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março 12, 2017


Bruno

Acho que nunca falei aqui sobre um dos meus hobbies favoritos: colecionar discos. Não vou entrar na parte técnica dos motivos que me fazem preferir o som analógico ao digital, nem vou mentir e dizer que é barato, mas recomendo sempre àqueles que tiverem a oportunidade de ouvir um bom disco de vez em quando. Toda a experiência é maravilhosa, pois além de você poder tocar fisicamente em um álbum que você adora, mas normalmente só tem contato por uma tela no spotify, os trabalhos gráficos de cada capa se sobressaem, e você pode ver os detalhes de uma maneira muito melhor, além é claro de apreciar contra-capas e posteres que podem estar presentes no álbum. Se você acha que isso é um hobby que se prende ao passado, atualize-se, o mercado de vinis teve um ressurgimento nos últimos anos, e há uma grande chance do seu artista favorito ter lançado uma versão em vinil do último álbum dele, em edições muito caprichadas e especiais. Concluo aqui mostrando quatro dos meus discos favoritos da minha coleção pessoal: Million Mile Reflections (Charlie Daniels Band), De Stijl (The White Stripes), After The Gold Rush (Neil Young) e uma belíssima edição japonesa do Night in the Ruts (Aerosmith).



Jonatas

Não sei se é normal para você, mas, para mim, filmes e livros estranhos costumam aparecer o tempo todo. Esta semana abri acidentalmente a janela de um site sobre animação japonesa e me deparei com a curtíssima série de seis episódios chamada O diário de Tortov Roddle (Japão, 2003 - Aru Tabibito no nikki). A obra narra a viagem de Tortov, um sujeito alto de cartola que o deixa mais alto ainda, acompanhado por uma espécie de porco com patas longas que o transporta pelas misteriosas terras do norte. Cada episódio independente se desenrola de maneira surreal, bem ao estilo do artista francês Moebius, nos quais você poderá vislumbrar desde cidades sobre sapos gigantes a coelhos enfileirados pegando carona em um bonde atolado no deserto em direção ao luar (por sinal, essa é uma interpretação pessoal. O ambiente onírico não me permite afirmar precisamente o que aconteceu). 

A direção é de Kunio Kato, que descobri ser vencedor do Oscar de melhor curta por A Casa em Cubinhos (2008), o que só reafirmou o motivo da qualidade da série. Mesmo para aqueles que não gostem muito de arte um pouco alternativa valerá a pena conferir. Afinal, é sempre bom respirar novos ares e novas artes.

Espero que goste! Até a próxima semana!



Rebeca

O que dizer de Logan? Por mais que a indústria do cinema tenha cada vez mais esta necessidade de "resignificar" seus heróis (ou seja, aniquilando sua história e características, transformando-os no oposto do que sempre foram, por exemplo), a franquia Hugh-Wolverine-Jackman tem como desfecho uma óbvia (porém necessária) alegoria: a de que o humano e o mutante não são indestrutíveis, e que tanto seus corpos como seus destinos podem a qualquer momento trair-nos, ou simplesmente revelar uma verdade que não quiséramos antes ouvir.

Apesar de Logan ser retratado como um herói decadente (e pra mim fica impossível não ler este fato como mais uma tentativa de reescrever os ideais e gostos e símbolos de toda uma geração), foi preciso esta consciência de finitude para aproximá-lo do real, por mais que esta mesma realidade seja o ponto final de sua história.

Taí um grande filme! Com ou sem spoilers, vale assistir!



Regiane

Quando eu era criança, sempre imaginava como seria minha vida até os 25 anos de idade, nunca depois disso, como se o conceito de envelhecer não existisse de fato em tão tenra época. Hoje, alguns anos após meus 25 (que saudades deles!!!), olho para a pequena Gih e me sinto triste por ela, pois nenhum dos seus sonhos foi realizado. Nada do que ela planejou aconteceu até os 25, nem aos 26, nem aos 30... Mas, acho que ela estaria feliz em conhecer a jovem mulher que se tornou, apesar de todos os contratempos e dureza da vida. 

Não vou bancar a vítima aqui e fazer vocês chorarem com a triste história da minha vida, afinal, tenho certeza de que cada um de vocês tem também sua parcela de obstáculos a serem vencidos. É só que nessa semana, em que completei mais um aniversário, pensei na pequena Gih tão cheia de planos e objetivos, que não foram concretizados, não por falta de esforço da sua parte ou porque acabou se desiludindo (embora, algumas desilusões tenham sim chegado), mas simplesmente porque a sua jornada não lhe proporcionou as oportunidades necessárias... E aí, ela teve que agarrar às oportunidades que surgiram e transformar o que tinha em mãos nos seus sonhos. 

Essa capacidade de adaptação e renovação é o que deixaria a pequena Gih orgulhosa de mim. Não é a toa que alguns amigos próximos dizem que a Phoenix é o animal que mais me representa, e eu concordo, pois sua lenda tem tudo a ver com minha própria história.

Mas, se eu tivesse a oportunidade, gostaria de dizer à pequena Gih que muito dela ainda permanece aqui, vivo, intenso e real... Que os seus sonhos podem não ter se realizado, mas a sua capacidade de sonhar e desejar o melhor para si e para os outros ainda é a mesma. Que a sua força e convicção sempre ressurgem quando o peso sobre os meus ombros parece demais para eu carregar sozinha, reavivando o meu ânimo e me ajudando a dar mais alguns passos. Que a parte mais bonita de sua personalidade tem adoçado o meu lado mais azedo, me tornando menos cínica e cética, ainda que toda vez que isso aconteça nosso coração acabe um pouco mais fissurado por se deixar machucar por quem não nos entende, mas a gente aprendeu muito cedo a remendá-lo e a seguir em frente, mesmo doendo, um passo de cada vez, um dia de cada vez, um suspiro de cada vez. 

A passagem do tempo, ainda que fiquemos de olho no calendário diariamente, sempre nos surpreende, como se os dias tivessem transcorrido enquanto piscamos/sonhamos. Mas não é surpresa nenhuma que a gente olhe para trás e busque em quem fomos, um sinal de qual caminho devemos seguir a partir de agora, desse novo ciclo, dessa nova caminhada.

Também não é surpresa olhar para trás e agradecer por quem fomos, afinal, sem eles, sem essa pequena parte nossa do passado, não seríamos nós mesmos nos dias de hoje. E eu tenho muito a agradecer!!!

Feliz Aniversário para mim e para todos que começaram mais uma jornada nesse lindo mês de Março.

Até semana que vem!!!
Beijo, beijo!!!
fevereiro 27, 2017

É Carnaval e a gente tá como?!


