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fevereiro 05, 2017

No post de hoje, Bruno, Jonatas, Rafa, Rebeca e Regiane compartilham dicas de leituras e passeios. Confira o post #16 da série Uma semana e(m) um dia :)


Bruno

Comecei essa semana a leitura do livro Cat's Cradle, de Kurt Vonnegut, que ganhou sua edição em Português pela Editora Record como "Cama de Gato". Pensei em fazer uma resenha para ele após finalizar a leitura, entretanto, descobri que a ultima edição nacional foi lançada em 1993 pela Record (a edição que tenho é da Penguin/Uk lançada em 2011). Não que me importe em ler edições antigas, confesso que mesmo sem saber explicar tenho certo fascínio por edições antigas de livros, entretanto, quanto mais recente é sua publicação, fica mais fácil de se encontrar um exemplar e informações sobre o livro. 

Lembro-me de uma vez quando estava procurando pelas livrarias e sebos de Curitiba por qualquer edição de Horizonte Perdido (Lost Horizon - James Hilton, 1933) e só consegui achar uma edição da Abril Cultural de 1980. Como disse, nenhum problema se o livro fosse pra mim mas, como era um presente, tive que explicar para a pessoa que não pude encontrar uma edição mais nova. Enfim, existem centenas de livros magníficos que merecem reedições, enquanto isso, nos aventuremos nos sebos e sites por aí.



Jonatas 

Perambulei nesta última semana pela orla, principalmente por Copacabana e Ipanema, e tendo dizer que há nas ilhas, no céu, no mar e na vegetação ao longo da costa algo além de um discurso insistente de propaganda turística (quase folclórica) sobre a cidade do Rio de Janeiro.

Não conseguiria dizer esse algo mesmo que minha vida dependesse disso. Digo apenas que sempre ao passar em frente ao mar, especificamente o mar da baía, e ao ver o gigante deitado com os pés de pão-de-açúcar despontando ao sul, e sua cabeça de pedra da Gávea assentada ao norte, algo naquela natureza me conforta e mostra algo muito além do que a gente vê nos comerciais de turismo. Ela me revela que há uma beleza permanente e escondida que talvez só uma criança seja capaz de descrever enquanto brinca ao final da tarde sobre a pedra do Arpoador. Um consolo que nem mil dias de Carnaval irá expressar. Algo que você só poderá ver com seus próprios olhos.



Rafa

Domingo passado fui ao Shopping Total assistir Minha mãe é uma peça 2 com a minha tia lá em Porto Alegre. Mas o que mais me chamou a atenção foi a arquitetura do shopping e sua história.

O Shopping Total foi uma fabrica de cerveja há muitos anos, até que faliu, e aí a transformaram em um shopping. Adorei o passeio, pois você pode aproveitar para fazer compras, curtir as comidinhas e a linda arquitetura do prédio.

Recomendo pra você que quer conhecer algum lugar legal em Porto Alegre. Porque shopping também é cultura, né gente! :D



Rebeca

Hola! Se você é da geração portunhol como eu, provavelmente partilha deste sentimento de que a língua inglesa, por exemplo, parece um idioma de compreensão "mais fácil", já que desde sempre estivemos expostos à língua e seus inúmeros sotaques em letras de músicas, livros da Penguin e seriados favoritos.

Esta forma de "aprender com cultura e entretenimento" deveria ser um hábito de todo mundo que pretende desenvolver um novo idioma, porém, em momentos de desespero preciso-aprender-o-quanto-antes, resta-nos recorrer aos diálogos que já sabemos de cor e compará-los com o idioma estrangeiro, ou então investir em edições bilíngues, ou ainda curtir um semestre ou cinco em um curso intensivão aos sábados pela manhã.

