um conhecimento enorme sobre a cultura britânica, mas talvez tenha sido falta de uma pesquisa mesmo o.O


Mas eu não tenho só críticas. Por se passar na Inglaterra, tem todo um tom gélido e cinza no livro, e isso é algo quer amo! Consegui extrair boas lições envolvendo amizade da história, pois, mesmo que eu esperasse que fosse mais trabalhado, surge uma amizade muito bonita entre a Joey e as senhoras da Terra do Nunca. Posso resumir esse livro em sendo um quase-clichê que nos satisfaz, e deixa nossos corações quentinhos ao terminarmos a leitura.

Ah, uma música que eu acabei escutando bastante enquanto lia foi "Neverland", da Zendaya <3


Quanto a edição, a Novo Conceito fez um trabalho encantador em todos os quesitos. A capa é linda, com uma paleta de cores maravilhosa e uma imagem que me lembrou demais a cena do filme "O Lar das Crianças Peculiares" onde o Jacob e a Emma mergulham no mar. O título é em verniz localizado, e as páginas são amarelas e bem porosas *-*


Gostaram da resenha? E das fotos? Eu adoraria ler a opinião de você aqui no blog Rebeca, e saber se alguém se interessou pela leitura.

Obrigada por tudo, pessoal. {Luana Souza}
maio 18, 2017


Uma mansão no interior da Inglaterra. O desaparecimento de várias moças. Uma morte inexplicada em um jardim. Um livro insuspeito com códigos muito, muito suspeitos. Uma empregada idosa que se mantém fiel aos finados patrões. Um amor proibido. Um amor do passado. Duas mulheres que guardam segredos que podem destruir suas vidas... Não, não estou falando de um enredo de Agatha Christie – embora eu seja uma árdua leitora da Rainha do Crime e não tenha conseguido evitar a comparação – e sim de A Última Camélia, o último livro de Sarah Jio, jornalista e blogueira americana, autora de O Bangalô e Neve na Primavera, todos publicados pela Editora Novo Conceito.

Confesso que essa leitura me surpreendeu positivamente. A história é contada em narrativas alternadas entre o presente, pelo ponto de vista de Addison, uma paisagista residente em Nova York, e o passado, quando a jovem americana Flora aceitou um emprego de babá em uma mansão na Inglaterra. Apesar da distância temporal que as separa, ambas tem muito em comum: são apaixonadas por botânica e levam consigo um segredo que pode alterar suas vidas para sempre, bem como a vida das pessoas com quem convivem.

Flora trabalha na padaria com os pais e tem o sonho de estudar Botânica, mas vê seu anseio cada vez mais distante de ser realizado devido às dívidas dos pais. Certo dia é procurada por um homem misterioso que diz ter uma proposta que vai mudar a sua vida e garantir a segurança financeira de seus pais. Apavorada com a proposta, mas ao mesmo tempo sem ver outra opção, Flora embarca em um navio com destino à Inglaterra para trabalhar de babá em uma mansão. Durante a viagem conhece o jovem Desmond, um rapaz bonito e rico que vai despertar na jovem Flora sentimentos aos quais não imaginou conhecer algum dia. Ao chegar na mansão Livingston, Flora se depara com um grupo de crianças carentes e problemáticas, sofrendo a perda da mãe, a governanta misteriosa e rígida e um segredo vinculado ao seu que pode colocar em risco a sua própria vida.

Addison é casada com Rex, um escritor de ficção em busca de uma grande história. Os pais dele compram uma mansão no interior da Inglaterra e como se encontram em uma viagem à China, pedem ao filho e à nora para que fiquem na mansão por um tempo resolvendo pendências burocráticas da compra, viagem essa que Addison só aceita para fugir de alguém que a perturba com segredos do passado, que ela tenta fervorosamente manter longe de seu matrimônio. Ao chegarem na mansão Livingston, conhecem a senhora Dilloway, a governanta idosa que se recusa a parar de trabalhar na mansão aferrada a uma fidelidade sem precedentes pelos falecidos donos da casa. Enquanto explora a casa, nos momentos em que se vê sozinha, Addison se depara com um livro antigo escrito pela própria dona da mansão, lady Anna, cujo conteúdo pode ser a chave de misteriosos desaparecimentos ocorridos na cidade por volta de 1940.


O mistério que une essas duas vidas tão distintas, reside na descoberta de um raro exemplar de Camélia, que aparentemente só existe na mansão Livingston e cuja procura inicial remonta ao ano de 1803. Mas, por que essa flor causa tanta confusão em torno de si? Isso, eu não vou revelar, mas tenham certeza de que a solução para esse mistério está muito além da obviedade quando o descobrimos.