Risos. No post de hoje, Jonatas, Rafa, Rebeca e Regiane compartilham dicas de leitura, estudos e filmes. Confira :)


Jonatas

Estou sem PC, então, infelizmente falarei menos do que o justo a respeito de O oceano no fim do caminho, de Neil Gaiman. Esta semana descobri que não havia perdido minha edição, e pude rememorar uma das minhas histórias favoritas. Trata-se das lembranças de um homem que, depois de um funeral,  retorna à casa em que passou a infância, na Inglaterra. Há décadas não pensava naquele tempo, e em Lettie, a estranha menina que vivia com a mãe e avó, e  dizia que o lago nos fundos da fazenda na verdade era um oceano de onde viera um povo antigo. 

O oceano no fim do caminho é uma narrativa leve e fabulosa. Creio que a maioria de vocês irão gostar e, quem sabe, também descubram o confortável segredo de um oceano inteiro que cabe em uma gota de água doce. 

Até a próxima! 



Rafa

Gente, carnaval taí e eu vim pra minha terrinha querida Alegrete/RS! Aproveitando para rever amigos, família e claro, passear um pouco! Dentre os passeios, resolvi passar na locadora (sim, ainda alugo filmes!) e ver o que tinha de bom. Entre tantos filmes, escolhi o Zootopia, que eu já conhecia, mas vale a pena ser revisto várias vezes, porque é muito legal, principalmente a história de superação dos personagens (no caso, da coelhinha), é incrível, e nos traz uma lição valiosa mesmo! Sim, sou meio criançona mesmo, adoro desenho, e ainda fico rindo q nem idiota na frente da tv! :D Mas afinal, quem de nós é adulto totalmente? :)

Essa foi a minha dica do Uma semana e(m) um dia!! Até a próxima, e em breve com algumas fotinhos da minha cidade! Bjss




Rebeca

Aquele instante em que você se dá conta de que sua série favorita foi ao ar pela primeira vez há quase vinte anos e que mesmo hoje, duas décadas após, você ainda se lembra de muitas cenas e de muitos dos sentimentos que nos acompanhavam em cada capítulo.

Hoje, graças ao wikipedia e aos serviços de streaming (e claro, ao box de dvd com toda a série que eu ainda não encontrei mas que a sortuda da Regiane felizmente comprou por aí rs), conseguimos revisitar nosso passado de uma forma um tanto catalogada, pulando cenas, selecionando histórias, e revivendo cada dor e alegria conforme nossa disposição aqui no presente.

Se é uma forma ainda mágica de "enxergar" como éramos há duas décadas, eu não sei, mas que este refrão da Paula Cole na season 1 da série soa ainda quase como um teletransporte, ahhhh, com toda certeza!

I don't want to wait for our lives to be over
Will it be yes or will it be sorry?

Paula Cole - I Don't Want To Wait 


Regiane

Muitas vezes durante a vida adulta, olhamos ao redor e observamos a jornada dos que nos rodeiam, e temos a sensação de que a "vida" de todo mundo está caminhando, e a nossa não. Talvez seja um sentimento geral, ao menos quando converso com pessoas da minha faixa etária, essa é uma queixa em comum.

Nossas opções são lamentar eternamente o fato, enchendo o ouvido dos amigos, ou tentar resolver e procurar uma mudança.

Aproveitando o início do ano, aniversário chegando e a impaciência reinando, resolvi tomar providências urgentes e comecei um curso de Revisão e Preparação de Texto oferecido pela Universidade do Livro da UNESP. Fazer parte do mundo editorial de maneira formal sempre foi um desejo que eu não vejo mais porque adiar, e acredito que é exatamente o que eu preciso nesse momento para impulsionar a minha vida a um novo patamar.

E vocês, o que os tem movido ultimamente? Contem pra gente ;) Boa semana, beijo, beijo!!!
fevereiro 19, 2017



Bruno 

Acho que nunca falamos deste assunto por aqui, mas minha "dica da semana" é o Goodreads, um site fundado há mais de uma década e que funciona como uma rede social que conecta leitores a outros leitores e a um extenso banco de dados de livros. Confesso que não interajo muito com os leitores, pois utilizo mais o site para catalogar novos livros e organizar os que li e desejo ler.

O site é organizado em "prateleiras" que facilitam muito a vida do leitor, e também listas baseadas em seus gêneros favoritos, onde muito provavelmente você vai encontrar o livro que está lendo, e também os da wishlist. O site também conta com quizzes e desafios. O livro Harry Potter and the Cursed Child já foi eleito pelos leitores do site como uma das melhores publicações ano.



Jonatas 

Depois de toda nostalgia proporcionada pela leitura de O Hobbit, resolvi continuar minha viagem no tempo e assisti, nesta semana, a uma animação japonesa que gostei muito quando era adolescente. Trata-se de Eu posso ouvir o Oceano (Umi ga Kikoeru, 1993), também conhecida como Ocean Waves, originalmente produzida pelos estúdios Ghibli para a TV, dirigida por Tomomi Mochizuki, e baseada no romance homônimo de Saeko Himuro.

A história se passa na cidade de Kochi, na ilha japonesa de Shikoku, e retrata o triângulo amoroso entre dois melhores amigos (o protagonista Taku Morisaki, esperto, prático e trabalhador, e Yukata Matsuno, um rapaz de personalidade forte) e uma aluna transferida para a escola (Rikako Muto, estudiosa exemplar e um tanto temperamental). Apesar das brigas, insultos e desenganos já esperados em dramas amorosos, o desenvolvimento é leve, sem grandes cargas melodramáticas comuns do gênero. O cotidiano familiar e escolar é retratado de maneira lúcida, e, o que considero o melhor da obra, a psicologia dos personagens é muito bem desenvolvida, representando com doçura e suavidade a oscilação de certezas e incertezas da adolescência.

É bom assistir com bastante atenção na passagem de tempo, pois a narrativa é fragmentada em lembranças e flashbacks, o que pode confundir os mais acostumados com narrativas lineares.

Creio que esta animação seja ideal para aqueles que procuram uma obra que privilegie o valor das coisas mais simples e das emoções mais tênues. Espero que gostem desta dica e até a próxima semana!




Rebeca

People living their lives for you on TV
They say they're better than you and you agree


(Jewel - Who will save your soul)

Sempre tive o hábito de procurar vídeos recentes de músicos e bandas que no passado eu curtia muito, especialmente daqueles ícones que hoje "não existem mais", ou que sobrevivem em uma cena artística digamos "fora de cena". Para o assunto não ficar extenso, quero fazer um comentário a respeito do trabalho de algumas artistas mulheres que (não nos cabe dizer se por vontade pessoal ou pressão da indústria ou ambos) simplesmente desapareceram da cena musical, e, infelizmente, também de nossas playlists, por mais que ainda estejam em atividade, gravando, realizando projetos de menor alcance, enfim, mas não menos nobres por isso.