No momento, estou na fase dos livros bilíngues mas, pessoa idosa que sou, não dispenso um bom caderno, sala de aula e livro, e não vejo a hora de arrumar grana pra estudar o idioma de Cervantes (sim, com todo respeito aos hermanos dos países vizinhos, mas quero mesmo é aprender um pouco do espanhol-da-Espanha, e quem sabe alguns de seus dialetos). Mais um item pra wishlist de 2017! <3 Foco, força, fé e vambora! 



Regiane

"Todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite", já dizia a música do Cidade Negra, e que pontua nossa vida social desorganizada (a vida após os 30 não fica nem um pouco mais tranquila ou ordenada - risos - já desisti de fazer planos com antecedência, vou seguindo a maré). E às vezes nossa espera não é em vão!

Ontem à noite, quando achei que o fim do dia se resumiria a passar roupa enquanto assistia à TV, recebi um convite de última hora para ir a um rodízio de comida japonesa. Confesso que tive um minuto de hesitação, mas que foi rapidamente substituído pela pergunta: "e porque não?". Assim sendo, tomada de energia e vigor, passei a noite saboreando iguarias da culinária do Japão (com exceção dos pratos que contém camarão, ao qual tenho alergia - uma pena, eu adoro camarão) e na companhia de amigos muito especiais, que me acolheram com muito carinho desde que tive que vir morar nessa cidade. 

É, acho que expectativas de vez em quando no sábado à noite, ou em qualquer outro dia, fazem bem. Vai que o Universo conspira e elas acabam sendo satisfeitas?

Uma linda semana para todos nós!!!
Beijinhos
<3
janeiro 22, 2017



Bruno

Consegui alguns dias livres do trabalho e parti para o interior de São Paulo visitar minha família. 

Pela proximidade com a capital, aproveitei para turistar um pouco, por mais que eu já conheça bem a capital. Decidi ir a locais que ainda não tinha ido, além é claro de bater ponto no Masp e na Liberdade, afinal, visitar São Paulo sem ir aos dois perde um pouco do sentido. 

Apesar da aparente sensação de abandono, o Jockey Club de São Paulo, em Cidade Jardim, ainda é um local muito gostoso de ir. Foi minha primeira visita ao local e, por estar habituado a ir ao Jockey Club da Gávea no Rio (comentei sobre esta visita no post #5 da série), não poderia deixar de prestigiar o Turfe paulista, numa tarde gostosa em um local com muita história.



Jonatas

Esta semana começou grave, percorreu breve e terminou bem leve há pouco mais de dez minutos. Não tive tempo para ler, ver filmes ou sair devido a um trabalho intenso de entregas e escrita ininterrupta. Durante as entregas posso até dizer que li cinquenta páginas de O Hobbit, de J. R. R. Tolkien (– muito obrigado, Rebeca!). Em breve escreverei uma resenha sobre ele, inclusive. Quanto à escrita, não posso dizer nada além de “sorvete de constelação de cetáceo” e “será que dá pra cair morto de tanto escrever?” 

Já que a semana parece ter durado menos que um dia, a este resumo fajuto adiciono um mistério. Na verdade é um mistério até para mim porque nunca li Deuses Americanos (EDIÇÃO PRFERIDA DO AUTOR, editora Intrínseca), de Neil Gaiman. Recebi no início da semana e só li a apresentação. Não tenho a menor intenção de saber sobre a história agora, porque quero saborear cada surpresa.

Descobri apenas que Gaiman percorreu boa parte dos Estados Unidos de carro e fez o máximo para escrever principalmente sobre os lugares por onde passou. Descobri também que “ninguém aprende a escrever romances,” como disse Gene Wolfe, seu amigo, “nós só aprendemos a escrever o romance em que estamos trabalhando.” Foi um ótimo início para mim. Ademais, daqui a algumas semanas vocês poderão saber como foi toda leitura através das resenhas que vou escrever para este blog e para o Nerd Geek Feelings.

P. S.: Sobre a pergunta no início, é sério. Se puder alguém me responda se dá pra morrer de tanto escrever.



Rafa

Minha semana em um dia. Bem, foi difícil escolher algo pra dizer, mas decidi pelo incrível A garota no trem. Assisti o filme na quinta feira e me apaixonei!