Sarah Jio consegue nos manter em um clima de ansiedade e envolvidos no suspense dessa história, da primeira à última página, sem nos decepcionar ao longo do caminho. O sofrimento pessoal de suas personagens é muito visceral e tocante, não tem como não torcer por elas, mesmo quando elas fazem algo errado – é um terrível paradoxo, eu sei!!! – porque ambas são vítimas de circunstâncias que estão além do seu controle. E a construção dos personagens secundários é brilhante. Não tem como não se apaixonar por Rex, um escritor apaixonado pela esposa e pela escrita, que torna tudo mais leve mesmo quando o assunto é denso. Assim como é impossível resistir às crianças Livingston, mesmo Katherine com toda a sua falsa arrogância e maturidade e ao travesso Abbot, que mesmo tão jovem se vê como o protetor dos irmãos. 

Outro ponto interessante sobre o enredo, é que a Sarah consegue transmitir um grande conhecimento sobre flores ao leitor de uma maneira muito prática e visual, tornando cada cenário um deslumbre para os sentidos, indo muito além no clima de mistério que permeia a história toda ao aliá-lo a tanta beleza natural.

Há muitos segredos nos jardins dessa mansão, especialmente no canto mais afastado, onde ficam as árvores das Camélias. Mas quem será capaz de resolvê-los? E quem será capaz de sobreviver à descoberta de tais segredos? Sugiro que você se acomode em um lugar confortável com uma xícara de café quentinho ao lado e embarque nessa aventura. Vai ser muito difícil de largar antes de chegar ao término de tantos segredos, eu garanto!!!

“A velha senhora não prestara atenção na camélia até aquela manhã, quando uma mancha rosada atraiu seu olhar. A flor do tamanho de um pires era muito mais magnífica do que ela poderia ter imaginado. Mais bonita do que qualquer rosa que ela já tivesse visto. Ela balançava na brisa da manhã com tamanha realeza que a velha senhora sentiu necessidade de fazer uma reverência em sua presença” (pg. 12).



Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, o último espécime de uma camélia rara, a Middlebury Pink, esconde mentiras e segredos em uma afastada propriedade rural inglesa.

Flora, uma jovem americana, é contratada por um misterioso homem para se infiltrar na Mansão Livingston e conseguir a flor cobiçada. Sua busca é iluminada por um amor e ameaçada pela descoberta de uma série de crimes.

Mais de meio século depois, a paisagista Addison passa a morar na mansão, agora de propriedade da família do marido dela. A paixão por mistérios é alimentada por um jardim de encantadoras camélias e um velho livro

No entanto, as páginas desse livro insinuam atos obscuros, engenhosamente escondidos. Se o perigo com o qual uma vez Flora fora confrontada continua vivo, será que Addison vai compartilhar do mesmo destino?

maio 14, 2017


Desintegrando a moral

“Connor ri, pois ninguém jamais fez essa pergunta de forma tão direta. Chega a ser um alívio falar sobre isso. 
- Tinha um cara... um sujeito bem durão. Ele tentou me matar uma vez, mas não conseguiu ir até o fim. De todo jeito, ele foi o último a ser fragmentado no Happy Jack. Eu deveria ser o próximo, mas foi aí que os batedores explodiram o Ferro-Velho. Perdi um braço e acordei com este. Pode acreditar, não foi escolha própria.
Starkey absorve a história e assente, sem julgar.
- Medalha de honra, cara – diz ele. – Exiba com orgulho.”

Nesta última semana, tive a oportunidade de ler Desintegrados, uma ficção científica distópica escrita por Neal Shusterman e publicado pela Editora Novo Conceito, seqüência do best-seller Fragmentados. A história se passa em um futuro próximo, após o final de uma guerra civil americana provocada por conflitos entre pró-vida e pró-abortos. Ambos os lados finalmente entram em um curioso consenso: nenhuma vida seria tirada desde a concepção até a idade de treze anos. Passado o período, haveria a possibilidade de submeter às crianças a um processo clínico bizarro denominado fragmentação (é exatamente isso que você está pensando: separar as partes do corpo e matê-lo ainda vivo).

A lei da fragmentação contém inúmeras condições, mas, basicamente, garante os pais se livrarem dos filhos sem o peso da responsabilidade parental, seja deixando a criança indesejada na porta de outra pessoa (caso denominado “cegonha”), o que tornaria a outra o novo responsável, ou, no caso de adolescentes problemáticos, cujos pais teriam a oportunidade de deixar o filho sob tutela de instituições promotoras de venda de órgãos. No segundo caso, o adolescente não é morto no processo. O fragmentado é mantido vivo nos Campos de Colheita quanto tempo necessário. Segundo a “lógica” da lei, se ele ainda estivesse vivo nos outros corpos, logo, as pessoas favoráveis à vida não teriam do que se queixar. Porém, existe um grupo insurgente denominado denomina RAD (Resistência Antidivisional). A ordem de teor revolucionário acolhe fragmentários desertores para mantê-los a salvo até seus dezoito anos.