Como toda nostalgia surge a partir do que vivemos, e claro, também de nossas preferências, impossível não mencionar a cena musical da segunda metade dos anos noventa, onde a presença de artistas como Sarah McLachlan, Paula Cole, Jewel, Sheryl Crow, Alanis Morissette e Fiona Apple conquistaram multidões, e fizeram com que toda uma geração refletisse sobre as pequenas coisas cotidianas através de suas melodias e letras.

Hoje, tendo já se passado mais de duas décadas desde o You oughta know da Alanis, fica a pergunta: alguém ainda se lembra dessas cantoras?

É claro que o gosto não é algo estático, e nem sempre a playlist da juventude permanecerá em nossas lembranças; é normal que muitas canções percam o sentido com o tempo, assim como é bem possível que uma banda de uma década que não vivemos torne-se, repentinamente, a trilha sonora de nossa vida.

Deixo esta pequena inquietação em relação ao nosso passado musical recente, já que numa época onde discursos de celebridades no Grammy e gravidez de estrelas do pop levam as redes sociais a um infinito textão sobre representatividade e empoderamento, penso que seria uma grande oportunidade para também sermos mais generosos com o trabalho das mulheres de gerações anteriores, mencionando-as como parte da história, e não as descartando, caso não tenham feito carreira na linha cronológica do pop, que é onde a maioria das pessoas encontra suas referências atualmente (aliás, cabe um parêntese: sei que há na música brasileira e principalmente no pop uma representatividade de artistas mulheres quase infinita, porém, é como falei anteriormente: não seria uma nostalgia legítima se eu contasse essa história a partir do que eu pouco ouvi, então, prefiro não focar nestes estilos).

Pois bem, sem entrarmos especificamente em assuntos e tretas que até hoje distanciam a humanidade, deixo uma pergunta no ar: O que estamos realmente valorizando na música de hoje? Como você vê o trabalho das artistas-cantoras de nossos dias? A sonoridade e as letras ainda importam, ou a atitude (assim como a atitude política) será irremediavelmente nossa primeira escolha?




Regiane

Dizem que as melhores coisas da vida, acontecem de repente, sem planejamento e acho que podemos dizer que é verdade. Ontem fui ao show do Pedro Mariano, cantor que acompanho e admiro, mas que ainda não havia tido o prazer de prestigiar ao vivo - convite de última hora, mas super bem vindo <3

Filho da cantora Elis Regina e do músico Cesar Camargo Mariano, Pedro pôde acompanhar de perto os passos dos mais importantes artistas da cena musical brasileira e desde cedo se envolveu nesse meio que viria a ser (também) seu trabalho de uma vida, vivenciado através da paixão pela música.

Sucesso absoluto desde que se lançou como cantor solo, aos 20 anos, Pedro está sempre se reinventando, assim como ao formato do seu show e ontem não foi diferente.

Ele retoma a parceria feita com dois amigos, Conrado Goys e Luis Gustavo Garcia, há alguns anos atrás e traz ao palco o que há de melhor em si e em sua carreira. O show foi no Teatro Municipal de Barueri, um ambiente confortável, deu para assistir ao show sentada, e foi muito bom ver o Pedro se divertindo no instrumento que ele mais curte, a bateria. O repertório foi composto de alguns clássicos seus - Nau, Voz no Ouvido, Perdoa, Sei de Mim, Simplesmente e outras - e também nos foi apresentada a canção "DNA" que fará parte de uma produção futura.

A aura do show foi bem intimista, aconchegante, parecia que eu estava na sala de casa, curtindo um show particular (não fossem os gritos da mulherada, que me traziam à realidade!!! - risos), e o Pedro parecia à vontade com a platéia que o acompanha há anos e com certeza é uma experiência que eu vou querer repetir - ou seja, farei parte desse rol de fãs que o seguem, mas não contem comigo para gritar "lindooooo" ou "musoooooooo", bem, talvez uma vez ou duas 😉.

Uma linda semana a todos nós, beijinhos!!!
fevereiro 05, 2017

No post de hoje, Bruno, Jonatas, Rafa, Rebeca e Regiane compartilham dicas de leituras e passeios. Confira o post #16 da série Uma semana e(m) um dia :)


Bruno

Comecei essa semana a leitura do livro Cat's Cradle, de Kurt Vonnegut, que ganhou sua edição em Português pela Editora Record como "Cama de Gato". Pensei em fazer uma resenha para ele após finalizar a leitura, entretanto, descobri que a ultima edição nacional foi lançada em 1993 pela Record (a edição que tenho é da Penguin/Uk lançada em 2011). Não que me importe em ler edições antigas, confesso que mesmo sem saber explicar tenho certo fascínio por edições antigas de livros, entretanto, quanto mais recente é sua publicação, fica mais fácil de se encontrar um exemplar e informações sobre o livro. 

Lembro-me de uma vez quando estava procurando pelas livrarias e sebos de Curitiba por qualquer edição de Horizonte Perdido (Lost Horizon - James Hilton, 1933) e só consegui achar uma edição da Abril Cultural de 1980. Como disse, nenhum problema se o livro fosse pra mim mas, como era um presente, tive que explicar para a pessoa que não pude encontrar uma edição mais nova. Enfim, existem centenas de livros magníficos que merecem reedições, enquanto isso, nos aventuremos nos sebos e sites por aí.



Jonatas 

Perambulei nesta última semana pela orla, principalmente por Copacabana e Ipanema, e tendo dizer que há nas ilhas, no céu, no mar e na vegetação ao longo da costa algo além de um discurso insistente de propaganda turística (quase folclórica) sobre a cidade do Rio de Janeiro.

Não conseguiria dizer esse algo mesmo que minha vida dependesse disso. Digo apenas que sempre ao passar em frente ao mar, especificamente o mar da baía, e ao ver o gigante deitado com os pés de pão-de-açúcar despontando ao sul, e sua cabeça de pedra da Gávea assentada ao norte, algo naquela natureza me conforta e mostra algo muito além do que a gente vê nos comerciais de turismo. Ela me revela que há uma beleza permanente e escondida que talvez só uma criança seja capaz de descrever enquanto brinca ao final da tarde sobre a pedra do Arpoador. Um consolo que nem mil dias de Carnaval irá expressar. Algo que você só poderá ver com seus próprios olhos.



Rafa

Domingo passado fui ao Shopping Total assistir Minha mãe é uma peça 2 com a minha tia lá em Porto Alegre. Mas o que mais me chamou a atenção foi a arquitetura do shopping e sua história.

O Shopping Total foi uma fabrica de cerveja há muitos anos, até que faliu, e aí a transformaram em um shopping. Adorei o passeio, pois você pode aproveitar para fazer compras, curtir as comidinhas e a linda arquitetura do prédio.