É um filme com muita tensão, que mexe com o psicológico da gente. Me peguei vidrada nele e na personagem Rachel, castigada por ser considerada uma bêbada inveterada que fez com que seu casamento acabasse. Mas, como nem tudo que parece é, fique de olho na história desse filme eletrizante (e que me fez perder o sono)!

Com mistério e suspense, é um filme perfeito para o domingo. Espero que gostem!!

Confira a sinopse do livro publicado pela Editora Record: Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas.

Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Jason –, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida.

Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos. 

Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A garota no trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado.



Rebeca

Pensamento randômico do dia:

- Não consigo trocar meus cds pelo Spotify. Não rola. Gosto de manter essa pilha de lembranças empoeiradas ali na estante, ao alcance da escuta e da minha nostalgia. Ainda mais agora, lendo o 30 e poucos anos e uma máquina do tempo, que tem tudo a ver com este sentimento antigo de quem guarda no bolso os anos noventa e outros tantos onde tenhamos sido felizes. Ou mesmo infelizes, porque o que importa é a forma como estes sentimentos ainda falam conosco e despertam alguma intensidade em nossas vidas hoje, mesmo que de forma puramente literária, ou confessional mesmo, enfim. 

Bom, e pra falar das canções que eu ouvia antigamente, vou deixar uma pequena playlist aqui pra vocês. Sem ordem de banda ou música favorita, apenas algumas canções que eu gostei de ouvir novamente hoje (e que não necessariamente pertencem aos cds da foto) e que eu espero que vocês também curtam relembrar, ou conhecer agora pela primeira vez.

Duncan Sheik - Barely Breathing
Hootie and the Blowfish - Let her cry
Collective Soul - December
Dishwalla - Counting Blue Cars
Spacehog - In the meantime
Bush - Glycerine

janeiro 15, 2017

Uma semana e(m) um dia, episódio 13. No post de hoje, Jonatas, Rebeca e Regiane compartilham sugestões de filmes e livros. 


Jonatas


Esta semana assisti a uma animação bastante citada em diversas listas de melhores animes recentemente. É a ficção científica romântica Kimi no na wa (Your name), dirigido por Makoto Shikai, que já conhecia pelo premiado 5 centímetros por segundo. 

Kimi no na wa conta a história de Mitsuha, uma colegial que vive na provinciana Itomori, e Taki, um rapaz do ensino médio que vive em Tóquio. Por um motivo misterioso, quando um dos adolescentes dorme, é transferido par ao corpo do outro. A princípio, ambos se comunicam apenas por mensagem, mas conforme ficam íntimos, o que era apenas um estranho acidente, torna-se o início de um romance impossível. 

A história também remente à lenda chinesa chamada “Akai Ito”, uma versão oriental para o conhecido mito das almas gêmeas, mas que, no caso, são ligadas por fios vermelhos invisíveis.

A causa do estranho fenômeno parece ter ligação com a passagem de um meteoro milenar, que também é prenúncio de uma grande tragédia para a cidade de Itomori. Então, já adianto a você: apesar de romântico, Kimi no na wa consegue ser bastante intenso. 

Eu ia cometer a tolice de comparar com Donnie Darko, devido ao clima de paradoxo temporal, mas não, não chega a tanto. Kimi no na wa tem o enredo bem parecido com o de A Casa do Lago (2006) – baseado em Siworae (2000), por também abordar o tema “amores que são impossíveis pela distância do tempo”. E se você gostou de A Casa do Lago, é bem possível que o anime também agrade

Espero que também se divirta com essa inusitada ficção científica romântica e desejo a você um ótimo filme.