A narrativa começa com a fuga de Starkey, um jovem problemático que se alista no grupo de resistência. Sua personalidade impulsiva e capacidade natural de liderança o fazem entrar em conflito com Connor, herói fugitivo de um dos campos de colheita considerado morto, e um dos protagonistas do primeiro livro da série. Enquanto Connor quer confrontar o sistema de fragmentação através de estratégias, Starkey defende uma abordagem agressiva pelo terrorismo. 

Outra personagem que considerei bem interessante da série foi Miracolina. Adolescente preparada desde nascença para ser tributada como dízimo por seus pais, devido a motivos religiosos. Todavia, para mim, Cam é a personagem mais intrigante. É a primeira criatura composta por vários pedaços vivos de seres humanos, incluindo o cérebro, formando assim uma espécie de monstro do livro “Frankenstein”. 

“A escola é enorme, então, mesmo que dízimos não sejam comuns na vizinhança, há outros quatro, todos vestidos de branco como ela. Antes, havia seis, mas os dois mais velhos já se foram. Os dízimos restantes são seus amigos verdadeiros. São aqueles a quem ela sente a necessidade de dizer adeus.”

“- Não – diz Risa. – Não te acho medonho. É só que não consigo te entender. É como olhar para Picasso e tentar decidir se a mulher na pintura é feia ou bonita. Você não sabe, mas não consegue parar de olhar.
Cam sorri.
- Você me vê como arte. Gosto disso.”

Entre os problemas éticos abordados em meio a uma narrativa dinâmica, a história possui variados focos, incluindo personagens não tão importantes para o enredo como pais ou um simples guarda do portão, técnica que Shusterman utiliza muito bem em momentos de suspense. Apesar de eu não ter lido o primeiro livro da série, neste encontrei todas as informações necessárias sem que me perdesse no enredo, e ainda me senti motivado ler os outros. Um elemento que achei bastante criativo são os anúncios do programa de fragmentação ao longo do texto. São fragmentos destacados, sem ligação direta com a narrativa, que reforçam a ambientação, dando a impressão de ironia bastante ácida. 

“Quando perdi meu emprego, as contas e as dividas começaram a se acumular e eu não sabia o que fazer. Não achei que houvesse um jeito de sustentar minha família. Cheguei a pensar em ir até uma unidade de colheita no exterior e me dividir no mercado negro para pagar as despesas da minha família, mas o mercado negro me assustava. Bom, pelo menos há uma proposta em votação para legalizar a fragmentação voluntária de adultos – algo que daria à minha família dinheiro o suficiente para sobreviver. Imagina só! Eu poderia entrar no estado dividido com paz de espírito, sabendo que minha família ficaria confortável – e, ao legalizar isso, seria o fim da linha para os fragmentadores do mercado negro. Vote sim na Proposta 58! Ajude as famílias como a minha e dê um fim à pirataria de órgãos!”

Por fim, Desintegrados me fez pensar bastante nas considerações modernas a respeito da vida. Mediante ao laborioso esforço que foi deixarmos de ser meras bestas, refletir no quanto nossa realidade tem de semelhanças com essa ficção é algo que pode ser aterrador para o leitor mais consciente dos fundamentos originais do direito natural à vida. Assim como no romance de Shusterman, é evidente que no nosso mundo existam grupos políticos que não medem esforços para, através de propagandas e influência de entretenimento artístico, relativizar a vida e reduzi-la ao preço de uma peça vendida no supermercado. Apesar de ser uma ficção, é capaz de chamar a atenção para algo tão sério. A chave de entendimento talvez seja justamente o absurdo, também observado em obras como 1984 e Admirável Mundo Novo. Aconselho veementemente a leitura.




Desintegrados - Neal Shusterman

A Fragmentação tornou-se um grande negócio com poderosos interesses políticos e corporativos em jogo. O governo não quer apenas continuar com ela, como também expandi-la.

Cam foi feito inteiramente com as melhores partes de fragmentados e, tecnicamente, ele é um garoto que não existe. Um verdadeiro
Frankstein do futuro, que luta para encontrar sua identidade e se questiona se um ser como ele pode ter alma.

Quando as ações de um sádico caçador de recompensas ameaçam a causa de Connor, Lev e Risa, o destino de um deles é ligado ao de Cam.

A aguardada sequência de Fragmentados desafia a suposição de onde começa e termina a vida e o que realmente significa viver.