Recomendo pra você que quer conhecer algum lugar legal em Porto Alegre. Porque shopping também é cultura, né gente! :D



Rebeca

Hola! Se você é da geração portunhol como eu, provavelmente partilha deste sentimento de que a língua inglesa, por exemplo, parece um idioma de compreensão "mais fácil", já que desde sempre estivemos expostos à língua e seus inúmeros sotaques em letras de músicas, livros da Penguin e seriados favoritos.

Esta forma de "aprender com cultura e entretenimento" deveria ser um hábito de todo mundo que pretende desenvolver um novo idioma, porém, em momentos de desespero preciso-aprender-o-quanto-antes, resta-nos recorrer aos diálogos que já sabemos de cor e compará-los com o idioma estrangeiro, ou então investir em edições bilíngues, ou ainda curtir um semestre ou cinco em um curso intensivão aos sábados pela manhã.

No momento, estou na fase dos livros bilíngues mas, pessoa idosa que sou, não dispenso um bom caderno, sala de aula e livro, e não vejo a hora de arrumar grana pra estudar o idioma de Cervantes (sim, com todo respeito aos hermanos dos países vizinhos, mas quero mesmo é aprender um pouco do espanhol-da-Espanha, e quem sabe alguns de seus dialetos). Mais um item pra wishlist de 2017! <3 Foco, força, fé e vambora! 



Regiane

"Todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite", já dizia a música do Cidade Negra, e que pontua nossa vida social desorganizada (a vida após os 30 não fica nem um pouco mais tranquila ou ordenada - risos - já desisti de fazer planos com antecedência, vou seguindo a maré). E às vezes nossa espera não é em vão!

Ontem à noite, quando achei que o fim do dia se resumiria a passar roupa enquanto assistia à TV, recebi um convite de última hora para ir a um rodízio de comida japonesa. Confesso que tive um minuto de hesitação, mas que foi rapidamente substituído pela pergunta: "e porque não?". Assim sendo, tomada de energia e vigor, passei a noite saboreando iguarias da culinária do Japão (com exceção dos pratos que contém camarão, ao qual tenho alergia - uma pena, eu adoro camarão) e na companhia de amigos muito especiais, que me acolheram com muito carinho desde que tive que vir morar nessa cidade. 

É, acho que expectativas de vez em quando no sábado à noite, ou em qualquer outro dia, fazem bem. Vai que o Universo conspira e elas acabam sendo satisfeitas?

Uma linda semana para todos nós!!!
Beijinhos
<3
janeiro 29, 2017

No post de hoje, música, livros, gordices, cadernos e escritores ocupam os pensamentos de nossos colunistas. Confiram o décimo quinto post da série Uma semana e(m) um dia.


Bruno 

Estava escrevendo parte da resenha que publicarei aqui no blog essa semana, sobre o best seller holandês Tentativas de Fazer Algo da Vida e lembrei de uma citação contida no livro sobre uma interessante música holandesa, música essa que achei muito bela mesmo não entendendo nenhuma palavra, nem procurei tradução com receio de decepção, pois a canção soa para mim tão serena que não quero atrapalhar minha positiva interpretação pessoal, espero que vocês sintam o mesmo. Ouçam aqui.



Jonatas

Esta última semana passei praticamente todo o tempo escrevendo para participar do concurso de literatura infanto-juvenil Barco a Vapor, promovido pela Fundação SM. Rebeca me indicou o concurso no final do ano passado, porém, não consegui terminar meu livro e participar da 12ª edição. Curiosamente indiquei meu amigo, Lucas Carvalho, que foi o vencedor com o livro Deslumbres e assombros de uma jornada fabulosa. Acredito que alguns leitores do Blog Papel Papel, assim como nós, também sejam escritores e se interessem pela oportunidade. Então, deixo a dica aqui para vocês. E me desculpem por não falar nada de interessante além disso. Na verdade, tenho uma história inteirinha para contar, mas pelas regras desse tipo de concurso, não posso no momento. Mas prometo que até o final de ano falarei um pouco sobre ela. 

Uma ótima semana a todos!



Rebeca

Embora o verão permaneça, e permaneça intenso como um forno de padaria, resolvemos visitar a Babilônia Feira Hype, um evento de moda e gastronomia super tradicional aqui no Rio. Já comentei no Instagram a respeito das marcas cariocas de moda alternativa, então, neste post de domingo, vamos falar de amores, vamos falar de gordice, vamos falar de batata-frita!! 

Risos.

Seguindo a onda da gourmetização de qualquer coisa (afinal, desde que o combo Copa do Mundo + Olimpíadas literalmente arrombou as contas do Estado, o Rio de Janeiro passou a ser um dos lugares mais caros do mundo, e com uma sensação de bem estar social muito próxima a de um país africano - calor incluso), uma das modas alimentares da cidade é este consumo de batatas-fritas em uma embalagem de papel em formato de cone. Tento não ser totalmente pessimista em relação ao encarecimento até do ar que respiramos, afinal, pelo menos os designers, donos de gráfica e empreendedores da cidade estão ganhando uma boa grana por aí, e é assim que a vida segue. Há que se trabalhar e produzir, então, se é pro consumidor gastar um valor inflacionado por qualquer produto que lhe ofereça alguns minutos de prazer e gordice, que esse produto chegue até nós em sua melhor forma, ou seja, bem bonito, com um bom aroma e, preferencialmente, com um sabor que se destaque (afinal, no caso das batatas, se for pra ser uma mera batata, 'bora lá no McDonald's mesmo, ou no restaurante do bairro, não é?). Enfim. 

Sem mais críticas ao Estado Brasileiro (por ora), especialmente o Fluminense, recomendo o trabalho da galera do Del Toro pra quem estiver pelos eventinhos de rangos alternativos da cidade. Essa batata do cone custou 8 reais (haviam concorrentes com o mesmo produto ao custo de 15 reais!) e estava muuuuuito crocante, muito bem feita, quentinha, frita recentemente. Não experimentei os burguers da casa pois o calor era assustador e minha pressão baixa pedia apenas um carboidrato "leve" e muito sal. 

Então é isso. Aos amigos dos estados e cidades do interior, fica a pergunta: com 8 reais, que tipo de lanche você consegue comprar aí em sua vizinhança? Essa inflação bizarra já chegou até aí também? Conta pra gente nos comentários :)


Regiane

Fui convidada pela minha amiga Hida, do Blog da Hida a participar de um projeto dela em parceria com a loja de cadernos personalizados Meu Libretto

Lembram dos caderninhos que a gente passava no final do ano pro pessoal deixar mensagens e decorar, na época da escola? A ideia do projeto Meu Libretto Viajante é bem parecida. Um grupo de 4 pessoas, cada uma com o seu Libretto Viajante, vai decorar de acordo com suas próprias habilidades artísticas (prevejo tendinites à vista - risos) e enviar para que as demais façam o mesmo, fazendo dessa uma experiência coletiva de criatividade e colaboração. 