Rebeca


Como domingo é o dia da retrospectiva, um dos recebidos da semana foi o A Passagem Secreta - leitura política e filosófica de Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho, do autor Pedro Braga, publicado pela Chiado Editora. Sobre o livro: "Pedro Braga, neste livro, deixa-se contagiar por esse clima lúdico e propõe uma leitura não só política, mas também filosófica. Ou autor propõe também ousadas possibilidades de interpretação, com fundamento na lógica e na matemática. Livro sério sem ser sisudo, escrito em um tom de quem faz o (ou participa do) jogo carrolliniano, e pretende desvendar o que se esconde por trás do espelho do País das Maravilhas". Toda curiosidade, admito! :)

Aproveitando este minuto de flashback, preciso dizer que estou AMANDO este tênis branco da Moleca, que finalmente encontrei numa promoção de fim de ano aqui no Rio <3 É um dos calçados mais confortáveis que já tive, sério.

Coisa curiosa foi ter recebido também nestes dias o 30 e poucos anos e uma máquina do tempo, um lançamento da Rocco que promete ser uma mistura de Alta Fidelidade com De volta pro futuro - e pelo pouco que folheei da história, posso dizer que parece mesmo :) Aliás, esta ideia de voltar ao tempo para realizar um sonho, e não para corrigir uma falha em nossos relacionamentos, é realmente um diferencial para a história, ainda mais se você curte o cenário musical alternativo dos anos 90 pra trás, ou se no peito bate aquela saudade "de tudo aquilo que não viu", como diria Renato Russo na música Índios.




Regiane

"Maribeth Klein estava trabalhando até tarde, à espera da conclusão das provas finais da edição de dezembro, quando infartou.

Aquelas primeiras pontadas no peito, porém, pareceram mais aflição que dor, e ela não pensou imediatamente em coração. Pensou em indigestão, provocada pela comida chinesa gordurosa que devorou, à própria mesa, uma hora antes. Pensou em ansiedade, provocada pelo tamanho da lista de afazeres para o dia seguinte. Pensou em irritação, provocada pela conversa com o marido, Jason, que mais cedo, quando ela telefonou, dava uma festinha com Oscar e Liv, apesar das reclamações do vizinho de baixo, Earl Jablonski, e ainda que manter os gêmeos acordados depois das oito aumentasse a probabilidade de um deles acordar no meio da noite (e de acordar Maribeth também).

Mas não pensou no coração. Maribeth tinha 44 anos. Sobrecarregada e extenuada, mas mostre a ela uma mãe que trabalha fora que não o seja. Além disso, Maribeth Klein era o tipo de mulher que, quando ouvia um estampido, não pensava em tiro. Pensava que alguém havia deixado a TV alta demais." (Trecho de Quando eu parti, de Gayle Forman)

Por aqui, a semana também permanece agitada, com muitos acontecimentos e pouco tempo pra colocar as coisas em dia. Então, também quero mostrar pra vocês alguns dos livros que recebi, e que espero fazer uma resenha muito em breve:

Quando eu parti, de Gayle Forman, lançado pela Record

Sinopse:  Primeiro romance adulto da consagrada autora de Se eu ficar, que ganhou as telas de cinema.

Quando um coração falha, não é apenas o corpo que trai. Mas sonhos desfeitos, amores não vividos, destinos cruzados. Maribeth Klein tem a própria cota de problemas: do marido omisso até a chefe e ”ex-amiga” Elizabeth, passando pelos gêmeos superativos. Ela está sempre tão ocupada que mal percebe um ataque cardíaco. Depois de uma complicação inesperada no procedimento cirúrgico, Maribeth começa a questionar os rumos que sua vida tomou e faz o impensável: vai embora de casa. Longe das exigências do marido, filhos e carreira, e com a ajuda de novos amigos, ela finalmente é capaz de enfrentar o passado e os segredos que guarda até de si mesma.

A Teoria de Tudo, de Jane Hawking, publicado pela Editora Gente. Sinopse: Quando Jane conhece Stephen, percebe que está entrando para uma família que é pelo menos diferente. Com grande sede de conhecimento, os Hawking possuíam o hábito de levar material de leitura para o jantar, ir a óperas e concertos e estimular o brilhantismo em seus filhos – entre eles aquele que seria conhecido como um dos maiores gênios da humanidade, Stephen.