O Meu Libretto Viajante chegou essa semana e  estou ansiosa para começar a decorá-lo! A loka da papelaria que há em mim já está comprando adesivos, fitas decorativas, canetas, separando textos e afins para compartilhar com as gurias!!!

E vocês, estão participando de algo diferente?

Tenham uma linda semana, beijoooooo.


janeiro 22, 2017



Bruno

Consegui alguns dias livres do trabalho e parti para o interior de São Paulo visitar minha família. 

Pela proximidade com a capital, aproveitei para turistar um pouco, por mais que eu já conheça bem a capital. Decidi ir a locais que ainda não tinha ido, além é claro de bater ponto no Masp e na Liberdade, afinal, visitar São Paulo sem ir aos dois perde um pouco do sentido. 

Apesar da aparente sensação de abandono, o Jockey Club de São Paulo, em Cidade Jardim, ainda é um local muito gostoso de ir. Foi minha primeira visita ao local e, por estar habituado a ir ao Jockey Club da Gávea no Rio (comentei sobre esta visita no post #5 da série), não poderia deixar de prestigiar o Turfe paulista, numa tarde gostosa em um local com muita história.



Jonatas

Esta semana começou grave, percorreu breve e terminou bem leve há pouco mais de dez minutos. Não tive tempo para ler, ver filmes ou sair devido a um trabalho intenso de entregas e escrita ininterrupta. Durante as entregas posso até dizer que li cinquenta páginas de O Hobbit, de J. R. R. Tolkien (– muito obrigado, Rebeca!). Em breve escreverei uma resenha sobre ele, inclusive. Quanto à escrita, não posso dizer nada além de “sorvete de constelação de cetáceo” e “será que dá pra cair morto de tanto escrever?” 

Já que a semana parece ter durado menos que um dia, a este resumo fajuto adiciono um mistério. Na verdade é um mistério até para mim porque nunca li Deuses Americanos (EDIÇÃO PRFERIDA DO AUTOR, editora Intrínseca), de Neil Gaiman. Recebi no início da semana e só li a apresentação. Não tenho a menor intenção de saber sobre a história agora, porque quero saborear cada surpresa.

Descobri apenas que Gaiman percorreu boa parte dos Estados Unidos de carro e fez o máximo para escrever principalmente sobre os lugares por onde passou. Descobri também que “ninguém aprende a escrever romances,” como disse Gene Wolfe, seu amigo, “nós só aprendemos a escrever o romance em que estamos trabalhando.” Foi um ótimo início para mim. Ademais, daqui a algumas semanas vocês poderão saber como foi toda leitura através das resenhas que vou escrever para este blog e para o Nerd Geek Feelings.

P. S.: Sobre a pergunta no início, é sério. Se puder alguém me responda se dá pra morrer de tanto escrever.



Rafa

Minha semana em um dia. Bem, foi difícil escolher algo pra dizer, mas decidi pelo incrível A garota no trem. Assisti o filme na quinta feira e me apaixonei!

É um filme com muita tensão, que mexe com o psicológico da gente. Me peguei vidrada nele e na personagem Rachel, castigada por ser considerada uma bêbada inveterada que fez com que seu casamento acabasse. Mas, como nem tudo que parece é, fique de olho na história desse filme eletrizante (e que me fez perder o sono)!

Com mistério e suspense, é um filme perfeito para o domingo. Espero que gostem!!

Confira a sinopse do livro publicado pela Editora Record: Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas.

Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Jason –, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida.

Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos. 

Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A garota no trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado.



Rebeca

Pensamento randômico do dia:

- Não consigo trocar meus cds pelo Spotify. Não rola. Gosto de manter essa pilha de lembranças empoeiradas ali na estante, ao alcance da escuta e da minha nostalgia. Ainda mais agora, lendo o 30 e poucos anos e uma máquina do tempo, que tem tudo a ver com este sentimento antigo de quem guarda no bolso os anos noventa e outros tantos onde tenhamos sido felizes. Ou mesmo infelizes, porque o que importa é a forma como estes sentimentos ainda falam conosco e despertam alguma intensidade em nossas vidas hoje, mesmo que de forma puramente literária, ou confessional mesmo, enfim. 

Bom, e pra falar das canções que eu ouvia antigamente, vou deixar uma pequena playlist aqui pra vocês. Sem ordem de banda ou música favorita, apenas algumas canções que eu gostei de ouvir novamente hoje (e que não necessariamente pertencem aos cds da foto) e que eu espero que vocês também curtam relembrar, ou conhecer agora pela primeira vez.

Duncan Sheik - Barely Breathing
Hootie and the Blowfish - Let her cry
Collective Soul - December
Dishwalla - Counting Blue Cars
Spacehog - In the meantime
Bush - Glycerine

janeiro 15, 2017

Uma semana e(m) um dia, episódio 13. No post de hoje, Jonatas, Rebeca e Regiane compartilham sugestões de filmes e livros. 


Jonatas


Esta semana assisti a uma animação bastante citada em diversas listas de melhores animes recentemente. É a ficção científica romântica Kimi no na wa (Your name), dirigido por Makoto Shikai, que já conhecia pelo premiado 5 centímetros por segundo. 

Kimi no na wa conta a história de Mitsuha, uma colegial que vive na provinciana Itomori, e Taki, um rapaz do ensino médio que vive em Tóquio. Por um motivo misterioso, quando um dos adolescentes dorme, é transferido par ao corpo do outro. A princípio, ambos se comunicam apenas por mensagem, mas conforme ficam íntimos, o que era apenas um estranho acidente, torna-se o início de um romance impossível. 

A história também remente à lenda chinesa chamada “Akai Ito”, uma versão oriental para o conhecido mito das almas gêmeas, mas que, no caso, são ligadas por fios vermelhos invisíveis.

A causa do estranho fenômeno parece ter ligação com a passagem de um meteoro milenar, que também é prenúncio de uma grande tragédia para a cidade de Itomori. Então, já adianto a você: apesar de romântico, Kimi no na wa consegue ser bastante intenso. 

Eu ia cometer a tolice de comparar com Donnie Darko, devido ao clima de paradoxo temporal, mas não, não chega a tanto. Kimi no na wa tem o enredo bem parecido com o de A Casa do Lago (2006) – baseado em Siworae (2000), por também abordar o tema “amores que são impossíveis pela distância do tempo”. E se você gostou de A Casa do Lago, é bem possível que o anime também agrade

Espero que também se divirta com essa inusitada ficção científica romântica e desejo a você um ótimo filme.


Rebeca


Como domingo é o dia da retrospectiva, um dos recebidos da semana foi o A Passagem Secreta - leitura política e filosófica de Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho, do autor Pedro Braga, publicado pela Chiado Editora. Sobre o livro: "Pedro Braga, neste livro, deixa-se contagiar por esse clima lúdico e propõe uma leitura não só política, mas também filosófica. Ou autor propõe também ousadas possibilidades de interpretação, com fundamento na lógica e na matemática. Livro sério sem ser sisudo, escrito em um tom de quem faz o (ou participa do) jogo carrolliniano, e pretende desvendar o que se esconde por trás do espelho do País das Maravilhas". Toda curiosidade, admito! :)

Aproveitando este minuto de flashback, preciso dizer que estou AMANDO este tênis branco da Moleca, que finalmente encontrei numa promoção de fim de ano aqui no Rio <3 É um dos calçados mais confortáveis que já tive, sério.

Coisa curiosa foi ter recebido também nestes dias o 30 e poucos anos e uma máquina do tempo, um lançamento da Rocco que promete ser uma mistura de Alta Fidelidade com De volta pro futuro - e pelo pouco que folheei da história, posso dizer que parece mesmo :) Aliás, esta ideia de voltar ao tempo para realizar um sonho, e não para corrigir uma falha em nossos relacionamentos, é realmente um diferencial para a história, ainda mais se você curte o cenário musical alternativo dos anos 90 pra trás, ou se no peito bate aquela saudade "de tudo aquilo que não viu", como diria Renato Russo na música Índios.




Regiane

"Maribeth Klein estava trabalhando até tarde, à espera da conclusão das provas finais da edição de dezembro, quando infartou.

Aquelas primeiras pontadas no peito, porém, pareceram mais aflição que dor, e ela não pensou imediatamente em coração. Pensou em indigestão, provocada pela comida chinesa gordurosa que devorou, à própria mesa, uma hora antes. Pensou em ansiedade, provocada pelo tamanho da lista de afazeres para o dia seguinte. Pensou em irritação, provocada pela conversa com o marido, Jason, que mais cedo, quando ela telefonou, dava uma festinha com Oscar e Liv, apesar das reclamações do vizinho de baixo, Earl Jablonski, e ainda que manter os gêmeos acordados depois das oito aumentasse a probabilidade de um deles acordar no meio da noite (e de acordar Maribeth também).

Mas não pensou no coração. Maribeth tinha 44 anos. Sobrecarregada e extenuada, mas mostre a ela uma mãe que trabalha fora que não o seja. Além disso, Maribeth Klein era o tipo de mulher que, quando ouvia um estampido, não pensava em tiro. Pensava que alguém havia deixado a TV alta demais." (Trecho de Quando eu parti, de Gayle Forman)

Por aqui, a semana também permanece agitada, com muitos acontecimentos e pouco tempo pra colocar as coisas em dia. Então, também quero mostrar pra vocês alguns dos livros que recebi, e que espero fazer uma resenha muito em breve:

Quando eu parti, de Gayle Forman, lançado pela Record

Sinopse:  Primeiro romance adulto da consagrada autora de Se eu ficar, que ganhou as telas de cinema.

Quando um coração falha, não é apenas o corpo que trai. Mas sonhos desfeitos, amores não vividos, destinos cruzados. Maribeth Klein tem a própria cota de problemas: do marido omisso até a chefe e ”ex-amiga” Elizabeth, passando pelos gêmeos superativos. Ela está sempre tão ocupada que mal percebe um ataque cardíaco. Depois de uma complicação inesperada no procedimento cirúrgico, Maribeth começa a questionar os rumos que sua vida tomou e faz o impensável: vai embora de casa. Longe das exigências do marido, filhos e carreira, e com a ajuda de novos amigos, ela finalmente é capaz de enfrentar o passado e os segredos que guarda até de si mesma.

A Teoria de Tudo, de Jane Hawking, publicado pela Editora Gente. Sinopse: Quando Jane conhece Stephen, percebe que está entrando para uma família que é pelo menos diferente. Com grande sede de conhecimento, os Hawking possuíam o hábito de levar material de leitura para o jantar, ir a óperas e concertos e estimular o brilhantismo em seus filhos – entre eles aquele que seria conhecido como um dos maiores gênios da humanidade, Stephen.

Descubra a história por trás de Stephen Hawking, cientista e autor de sucessos como Uma breve história do tempo, que já vendeu mais de 25 milhões de exemplares. Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica aos 21 anos, enquanto conhecia a jovem tímida Jane, Hawking superou todas as expectativas dos médicos sobre suas chances de sobrevivência a partir da perseverança de sua mulher. Mesmo ao descobrir que a condição de Stephen apenas pioraria, Jane seguiu firme na decisão de compartilhar a vida com aquele que havia lhe encantado. Ao contar uma trajetória de 25 anos de casamento e três filhos, ela mostra uma história universal e tocante, narrada sob um ponto de vista único.

Boa semana pra vocês, amigos! Até breve!!!

janeiro 08, 2017


Domingão de sol, pele suada, pensamento fervendo. Quando janeiro não rima com férias, nada melhor que uma trilha sonora pra desestressar a correria do dia (já que um teletransporte pra fugir do calor infelizmente não é ainda possível).

No post #12 da série Uma semana e(m) um dia, compartilhamos  então alguns de nossos hits recentes preferidos.


Bruno



Não há como ignorar a ressaca pós fim de ano e a entediante volta ao cotidiano típicos de Janeiro mas, no meio de tanto trabalho, o Spotify e o Youtube são companheiros indispensáveis para o dia dia, logicamente quando seu chefe não está próximo, mas não é nisso que quero focar, mas sim no que ando escutando ultimamente, e nesse 2017 minha playlist anda pouco mais de 30 anos atrasada. As vestimentas são de gosto duvidoso, mas inegavelmente a década de 80 deixou muita coisa boa para nossos toca-discos, CD players, celulares, computadores, Ipods ou onde quer que você as escute, então, vou elucidar esse post com uma antítese entre o visual ridículo e uma excelente música: Kajagoogoo - Too Shy.


Jonatas


Joe Hisaishi é o nome artístico do compositor e diretor musical Mamoru Fujisawa, artista que conheci através das trilhas sonoras feitas para diversos filmes dos estúdios Ghibli. Eu sempre preferi melodias executadas ao som da voz, mas foi com Hisaishi que descobri as minhas favoritas peças para piano. Não tenho uma obra preferida entre tantas do grande mestre. Geralmente deixo a tocar as diversas versões em piano das trilhas de Nausicaä do Vale do Vento (1984), Castelo no céu (1986), Meu Vizinho Totoro (1988), Serviço de Entregas da Kiki (1989), Porco Rosso (1992), Princesa Mononoke (1997), A Viagem de Shihiro (2001), O Castelo Animado (2004), Ponyo (2008) e Vidas ao Vento (2013). O concerto Joe Hisaishi in Bugokan, um especial de 25 anos dos estúdios Ghibli, está sempre presente nas minhas listas. Foi o que praticamente ouvi durante toda esta semana de trabalho duro de revisões e escrita. As de Hisaishi são das poucas penas musicais que me fazem sentir em paz enquanto trabalho. Há uma quantidade interminável de interpretações diferentes da obra.