Descubra a história por trás de Stephen Hawking, cientista e autor de sucessos como Uma breve história do tempo, que já vendeu mais de 25 milhões de exemplares. Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica aos 21 anos, enquanto conhecia a jovem tímida Jane, Hawking superou todas as expectativas dos médicos sobre suas chances de sobrevivência a partir da perseverança de sua mulher. Mesmo ao descobrir que a condição de Stephen apenas pioraria, Jane seguiu firme na decisão de compartilhar a vida com aquele que havia lhe encantado. Ao contar uma trajetória de 25 anos de casamento e três filhos, ela mostra uma história universal e tocante, narrada sob um ponto de vista único.

Boa semana pra vocês, amigos! Até breve!!!

novembro 22, 2016

http://blog.jilliantamaki.com/2011/03/penguin-threads-deluxe-classics/

Sempre que uma história é adaptada para o cinema, além da treta do debate Livro versus Filme: qual o melhor?, a gente também se estressa se interessa pela forma como estas histórias serão novamente publicadas: se em edições de colecionador, boxes, ou em tiragens contendo o poster oficial do filme no lugar da capa original, por exemplo. De algum modo, esta nova e nem sempre temporária identidade dos livros é um debate que atrai não apenas designers, mas todo leitor com alma de colecionador que não sossega enquanto não ocupar a estante com todas as tiragens possíveis de seu livro preferido.

Pensando nesta relação livro-filme, impossível não lembrar de Jojo Moyes e John Green, não é mesmo? Afinal, como lidar com as 9328374 versões de Quem é você, Alasca?, assim como as (bruscas) variações capas da Jojo publicadas recentemente pela Intrínseca?
 

Tudo bem, colecionar não deve ser um fardo, e sim um hábito divertido, e de longe uma questão 'filosófica', concordo. Mas confesso que uma nova edição te induz a pensar que "tem algo mais ali", e não é o que acontece: pouca ou mesma tradução, nenhum encarte ou extras, a tal novidade se resume a uma capa melhorada (ou, como também acontece, mais feia) mesmo.

Bom, tudo isso pra dizer que esta "pesquisa sobre as capas" começou com a imagem que ilustra o início deste post, Emma, em versão bordado, produzida pela artista Jillian Tamaki que, em 2011, foi comissionada pela Penguin para realizar um trabalho de capa em alguns de seus títulos, incluindo Jane Austen, cujas obras, inclusive, por há muito serem consideradas clássicas, certamente passam por constantes revisões e traduções, e claro, novas capas, tiragens e edições...

E daí o infinito ciclo de "inquietações de colecionador" de nossa conversa apenas recomeça. Risos.


Mas voltando ao tema da "reinvenção" editorial, vez por outra encontro o trabalho de diversos criativos que, comissionados ou não, recriam capas de livros, discos, filmes e demais produtos culturais. Por ora, falarei apenas dos livros, apresentando algumas recriações de capas que eu gostaria muito de ver nas livrarias, e claro, em minhas prateleiras:



Moby Dick, do ilustrador Ryan Hartley SmithO Velho e o Mar, da ilustradora Kirsten Sims



As Viagens de Gulliver, da ilustradora Naomi Siloman | Anna Karenina, da ilustradora Karolin



Dracula, do ilustrador Steve St. Pierre |  Cem anos de solidão, da ilustradora Margarita Stchetinskaya


Aliás, esta belíssima capa para Cem Anos de Solidão é parte de um projeto de exposição que conta com o trabalho de outros 99 ilustradores e artistas, todos recriando capas para obras clássicas da literatura. Vale conferir!


E você, tem alguma sugestão de link pra compartilhar com a gente? Conhece algum artista brasileiro que seja também fissurado por ilustração e livros? :)