Rebeca


Poets of the Fall é uma banda finlandesa do início da década de 2000, felizmente atuante até hoje, mas que eu só descobri no ano passado, infelizmente. O canal do youtube dos caras não é muito atualizado, então, vale dar uma conferida também no Spotify, ou então não se importar muito com as montagens tipo vídeo do whatsapp que os fãs compartilham pelo Youtube.

Mas então, se a banda é praticamente desconhecida no Brasil, e muito por acaso descoberta no Youtube, como é possível gostar tanto de um som assim? Bem, meu princípio para uma boa apreciação musical é: quando me apresentam uma música ou uma banda que não conheço, e logo nos primeiros segundos da música eu já gosto da voz da pessoa ou de alguma parte instrumental, é quase certo que vou ouvir essa banda por um bom tempo, e muitas vezes pra sempre-toda-vida. Meio radical, eu sei. Mas desculpem, não consigo ouvir gente desafinada. Não me importa se é a pessoa mais cool e famosa da mpb, ou o indie dos indies da Califórnia ou de Londres: se a voz e o violão da pessoa soam estranhos, a ponto de "doer o ouvido", sorry, mas prefiro continuar com meu gosto de idosa que não ouve coisas da moda mesmo rs.

Mas enfim, pra quem quiser conhecer o mundo do Poets of the Fall, recomendo grandemente as faixas Desire, Roses e Late Goodbye :)

Chills
Chills come racing down my spine
Like a storm on my skin
With shaking hands
I'll guide your sweet soul into mine
Until I feel you within
And I know
I know that it's all about understanding

(Temple of Thought)


Regiane


Não sei determinar em que momento comecei a gostar das músicas do Pearl Jam, mas acredito que seja desde o seu primeiro CD Ten, já que há faixas dele que fazem parte das minhas playlists até hoje. Mas, enquanto a maioria das pessoas só procura conhecer os grandes singles da banda, eu estou sempre atrás daquelas canções que não tocam nas rádios e que falam intimamente comigo (sim, música não é só para ser um ruído de fundo quando você está correndo ou limpando a casa, tem que significar algo para você).

Coincidentemente ou não, hoje todos estamos falando de músicas marcantes, e desde ontem eu ouço uma playlist do Pearl Jam no Spotify, e tem muita coisa boa além de Black e Jeremy, acreditem!!!

Entre minhas favoritas da banda está Just Breathe, uma canção de letra e melodia melancólicas que me arrebata toda vez que eu ouço, fora que a voz do Eddie é tão dolorida nessa música que nos leva a sentir o mesmo. Inclusive, uma das frases de sua letra é uma séria candidata a se tornar uma tatuagem (assim que eu conseguir controlar minha fobia de agulhas um pouco - não riam, é sério!).

Uma ótima semana com trilhas sonoras incríveis!!!
Beijos!


janeiro 01, 2017




Bruno / Jonatas

Bruno e Jonatas enviam saudações das festividades no litoral carioca, onde curtiram o dia 31 em meio a multidão dos fogos e dos amigos. E já que os garotos não estão por aqui hoje, vou ocupar o espaço do post deles e deixar meu agradecimento por todas as conversas e ideais compartilhados neste primeiro ano de parceria aqui no Blog! Aliás, um dos motivos para acreditar cada vez mais neste projeto de escrita colaborativa é justamente essa proximidade de pensamento que todos temos; é sempre uma alegria perceber que não estamos sozinhos naquilo em que acreditamos e escolhemos para a vida; valeu mesmo, Bruno, Jonas e Regiane! Sem vocês eu ainda estaria lendo a ementa obrigatória da faculdade e do meu círculo profissional rs. Nada como "ser resgatada" para o universo do "vamos ler aquilo que o coração achar que é pra ser lido"! Afinal, é só assim que a gente consegue sentir e transmitir algo verdadeiro, não é mesmo?


Rebeca


I. O casamento, a expectativa, a morte e o nascimento. E toda virada de ano faz com que a gente se lembre de tudo isso. Fiquei procurando na estante alguma história que falasse desses rituais de toda vida, e lembrei dos mangás que conheci há alguns dias; o Oriente parece mesmo entender a brevidade dos dias, assim como a passagem de um humor ao outro, de um estado de alma ao seguinte. Quem diria que mangás poderiam ser tão bacanas assim, viu. Espero que o Novo Ano siga o mesmo caminho.

II. Dois anos de blog daqui a alguns meses; grandes amizades e parcerias em todo esse tempo. Gratidão pela companhia de vocês! 

III. É preciso aprender com o silêncio. E com a vontade de compartilhar o que arrebenta no peito. E torcer pra que no meio de tanto verbo que a gente encontre uma voz verdadeira. E quem sabe o melhor dos ouvintes.


Regiane

2016 certamente foi um ano conturbado. Tive um princípio de quadro depressivo no primeiro semestre do ano, quando comecei a trabalhar 12 horas por dia, e por muito pouco não solicitei uma licença médica, o que me prejudicaria muito futuramente. O cansaço mental e físico me esgotaram a ponto de eu abrir mão do meu blog, que era o meu momento de respiro, de prazer. Tive que começar a pagar uma dívida que não é só minha, mas que acabou sendo, trazendo-me uma complicação a mais. Minha mãe teve alguns problemas de saúde e precisei correr com ela de um lado ao outro atrás de médicos que dessem uma solução. Enfim, nada muito diferente do que a grande maioria das pessoas que eu conheço passou durante o ano.

Mas, nem tudo são dores. Tive a oportunidade de conhecer (ainda que virtualmente) muitas pessoas interessantes e que hoje fazem parte da minha vida, como se sempre tivessem estado aqui. Comecei projetos literários que antes só estavam no fundo da minha mente, como as Crônicas de Amor e Música que vocês podem acompanhar aqui no blog, e por livre e espontânea pressão transformei o Conto Tinderela em algo maior, e agora ele está na Amazon ganhando o coração de outras pessoas. Fui convocada para trabalhar em outra prefeitura, situação que eu aguardava há muito tempo (ok, ainda estou trabalhando feito doida, cansada, com pouco tempo pra tudo, mas mentalmente bem), o que contribuiu e muito para que eu não me estressasse com as contas.

E finalmente consegui relaxar um pouco, viajando para o litoral tanto no Natal quanto no Réveillon, coisa que eu não fazia há muitos anos.

No final do dia de ontem, olhei pro céu estrelado e mais brilhante pelos fogos de artifício e agradeci, porque o saldo foi positivo. Tenho mais a agradecer do que a lamentar pelo ano que se foi e isso é uma dádiva, tenho certeza.

Os agradecimentos são muitos, mas eu vou me limitar a agradecer a vocês que nos acompanham nesse espaço que tanta alegria me trouxe esse tempo em que participo e compartilho e agradeço principalmente à Reb por sua amizade e por abrir esse espaço para mim. Meu coração é cheio de gratidão, sempre!!!

Feliz Ano Novo!!!
dezembro 24, 2016


Rebeca: Sim, você ainda pode gostar do Natal, assim como da procissão que passa pelo bairro e do Coral que se apresenta no shopping, no coreto e na Igreja perto de casa. Talvez as pessoas nos achassem mais legais (tanto nós-do-blog como você que se identifica com o memorial de hoje) se ao invés de cultivarmos tradições escolhêssemos falar de alguma bandeira contemporânea, mas... como chegamos ao vinte e cinco de dezembro, vamos conversar um pouquinho sobre a data sim.

Mas ok, entendo quem diz que "não há datas comemorativas que atendam a todos os grupos de crença deste país"; no entanto, entendo também que, enquanto carioca, não há a menor chance de minha aversão ao calor e aos blocos ter algum valor durante o tradicional verão carnavalesco do Rio. Ou seja: não dá pra simplesmente comparar o Brasil com a Suécia ("queremos ser laicos, ricos e lindos em 3, 2...") e muito menos acreditar que tradições irão para a lata do lixo com uma revolução no Facebook.

Uma coisa que podemos ter certeza é: o ser humano sempre irá discordar e se aborrecer com a política local, a arbitrariedade dos feriados e o gosto e crença dos familiares e amiguinhos. Não tem muito jeito, e não é só no Natal que acontece isso.

Uma segunda coisa que podemos ter certeza também: não nos tornamos mais legais ou menos chatos por gostarmos ou não de celebrações antigas. Continuamos sendo apenas pessoas que escolheram gostar ou não de tradições, não importa se a da ceia em família ou a daquela folga no feriadão pra curtir um netflix sozinho. Até porque, a fragilidade de nossas relações não é culpa de Deus, é nossa mesmo. Então, neste décimo post da série Uma semana e(m) um dia, vamos celebrar o panetone, a árvore de Natal, o Papai Noel, Jesus e, principalmente, a caridade. E ao invés de postarmos comentários sobre a nossa semana, resolvemos compartilhar alguns links de instituições e projetos que precisam muito de nossa colaboração e voluntariado. Vamos ajudar? <3

Ah! E claro, não poderíamos fechar esse post sem nossos melhores votos de Mais Amor e Mais Chocotones, pra todos nós, pra todo mundo, por favor :)



Bruno: Não me importo muito se a data é em homenagem ao deus Mitra ou se parte do simbolismo vem da cultura nórdica, o que importa é que o Natal reforça (ou ao menos deveria) nossas tradições cristãs. Sendo assim, nada mais cristão do que ajudar o próximo, e é com essa ideia que eu sempre que posso ajudo algumas instituições ou pessoas que necessitam de suporte; sempre acho que a igreja próxima, a vizinha desempregada, algum idoso que precisa de um ombro amigo, sendo parente ou não, devem ser os primeiros a receber nossa atenção. Porém, vou aqui falar de causas que qualquer um pode conhecer e ajudar, e estas foram as instituições que eu ajudei nesse fim de ano:

Associação dos Pintores com a Boca e os Pés

O trabalho dessa associação é maravilhoso, produzindo excelentes artistas que só podem pintar com a boca ou os pés devido a alguma deficiência. Você pode, inclusive, adquirir cartões muito bonitos com as obras desses pintores. Vale a pena conferir o site e ajudar!

 


Sobre: A Associação dos Pintores com a Boca e os Pés, fundada em 1956 por Erich Stegmann, tem proporcionado uma condição de vida independente para os seus membros, verdadeiros artistas, que não podem fazer o uso de suas mãos para a prática da pintura. Todos os artistas membros dessa Associação Internacional se beneficiam da venda da reprodução de suas pinturas transformadas em cartões de Natal, calendários e outras peças de grande expressão artística.


Suipa


Mesmo sendo uma instituição de causa animal, não tenho como deixar de falar da instituição que eu (tento) ajudar todo mês. Acho que todo mundo conhece o trabalho deles pela mídia, mas quem é do Rio e já conheceu a realidade da Suipa de perto sabe o quanto eles necessitam de ajuda para esse trabalho maravilhoso.

Sobre: Com 73 anos de existência, completados em Abril de 2016, a SUIPA permanece viva, como uma entidade particular, não eutanásica, sem fins lucrativos, e de utilidade pública. Além do abrigo, a SUIPA mantém em sua sede uma Assistência Veterinária, com preços populares, para que todas as pessoas possam cuidar de seus animais de estimação, de segunda a domingo e também nos feriados. A receita arrecadada, na Assistência Veterinária, é direcionada para cobrir diversas despesas da Entidade.



A Arte Salva

Rebeca: Encontrei recentemente no Instagram a iniciativa social A Arte Salva, idealizada pela atriz Karina Duarte, cujo projeto ampara crianças da favela 4 Rodas, localizada no antigo maior lixão da América Latina, em Jardim Gramacho, no bairro de Duque de Caxias aqui no Rio. Através do amor pela arte, o grupo promove aulas para as crianças da comunidade, sempre com a esperança de que a arte pode curar e transformar vidas.

Até 20 de janeiro você pode contribuir com o projeto A Arte Salva através do site vakinha.com, ou entrar em contato pelo e-mail contato@aartesalva.com para saber a melhor forma de realizar sua doação.
 


Lar Betânia

Regiane: Aqui em Ferraz de Vasconcelos / SP uma instituição muito conhecida é o Lar Betânia, uma organização não governamental (ONG) sem fins lucrativos que há 45 anos acolhe crianças e adolescentes vítimas de abandono, maus tratos físicos e psíquicos, em situação de exploração e do trabalho infantil, encaminhados tanto pelo Fórum como pelo Conselho Tutelar da cidade de Ferraz de Vasconcelos. 

Você pode entrar em contato com a instituição pelo email faleconosco@larbetania.com.br ou realizar uma doação pelo Banco Bradesco - Agencia: 0165-1 - Conta Corrente: 60830-0
 


E você, gostaria de indicar alguma instituição pra gente? Compartilha o link nos comentários :)